Notas iniciais
Postando mais um capitulo aqui antes de sair ^^ hehe

3


Não vi mais o Sieg depois daquele dia, voltei até a universidade, fui visitar alguns lugares da cidade, mas não o encontrei em lugar algum, eu devia ser muito idiota mesmo, que droga eu estava pensando afinal, ele tinha acabado de me conhecer, claro que não iria querer nada comigo, e isso não quer dizer que eu queira algo com ele, mas aquilo não importava agora, pois era o dia em que minhas aulas começariam, tinha muita coisa pra me preocupar e quem sabe até poderia encontrar com ele na universidade, até porque as aulas dele provavelmente também começariam hoje. Me arrumei e fui até o ponto, esperei por um tempo e logo o ônibus passou, cheguei na universidade e aquilo estava ainda mais lotado que na primeira vez que estive lá, haviam algumas pessoas paradas em frente ao portão principal, e uma delas era Dio, que estava com um garoto de cabelos esbranquiçados, decidi que era melhor evitá-los então fui pelo estacionamento, foi a pior besteira que eu poderia ter feito. Assim que entrei no estacionamento vi Sieg sentado em sua moto, aos beijos com uma garota de cabelos azulados que usava óculos. Senti uma dor horrível no peito, fiquei parado por um tempo e então decidi fingir que não tinha visto ele ali e simplesmente passei por eles, teria ficado tudo bem, se ele não tivesse me visto.


– Ei, Jin! – Ouvi a voz dele vindo de trás de mim

Me virei e vi ele vindo com a garota de cabelos azuis até mim.

– Oi – Respondi sério

– Eai, como você esta? Esta é a Mari

Cumprimentei a tal da Mari e não disse mais nada

– Ta tudo bem Jin? – Perguntou ele tentando parecer preocupado

– Como se você se importasse. – Me virei e sai andando

Percebi que ele estava vindo atrás de mim e então o senti me segurando pelo braço.

– Ei, o que esta havendo?– Perguntou ele.

– Tenho que ir pra aula – Respondi

A dor estava ficando pior

– Espera, por que esta agindo assim?

Senti que uma lágrima escorreu pelo meu rosto, ele me soltou então eu sai andando até a sala, por sorte todas as minhas aulas eram em um prédio separado dos demais então não tive que me deparar com o Sieg enquanto trocava de sala, mas mesmo assim eu havia esquecido de uma coisa importante, Dio era meu veterano. Tínhamos algumas aulas juntos, mas ele se quer se aproximou de mim, por mim estava ótimo. Logo era hora de ir pra casa, sai alguns minutos antes do fim do período para evitar me encontrar com o Sieg e então fui até o ponto. Meus esforços foram inúteis, pois enquanto eu esperava, Sieg apareceu parando a sua moto em frente ao ponto. Me levantei para sair dali mas ele correu em minha direção e me segurou pelo braço.

– Ei, espera

– O que você quer? – Perguntei

– Por que esta agindo desta maneira comigo? Não estou te entendendo

– Não é nada – Senti a chuva começar a cair

– Não diz que não é nada, vamos eu te levo pra casa e conversamos no caminho – disse ele

– Não obrigado

– Por quê?

– Só não quero te incomodar – Menti

– Não esta incomodando Jin, vamos – Disse ele me puxando, a chuva agora estava ficando mais forte.

– Me solta – Puxei meu braço

– Quer me dizer o por que disto? Estava tudo bem e do nada você aparece assim?

– Do nada apareço assim.. – Sussurrei

– Fala comigo – Ele segurou meu rosto olhando nos meus olhos

Nós já estávamos ensopados, a sensação das mãos dele me tocando era tão boa, tive vontade de dizer o que eu estava sentindo para ele mas estava mais do que na cara que ele não sentia nada por mim, até porque se sentisse não estaria aos beijos com a azulada.

– Me deixa ir, por favor – Respondi com a voz baixa.

Ele me abraçou e eu pude ouvir sua respiração, assim como pude sentir a batida do seu coração, era rápida e sem um padrão.

– Por favor, me diz o que esta acontecendo.

Encostei a cabeça no ombro dele

– Me desculpa Sieg, mas eu acho que me apaixonei por você – comecei a chorar, mas acredito que ele não tenha percebido por causa da chuva.

