Ao chegarem no apartamento do Breno, ele colocou Nina que ainda dormia, em seu quarto e foi ao encontro da Paula que estava na sala olhando os vários desenhos que provavelmente eram da Nina em um grande quadro sobre uma parede. Coisas de arquiteto e ela achou belíssima a ideia.

Quando Breno voltou a sala, estava sem camisa e Paula não pode deixar de fitar a parte nua de seu corpo. Ele foi ao seu encontro puxou-a para um abraço e começou a beijar seu pescoço. Ela tentou se esquivar, mas ele não deixou puxando-a novamente. Paula já não tinha mais forças para negar a atração que sentia toda vez que chegava perto dele.

Ele a carregou no colo e a levou para o seu quarto, sem protestos, pelo contrário, regados a muito beijo e carícias. Ao chegar no quarto, Breno colocou-a sobre a sua enorme cama e disse;

— Quero ter uma despedida decente.

Paula entendeu o que ele quis dizer. Não podia se enganar com o tom de voz dele, nem com o brilho daquele olhar.

O mais assustador era que ela sentiu a mesma vontade, e ela não tinha forças e nem queria mais lutar contra isso.

— Do jeito que você falou, parece que já tem um plano — ela murmurou.

Breno viu os olhos dela brilharem ao fitá-lo.

Como foi que eu não a encontrei antes?

Aquele corpo... Só de olhar, ele já ficava louco de desejo por ela.

— Você está linda com este vestido— ele murmurou. — Mas acho que fica melhor ainda, sem ele. — Enquanto falava, ele ia soltando o zíper do vestido e beijando-lhe o ombro. — Aliás, acho não, tenho certeza.

Paula estava tão envolvida que ficou sem fôlego para responder.

— Gosto de poder ver você assim.

Paula quase gritou de prazer quando ele começou a lhe beijar o corpo, atormentando-a com um prazer selvagem.

Ela gemia baixinho, o desejo a consumia, até que os lábios do Breno encontraram os dela, dominando seus sentidos até ela achar que seria capaz de enlouquecer se não desse vazão aos seus instintos.

— Quero você agora, Paulinha. Quero várias vezes seguidas, até ficar completamente saciado.

Paula sentia a mesma necessidade, e quando ouviu as palavras dele, seu corpo teve pressa de se realizar. Não havia mais tempo para dúvidas, medo ou qualquer outro pensamento racional.

Breno a beijou com vontade e intensidade. Ele suspendeu o vestido com um só movimento, acariciou suas coxas e tirou a sua calcinha.

Paula se aproximou mais e envolveu suas pernas no corpo de Breno, estremecendo de prazer ao senti-lo.

— Onde está a minha empresária cheia de dúvidas? — ele a provocou. — Fale para mim que você me quer.

— Pára, Breno — ela disse impaciente, esforçando-se para manter-se de olhos abertos com aquelas sensações. — Você sabe que eu quero você.

— Mas quero ouvir o quanto você me deseja.

Ele disse algo, soando erótico que ela não entendeu. E logo ele estava roçando os lábios nos seus seios.

— Eu quero tanto que parece que vou enlouquecer — ela disse ao sentir uma onda de prazer tomar conta dela.

— Pensei que só quisesse esquecer isso tudo e ser prática.

— Quero sim, ou queria, mas não agora...

Ele riu.

— Linda...

— Eu preciso de você agora! — Ela abriu os olhos e o viu sorrir.

Ela sabia que Breno podia obrigá-la a suplicar por ele e ele sabia que tudo que ela disse durante a noite anterior não significava nada e que essa química que havia entre eles estava longe de acabar.

Ela estava mais linda do que nunca, e ele mal pode se controlar.

Ela se sentou e começou a acariciá-lo e terminou de despi-lo. Resolveu assumir o controle, para variar.

Com um brilho forte nos olhos, ele a beijou. O fogo entre eles estava evidente e desavergonhado, derrubando todas as barreiras. Ninguém estava mais no controle. Ninguém mais pensava com clareza. Só queriam juntar um corpo no outro e se devorar, para tentar saciar o desejo urgente que os queimavam por dentro.

Nenhum dos dois se lembrou de mais nada, a não ser daquele momento. E quando Paula atingiu o auge do prazer, ela ficou até zonza com tantas sensações de satisfação. Em seguida foi a vez dele atingir o clímax e as sensações não foram diferentes.

Breno fez um esforço assombroso para recuar, mas foi em vão. Os dois ficaram agarrados, ofegantes. E levou um certo tempo até voltarem à realidade.

Paula tinha a cabeça encostada no peito do Breno, e ele estava abraçado a ela. Ela podia ouvir o coração dele batendo forte dentro do peito e parecia que ele estava no mesmo ritmo do seu, como se os dois corpos ainda fossem apenas um.

Assim adormeceram.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.