Nekokaigi - Interativa
2 2 - Watashi wa neko o aisurunode!!
Notas iniciais
- QUATRO ANOS?! – gritei. Eu estava no meu apartamento, pesquisando no computador sobre como gerenciar um NekoCafé de sucesso. Era madrugada de sexta-feira, o que significa que era, obviamente, sábado.
Eu estava em um site especializado em donos de NekoCafés, e ele disse que, para fazer um NekoCafé ser famoso, se precisa ter quatro anos de experiência na área administrativa. Ou seja... Só daqui a quatro anos vou poder ajudar o Sr. Nekomoto e os gatos!
Funguei com uma raiva semi-homicida de mim mesma.
Quem manda se oferecer, Sakurami? – pensei, martirizando a mim mesma. – Achou que fazer um NekoCafé era só se vestir de maid e pronto? Como você é baka, mulher...
Então eu ouvi a porta do meu apartamento bater. O que era péssimo. Eu simplesmente estava vestindo um pijama com florezinhas e pantufas de gatos. Funguei com raiva. Eu espalhara cartazes de “contrata-se maids, cozinheiros e balconista para a NN Emporium” pela cidade inteira, e ainda havia colocado meu endereço como “local de entrevistas”. Como eu sou idiota!
Abri a porta e dei de cara com uma menina. Ela tinha longos cabelos vermelho-escarlates presos em rabo de cavalo, uma pele extremamente branca e olhos castanho-claros. Era bonita. Ela segurava o cartaz que eu espalhava. Parecia tanto nervosa quanto animada.
- Yo! Você é a dona do NN Emporium? – perguntou-me a ruiva, com um sorriso nervoso. – Eu estou interessada em ser maid!
Fiquei fitando a ruiva, como se ela estivesse brincando com a cara dela.
- Aah... Sim, sim. Entre. Vamos à entrevista. – disse Rin, sem jeito por aquela ser, provavelmente, sua primeira empregada.
A ruiva se sentou no sofá, enquanto eu me sentei em uma cadeira de couro preta me fazendo parecer uma daquelas presidentes de empresas milionárias dos filmes ou o próprio Al Capone.
- Qual é o seu nome e idade? – perguntei, direta.
- Meu nome é Amaterasu Kiyomi e tenho 17 anos. – respondeu.
- Por que quer se juntar a mi... Digo, a nós?
- Quero ajudar minha irmã a pagar as contas, já que nossos pais não nos dão dinheiro.
Peguei um papel e um lápis e comecei a escrever a “ficha” dela, enquanto fazia mais e mais perguntas.
- Tem ficha criminal? – perguntei enquanto anotava.
- É CLARO QUE NÃO! – gritou Kiyomi, tomando um susto com a pergunta.
- Que pena... – murmurei.
A gota apareceu na cabeça de Kiyomi.
Enquanto eu anotava, percebi que Kiyomi puxou o celular e começou a teclar. De vez em quando, um sorriso divertido aparecia em seu rosto. Era como se ela estivesse falando com o namorado ou coisa parecida. Franzi o cenho. Amor é a última coisa que eu quero na vida. Prometi a mim mesma que iria morrer solteira. E vou morrer solteira.
- Tem namorado? – perguntei de propósito.
- O QUÊ?! CLARO QUE NÃO!! – gritou Kiyomi, me fazendo rir mentalmente.
- E com quem você estava conversando?
- Com... Com... O Byakuya-kun... – murmurou Kiyomi, quase inaudível.
- Ok. Ok. Você está contratada. – mudei de assunto na hora, já que isso é um velho costume da Sakurami-san aqui. – Apareça amanhã às 10 da manhã no NN para começarmos.
- Ok! Arigato, Chefa-sama! – disse Kiyomi, indo embora.
- NÃO ME CHAME DE CHEFA! – gritei, mas ela já se fora.
Retornei ao computador e entrei no Facebook, já que não havia nada para se fazer. Para a minha total surpresa, ele havia me pedido para ser seu amigo. Ele havia descoberto o meu perfil, aquele baka. Eu queria vê-lo morto, assim eu ia comemorar a vida inteira. Ia ser tão bom... Mas não. Ele tinha que me infernizar até que nós dois estivéssemos num caixão, ou até depois disso. Aquele baka, imbecil, filho da...
- Yo... É aqui que é o local das entrevistas da NN Emporium? – perguntaram duas meninas; Uma ruiva, diferente de Kiyomi já que seu cabelo era mais claro, de pele branca e olhos azuis que usava um cosplay de lolita (?). E a outra, negra de cabelos loiros.
- Hai. Entrem. – eu disse. Parece que o horário marcado era uma da manhã em ponto...
- Sou Kamiya Mihara. – disse a ruiva, antes que eu perguntasse.
- Yokonaru no Maria! – disse a negra, acompanhando a ruiva.
- E o que vocês querem ser na NN? – perguntei.
- Maid. – respondeu Mihara. Nem era novidade para mim...
- Balconista. – disse Maria, surpreendendo-me. Eu imaginava que ela quisesse ser cozinheira...
- Idade?
- 15 – respondeu Maria.
- 17 – respondeu Mihara.
- Por que quer trabalhar conosco?
- POR QUE EU AMO GATOS ELES SÃO LINDOS MARAVILHOSOS FOFOS E KAWAIIS! E por que eu gosto de café. – gritou Maria, fazendo a mim e Mihara cairmos da cadeira com gotas na cabeça.
- O-Ok, M-M-Maria-s-san. E-Está c-c-contratada. – eu disse, zonza por causa da queda.
- E-E-E e-e-eu? – perguntou Mihara, também zonza.
- Idem... Agora vão... Amanhã, dez horas, sem falta – eu praticamente empurrei as duas para fora.
Funguei com força e voltei ao Facebook...
O pedido de amizade ainda está lá, sua idiota. Recuse logo! – pensei, martirizando a mim mesma... De novo.
Quando eu ia clicar em “Agora não”, a porta abriu com força e alguém gritou:
- OHAY- — Só que seu grito foi interrompido pelo meu.
- NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOO!!! – era tarde de mais. Eu sem querer havia clicado em “aceitar”. – NÃÃÃÃÃO! FACEBOOK, NÃO FAÇA ISSO! RECUSE, RECUSE!!
- Vixi. – disse a pessoa, então eu me virei e me deparei com uma loira sorrindo louca para mim. – Me desculpe pelo grito, fufu...
- Deixa eu adivinhar... Maid, 15, Yaoi e Nekos. – adivinhei.
- Uau. – comentou surpresa a loira. – Sou Takachi Yuuki Biiah.
- Contratada. Amanhã. Dez horas. Sem faltas. Agora. Vaza. – eu disse mandando meu olhar mais homicida.
Yuuki nem sequer disse tchau, saiu correndo com medo gritando “minha chefa é a Yuno!”.
Joguei a cabeça no teclado do computador. Por que raios ele havia descoberto o meu perfil? Por que logo eu? Por que não qualquer outra menina retardoida? Argh! Nem vou para a aula segunda-feira. Há essa hora, meio mundo já sabe que eu aceitei o pedido e já devem estar formulando ideias maliciosas a nosso respeito. O quê?! “Nosso” coisíssima nenhuma! MEU! MEU RESPEITO! ELE QUE SE DANE!
Minha cabeça está queimando. Nunca fiquei tão estressada como agora. Havia quatro coisas importantes na minha mente agora:
Primeira: O NekoCafé e o meu óbvio fracasso.
Segunda: Os gatos.
Terceira: Os empregados doidos que eu contratei sem mais nem menos.
Quarta: Ele.
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