Notas iniciais
Bom pessoal, o vai acontecer a seguir?
Acompanhem!

Abrindo os olhos com muita dificuldade, apenas tive o tempo suficiente para saber que ainda estava em Earthland antes de levantar desesperada a procura do banheiro mais próximo.

Mesmo tropeçando diversas vezes no que quer que fosse, como esperado, sentei-me ao chão próximo a privada e vomitei o que podia. Minha cabeça mais que rodava e as dores do meu corpo eram quase insuportáveis. Minutos naquele estado deplorável a beira da privada, quando percebi que não havia mais nada para jogar fora, continuei onde estava para o peso de minha cabeça. Dei a descarga e com muita dificuldade me levantei. Apoiando onde podia, mirei-me no espelho do cômodo. Tive momentos melhores. Estava pálida e com uma expressão preocupante no rosto. Meu corpo já não mais tremia como antes, mas para compensar isso, a minha cabeça parecia dar voltar e dificultava meu raciocínio. Lavei meu rosto e a boca, tirando ao máximo o gosto nojento, e fiquei estável por um momento. Quando finalmente estava "acostumada" com minha situações, dei importância ao que seria o ponto crucial: Onde, especificamente, eu me encontrava?

Jugando pelo recinto de higiene, estava mais que visível que me encontrava na residência de alguém. Desse modo, caminhei lentamente para fora e ao ver melhor o lugar lugar onde eu tinha despertado, a cena fora inesperada.

Nunca imaginei que haveria quarto mais bagunçado que o meu. O lugar era como um verdadeiro campo infestado de roupas, acessórios, calçados, objetos e assim ia. Naquele momento, afirmei a mim mesma que não era a pessoa mais bagunçada do mundo. Tomei cuidado para não cair devido aquela zona e sempre procurava por algo para me sustentar. Reparando melhor, quem que fosse o/a dono/a da residência que havia me abrigado se preocupou de deixar a cama limpa, ou melhor, ele/a tinha jogado as coisa de cima da cama para qualquer outro canto. Mesmo sendo um quarto grande, não havia lugar seguro para andar naquele local. Meio a isso, travei um percusso na qual eu sairia o "menos machucada" possível — ironia — Minha pernas cambalearam e caí sem forças contra o chão, mas isso não me abalara.

Foi por minha curiosidade, saí do quarto e constatei que a casa toda se encontrava num campo de batalha. A desorganização era tamanha que não se podia dar-se nem uma notação do lugar. Procurando um referencial, passei perto de um relógio barato marcando exatos 2:43 da manhã. Tremi com ao saber e contando o tempo que havia apagado, seria o equivalente a mais de dezessete horas de sono. A explicação mais indicada era que aquela interrupção de meu contato com minha magia teria sido o bastante para esgotar-me a ponto de fazer-me dormir tanto. Andando sem rumo, procurei o/a possível proprietário/a para agradecer a gentileza e assim que O encontrei, o rubro do meu rosto, supostamente, estava marcante me minha pele.

Deitado no sofá de maneira desleixado, Natsu parecia sonhar com algo muito bom. Ele não havia tirado as roupas que costuma usar diariamente e um riso carinhoso saiu de meus lábios. Cheguei mais perto e notando aquela cena fez meu coração pulsar com fervor. "Não é hora para deixar-se levar, Letícia!", pensei comigo mesma e fiz de tudo para não pensar em coisas piores, mas conhecendo muito bem como era (e sou!) claro que não havia dado resultado. Incomodada por estar dormindo naquele sofá, gentilmente o balancei, esperando que este acordasse. Como recompensa, ouvi um resmungo e nada mais.


– Natsu... — sussurrei a tocá-lo repetidas vezes em seu braço, sentando-me novamente no piso da sala. — Acorde... Não é bom você dormir aqui.

– Hum... Lisanna, me deixe dormir... — confesso que ser confundida pela outra maga me machucara, mas continuei meus atos. — Lucy, eu quero dormir...

– Natsu! — quase a gritar, perdi meu jeito carinhoso de ser no momento. Ser confundida por duas magas era mais que irritante, principalmente que a probabilidade das duas terem algo com ele fossem muito grandes.


Para minha surpresa, ele lentamente despertou e ao olhar para minha, sorriu ternamente, deixando-me como rosto febril.


– Yo, Rei. Parece que está melhor. — calmamente, ele se sentou e com o espaço que surgira, usei minhas forças para sentar-me com mais conforto no sofá.

– Não digo que estou muito bem assim, mas já não estou instável como antes.

– Seu desmaio na guilda deixou a todos muito preocupados, sabia? — resmungou o rapaz. — Ficamos sem saber o que fazer, mas o velhote disse que você só precisava descansar e isso acalmou a todos.

– Ele disse algo sobre o que fizemos?

– O suficiente para ver que você é louca o bastante. — aquelas palavras me atravessaram com força e minhas feições demonstraram isso. — Ah. Desculpa, não queria te chatear.

– Está tudo bem. — menti com um sorriso amarelo e pareceu ter dado certo. — Devo agradecer por você me receber desse modo.

