Nem Sempre É Feliz Como Dizem...
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Naty The Psicotic Killer por avisar hohoho
5
Não conseguia parar de pensar no que havia acontecido com a Mari, ela deveria estar sofrendo muito agora, deve ser horrível ser rejeitada pela pessoa que ama ainda mais se for porque a pessoa em questão gosta de alguém do mesmo sexo. Guardei minhas coisas e fiz um miojo rápido pro almoço, eu realmente não estava no clima para cozinhar, sentei no sofá e liguei a TV para assistir enquanto comia e ver se eu esquecia um pouco tudo aquilo, mas a ideia foi bem ineficiente já que o Sieg decidiu me mandar um sms, peguei o celular para ver o que ele queria.
“Acho que vou te buscar, o Kuro está com saudades, disse que quer te ver e não quero que ele fique doente por isto ;) “
Sorri e comecei a digitar para respondê-lo.
“Também não quero que o Kuro fique doente, mas acho que vou passar ai e trazê-lo para casa por uns tempos se você não se importar”
Mal acabei de mandar e ele já respondeu
“Saiba que o Kuro não vai a lugar nenhum sem mim porque ele me ama muito, então se vai levar o Kuro tem que levar o pacote completo”
Acho que viver sozinho com um gato não faz muito bem a ele, ainda mais com aquele ego enorme, tenho que salvar aquele gato, ele deve sofrer.
“ Hm... Já que não tem jeito você pode vir também u.u”
Fui até a cozinha lavar meu prato e quando voltei ele já tinha respondido.
“Eu sei que só aceitou porque eu disse que iria também, você me ama Jin eu sei disso hehehe”
Perguntei-me como alguém pode ser tão convencido, aquele gato realmente precisava de ajuda.
“ Nunca disse o contrario u///Ú Baka! “
Eu realmente acredito que o amo, não sei se é certo e pra falar a verdade não estou me importando muito, o fato é que quando estou com ele tudo parece ficar mais fácil, o sorriso dele me fazia esquecer dos problemas, quando ele se aproxima de mim mesmo envergonhado me sinto seguro e acabei de descobrir que mesmo por sms ele tinha a capacidade de me deixar feliz e esquecer do mundo por algum tempo. Fui tomar um banho e assim que sai ouvi alguém batendo na porta, achei que fosse o Sieg, então mesmo estando de toalha decidi ir abrir. Assim que abri a minha vontade foi fingir que não tinha ninguém batendo e entrar.
- Então é aqui que o tomatinho mora? – Disse Azin parado em frente a minha porta.
- O que diabos você quer aqui?
- Calma, calma, só vim me desculpar com você tomate – Disse ele com aquele maldito sorriso falso na cara que me fazia querer fazer ele ser o novo apelidado como tomate, mas por deixar a cara dele ensangüentada e não pelo cabelo.
- Vai se ferrar babaca, não quero que se desculpe só que suma da minha frente
- Entendo, então eu devo ir falar com Sieg certo?
Segurei-o pela camisa e o empurrei contra a parede.
- Se você fizer algo pro Sieg eu juro que eu.. – Ele olhou para trás de mim e sem mais nem menos me beijou —
O empurrei pra longe.
- Mas que porcaria foi essa?! – gritei irritado
- Eu também queria saber Jin – me virei e vi Sieg parado atrás de mim com o Kuro nos braços.
- Sieg?
- Bom, parece que vocês têm muito o que conversar e eu não quero atrapalhar vocês – Disse Azin indo em direção a rua.
- Ta me achando com cara de idiota seu babaca? – Disse Sieg soltando Kuro no chão e indo em direção a Azin.
- Não sei do que está falando Sieghart – Disse Azin sorrindo.
- Mas vai saber, porque eu vou tirar esse sorriso da tua cara e você vai pensar mil vezes ates de rir de novo perto de mim – Sieg o empurrou na parede e de repente começou a dar vários socos no rosto do Azin.
Fiquei totalmente sem saber o que fazer, mas sabia que tinha que pará-lo antes que ele acabasse matando o Azin.
- Sieg! – o puxei segurando pelos braços, mas ele ainda conseguiu dar um ultimo soco – Por favor, Sieg se acalma!
- HAHA! Ri agora seu palhaço, mostra quantos dentes estão faltando nessa sua cara imunda seu verme! – Sieg parecia outra pessoa, eu não tinha certeza de que conseguiria segurá-lo se ficássemos por ali então resolvi entrar com ele em casa.
- Azin sai daqui de uma vez, vá pra onde achar melhor só some daqui, não vou conseguir conter ele de novo. — gritei para ver se ele se tocava
Sangue escorria da boca dele e sua bochecha estava inchada assim como seu olho esquerdo que começava a ficar roxo, ele passou a mão limpando o sangue da boca e levantou devagar com a cabeça baixa.