Ele não disse nada apenas me apertou um pouco mais

– Eu não quero que faça nada a respeito, mas é que eu estava com medo, nunca senti isso por outro garoto e quando vi você com a Mari perdi a cabeça, me desculpa, eu não queria te deixar preocupado nem nada eu só – Ele me interrompeu me dando um beijo. Sua boca, diferente do resto do corpo era quente, tinha um gosto doce, pude sentir sua língua invadindo a minha boca, ele colocou a mão na minha nuca puxando um pouco o meu cabelo, eu estava ficando sem fôlego, mas n me afastei, ele continuou por um tempo e então quando estávamos quase sem ar ele me soltou.

– Me desculpa, eu não queria te deixar assim – Disse ele

– Achei que, sabe sei lá, que você tinha sentido algo por mim naquele dia – Respondi.

– Eu senti – Respondeu ele

– Mas então, por quê? Por que você não me disse, Por que você sumiu e não me deu nenhuma noticia? E por que esta com a Mari?

– Me desculpa, eu achei que você não iria querer nada por eu ser um homem também, então decidi te deixar em paz, mas não conseguia te tirar da cabeça, então eu tentei te .. Substituir com a Mari.. eu sei que foi errado, tanto para você quanto para com ela, não deveria usar os sentimentos dela assim – Ele parecia arrependido de verdade.

Ficamos abraçados por algum tempo ali

– O que vamos fazer agora – Perguntei.

– Eu quero ficar com você Jin, mas só se você quiser ficar comigo também – Respondeu ele.

A dor agora tinha sumido, aquele corpo me passava de alguma forma a sensação de segurança, sem perceber eu me levantei na ponta dos pés tentando beija-lo, ele começou a rir.

– Você é tão bonitinho Jin – Disse ele apertando minha bochecha esquerda e me beijando – Vamos, sobe na moto vou te levar pra casa.

– Eu aceito com uma condição

– E qual é a condição? – Perguntou ele

– Q-Que você fique em casa comigo hoje – Me esforcei para conseguir terminar a frase sem gaguejar, mas não deu certo, ele deu um sorriso e concordou, então subimos na moto parecendo dois pintos molhados e fomos para minha casa.

Assim que chegamos, eu abri a porta e então entramos, tirei a minha camisa e joguei no cesto de roupas

– Fique a vontade, pode.. – Fui interrompido com ele me agarrando e me prendendo contra a parede.

– Posso? Posso fazer isto? – Disse ele mordendo meu pescoço

– S-Seu pervertido! — Respondi gaguejando e quase chorando de vergonha.

Ele estava beijando e mordendo meu corpo, aquilo me fazia sentir pegando fogo, a cada mordida eu gemia involuntariamente.

– Eu sei que você ta gostando – Disse ele beijando minha boca e mordendo meu lábio inferior

– Você é um pervertido – coloquei as minhas mãos no ombro dele para afastá-lo, mas ele pegou os meus braços e segurou contra a parede e ficou me encarando.

– Se quiser eu paro – Disse ele sorrindo convencido

Como eu era menor que ele, ele não tinha dificuldades em me segurar, olhei pros olhos dele e ele deu uma piscadela, me virei o que n foi uma boa ideia pois ele mordeu meu pescoço. Consegui me soltar e o empurrei no sofá.

– Ta achando que eu sou um urso que você vai fazer o que quiser? – Disse cruzando os braços e tentando parecer bravo

Ele me puxou me colocando deitado sobre ele.

– Você é uma pessoa Jin, não uma coisa, não pode ser de alguém.. mas .. – Ele colocou as mãos no meu rosto – Só quero que fique comigo – Ele me beijou – Pra sempre...

Ele estava mais gelado que o normal por estar molhado e a noite estava fria, o abracei apertando.

– Não vou dizer que não estou com medo disso tudo porque estou, mas não quero que acabe.. Não quero que você.. vá embora. – Deitei minha cabeça sobre o peito dele

– Não se preocupe, eu não vou – Disse ele colocando a mão sobre a minha cabeça.

Ficamos um tempo ali daquele jeito e então eu fui tomar banho, não demorei muito e quando sai vi que ele tinha dormido no sofá, ele estava com um sorriso no rosto o que me fez rir também. Fui até ele e cutuquei sua bochecha esquerda com o indicador, ele abriu os olhos devagar e levantou a cabeça.

