Nem Tudo É De Primeira
14 Nem Tudo É De Primeira
Notas iniciais
Percy estava naquele estado em que você se sente até mal de tanta besteira que você comeu de uma vez só e que sua consciência pede pelo menos uma fruta, só pra dizer que não comeu só isso, mas você também sente que se você comer mais alguma coisa algo vai explodir.
Resumindo, uma das melhores sensações do mundo.
Com um suspiro satisfeito, fechou os olhos e deixou a cabeça descansar contra o braço do sofá, esticando ao mesmo tempo suas pernas por debaixo da mesa. Conseguia sentir de leve os fios negros de Nico pinicarem o seu pescoço de onde o menino estava deitado no sofá, atrás de si, tão satisfeito e tranquilo quanto ele mesmo.
Esticou o braço o suficiente para cutucar as costelas do semideus mais novo, que saltou para longe num ato. “Ei!” O filho de Hades virou no sofá e ficou de frente para si, uma ruga leve entre as sobrancelhas.
Sorriu de maneira meio maníaca. “Agora diz de novo que comer é chato.”
O mais novo congelou por um segundo, e então revirou os olhos da maneira menos discreta possível. “Você ainda está nisso? Eu só disse aquilo para você parar de me encher.”
Percy ergueu uma sobrancelha de maneira arrogante e intrigada ao mesmo tempo e foi uma luta interna manter essa expressão diante a cara que Nico fez. “Sério? Bom...” Olhou deliberadamente para a pilha de lixo aos pés do outro semideus. “Acho que não deu muito certo.”
E se voltou para o menor a tempo de evitar uma travesseirada violenta. Saltou para longe rindo e fingiu não notar a linha apertada dos lábios de Nico que se curvavam para cima nas pontas, mesmo quando o moreno lutava para manter uma fachada irritada.
Um sino soou ao longe e os dois congelaram.
Então Percy se ergueu num pulo do chão. “Já são oito horas?! Merda, merda, merda.” Disparou ao redor da mesa procurando os seus tênis. “Eu tenho que ir agora senão vou me ferrar. Merda.” Onde estavam a porcaria dos seus tênis? Olhou ao redor e viu um perto da lareira. Rapidamente o agarrou e começou a pô-lo ao mesmo tempo em que continuava a procurar pelo outro, saltitando pelo lugar.
Nico não disse nada por um momento, só o olhou do sofá onde ele já havia sentado. Por fim ele se ergueu e murmurou um baixo. “Vou pegar a sua jaqueta.”
O filho do mar deu uma pausa no que fazia e olhou para o filho do deus dos mortos, caminhando sem fazer nenhum ruído em meio à cabine já escurecida. Sentiu uma pontada no peito familiar, que ele já havia desistido de classificar. Percy queria poder ficar ali, zoando e conversando com Nico como se não houvesse mais nada no mundo, queria poder tirar mais tempo para ajudar menor, pois ele sabia que aquilo tudo fora só a ponta do iceberg que Nico vinha escondendo há deuses sabe há quanto tempo e seus esforços dessa manhã e de ontem só podiam ser considerados como um passo inicial.
Mas ele tinha que ir, de verdade. Não estava de férias e amanhã tinha aula, com uma penca de deveres que ele não tinha feito. Além do mais, Percy tinha se esquecido de avisar sua mãe que não iria para casa no final de semana e ele não tinha celular.
Soltou um suspiro sem som e ignorou sua vontade de ir atrás do menor, forçando-se a se focar em achar seu outro tênis. Agachou-se no chão e olhou em baixo da mesa. Logo identificou seu outro calçado perto do apoio do móvel e esticou o braço, arrastando a mão por de cima do tapete até alcançar o objeto. Voltou de debaixo da mesa e sentou-se no chão, enfiando apressadamente o tênis no pé e amarrando de qualquer jeito os cadarços.
Ergueu-se num pulo do chão no mesmo instante que Nico retornou, segurando sua jaqueta nas mãos. “Aqui.” Disse silenciosamente e lhe esticou a vestimenta. E o garoto parecia tão recolhido, quieto, com um peso nos ombros que fez algo se retorcer dentro de si dolorosamente. Instintivamente Percy quis dizer que tinha desistido de voltar, que já era tarde demais para voltar a tempo e que ele teria que passar a noite no Acampamento. Qualquer coisa para tirar aquele peso daqueles ombros magros — só que ele não podia, então olhou do rosto do menor, encarando-o meio incerto, para o objeto em suas mãos e num impulso que ele sabia perfeitamente de onde estava vindo falou:
“Pode ficar.”
Nico piscou os olhos, chocado. “O que?”
