Nem Tudo É De Primeira

13 Nem Tudo É De Primeira


Notas iniciais
EU TINHA ESQUECIDO QUE NÃO PODIA POSTAR CAPITULO COMO AVISO E AGORA PERDI O CAP13 E TODOS OS COMENTARIOS, ISSO É TÃO CRUEL!!!! TT.TT AVISO: E, a proposito, eu fui enganada pela minha escola porque aparentemente as provas não acabam no dia sete e sim iniciam o seu segundo turno, então, é, eu ainda estou de provas por mais ou menos mais duas semanas. Provavelmente não postarei nada no próximo domingo, desculpem.

“Hey, little Seaman! Hey, little Seaman! There is a knot in your heart, there is a knot in your heart! That´s holding you on Earth! That´s holding you on Earth! You will no longer sail, little Seaman?!”

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*

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“Você está gelado. Como você pode estar gelado? Estamos na frente de uma lareira.”

“Eu estou perfeitamente bem. Você que parece que engoliu o sol.”

“Não parece, eu sou o sol- Ai! Isso dói!”

“É meio que o ponto.”

“Violência.”

“Meu nome do meio.”

“Sei.”

“...”

“...”

“...”

“Eu estou com fome.”

“Bom pra você.”

“Você está com fome?”

“Não.”

“Mas que TPM é es- Ai, ai, ai! Isso é golpe baixo! Isso é golp- ai!”

“Fica quieto, Percy.”

“Eu hein, estressado, vai ficar com rugas aos vinte anos- Ai,ai, ai! Tá bom, eu paro, eu paro!”

“Huh.”

“...”

“...”

“Mas é sério, Nico, já deve ser uma hora.”

“... Já passei mais tempo sem comer.”

“Pois não deveria, faz mal para a saúde.”

“Você parece o Jason agora.”

“Ei! Ofende, mas não magoe. Além do mais comer é tão bom! Como você pode não gostar?”

“Esquece, não parece mais. É por isso que você engordou.”

“Todo avião tem pneu.”

“...”

“O que?”

“Eu vou fingir que não ouvi isso e vou te ignorar a partir de agora.”

“Como assim? Ei!”

“...”

“...”

“...”

“... De verdade, minha barriga vai começar a roncar e isso eu não consigo fazer em silêncio.”

“...”

“Eu vou buscar alguma coisa pra nós, ok?”

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*

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Ao se erguer, ele sentiu um leve puxão na sua camiseta.

E embora ele não tivesse imaginado isso (ele tinha certeza) quando se virou, Nico encarava o encosto do sofá, de costas para si.

Não perguntou.

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*

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Tocou de leve o cabelo ébano.

“Não se preocupe, Nico, eu já volto.”

Não teve resposta.

Mas quando Percy se ergueu de novo, não sentiu nenhum puxão.

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*

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A questão era que o Acampamento não tinha uma cozinha propriamente dita, com comida de verdade além de derivados de morango. Claro, eles tinham um lugar para lavar pratos (porque mesmo com toda magia dali, a louça ainda não se lavava sozinha, o que Percy achava pessoalmente ofensivo, mas ninguém o escutava), mas não um freezer com comida como em acampamentos mortais. E como ele só comia nos horários, Percy não sabia se tinha uma alternativa durante os intervalos que não fosse os irmãos Stolls – que também estavam fora de cogitação, pois ele estava completamente quebrado.

Após um momento de hesitação nos degraus do chalé de Hades, Percy decidiu que sua melhor opção era conseguir um prato e tentar invocar comido no refeitório, rezando para que uma hora ainda fosse considerado horário de almoço. Logo se colocou a caminhar em direção a cozinha.

Durante o caminho avistou o acampamento entrar em vida durante o ano letivo, com alguns semideuses já investidos em suas atividades, embora um ou outro tivesse o avistado e acenado para os quais ele acenou de volta, mas Percy procurou não parar. Apertou o passo e estava começando a formular um plano mais ou menos suicida para passar pelas harpias quando um vulto vermelho brilhante empoleirado em uma árvore chamou sua atenção.

Parou e gritou animado. “Ella!”

A harpia saltou no lugar assustada, suas penas se arrepiando e aumentando o tamanho dela em dois, ao mesmo tempo em que um objeto branco despencou de suas mãos. Uma onda de culpa instantemente o invadiu e se apressou para frente, pegando o objeto do chão que se revelou um livro de culinária. Olhou para cima. “Ei, foi mal, Ella. Não quis te assustar.”

