Nem Sempre É Feliz Como Dizem...
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Azin
Cheguei ao meu apartamento e fui me limpar, o estrago que aquele Sieghart fez em mim foi maior do que eu previa, mas isso não é importante agora, o que realmente importava era que tudo estava indo conforme os meus planos, eu consegui fazer as duas coisas que eu precisava de uma vez só, a minha intenção em ir até a casa do Jin era apenas plantar uma semente de ciúme no Sieg fingindo estar interessado no Jin, mas saiu melhor que eu esperava, assim que vi o Sieg pensei “Por que não aproveitar a situação?” então fiz o que fiz. No momento eu estava plenamente satisfeito com tudo, bom na verdade com quase tudo, Dio ainda estava namorando a Rey e isto me incomodava um pouco, mas eu não posso perder o rumo, tenho que ajudar o Dio a se vingar daqueles dois, quem sabe assim pelo menos por agradecimento... o Dio não... bom penso nisso depois agora preciso preparar meu próximo passo. Liguei para um colega de turma, que eu havia combinado de me fotografar com o Jin para ver se tudo havia saído como o planejado, ele respondeu que sim, perguntei se ele tinha conseguido fotografar o beijo e ele também confirmou isto. Combinei de me encontrar com ele a noite para pegar as fotos e então desliguei. Decidi ir até a casa do Dio para contar as boas novas, terminei de limpar meu rosto e colocar alguns curativos e fui até lá. Assim que cheguei toquei a campainha e logo Dio veio me receber. Ele estava vestido com um terno preto e com os cabelos bem penteados.
- Azin? Algum problema? – perguntou ele me olhando com espanto, acredito que pelos machucados.
- Não, não, problema nenhum, alias vim te trazer algumas noticias boas – respondi.
Ele abriu mais a porta.
- Entra cara, não vou ficar conversando na rua.
Entrei e então fomos até a sala e nos sentamos.
- E então? O que aconteceu de tão bom? – perguntou ele
- Eu consegui, irritei Sieg a ponto de ele me atacar – respondi com ansiedade.
Ele não demonstrou nenhuma reação a não ser pelo olhar, o olhar dele mudou de um olhar calmo para um olhar pesado e frio.
- O que você ganhou com isto? Alguns hematomas e um olho roxo e nada mais.
- Não esta vendo o que pretendo fazer? Se Sieg fizer algo do tipo dentro da universidade ele com certeza será expulso! – Respondi
- E por que quer que ele seja expulso? – perguntou ele ainda com aquele olhar.
Fiquei um pouco confuso eu confesso, achei que ele fosse ficar feliz.
- Para vingar o que ele fez com você, ele não pode sair ileso – respondi.
Ele começou a rir baixo, mas logo estava dando algumas gargalhadas.
- Por que está rindo?– Perguntei um pouco irritado
Ele levantou rapidamente e me segurou pela gola da camisa me empurrando contra o sofá.
- Acha mesmo que eu preciso da sua ajuda para me vingar Azin? A minha vingança já está preparada e você não tem um motivo para querer fazer algo contra ele, fora é claro ele ter acabado com você, tirando isso não existem motivos. –
Baixei a minha cabeça buscando evitar contato visual.
- Eu tenho outro motivo..
- E qual seria? – Perguntou ele ainda me segurando
- Ele fez mal a alguém que eu amo – respondi.
Ele me soltou e ficou parado em minha frente me olhando
- E quem seria este alguém – perguntou ele
- Não mudaria nada se eu te dissesse – respondi
Ele se sentou ao meu lado e encostou a cabeça no sofá.
- Ah.. desculpa, eu não quis falar daquele jeito contigo, as vezes me esqueço que você é diferente da maioria, mas me diz ai, quem é a pessoa que você ama e o Sieg fez mal? – Disse ele passando um dos braços pelo meu pescoço.
Droga, já era difícil ficar com ele sem demonstrar nada, e agora ele estava tão perto. Será que se eu dissesse o que eu sinto ele se afastaria? Não queria correr este risco.
- Se eu te disser você vai.. mudar comigo — respondi
Ele apertou um pouco o meu pescoço.
- Por acaso não esta se referindo a Rey não é? – Disse ele com um olhar maligno, mas ainda era o Dio de sempre.
- Não... – respondi
- Então você não ter medo de nada, prometo que não vou mudar meu jeito de ser com você – Respondeu ele sorrindo, era raro ver ele com um sorriso no rosto então eu sempre ficava feliz quando acontecia.
- Ok, mas lembre-se, você prometeu..
- Ta tá fala logo – Disse ele colocando a mão sobre minha cabeça e espalhando o meu cabelo.
- É você Dio... – Achei que ele fosse começar a rir da minha cara e sair me zuando mas ele só ficou me olhando.
- Isso é sério não é? Quero dizer, você realmente disse que gosta de mim? – perguntou ele.
Fiz que sim com a cabeça.
Ele me soltou e se ajeitou no sofá.
- Olha Azin, eu amo você, mas como um amigo, como um irmão mais novo e é só isto, me desculpa, mas ..