“A jaqueta, pode ficar com ela.” Respondeu enquanto desdobrava as mangas da sua camiseta. “Eu tenho outra.”
“Mas...“ O menor olhou para a vestimenta em suas mãos por um momento antes de sacudir a cabeça fervorosamente e esticar sua mão de novo. “Não, eu não- isso, isso parece caro, eu não posso-“
“Nah, imagina, claro que você pode. Não foi tão caro assim.” A jaqueta na verdade custara um mês inteiro de trabalho, mas Nico não precisava saber disso.
O garoto recuou devagar o braço, ainda parecendo incerto. Percy revirou os olhos e se adiantou, tirando o objeto das mãos menores e o jogando por cima dos ombros magros, assim como tinha feito no cemitério e assim como no cemitério, a jaqueta caiu até o meio das coxas do filho de Hades com a área dos ombros ficando larga demais e as mangas exageradamente longas para os braços finos. Lembrava-o da primeira vez que Nico participou dos jogos de guerra, com uma armadura grande demais caindo do seu corpo e parecendo totalmente desproporcional.
Sorriu de lado. “Viu? Perfeito.”
O menor ergueu uma sobrancelha indagadora por um momento, mas então desviou os olhos para o chão. Deslizou uma mão pela borda da jaqueta e agarrou o zíper, começando a brincar com ele nervosamente. Percy se distraiu com essa visão, tanto que quase não escutou quando o mais novo falou de novo, num tom incrivelmente baixo.
“Obrigado.”
Sorriu. “De nada.”
Houve uma pausa constrangedora. Então ele falou de novo, com o cuidado de tentar soar casual e errando por algumas milhas de distancia. “Escuta, Nico. Se você... se você, por acaso, estiver... quero dizer, eu- eu sempre vou...” Parou com um momento, pigarrando. Então recomeçou, não muito melhor do que antes. “Eu só quero dizer que... durante a semana, eu nunca faço nada das onze ao meio-dia ou das dez a meia-noite, então se você quiser... sei lá, conversar ou só- só quiser passar o tempo, eu sempre vou... sabe?” Terminou miseravelmente, apertando o musculo tenso entre o seu ombro e seu pescoço.
Arriscou olhar para Nico.
O menor o encarava numa expressão surpresa, a boca ligeiramente aberta. Mas logo ele a fechou num estalido e engoliu em seco, fazendo o seu pomo-de-adão se mexer levemente. O próprio Nico pigarrou uma vez, desviando os olhos para o lado. “Eu- eu entendi. Eu...” Mas então ele segurou a boca aberta por um segundo, sem dizer nada, e logo a fechou, encerrando o que ia dizer.
Houve uma segundo pausa estranha.
E então se ouviu o segundo sinal do jantar e Percy arregalou os olhos.
“Droga, eu tenho que ir." Exclamou de súbito, olhando para o relógio na parede do chalé. "Você devolve o livro para a Ella para mim, por favor?” Pediu apressadamente e disparou em direção à porta assim que viu Nico balançar a cabeça, sem dar tempo para ele responder verbalmente. "Valeu, até!"
“Percy, espera!”
Congelou de súbito no batente e se virou para Nico, que havia ficado para trás. O garoto parou, a boca aberta como ele fosse gritar algo, mas assim que viu que o filho do mar havia o escutado, fechou-a passando de leve a língua nos lábios ressecados. Então falou cuidadosamente, suas mãos apertando a jaqueta em volta dos seus ombros com força. “Aspída.”
“Saúde.”
Nico sorriu por um segundo, um sorriso rápido e honesto. “Não, essa... essa é a senha pra entrar aqui. Aspída. Se você for entrar aqui, seria... desagradável se você tivesse um ataque e morresse, eu teria que limpar depois.” Tentou terminar com desdém, mas ele vinha perdendo essa capacidade fazia um tempo já.
Ou talvez fosse Percy reparando melhor.
Dessa vez sorriu abertamente. “Obrigado, Nico.”
E quando se virou para voltar a correr, ele poderia ter jurado que viu Nico sorrindo também.
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*
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Percy conseguiu voltar à escola a tempo, mas foi por muito pouco e exigiu uns quinze minutos de imploração divina para que não houvesse ninguém no portão no hora que ele pulou.
Não foi com surpresa que encontrou as portas para os dormitórios trancadas e com um segurança na mesa, que por pouco não viu Percy do lado de fora. Disparou contornando ao redor do prédio até chegar no lado aonde ficava o seu quarto e contou até o terceiro andar, décima quinta janela da esquerda pra direita. Suspirou fundo e se aproximou da parede, procurando um caminho. Com cuidado, começou a escalar utilizando a mesma regra de três anos atrás: Um pra três.