Do seu galho, Ella piscou seus grandes olhos cor-de-café para Percy, ainda arrepiada do susto. Mas ao ver o rosto familiar, a linha tensa de seus ombros relaxou e até um sorriso torto surgiu. “Ella está bem, Bem. Definição: situação agradável do corpo ou do espírito, dicionário Aurélio, pág.87. Ella feliz em ver Percy, Percy Herói do Olimpo, Pretor da Décima Segunda Legião Romana, filho de-“

“Ok, ok, eu também estou feliz em ver você também, Ella.” Interrompeu o filho do mar com um sorriso embaraçado. Esticou o braço com o livro na mão. “Aqui.”

A harpia ruiva entornou a cabeça igual ao modo como os pássaros fazem antes de esticar as asas e saltar, pousando suavemente no chão gramado. Esticou as garras magras e pegou o livro, abraçando-o contra o peito com força. “Ella agradece Percy. Percy sempre bom pra Ella.”

Sorriu e deu de ombros, enfiando as mãos nos bolsos da jeans que usava. “Interessada em cozinhar?” Perguntou.

A harpia olhou para o livro que segurava e acenou uma vez, o rosto ficando vermelho como suas penas. “Tyson gosta de comer ‘Comer é sempre essencial para a saúde’ Corpo e A Mente, pág. 233 de Allen Cartwon. Ella quer cozinhar pra Tyson ficar saudável.”

Percy riu, sentindo um calor morno em seu peito ao ver isso. Embora o inicio do namoro desses dois o tivesse feito erguer algumas sobrancelhas, agora era uma das poucas coisas que nunca falhavam em alegra-lo. Ella e Tyson eram bons um pro outro. E ambos eram duas pessoas que mereciam muito serem felizes.

“Tenho certeza que ele vai adorar.” Falou e, num impulso, pôs a mão sobre a cabeça de ruiva e sacudiu carinhosamente os fios vermelhos. Sorriu. “Bom, eu vou indo.”

“Aonde Percy está indo?” Os grandes olhos cor-de-café piscaram para ele.

Percy notou que Ella havia ganhado peso e não mais tinha os ossos aparecendo pela pele.

“Pra cozinha arranjar comida.” Respondeu.

Involuntariamente, ele se lembrou de Nico, cada vez mais magro ultimamente.

“Percy está com fome? ‘Os meninos passavam fome nos campos’ pág. 79 Diário de um Judeu de Sakhan. Ella não viu Percy no refeitório, senão Ella poderia ter dado um pouco da sua carne seca.” A harpia curvou a cabeça, parecendo ganhar um ar ligeiramente culpado.

O semideus rapidamente fez um movimento de dispensa com as mãos. “Imagina, Ella, eu... eu cheguei agora. Não se preocupe com isso.”

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*

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“No, I will not!"

“But the sea, little Seaman! The sea! You don´t love the sea anymore?”

“Yes, I do!”

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*

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Sua barriga roncou e sua cara imediatamente esquentou. “A-ahn, eu, eu vou indo então. Foi bom te ver, Ella.”

“Ver. ‘Veja o almirante marujos, Crocky, 1887’ Ella feliz em ver Percy também, mas Percy não pode entrar na cozinha.” Ella respondeu, o que o fez parar o seu movimento. Olhou para a amiga, confuso. “Não? Mas eu já entrei antes.”

A harpia balançou a cabeça. “Campistas só permitidos na cozinha para ajudarem nas tarefas domesticas, Vídeo de Introdução, Quíron 1834. Percy não pode entrar na cozinha. Irmãs de Ella não deixam.”

Parou, digerindo as informações. O vídeo de Quíron realmente dizia isso? Nunca havia prestado atenção em nenhuma das duas vezes que foi obrigado a assisti-lo. “Droga.” Murmurou, mordendo o lábio inferior. Ele podia ter Contracorrente e podia saber lutar, mas ninguém enfrenta cinco harpias irritadas e sai com todos os membros e Percy gostava muito de todos os seus membros, muito obrigado. Suspirou. “Qual é, universo. Colabora comigo!”

“Mas Ella pode ajudar, se Percy quiser.”

Piscou para a harpia. “Sério?”

Ella acenou com a cabeça e estendeu o livro de culinária, cuja capa consistia em uma imagem por cima de uma mesa, com a escrita Faça a Comida Surgir! em letras cursivas douradas. Percy hesitou, sem querer magoar os sentimentos da sua amiga. “Obrigado, Ella, mas eu meio que estava atrás de algo pronto...”

A harpia ruiva logo o interrompeu com um sacudir da cabeça e apontou para a base do livro.