– Vai, sua vez enquanto isso eu preparo algo pra gente comer – Disse eu jogando uma toalha em sua cabeça.

Ele levantou e foi para o banheiro, fui até o armário para ver se achava algo rápido para preparar encontrei um saco de macarrão e lembrei que tinha um pouco de carne e molho na geladeira então decidi fazer macarrão com molho, não seria um banquete, mas é rápido e mataria nossa fome. Alguns minutos se passaram o macarrão já estava pronto então desliguei o fogo e coloquei a panela na mesa, quando me virei dei de cara com Sieg parado encostado no balcão que separava a sala da cozinha, ele estava enrolado na toalha me olhando com uma cara de bobo alegre.

– O que foi? – Perguntei um pouco sem jeito

– Fez comida pra gente? – Perguntou ele sorrindo e se aproximando

– M-mas é claro, você não esta com fome? – Perguntei

Ele me abraçou, o que fez com que a toalha que estava enrolada na sua cintura caísse e como eu já suspeitava ele estava nu, ele se quer se importou mas eu estava queimando de vergonha com aquilo então ele me soltou e olhou pra mim

– O que foi? – Ele olhou pra baixou e juntou a toalha se cobrindo.

– Na-Nada – tentei não parecer nervoso – Mas por que esta só de toalha?

– Hm, eu não trouxe roupas, poderia me emprestar algumas? – Perguntou ele com a mão na cabeça e sorrindo. Ele ficava ainda mais bonito quando sorria, devo ter ficado olhando pra ele feito bobo porque ele me chamou duas vezes perguntando se estava tudo bem, peguei sua mão e o levei até o quarto e o dei algumas roupas minhas para vestir e voltei pra cozinha.

Eu estava pegando os copos quando ele apareceu vestido com minhas roupas, ele estava parecendo aqueles pré-adolescentes revoltados que usam roupas curtas e/ou rasgadas, a camiseta tinha ficado boa, mas ele n parecia ele mesmo vestindo vermelho, já o shorts, estava sem duvidas muito curto.

– E então como estou? – Perguntou ele sorrindo debochado

– Se você se comportar podemos ir na fila do algodão doce depois — Sorri

Ele veio até mim e me puxou pela gola da camisa

– Ainda gosta de mim ou era só pelas minhas roupas de boa pinta? –Disse ele aproximando seu rosto do meu, eu podia sentir o cheiro dele.

– Acho que eram só as roupas mesmo – respondi o encarando

Ele me beijou.

– Posso ficar sem elas se você preferir.

Percebi que ele estava falando sério e então achei melhor parar e me afastei.

– Bom vamos comer, pois macarrão frio é uma droga – Disse eu pondo o macarrão no prato dele.

Ele se sentou e agradeceu, fiz o meu prato também e comemos, até que estava bom, era bom ter alguém por perto nas refeições, depois que comemos ele me ajudou a arrumar as coisas e escovamos os dentes, ele ficou me zuando por fazer a barba dizendo que eu não tinha nada para tirar e então fomos arrumar as coisas para dormir, foi quando me lembrei que eu só tinha um colchão. Eu disse a ele que dormiria no sofá mas ele se negou a me tirar da cama.

– Você é a visita, você fica com a cama – Eu disse.

– Eu só ficarei na cama se você ficar comigo – Respondeu ele.

Fiquei quieto e abaixei a cabeça, ele então se aproximou e colocando uma das mãos no meu queixo, levantou minha cabeça e me beijou.

– Boa noite Jin – Ele saiu e foi se deitar no sofá.

Fiquei sentado na cama por um tempo e então fui me deitar para tentar dormir. Não adiantou eu estava me sentindo mal com aquilo, deixá-lo dormir no sofá me parecia errado e eu dei a impressão de que não o queria comigo ali. Me levantei e fui até a sala, ele estava dormindo no sofá com o braço debaixo da cabeça, o cobertor jogado no chão e não demoraria para que ele caísse também, me aproximei devagar para não acorda-lo, me sentei na ponta do sofá e fiquei olhando para ele por um tempo, minha vida estava uma loucura, mas mesmo assim eu só queria ficar perto dele, me deitei devagar ao lado dele e coloquei o cobertor nos cobrindo, assim que fechei os olhos senti o braço dele passando em volta de mim e me abraçando.

