Neko...?!

16 Umas vez nas garras do gato, não há escapatória.


Notas iniciais
O ditado original é: Das garras de um gato, rato só escapa morto ou fatiado. Ouvi esses dias, na casa da minha vó. rsrs Eu editei por que ficava meio "violento" em relação ao conteúdo do cap, mas o sentido é o mesmo. E eu acho que ilustra bem a situação do Allen, totalmente preso ao seu gatinho.

Sabe quando você pensa muito numa determinada coisa, mas pensa tanto, que você não consegue mais nem lembrar no que sua mente se ocupava antes disso?

Me pergunto o que me movia anteriormente... No que eu pensava quando acordava? Quando saia de casa, quando voltava do trabalho... Agora eu sei que antes de abrir os olhos eu escuto a respiração calminha do meu neko na cama, saio de casa pensando se ele não vai prender a cabeça em alguma jarra e lamentando por ficar longe da sua presença, e volto correndo só para ficar perto dele. Todos os meus pensamentos, toda a minha mente estava ocupada por aquele gatinho, e de modo algum isso era algo ruim.

Minha vida antes de cruzar com aqueles felinos olhos vibrantes parecia um grande e aterrador vazio. Claro que haviam minhas memórias com Mana, com meus amigos... Mas agora é como se tudo finalmente estivesse completo. Eu sentia que mesmo escondido no lugar mais remoto do universo, eu nunca estaria sozinho, não enquanto tivesse ao menos uma lembrança daqueles olhos.

Meu rosto ainda latejava do soco forte que eu havia levado, mas não importava, nada parecia relevante enquanto os lábios de Kanda estavam nos meus. Mal percebi a saída da Lenalee, só levantei para voltar pra casa quando senti o neko tremer levemente de frio em cima do meu colo. E não consegui largá-lo nem por um segundo, por todo o caminho...

Suas mãozinhas se enroscavam na minha nuca, me puxando para um beijo necessitado. Seu corpo se roçava deliciosamente no meu, acordando cara poro do meu corpo com aquela carícia. Kanda estava realmente me enlouquecendo.

Chegando em casa, abri a porta com um chute, fechando-a do mesmo modo, sem conseguir voltar a atenção para nada que não fosse o pequeno neko em meus braços que suspirava em meio ao beijo, apertando mais as pernas em volta da minha cintura enquanto minhas mãos passeavam pelo seu corpo molhado.

Livrei-o do casaco pesado – sua única peça de roupa – e comecei a atacar seus ombros, sugando e mordiscando a pele clarinha que ainda possuía leves marcas do ocorrido no galpão. Eu queria ir mais devagar, mas algo dentro de mim não permitia, minha mente dizia que não era correto, que eu deveria esperá-lo crescer mais um pouco, amadurecer fisicamente para “agüentar o tranco”, ou que, no mínimo, eu esperasse que seu corpo se recuperasse por completo.

Isso era o que minha parte racional, aquela que se tornava praticamente insignificante ao lado de Kanda, dizia.

O resto do meu ser o queria aqui e agora. O mais apaixonadamente possível.

Eu queria, ou melhor, precisava, ouvir seus gemidos chamando meu nome, ouvi-lo suspirar de prazer, senti-lo tremer e se contorcer embaixo de mim, ver seu rostinho corado e os olhinhos brilhando... Necessitava do meu Yuu mais do que do ar que respiro. Era impossível ter controle sobre mim mesmo depois de ter passado todo aquele desespero pensando que eu o havia perdido.

Subi meus lábios até o seu pescoço, marcando-o, me deliciando com sua pele, sentindo-o suspirar baixinho no meu ouvido enquanto arranhava minha camisa, passando a língua quente e úmida na minha pele que ardia a cada toque seu. Desci minhas carícias pelo seu corpinho macio e tentador, enchendo minhas mãos com aquelas coxas deliciosas, arrancando-lhe um gemido surpreso que fez meu interior vibrar. A voz de Kanda era uma das coisas mais eróticas desse mundo.

Fui avançando pela casa ás cegas, não conseguia tirar os olhos dele, não conseguia voltar minha atenção para nenhum outro lugar. Voltei a atacar seus lábios em um beijo faminto, deixando-o sem ar várias vezes, sentindo sua respiração pesada se misturando com a minha, seu peito subia e descia colado no meu, em uma respiração rápida e ritmada que se entrecortou quando acabei prensando-o com força contra a porta do quarto.