Por Deméter

“Tem pratinhos de papelão para treinar. Cidadão de Papelão, O Teatro Mágico, 2008.”

Olhou de novo para o livro.

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*

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“But the Wise Owl, little Seaman! And the Wise Owl?”

“The Wise Owl is far away, the Earth is right here!”

“Little Seaman, you will not wait for the Wise Owl anymore?”

“I don´t know!”

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*

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Ao atravessar o batente da porta, novamente foi como se tivesse atravessado uma cachoeira de água doce. Mas dessa vez foi ridicularmente mais frio do que a vez anterior. Percy se perguntou que tipo de feitiço era aquele. Proteção por congelamento de seus convidados indesejáveis com um balde de água fria imaginável? Ou talvez para desencorajar as pessoas de bisbilhotarem – era por isso que o chalé de Hades sempre ganhava nota máxima nas inspeções de limpeza? Porque ninguém realmente entrava ali e para poupar tempo (e inimigos) dava 10 logo de cara? Perguntaria na próxima inspeção.

Resistindo ao impulso de sacudir o corpo para tirar a água que não estava ali, se adiantou com os seus pés afundando no carpete. A lareira ao fundo ainda crepitava sonolentamente, aquecendo o local mesmo com a brisa gelada que entrava pelas janelas. Nico não estava em nenhum lugar imediatamente visível.

Deu a volta no sofá, encontrando-o vazio. Olhou em volta. “Nico?” Chamou hesitante.

O vento uivou, balançando e diminuindo as chamas momentaneamente, tomando um pouco da luz dali. O teto de repente pareceu alto demais e o local imenso demais, mostrando claramente o quão vazio tudo estava além dele mesmo. As camas arrumadas demais, sem sinais de vida e os quadros não mais tão engraçados, se então ligeiramente sinistros.

Um rangido suave ecoou pelo chão de madeira e Percy imediatamente subiu no sofá, tirando os pés do chão. Olhou para o carpete inofensivamente bonito e jurou que viu os pelos macios se moverem em sua direção. Sentindo o coração acelerar no peito sem motivo, olhou ao redor de maneira ansiosa, a procura do par de olhos que estava fazendo sua nuca arrepiar. E encontrou milhares, em forma de todos os quatros nas paredes que de repente pareciam como a Monalisa, todos voltados para si.

Sem notar, fechou a mão com firmeza ao redor de Contracorrente.

Violentamente uma janela se fechou, estremecendo.

As cortinas pararam de balançar.

Seus olhos dispararam e encararam o pano parado e seu coração saltou uma batida dentro do seu peito. A ponta da tampa da caneta em suas mãos começou a doer contra sua palma.

Se não tinha vento, de onde estava vindo o uivo?

O chão rangeu.

Ele se ergueu sobre o sofá, virando para encarar o lado oposto. Sombras-

“Percy?”

O filho do mar saltou no lugar e girou para a direita. Com um quadro do tamanho de uma porta aberto atrás de si, revelando um compartimento secreto do qual rolava vapor quente, estava Nico com os cabelos molhados e uma toalha sobre os ombros, vestindo uma regata negra e shorts verde-musgo. O garoto franziu levemente as sobrancelhas. “O que você está fazendo?”

Seu coração começou a recuar da sua garganta, dando espaço para oxigênio entrar. Respirou fundo de maneira trêmula. “Eu... não tenho certeza.”

Uma sobrancelha se ergueu sobre olhos castanhos.

Lentamente, Percy retirou a mão do bolso sentindo a marca de Contracorrente pulsar. Engoliu em seco e tentou explicar. “Eu... o chalé, ele meio que...” Parecia um cenário de filme de terror e eu estava surtando feito o cara que morre nos primeiros segundos. Parou de falar.

Mas logo o rosto de Nico se iluminou e ele olhou em volta, parecendo finalmente notar as diferenças. “Ah, desculpe sobre isso.” O menino então ergueu os dedos e os estalou.

No mesmo instante, tudo voltou ao normal.

Teto de altura razoável, sem rangidos, o fogo voltou a se erguer com toda sua força de antes e uma brisa suave soprou mais uma vez, fazendo as cortinas voltarem a balançarem suavemente. Quadros engraçados de novo e não sinistros e ninguém mais parecia o encarar de buracos das paredes ou por debaixo das camas agora perfeitamente normais. Sem sombras;

Percy olhou chocado ao redor, descendo do sofá com o mínimo de hesitação. “O-o que? O que?”

Nico se adiantou, secando o cabelo distraidamente com a toalha. “Sistema de proteção, só para garantir que ninguém desnecessário entre.” O menor se jogou no sofá, cruzando as pernas em pernas-de-índio.