– Eu te amo Jin – Disse ele baixinho

Me encolhi e cheguei mais perto, ele continuava gelado mas aquilo não me incomodava nenhum pouco, segurei sua mão e então dormi.


No dia seguinte assim que acordei percebi que Sieg não estava mais ali, pensei que ele tinha ido para casa, mas logo percebi que estava enganado, pois ele sentou do meu lado segurando um copo com leite com achocolatado e um pão.


– Bom dia dorminhoco – Disse ele sorrindo – Eu fiz o seu café da manhã, espero que não se importe de eu ter mexido na sua cozinha.

– Ah, não tudo bem, alias obrigado, mas não precisava ter feito isso até porque você é a visita aqui – Respondi levantando


Ele ficou olhando para mim sem dizer nada.



– O que foi – Perguntei um pouco incomodado com aquela situação



Ele desviou o olhar, mas continuou sorrindo sem motivos aparentes, o segurei pelos ombros.



– Quer me dizer o que é tão engraçado?


– Você, veio deitar comigo durante a noite – Disse ele com aquele mesmo sorriso convencido de antes.


O soltei e peguei o copo.



– Não seja bobo só achei que não seria justo te deixar no sofá enquanto eu dormia na cama, só isso e nada mais. – Menti



Ele se aproximou de mim chegando com os lábios próximos ao meu ouvido.



– Então não tem nada haver com que você queria dormir comigo? – sussurrou ele fazendo com que eu me arrepiasse



Quase derrubei todo o leite na tentativa de me afastar dele, não estava acostumado com aquilo.



– O que é isso de repente? – Perguntei tentando disfarçar a vergonha



Ele se afastou e riu.



– Não se preocupe, eu também queria ter ido ficar com você, mas achei que deveria ir mais devagar, entretanto parece que você não conseguiu manter a distância, não te culpo já que estamos tratando da minha pessoa – Disse ele.



– Você sempre foi convencido assim – Perguntei sério



Ele pegou o copo da minha mão e colocou na mesinha de centro, e veio para perto de mim.



– Não sou convencido, só sei do meu potencial – Disse ele dando uma piscadela me deixando vermelho.



– Calma – Disse ele pondo a mão direita sobre a minha bochecha – Eu não mordo.



– Morde sim – Respondi com um pouco medo.


Ele sorriu e me beijou, sempre que ele fazia aquilo parecia que era melhor que da ultima vez, ele sempre fazia de uma forma diferente me surpreendendo, ele nos separou e riu.


– Amo você Jin – Disse ele



O abracei encostando a cabeça no seu peito.



– E-Eu acho que também te amo Sieg – gaguejei por causa da vergonha



Ele me apertou forte



– Nunca vou te soltar garoto, não importa com o que vão dizer sobre nós, me prometa que vai sempre estar ao meu lado independente do que as pessoas digam ou façam – A voz dele estava com um tom triste.



Olhei para ele e desta vez eu o beijei



– Não é como se você tivesse me mantendo preso Sieg, não precisa me segurar, porque – hesitei um pouco pela vergonha – não quero ficar longe de você, porque não é como se eu estivesse sendo obrigado a fazer isto, quero dizer, estou aqui porque é com você que eu quero estar agora, e não só agora..



Ficamos ali abraçados por um tempo e então fomos terminar nosso café para nos prepararmos pra ir pra universidade, tentei não pensar que o Sieg tecnicamente ainda estava namorando a Mari porque aquilo me deixava um pouco pra baixo, estava pensando agora em como eu iria encarar a todos depois que eles soubessem que eu estava com o Sieg, quero dizer, eu disse que nunca me separaria dele e não faria isso mesmo, mas não sabia como agir na frente das outras pessoas.



– Ei Jin– O ouvi me chamando da sala então fui até lá.



– O que é? — perguntei



– Temos que sair mais cedo se quisermos chegar no primeiro módulo, ainda tenho que passar em casa para pegar meu uniforme – respondeu ele.



– Ah ok, então só vou pegar minhas coisas e já vamos – Respondi e corri até o quarto pegar meu material.


Voltei pra sala e então saímos, ele me deu o capacete desta vez.


– Mas e você? – Perguntei pois percebi que só havia um capacete.



– Tudo bem, tenho mais um em casa assim que chegarmos eu pego, até porque não quero que nada de mal te aconteça – Disse ele subindo na moto.