Em poucos minutos e alguns arranhões depois, ele alcançou o andar do seu quarto e fez uma promessa mental de que se Dean tivesse resolvido trancar a janela justamente naquela noite depois de quase meio ano discutindo com o rapaz para ele fazer isso, Percy o trancaria num quarto com uma Lina bêbada que tinha a maravilhosa tendência de beijar todo mundo que encontrava. Deslizou sua mão direita para a tranca da janela após se certificar que estava estável nos outros três pontos e puxou o vidro, que felizmente deslizou silenciosamente para o lado. Agarrando a beirada, içou a si mesmo pelo batente até estar com meio corpo para dentro. Depois, com cuidado para não acertar nada que estivesse em cima da escrivania, jogou as pernas para o outro lado, pousando no chão com um baque surdo.
Ergueu-se do chão, limpando a umidade e a sujeira das mãos nas suas jeans e olhando ao redor. Notou que a cama de Dean ainda estava vazia e segurou um sorriso, feliz em saber que o amigo havia finalmente saído depois de uma semana se segurando por causa dele.
Soltou um suspiro silencioso e estava no processo de tirar a sua camiseta quando de repente a luz acendeu.
“Ora, ora, se não é o príncipe encantado escalando a torre da Rapunzel?”
Percy virou devagar, a camiseta ainda enroscada na sua cabeça e nos seus braços.
Lá estava Lina, sentada na cadeira da escrivania com os pés sobre a mesa e a mão de unhas pretas e longas sobre o interruptor do abajur. A outra mão apoiava o rosto aberto num sorriso com os olhos castanhos ligeiramente fechados numa expressão impossivelmente presunçosa.
“Ou talvez voltando da torre da Rapunzel." A morena cruzou os braços e ergueu uma sobrancelha sugestiva. "Isso são marcas que eu vejo?”
Percy olhou para baixo e notou pela primeira vez que todas as suas peripécias dos últimos dois dias estavam começando a surgir na sua pele, desde os golpes do cemitério aos arranhados de Nico da cabine. Algumas manchas arroxeadas nas suas costas e marcas visíveis de unhas e dedos nos seus braços, deixando uma visão não muito... pura.
Sentiu o seu rosto queimar no exato segundo que entendeu o que Lina estava sugerindo. “Deuses, não é nada disso!” Esganiçou, empurrando a camiseta para baixo de novo de modo definitivo.
A garota soltou um hmmmn longo e malicioso. “Eu aqui apenas querendo conversar com o senhor, esperando talvez consola-lo ou mesmo lhe dar alguns conselhos, mas eu vejo que você já resolveu as coisas com o Don Nico, huh?”
“Deuses!” Escondeu o rosto fervendo atrás de uma mão, esticando a palma da outra para Lina. “Não. É. Nada. Disso!”
“Sei.”
“Eu estou falando sério!”
“Eu sei!” Falou a morena e ela então gargalhou, pendendo a cabeça para trás de leve. “Relaxa, rapaz! Mesmo que Penny não tivesse me contado, você é puro demais pra esse tipo de coisa.” Ela piscou um olho castanho para si, sorrindo com todos os dentes. “Tem mais chances você ter conseguido isso-” Apontou para o seu tronco. “-salvando um gato de cima de uma arvore do que pegando alguém, como eu assumiria caso fosse Dean no seu lugar.”
Franziu o cenho pra a amiga, ainda sentindo o rosto queimando. Sentou-se ligeiramente emburrado e ainda infinitamente constrangido. “Penny te contou aonde eu ia?”
Ainda sorrindo, Lina empurrou a mesa com os pés e deslizou com a cadeira de rodas até estar diante de Percy. “Yep! Ela me ligou, cancelando nosso cinema dizendo que estava sem grana. Dai eu perguntei: Ué, mas você não tinha cinquenta conto ontem mesmo? Daí ela disse: É, mas eu dei pro Percy. E eu perguntei: Por que você deu cinquenta reais pro Percy? E ela me respondeu: Porque ele estava precisando para poder se encontrar com o namorado dele e os dois se reconciliarem de vez.”
Semicerrou os olhos para a garota mortal, totalmente não comprando a história da amiga. “Eu sei que a Penny não disse isso.” Declarou.
A metaleira fez uma cara de desentendida antes de responder inocentemente. “É claro que ela disse, eu só reformulei as palavras para deixar mais claro.”
Abriu a boca para retrucar imediatamente, mas então parou, vendo a expressão divertida de Lina e desistiu no segundo seguinte. “Esquece, eu não vou entrar na sua.”
A garota fez um leve biquinho. “Chatoo!”
“Em carne e osso.”