- Eu vou acabar com a vida de vocês dois – Disse Azin sorrindo insanamente.
- Esta rindo verme? Parece que gostou de apanhar, quer um pouco mais não é?– Sieg estava tentando ir pra cima dele de novo, mas consegui puxá-lo para dentro e fechar a porta assim que Kuro entrou.
Assim que entramos Sieg deu um soco na parede.
- Droga! Por que me tirou de lá Jin eu ia acabar com a raça daquele animal! – Disse ele.
- E depois? Ser preso por matar alguém?
Ele parecia um pouco mais calmo, então me aproximei um pouco.
- O que você sentiu? – Perguntou ele.
- O que eu senti? – Perguntei confuso.
- Sim, o que você sentiu quando ele te beijou?
- Como assim? Senti raiva, alias eu já estava com raiva, o que mais eu sentiria? –
- Sente raiva quando eu te beijo? – Perguntou ele com a cabeça baixa ainda virado para a parede.
- Mas que pergunta é essa? Ta achando que eu o beijei porque eu quis? É claro que eu não sinto raiva quando é com você! –
- O que sente então – Perguntou ele sem qualquer alteração na voz.
- B-bem eu não sei explicar isto.. é .. – comecei a gaguejar.
Ele se virou e veio em minha direção.
- Por que sempre fica nervoso quando fala comigo? O que eu faço que te deixa assim? O que você sente quando eu estou com você? – Ele perguntou parecendo um pouco aflito.
- Não é nada de errado com você Sieg, é que, as coisas aconteceram muito rápido e eu nunca passei por nada assim antes, a verdade é que estou com um pouco de .. medo — Respondi.
Ele abaixou a cabeça parecendo estar triste.
- Sabe Jin, é tudo novo para mim também, eu nunca gostei de alguém como gosto de você, eu também tenho medo, mas o que eu sinto por você é maior que isso e me faz.. Esquecer do medo, quando você esta por perto a única coisa que me importa e mostrar pra você o que eu sinto, que eu não quero te perder, mas parece que.. Você não sente o mesmo, parece que sempre que eu me aproximo você tem medo.. –
Ele sentia o mesmo que eu, mas diferente de mim ele ignorava o medo e dizia o que pensava, não achei que ele com aquele jeito de ser sentisse medo de alguma coisa, ainda mais depois de ver ele socando o Azin daquele jeito.
- Si-Sieg.. não é isto, eu não tenho medo de você, mas eu não consigo, toda vez que você me toca ou chega perto meu coração começa a bater tão rápido que eu mal consigo respirar, quando você me beija a minha vontade é que você nunca mais me solte mesmo que eu acabasse morrendo sem ar, tudo o que você faz, até seu sorriso, seu olhar convencido quando esta contando alguma coisa, absolutamente tudo me faz querer estar mais perto de você, mas .. – percebi que eu estava chorando – Do-droga .. é disso que eu estou falando.. –
Ele se aproximou de mim limpando minhas lágrimas com o dorso da mão e colocando a outra mão na minha nuca.
- Não precisa fazer nada Jin, é só.. não fugir de mim .. – ele me beijou e me colocou de costas para a parede – Só hoje.. me deixa te mostrar o que sinto por você — .
Lembrei que ainda estava de toalha quando ele colocou as mãos geladas nas minhas costas, senti um arrepio mas fechei os olhos e não me afastei. Ele me abraçou e me levantou, me levando até o sofá e me colocando deitado lá.
- O que vai – Ele me interrompeu me beijando. Eu estava com o corpo inteiro queimando, ele aproximou os lábios do meu ouvido.
- Eu te amo Jin – Sussurrou ele e me mordeu no pescoço me fazendo soltar um gemido baixo.
- Si-Sieg e-eu – novamente ele me beijou antes que eu conseguisse dizer qualquer coisa.
Senti as mãos dele soltando a minha toalha então coloquei minhas mãos em cima das dele.
- Calma, eu não vou te machucar Jin – Disse ele tirando minha toalha aos poucos –
Ele beijou me pescoço e foi baixando, eu estava totalmente sem ação, queria dizer para ele parara, mas... não .. na verdade eu não queria que ele parasse.
- Sieg .. Eu .. Eu te amo –
Ele tirou a camisa e me olhou com aquele sorriso convencido.
- Eu sei Jin, sempre soube –
- Ma-ma-mas seu pedaço de merda convencido – Tentei me levantar, mas ele se deitou por cima de mim e parou olhando nos meus olhos.
- Não vou te deixar fugir desta vez Jin – Disse ele antes de me beijar.
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