- Não, não se preocupe, eu nunca esperei que fizesse nada, por isso escondi isto por tanto tempo – Disse eu o interrompendo.
- Tanto tempo? Desde quando me esconde isso? – perguntou ele
- Não sei ao certo quando começou, mas eu percebi no ultimo ano do colégio, enfim, não precisamos falar sobre isso se não quiser, só quero que me deixe ficar por perto e terminar o que eu comecei a fazer. – respondi.
Ele me abraçou.
- Me desculpa por não ter percebido nada, você também não precisa fazer nada para me proteger daquele verme, mas se quer tanto fazer isto não vou impedi-lo. – Senti-lo daquele jeito, tão perto de mim, ainda mais agora que ele sabia o que eu sentia por ele, seria a melhor sensação da minha vida, seria.. Se a Rey não estivesse parada nos observando.
- Rey – Disse um pouco mais alto do que pretendia.
Dio me soltou e se levantou olhando para Rey.
- Rey? Há quanto tempo está ai? – perguntou Dio parecendo um pouco nervoso.
Ela se aproximou de nós.
- A tempo o suficiente para saber que os dois se tratam de pessoas desprezíveis. – Disse ela encarando Dio.
- Espera, não fizemos nada, o Azin já entendeu que só o vejo como um amigo – Disse Dio.
- Não é este o problema – Disse Rey antes de acertar a face esquerda dele com um tapa.
Me levantei mas Dio acenou para que eu não fizesse nada.
- Então qual é? – perguntou Dio.
- O problema é vocês concordarem em fazer alguém perder o sonho da vida, o sonho de se formar, por uma vingancinha medíocre! Vocês me enojam! – Disse ela indo em direção a porta.
- Então este é o motivo? Sieghart?!! – Gritou Dio a beira de perder o controle.
- Não queira culpar as pessoas pelas idiotices que faz ou deixar de fazer Dio, e o mesmo vale pra você Azin – Disse ela saindo pela porta.
Dio estava tremendo de raiva com a cabeça baixa, pensei em me aproximar mas antes que pusesse ele gritou e começou a dar gargalhadas.
- HAHAHAHAH SIEGHART!!! O JOGO COMEÇOU!! – gritou ele entre gargalhadas.
Não sabia o que fazer para acalma-lo, coloquei minha mão sobre seu ombro e então ele parou de rir e se virou para mim com uma expressão insana.
- Di-Dio, você esta bem? – perguntei com medo.
Ele me puxou com força para perto dele e rasgou minha camisa.
- O que está fazendo? – perguntei
- Você vai gostar, não se preocupe – disse ele rindo antes de morder meu pescoço.
Levantei as mãos para segurá-lo, mas ele me beijou, foi como se uma corrente elétrica tivesse acabado de percorrer todo o meu corpo, eu sabia que ele só estava fazendo aquilo pelo que havia acontecido, mas também sabia que eu não teria outra chance, então decidi entrar no jogo.
- Provavelmente eu vá – Disse eu colocando a mão em sua nuca e o puxando pra mais perto.
Ele me empurrou no sofá e começou a se despir, eu estava tão fora de mim que fiz o mesmo. Assim que tirei minha cueca ele veio até mim e me virou de frente para o sofá. Eu estava um pouco nervoso, mas decidi confiar nele. Logo senti que ele já estava com seu membro entre as minhas pernas. Ele se inclinou até alcançar meu ouvido e me mordeu.
- Agora eu vou fazer o que você sempre quis que eu fizesse Azin – sussurrou ele me deixando arrepiado.
Ele colocou as mãos sobre meus ombros e foi forçando a entrada devagar. No começo a dor era grande, mas logo eu já tinha esquecido e sem perceber comecei a tentar aumentar o ritimo movimentando o meu corpo. Ele passou os braços ao meu redor me abraçando e então aumentou a velocidade, não consegui conter os gemidos.
- Dio, eu sei que ..- Mal conseguia terminar a frase sem gemer — Você só esta fazendo isto por — Ele me interrompeu colocando seu indicador na minha boca e mandando que eu chupasse.
Não sabia o que ele era capaz de fazer naquelas condições então obedeci alguns segundos depois ele começou a gemer alto e então senti um liquido quente escorrer pelas minhas pernas. Ele me virou e mordeu novamente o meu pescoço.
- Foi bom pra você? – Perguntou ele agora com a expressão de sempre.
Coloquei minhas mãos no rosto dele para que pudesse olha-lo nos olhos.
- Sim, mas gostaria que pudesse fazer isto enquanto esta consciente do que faz.. – respondi.
Ele se levantou e pegou suas roupas.
- Desculpe por isso Azin, e novamente me desculpe, mas isso não vai acontecer de novo.
Eu já sabia daquilo, mas ouvi-lo dizer, me fez ter a certeza de que ele só fez aquilo por estar com raiva, senti uma coisa no meu peito, como se algo estivesse puxando meu coração para fora.
- Você sabe onde fica o banheiro se quiser tomar um banho, e quanto ao que você ia fazer para o Sieg, esqueça, quero que me ajude com outra coisa – Disse ele antes de ir para o seu quarto e me deixar ali.
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