– Te... Machuquei...? – Sussurrei mordiscando sua orelhinha felina, sentindo-o se arrepiar por inteiro.

– Nyuu... Não... Para... – Murmurou puxando meu rosto e mordendo sedutoramente meu lábio inferior, usando os finos caninos levemente salientes com delicadeza para não me cortar.

Soltei uma das minhas mãos do seu corpo que parecia implorar pelo meu toque, alcançando a maçaneta e a abrindo de vez, avançando até a cama e deitando Kanda com delicadeza, descendo meus lábios novamente pelo seu pescoço, eu não cansava de beijá-lo ali, sobrepondo minhas marcas as já existentes, ouvindo um grunhido dolorido ás vezes, mas que logo eram substituídos por suspiros de deleite enquanto suas mãozinhas se entrelaçavam no meu cabelo, me puxando para mais perto.

Me desvencilhei das suas pernas por um segundo, apenas para tirar a camisa – ou o que sobrou dela – e os sapatos, tudo sem parar de admirar aquele corpo perfeito, sem uma peça de roupa, sendo iluminado pela luz da lua cheia que entrava pela grande janela de vidro que havia no quarto, me permitindo ver cada detalhe daquele ser que me encantava por completo e destacando os brilhantes olhos azuis que variavam entre vários tons, cercando as pupilas em forma de fenda que estavam dilatas a ponto de parecerem redondas.

Ajoelhei-me na cama e fui avançando lentamente, comecei beijando das unhas dos seus pés, em sinal da minha completa devoção, avançando pelo tornozelo, massageando as panturrilhas, beijando devagarinho o joelho, e atrás dele logo em seguida, me deliciando com as coxas roliças e bem torneadas, sentindo-o se arrepiar enquanto suspirava a medida em que meus beijos naquela área se tornavam chupões cada vez mais famintos. E tudo isso sem tirar meus olhos dos seus, que me encaravam em um misto de desejo e carinho.

Avancei calmamente pela parte externa das suas coxas, evitando uma área crítica propositalmente, afinal sabia o quanto meu neko era sensível e eu queria provocá-lo gradativamente, queria prolongar o momento ao máximo. Deixei um beijo carinhoso no ossinho do seu quadril antes de avançar sugando a pele da sua barriguinha, fazendo-o se arrepiar ainda mais e arquear as costas, agitando a cauda e dobrando as orelhinhas junto a cabeça, suspirando e gemendo baixinho algumas vezes.

Continuei avançando pelo seu abdômen, beijando, e marcando algumas vezes, sentindo sua respiração ainda mais pesada e seu corpo se contorcer levemente quando meus lábios alcançavam algumas regiões mais sensíveis, porém nada se comparava a quando ataquei um de seus mamilos, já durinhos de excitação, fazendo-o soltar um gemido alto, arranhando meus ombros o suficiente para sangrar um pouco, o que fez um arrepio de prazer descer pela minha espinha. Eu devo ser mesmo masoquista.

Demorei um bom tempo torturando-o daquela forma, ora circulando a língua em volta dos botões rosados, ora chupando, ás vezes mordiscando, ouvindo sua voz falhar nessas horas. Parei para admirá-lo um segundo, seus olhos brilhavam intensamente, os lábios estavam quase tão avermelhados quanto as bochechas que possuíam um tom intenso de carmim, os longos fios escuros se encontravam completamente bagunçados, espalhados pelos lençóis alvos. Acho que não havia visão mais tentadora do que essa.

– M-Meoww... Quente... – Murmurava baixinho, quase sem ar. – Mui... to... Quente...

Resolvi deixá-lo recuperar o fôlego por um momento e comecei a beijar aquelas bochechinhas adoravelmente coradas, contornando o maxilar e depois sugando seu lábio inferior carinhosamente, beijando-o sem pressa, mas com a mesma paixão, até que senti uns joelhos nas laterais do meu quadril e antes que dissesse algo, eu tinha um neko em cima de mim me beijando luxuriosamente.

Me larguei na cama completamente entregue ao que ele quisesse fazer, sentindo seu corpo se moldar ao meu quando deitou em cima de mim, passando as garrinhas levemente pela minha barriga, fazendo um arrepio descomunal atravessar o meu corpo, me fazendo suspirar antes de voltar a sentir seus lábios nos meus.