– Era melhor do que você ficar na enfermaria. Não pude aceitar a decisão do velhote e te trouxe.

– Como é? — perguntei em bom som e a face do Dragon Slayer pareceu corar. — Eu te peguei escondia da guilda inteira e te trouxe aqui. Não seria nada bom você passar a noite lá e por isso eu te acolhi, secretamente. Eu até ia dormir na casa da Lucy para te deixar mais a vontade, mas ela me expulsou muito brava e sem misericórdia.

– Agradeço por isso... — comentei fracamente, sentindo um grande alivio no meu coração.

– O que disse? — perguntou inocentemente.

– Nada... Mas saiba que não precisava fazer isso.

– Não importa. — sorriu. — Não me arrependo do que fiz.

– Agradeço por tudo o que fez por mim.

– Não foi nada! — o sorriu radiante dele me fez muito bem.

– Mas posso perguntar do porque da sua casa parecer um depósito?

– Ah! Eu nunca fui muito organizado. — seu jeito infantil de responder me fez rir por um instante.

– Sei.. Só um pouco.

– Não ria! — mesmo tentando parecer sério ou irritado, nós dois caímos em uma gostosa risada. O peso que meu corpo tinha pareceu aumentar de repente e deitei-me desconfortavelmente para o lado oposto onde Natsu estava. — Oe, você está bem? — mesmo com cuidado, quando ele me sentou novamente, a dor do meu corpo corroeu-me por dentro e acabei por gemer.

– Sinto-me tão fraca... — apoiando minha cabeça no seu ombro, o vermelho era ainda mais notável. — Desculpa.

– Eu devo ter algo para te dar. — afastando-me um pouco, Natsu tocou meu rosto avermelhado. — Parece que está com febre.

– Não é nada. — repreendi rapidamente a tentar desacelerar meu coração.

– Não sei não... — levantando-se, Natsu me ajudou a deitar no móvel e sorriu confiante. — Vou trazer algo pra você comer. Não se pode fazer nada com o estômago vazio.


Saindo com uma felicidade suspeita no rosto, sorri para o nada e passei a mão sobre minhas bochechas. Elas estavam quentes e não era por alguma doença. Seria um problema aquilo continuar e concentrei-me a imaginar várias coisas para esvaziar minha mente de certo alguém. Logo tive um bom resultado e por fim, voltei a minha temperatura corporal normal. Não se passou muito tempo e o dono da casa logo voltou, trazendo um recipiente com sopa. Entregando-me após me endireitar para consumir o alimento, percebi que era uma sopa instantânea, mas para ser feita como tanta rapidez só seria possível se ele tivesse usado seus poderes para prepará-la o mais rápido possível.


– Ainda bem que tinha uma sopa instantânea sobrando. — comentou timidamente.

– É mais do que eu poderia querer. Obrigada.


Com a fome que eu sentia, o cheio agradável apenas aumentava aquele vazio de minha barriga e comecei a comer sem nenhuma cerimônia. Estava deliciosa! Até para produtos instantâneos, os alimentos parecia mais saborosos que no meu mundo. Eu estava saboreando a comida com muito gosto, mas com o olhar atento de Natsu para mim, aquilo passou de agradável para desconfortável. Terminei o mais rápido que pude e o encarei com aquele desconforto.


– Por que me olha tanto?

– É que você parecia feliz enquanto comia. — respondendo daquele modo, novamente meu corações se emocionou. — É bom saber que está feliz.

– Não diga essas coisas... — adverti com o rosto rubro e cuidadosamente me levantei. — Onde posso colocá-lo?

– Não se preocupe. — o rapaz se pôs ao meu lado e impediu-me de ir a algum lugar. — Não é bom você abusar do seu corpo desse jeito.

– Nunca pensei que se importava tanto com os outros.

– Nos tais de animes, eu não sou assim?

– De vez em quando e apenas com seus amigos.

– Mas você é uma amiga. — contradizendo-me, fiquei feliz por suas palavras.

– Isso é tão novo pra mim. — comentei sem me importar se ele conseguira escutar. — Mas você tem razão. É melhor eu descansar o quanto posso.

– Eu te ajudo a chegar até o quarto.

– Não é necessário. — com um sorriso, deitei-me no sofá e a cara de surpresa dele me fez sorrir ainda mais. — Posso dormir aqui mesmo. Você é o dono desta casa e devia dormir em seu quarto. Além do mais, vejo que não tomara seu banho para não me acordar, né?

– Mas você não está em condições de dormir aí. — rapidamente, ele se aproximou e tentou me tirar dali.

– Vamos. Não acho isso ruim. — calmamente, acomodei-me no sofá e fechei meus olhos. — Apenas por hoje, sim? Tome seu banho e durma. Aqui é bom o suficiente para mim.

– Mas Rei...!

– Nada de "Mas Rei", entendeu? — sorri. — Estou cansada... vá tomar seu banho...


E assim, deixei de ouvi-lo quando apaguei novamente.

Notas finais
Caros leitores de todas as idades. Gostaria que, humildemente, deixassem uma palavra a esta escritora que aqui vos escreve. Não é pedir muito um simplório Review para dar a luz que um escritor necessita.