Lina riu e girou uma última vez na cadeira, antes de se erguer de repente e se jogar na cama ao seu lado, fazendo o colchão sacudir levemente. “Então.” Falou, olhando-o com um sorriso suave nos lábios. “Como foi? Pelo o que pude deduzir, rolou briga em algum ponto.”
Olhou de esgueira uma única vez para a amiga antes de suspirar. Deslizou uma mão pelo cabelo, tirando-o do seu rosto. “Aconteceu algumas coisas, sim.” Concordou. “Nico não queria conversar de inicio e eu acabei perdendo a paciência depois, rolou uma espécie... uma espécie de briga mesmo. Mas...” Deu uma pausa.
Lina ergueu ambas as sobrancelhas. “Mas...? O que? Deu tudo certo, no final?”
Percy deu de ombros numa resposta honesta, seus olhos presos na parede oposta. “Sinceramente, eu não sei bem, mas o Nico meio... meio que se abriu um pouco comigo depois, sabe? Explicou um pouco da situação dele e de... e de outros problemas que eu não sabia. Então eu acho que talvez... talvez as coisas comecem a melhorar.”
A mortal fez um som pensativo do fundo da garganta, balançando devagar a cabeça como se estivesse refletindo sobre o que tinha ouvido. Por fim sorriu daquele modo característico dela, aberto e expondo os dentes, antes de soca-lo com força no braço.
Saltou para longe instintivamente, segurando o local dolorido. Olhou indignado para a amiga. “Ai.” Falou enfaticamente.
Lina o ignorou. “Mandou bem, Percy.” Respondeu com um aceno aprovador da cabeça. “O garoto foda de sempre, resolvendo os problemas de todo mundo como se não fosse nada.”
Bufou de maneira nada elegante. “Só que não.”
Foi a vez da garota dar de ombros levemente. “Ok, talvez não resolvendo, mas você tenta e é isso que importa.” Lina então se ergueu da cama e lhe deu um outro sorriso, um segundo antes dela se adiantar e bagunçar fervorosamente seu cabelo. “Ei!” Exclamou e se afastou, rindo de leve. “O que foi isso?”
“Nunca mude, Percy.” Ela disse, piscando um olho para si antes de se virar e se dirigir para a porta. “Bye!”
Logo se ouviu o barulho da porta batendo.
Piscou os olhos.
O que foi isso?
Ainda intrigado, se ergueu da cama silenciosamente e se dirigiu para o armário. Durante esse processo seus olhos se distraíram com a visão do seu laptop aberto, a tela irradiando luz branca. Franziu de leve o cenho, pois jurava que tinha ao menos fechado a tampa quando havia saído ontem. Aproximou-se da mesa, colocando a mão sobre a superfície quente do aparelho.
Foi quando viu o que estava na tela.
Congelou por um momento.
Então sorriu.
Então era isso?
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PJ123 Há dois dias
Ninguém controle por quem se atrai e por quem se apaixona.
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LinaHorizonte3452 curtiu isso 2 minutos atrás assim
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Fechou a tampa do laptop e olhou pela janela, para o céu estrelado da noite, sentindo as palavras de Lina na sua cabeça.
[...talvez não resolvendo, mas você tenta...]
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*
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Dean ressoava suavemente na cama, sendo que o rapaz só havia chegado meio hora atrás com forças somente o suficiente para sorrir para Percy e então desabar no colchão, dormindo quase que imediatamente.
Então, se Dean brigasse com ele mais tarde, essa seria a sua defesa.
Você desabou na hora! Nem deu tempo para perguntar.
Era fraco, ele sabia, mas esperava que o outro rapaz o perdoasse por ter usado seu celular sem permissão. Percy nem mesmo iria xeretar, só faria o essencial que seria a ligação.
Suspirou fundo, sua respiração fazendo vapor na noite fria. Olhou para o céu estrelado do terraço da sua escola, Contracorrente em sua mão por pura precaução. Então baixou os olhos para o celular em suas mãos, com o número já digitado na tela.
Apertou LIGAR. E pôs o objeto contra o ouvido.
Tocou dez vezes antes de uma voz sonolenta e irritada, que prometia dor e sofrimento tão claramente que Percy não pode não sorrir, atender.
"O que é?"
Olhou para o céu estrelado de novo.
"Olá Reyna."
Silêncio por um momento. Então um hesitante "Percy?"
"Esse mesmo."
Houve uma pausa onde ele pode escutar a amiga se erguendo da cama, talvez coçando irritadamente os olhos. "Por que diabos você está me ligando as três da manha?" A nota perigosa da voz da garota não havia sumido.
Seus olhos reconheceram a constelação da Caçadora e Zoë Doce-Amarga pareceu brilhar mais do que nunca no céu.
"Eu preciso da sua ajuda."
[...e é isso que importa.]
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