Fiquei parado ao lado da moto como da outra vez, aquilo realmente parecia pequeno de mais para nós dois.



– A qual é Jin? Vamos ter que passar por isso toda vez que formos sair juntos de moto?



Subi na moto e segurei dos lados.



– Quer parar? – Disse ele se virando para mim



– Parar? Com o que? – Perguntei



– Segura em mim, não confio nisto daí não e se você cair e sobreviver enquanto estava segurando isto eu mesmo me encarrego de te mata depois ta ouvindo?- Disse ele sorrindo



O abracei e mordi seu ombro – Esta melhor assim – Perguntei debochando dele



– Muito hehe, mas ponha o capacete – Respondeu ele.



– Se você parar de me tratar como uma criança... – coloquei o capacete e o abracei de novo, como sempre ele estava gelado, mas a sensação de estar em contato com o corpo dele era boa, apertei mais uma pouco e ouvi ele rindo antes de dar a partida.



Com base na moto que ele tinha eu já tinha uma Idea da condição financeira do Sieg, mas ao ver a casa dele percebi que eu estava muito distante da realidade dele, não estávamos falando de uma casa, aquilo era uma mansão, era branca e com muitas janelas e ocupava o quarteirão todo, assim que chegamos o portão se abriu sozinho e então passamos por uma espécie de jardim antes de chegar na casa.



– Bom chegamos – Disse ele descendo da moto



Eu desci e retirei o capacete o entregando para ele, eu estava um pouco sem graça com aquela situação, Sieg era mais rico que a minha família toda junta.


– Ei, ta tudo bem? – Perguntou ele colocando a mão sobre o meu rosto


Fiz que sim com a cabeça.



– Que bom, agora vem ou iremos nos atrasar e isso não vai ser bom para um calouro como você – Disse ele pegando minha mão e me puxando até a porta.



Nós entramos e Sieg parou na minha frente.



– Espera aqui, quero que você conheça alguém – Disse ele e depois correu até uma porta fechada a abrindo.



Aproximei-me um pouco e ele olhou para mim, quem era a pessoa que ele queria que eu conhecesse? Achei que ele morasse sozinho.



– Jin, este é o Kuro – Ele abriu mais a porta e um gato preto com duas manchas brancas no rosto bem em volta dos olhos saiu miando.



– Ku-Kuro é um gato? – Perguntei um pouco confuso, pois achei que se tratava de alguma pessoa.



– Sim, é o meu gato, ganhei dos meus pais antes de vir morar na capital. – Ele se abaixou e pegou o gato no colo – Kuro este é o Jin – Disse ele estendendo a patinha do bichano para mim



Segurei a patinha do gato rindo um pouco



– Nunca imaginei que você gostasse de gatos Sieg



– E por que acha que eu gosto de você? – respondeu ele soltando o gatinho no chão, senti que estava corando de novo.



– Bom vamos não podemos nos atrasar – Disse ele pegando o capacete no sofá e depois correndo até outra porta pegando uma bolsa acredito que com o uniforme e o material – Vamos? Outra hora eu te mostro a casa — Disse ele pegando minha mão e me arrastando até a moto.



– Por que toda esta pressa?– Perguntei



– Porque se você chegar atrasado logo no começo das aulas vai chamar atenção pra si, e isto não vai ser legal pra você, até porque eu sei que o babaca do Dio é seu veterano – Respondeu ele pondo o capacete.



– Ah, tem razão. – Coloquei o capacete e parei ao lado da moto para ver o que ele iria fazer.



Ele desceu e tirou o capacete jogando no chão e veio em minha direção, fiquei um pouco assustado, ele tirou meu capacete e eu fechei os olhos com medo do que ele iria fazer, senti sua mão tocar a minha nuca e depois me puxar para frente em direção a ele, abri meus olhos e ele me beijou.



– Ta querendo me provocar não é Jin? Sabe que eu posso sei lá.. me esquecer de que temos que ir pra aula e te levar la pra dentro.. e ..



Subi rapidamente na moto colocando meu capacete de volta antes que ele terminasse de falar, ele riu de mim e colocou o capacete subindo na moto também.



– Seria bem interessante fazer isto qualquer dia não acha Jin?



Me segurei nele.



– E-Eh vamos, não podemos nos atrasar esqueceu? – Respondi envergonhado.


Ele riu novamente e deu a partida.