Olhou para o outro semideus, ainda sentindo os resquícios do medo em suas veias. “Meio... pesado, não acha? Se alguém entrar aqui de noite e isso acontecer, ataque cardíaco na certa.”

O filho de Hades o encarou de volta com um brilho divertido nos olhos. “Você só viu a primeira fase do sistema. E eu acho que é meio que o ponto evitar que alguém entre aqui durante a noite sem meu consentimento.”

“Sem seu consentimento? E o que você quis dizer com só a primeira fase?”

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*

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“But I found a treasure, buried deep inside the Earth!”

“A treasure? And it´s beautiful?”

“I don´t know!”

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*

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Nico ergueu as sobrancelhas. “Você não notou o sensor na porta?”

“Você quer dizer a cachoeira invisível?” Replicou, ainda de pé. “Aquilo é um sensor?”

O filho de Hades acenou. “Ele detecta se quem está entrando é um filho de Hades ou alguém estranho. Se for alguém estranho, o sistema de proteção ativa, a não ser que a senha seja dita.”

Assoviou impressionado. “Isso é bem doara. Você criou tudo sozinho?”

Nico desviou o olhar por um momento. “Eu tive uma... ajudazinha.” E se aquela careta momentânea no canto da boca do menor não dizia em altos tons Leo Valdez então Percy não sabia mais nada. Riu uma vez, o que fez os olhos castanhos voltarem com força total para si.

Num momento passado Percy teria se encolhido sobre a intensidade daquele olhar, mas agora...

Sentou-se com vontade ao lado do mais novo. Viu-o ficar tenso imediatamente, os ombros magros encolhendo-se contra si mesmo enquanto que os punhos cerravam-se sobre o colo do menor. A expressão de Nico era cuidadosamente composta, embora não perfeitamente.

Percy revirou os olhos e nem sequer procurou ser discreto quanto a isso. Abriu a boca e falou ao mesmo tempo em que ouviu o filho de Hades se pronunciar.

“Nico-“

“Percy-“

Os dois se olharam. Fez um movimento com a mão de convite. “Pode falar primeiro.”

Nico abriu a boca ligeiramente, por um breve momento, e então a fechou de novo, pressionando com força os lábios um contra o outro. Os dedos magros automaticamente foram para o anel de caveira que não estava ali (estava em cima da mesa, Percy havia reparado quando entrou) e tiveram que se contentar em desfiar a barra da regata que ele usava.

Esperou pacientemente.

Por fim, o filho do deus dos mortos apertou o pano preto com violência entre as mãos e deixou seu olhar cair para um ponto entre os dois. Foi só ver isso que Percy descobriu sobre o que aquilo se tratava.

“Olha, Percy, sobre... sobre hoje de manhã, eu...”

“É só entre nós dois, eu sei.” Respondeu, sem se ofender.

Viu o menor erguer os olhos por um breve e rápido momento, parecendo ainda mais nervoso. “Não é... isso, não é isso, eu só queria... me desculpe-“

Percy não teve a mínima ideia do que Nico falou depois disso, porque depois dessas duas estupidas palavras seu cérebro se recusou a deixar seus ouvidos funcionarem. Na verdade, ele foi domado pelo incrível e poderoso desejo de dar um tapa naquela criatura sentada diante de si.

E foi o que ele fez. Bem no acima da nuca num delicioso slap!

Hey, Percy não tinha costume de bater em seus amigos, mas tudo tem sua exceção, certo?

Nico se sobressaltou, recuando instintivamente da região do golpe e cobrindo a área dolorida com um “Ai!” extremamente satisfatório para o filho do mar. O semideus mais novo o olhou num misto de espanto e irritação. “Mas o que foi isso?!”

“Isso“ Enfatizou o descendente de Poseidon, exibindo sua mão de palma aberta. “-é o que acontece com gente que fala estupidez.”

O menor franziu as sobrancelhas. “O que?”

“Você ia dizer ‘me desculpe por ter te atrapalhado’ ou algo do gênero. Shh!” Cortou imediatamente Nico, ao vê-lo abrir a boca para replicar.

O franzir ficou mais intenso. “Percy, não seja-“

“Não!”

“Eu só ia-“

“Quieto!”

“Mas deixa eu só-“

“Calado, você não se atreva a terminar essa frase, senhor Nico di Angelo!”

