Nem Tão Óbvio Assim
16 Fim? É. Certeza?
Notas iniciais
Boa leitura~
OBS: Participação especial da minha caneca no fim do capítulo~
O lugar era totalmente branco, assim como os lençóis.
Um cheiro enjoado de álcool, água oxigenada e bandagens sujas de sangue invadiam o quarto.
Poderia ser um hospital.
Deveria ser um.
Mas não.
— Como entrou aqui?
— Arrombando a porta.
O diálogo se deu entre o jovem ajoelhado em frente à cama, que olhava pensativo para o ser moribundo que nesta repousava, e o outro jovem, recostado no batente da porta, bandagens limpas nas mãos.
— Faz tempo, Near. Descobriu o lugar como?
— Não é difícil rastrear o Mello. Minto. É sim. Mas nem tanto.
— Foi a primeira coisa que mandou fazer quando assumiu o caso Kira, né?
— Invadiu os arquivos da SPK, suponho.
Matt deu de ombros, colocando as bandagens numa mesinha cheia de antissépticos, água e restos de cigarro.
— O que quer?
— Nada. Só queria ver se ele estava mesmo vivo.
— Saquei.
Ficaram em silêncio alguns segundos, apenas a respiração pesada de Mello fazendo algum som.
— Near, me tira uma dúvida.
-...?
— Naquele dia, no hospital. Depois do Incêncio- completou, para ajudar a memória- vocês se pegaram?
— Você é bem direto.
Matt deu os ombros.
— Por que quer saber disso agora?
— Perdi um Game Boy com aquela história. Acho que tenho direito de saber se valeu à pena.
Mello nunca me respondeu... E, de todo modo, umas três semanas depois ele foi embora.
Near assentiu.
— Não faz diferença, Matt. Pense o que quiser. Não importa mais. Foi à muito tempo. Antes de muitas coisas.
Se levantou.
— Já vai?
— Sim. Até outro dia, Matt.
- Quer deixar algum recado pra ele? Pra quando ele acordar?
Near pensou por alguns segundos, enrolando um cacho de cabelo. Fitou o rosto de Mello por longos segundos, acompanhando o subir e descer do tórax enfaixado. Aquela respiração regulada e um tanto quanto fraca.
— Não.
— Certeza?
— Sim. Ele já sabe. Até logo, Matt.
O ruivo acenou para o Near quando este foi embora.
— Então, Mello. O que você ‘’já sabe’’?
— Que ele ‘’estava aqui’’. – a voz morimbunda respondeu.- depois do ‘’incêndio’’ ele ‘’esteve aqui’’.
— Você tem um jeito estranho de dizer que se amam.
— Vai à merda.
Matt riu, sozinho. Enquanto ajudava o amigo a se sentar, para a troca de curativos, pensou.
Que, afinal, fora divertido.
E, sim. Realmente, valera a pena.
Notas finais
Se é de Nem tão Óbvio está legal ou de nem esta legal, não se sabe.
E esse é meu comentário para a postagem. ''
- Senhorita Konan
É. Acabou.
NÃO ME ODEIEM!
Enfim. Não sei o que dizer.
Tudo o que eu poderia querer expressar, botei naquele ''obrigada'' ali em cima. Só lamento a qualidade da foto :/
Bom *coça cabeça* é isso.
Não pensem que é descaço dessa autora, que os ama de coração.
É só que... É.
Bom.
Até.
Kalhens.
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