Nem Por Um Minuto
1 Capítulo único.
Notas iniciais
Kirk estava deitado em sua grande e espaçosa cama de capitão, quase pegando no sono quando ouviu uma típica batida na porta. Dois toques, um e dois novamente. Spock, pensou.
– Permissão para entrada? — disse o vulcano, formalmente.
– Permissão concedida. — respondeu o capitão. Ele esperou Spock entrar e fechar a porta atrás de si para falar novamente, usando o tom mais malicioso que conseguia: — Para que toda essa formalidade? Estamos juntos, lembra? Não precisa pedir, a porta do meu quarto estará sempre aberta para você.
– Eu sei, eu sei. — suspirou o Vulcano, se aproximando da cama do capitão, mas continuou em pé. — É que é tão estranho, entende? Tão ilógico. Eu... Nós não deveríamos, com toda essa gente na nave...
– Olhe Spock, eu sei que ainda é desconfortável para você, com toda essa gente por aqui, como você mesmo disse. Mas não é ilógico. – rebateu o capitão, chamando o outro para se sentar. — Eu sei que o amor é complicado ás vezes... A maior parte do tempo. Mas vamos tentar descomplicar, certo? Eu te amo, não quero te ver sofrer. Esqueça a lógica um pouco.
Spock suspirou, ia recomeçar a falar, mas abriu e logo fechou a boca, suspirou novamente e perguntou de repente: — Você me ama? De verdade, James, você me ama?
Uma expressão sofrida tomou conta do rosto do vulcano. De repente lágrimas começaram a escorrer por suas bochechas. Ele fechou os olhos com força, tentando expulsar as lágrimas, e se aproximou de James, abraçando-o. Este apenas afirmou com um movimento de cabeça, pensando na pergunta de Spock. Então devolveu a questão para o vulcano, que prontamente respondeu, em meio a lágrimas intermináveis:
– É claro... É claro que eu te amo, meu capitão. Eu desisti de Uhura por você... Desisti. Eu te amo tanto. Me desculpe... — sua fala foi interrompida por um soluço sentido, e mais lágrimas brotaram de seus olhos, mas ele continuou: — Me desculpe por todas essas dúvidas... ilógicas. — Os dois riram com a última palavra dita por Spock. Hábitos por tanto cultivados dificilmente morriam.
Nenhum dos dois disse mais nada. Kirk segurou o rosto de Spock com uma mão, e com a outra limpou suas lágrimas, e olhando-o nos olhos selou seus lábios. O beijo começou leve, mas logo o capitão puxou Spock para mais perto de seu corpo e o beijo ficou mais intenso, profundo, como se aqueles fossem os últimos minutos de suas existências. James pousou suas mãos fortes nas costas do outro, puxando-o para mais perto, se é que isso era possível.
Quando parecia que não restava mais nenhum milímetro de distância entre os dois corpos suados e rostos afogueados, Spock soltou um gemido baixo no ouvido de Kirk, o que fez com que este ficasse mais excitado ainda, arrancando os trajes do vulcano com força, apenas separando as bocas para a passagem da vestimenta superior de Spock. James tirou seu próprio traje e empurrou o vulcano, o fazendo deitar-se em sua cama, para logo após o capitão deitar-se sobre ele, levando uma de suas mãos ao peito de Spock, e a outra procurando incontrolavelmente a ereção do parceiro, já formada e rija.
Colocou essa mão sob a calça, chegando em seu pênis e fazendo movimentos desiguais, arrancando gemidos altos do paceiro, que estava fervilhando de prazer. De repente James parou e sentou-se sobre Spock.
– C-Capitão... — suspirou o outro, deixado na mão pelo parceiro, apenas por um breve momento. James começou a retirar o resto dos trajes de Spock, e de si mesmo, e então recomeçou os movimentos no parceiro, dessa vez mais fortes e consistentes. — James... por favor — gemeu o vulcano, não se aguentando de prazer. K-Kirk!
Em um movimento quase involuntário, Spock levou uma de suas mãos livres de encontro a ereção do parceiro, que também precisava de um alívio. O vulcano começou os movimentos, logo indo no mesmo ritmo de James, que também começou a gemer. Seus gemidos eram roucos, o que excitava ainda mais Spock, que aumentava os movimentos, até se tornarem desiguais. Um sensação quente tomava conta de seu pênis, espasmos atingiam seu corpo. Sentia o clímax chegando. O mesmo acontecia com Kirk.
– Eu... t-te amo! — gemeram os dois juntos, numa tentativa quase falha, pois nem falar mais estavam conseguidos. Só o que saia quando abriam a boca eram gemidos, alguns mais agudos, outros roucos.
Sentiam suas forças se esvaindo, cada vez mais espasmos tomavam conta de seus corpos. Quando, de repente, os dois urraram os nomes um do outro, e sentiram seu prazer liquefeito jorrar de seus corpos, já amolecidos pela atividade.
– Nunca mais duvide de meu amor por você, ouviu? Nem por um seguindo! — Kirk suspirou no ouvido do outro, com uma voz rouca e enrolada, devido ao esforço, como se tivesse bebido. Deitou-se ao lado do parceiro, que arrastou a cabeça para perto do capitão, apenas para sussurrar:
– Nem por um segundo...
Os dois estavam tão cansados que adormeceram ali mesmo, nus e abraçados, com o coração aquecido e sonhos bons preenchendo a noite longa de sono.
Notas finais
Me diverti tanto escrevendo isso jdsfjsdf imaginar Spock e Kirk se pegando é... sem comentários, hehe. Realmente espero que tenham gostado, pois escrevi de coração :3
xoxo
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