O menor soltou um som frustrado. “Percy, quer parar com isso?! Eu só-”

“Shh, quieto!” Se adiantou pelo sofá sobre Nico, que imediatamente recuou de olhos arregalados, mas não o rápido o suficiente para evitar que sua mão tapasse sua boca. Parou com o rosto a poucos centímetros do menor, com o indicador sobre os lábios. Sorriu para a expressão em completo choque do garoto diante de si e falou num tom baixo como se estivesse contando o segredo da vida. "Amigos são pra isso.”

Se possível, os olhos castanhos se arregalaram ainda mais.

Então algo atravessou a expressão de Nico, rápido e frágil como o bater de asas de um beija-flor. O outro semideus puxou sua mão para baixo meio violentamente, abaixando a cabeça e escondendo o rosto com a franja negra. “Tá, que seja.” Respondeu num tom rabugento.

Mas Percy sorriu de novo, porque ele conseguia ver o vermelho tomar a ponta das orelhas brancas.

Jogou o braço por cima dos ombros magros e estava prestes a comentar sobre isso quando ambos os estômagos ali reclamaram ao mesmo tempo.

Um calor violento subiu pelo seu pescoço e de repente dentro da sua roupa estava fazendo uns 50° graus. Mas ao mesmo tempo, ele também viu o rosto pálido de Nico furiosamente corado se erguendo enquanto ele agarrava o próprio estômago, como se pudesse fazê-lo se calar assim.

Sorriu apesar do seu próprio embaraço. “Só dá pra cala-lo de um jeito.”

O menor ergue a cabeça e o encarou interrogativo, ainda parecendo tão constrangido quando o próprio Percy.

Ergueu o livro de culinária de Ella.

Nico franziu de leve o cenho.

“Comendo. Vai uma margherita?”

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*

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Acontece que Nico é bem italiano e menções de pizza são proibidas.

Há meio caminho da terceira invocação de comida (coisas saudáveis como nachos com cheddar, Coca-cola, balas de mente, bolo de chocolate e salgadinhos), Percy descobriu que existia alguém capaz de dar um sermão mais longo do que sua mãe.

“... e depois, a pizza nem ao menos foi inventada na Itália! Claro, oficialmente a primeira loja de pizzas foi criada lá, mas a pizza em si foi algo cultivado por todo o mundo, provavelmente foram os chineses que a inventaram e...”

O curioso foi que ele descobriu, a meio caminho de terminar uma Vaca Preta, é que ele estava gostando daquilo tudo.

Não do sermão, é claro, mas sim do fato dele ter ouvido nos últimos dez minutos mais palavras saírem da boca do di Angelo do que todas as suas outras conversas com ele dos últimos seis anos juntas.

“... além do mais, os italianos nem ao menos gostam tanto assim de pizza! Vai pro Brasil ou pra qualquer subúrbio dos Estados Unidos pra você ver quantas caixas de pizza você acha no lixo ou pizzarias por rua! Sem falar que...”

Talvez seja o açúcar, refletiu ao ver Nico descartar a quinta latinha de Coca-Cola.

Ou talvez...

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[Claro que fiquei. Por que não ficaria?]

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“Percy, você está ao menos me ouvindo?”

“Huh-hum.”

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*

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“But I want to find out!”

Notas finais
Tradução da "música" Ei, pequeno Homem do Mar! Ei, pequeno Homem do Mar! Tem um nó no seu coração, tem um nó no seu coração! Ele está o segurando a Terra! Ele está o segurando a Terra! Você não vai mais velejar, pequeno Homem do Mar? "Não, eu não vou!" Mas o mar, pequeno Homem do Mar! O mar! Você não ama mais o mar? "Sim, eu amo!" Mas a Coruja Sábia, pequeno Homem do Mar! E a Coruja Sábia? "A Coruja Sábia está muito longe, a Terra está bem aqui! Pequeno Homem do Mar, você não vai mais esperar pela Coruja Sábia? "Eu não sei!" "Mas eu achei um Tesouro, enterrado bem fundo dentro da Terra!" Um tesouro? E é belo? "Eu não sei!" "Mas eu quero descobrir!" Heee, acho que esse foi um dos capítulos mais de boa que eu já escrevi. Não tem absolutamente nada aqui além de um pouco fluffly e da transição da posição de Percy quanto ao Nico! Mas peço que me perdoem, faz um tempo que não escrevo, estou ainda voltando aos trilhos, e não é bom recomeçar pesado. E os dois aqui precisavam de um pausa dos problemas! Mas no próximo capitulo voltaremos a angst e a trama e todos os roles da vida desses dois que eu inventei U.U Bom, é bom estar de volta! Senti falta disso aqui! Bjs e até o próximo capitulo!