Aproveitei a posição em que estávamos para acariciar suas costas, seguindo toda a linha da sua coluna e o ouvindo gemer baixinho quando o tocava mais para baixo. Sorri de canto adorando aquilo e desci minhas mãos da sua cintura até aquelas nádegas fofinhas, apertando ali e fazendo-o morder meu lábio com a surpresa.

Senti sua língua descendo pelo meu pescoço, depois pelo meu peito e pela minha barriga... Era uma sensação diferente de tudo que eu já senti, sua língua tinha uma textura diferente, o toque era mais... Áspero, e por isso mais excitante. Agora eu entedia por que banho de gato era tão bom...

Como se o próprio estando nu em cima de mim e me lambendo já não fosse provocação o suficiente, a criatura ainda senta em cima do meu membro, infelizmente ainda coberto pela calça, e começa a rebolar ali sutilmente, mordendo o lábio com uma expressão que torturava o pouco de sanidade que eu ainda tinha.

– Nyu... Me deixa sentir você... – Sussurrou lambendo o lábio tortuosamente, me fazendo desejar ser aquela língua... E assim o fiz. Puxei-o com uma mão em sua nuca e a outra na cintura e ataquei seus lábios, me sentindo cada vez mais viciado no seu sabor exótico.

Sorri de canto quando senti suas mãozinhas trêmulas no botão da minha calça e o ajudei com a tarefa de se livrar de todo o resto da minha roupa, respirando aliviado quando finalmente me livrei de todo aquele incômodo sobre o meu membro mais do que excitado, e agora podendo sentir Kanda por completo sentado no meu colo e ainda mais mexendo o quadril deliciosamente, quase me fazendo sair do ar com aquela carícia ousada.

Desci uma das minhas mãos para o seu quadril, ouvindo-o ronronar deliciado enquanto esfregava seu corpo inteiro no meu, me tentando, me enlouquecendo ainda mais. Voltei a atacar seu pescoço, fazendo carinho nas suas costas enquanto subia a outra mão pela sua coxa, até alcançar a sua entrada e começando a acariciar a região vagarosamente, eu ainda tinha medo de que Kanda tivesse ficado com alguma seqüela psicológica da violência que havia sofrido, mas qualquer receio foi varrido da minha mente depois da sua reação.

– Awwwnnn...!! – Arqueou as costas gemendo longamente, apertando as mãos nos meus ombros, enterrando as unhas.

– Você... Realmente gosta que eu te toque ai, não é? – Sussurrei maliciosamente na sua orelhinha, vendo-o corar ainda mais.

– Meoww... E-Eu... Se for você... Sim... – Miou manhosamente, lambendo a lateral do meu rosto e inclinando o quadril na direção da minha mão.

– Quer mais...? – Indaguei com um sorriso de canto, observando-o me encarar de canto de olho.

– Nyu... Q-Quero... – Ronronou lambendo meus lábios sensualmente, me tirando completamente do sério.

– Então deita de costas pra mim... – Pedi mordiscando sua orelha e fazendo-o estremecer.

Ele saiu do meu colo lentamente, engatinhando com aquela bundinha que me dava água na boca voltada pra mim, e começando a deitar. Mal o esperei e cobri seu corpo com o meu, beijando sua nuca luxuriosamente, voltando para sua orelha, adorando vê-lo suspirar longamente, e depois descendo pelas suas costas, queria beijar cada centímetro daquele corpo, sentir seu gosto, seu calor, queria senti-lo por dentro também, o queria por completo, sem reservas, e não apenas seu corpo.

Mordi uma de suas nádegas, sorrindo quando ele gemeu manhosamente, e voltei minha boca para o meio delas, começando a acariciar sua entradinha rosada com a língua e adorando ouvir o som dos lençóis rasgando acompanhar o gemido alto e prazeroso que escapou pelos seus lábios. Continuei estimulando aquela região, sentindo o nekinho tremer violentamente quando o penetrei com a língua, gemendo longamente e mordendo os lábios, me enlouquecendo com as expressões que fazia, já que ele parecia fazer questão de manter o rosto virado pra mim.

Nessas horas eu pensava se não estava fazendo um anjo que caiu do céu cometer o pecado da luxúria.

Puxei-o para o meu colo novamente, voltando a acariciar sua entrada com os dedos e puxando-o pela nuca para um beijo molhado e lascivo, liberando todo o desejo contido, devorando seus lábios desejando devorá-lo por completo.

– Yuu... – Sussurrei rouco de desejo na sua orelhinha. –Chupa esses três dedos pra mim... – Pedi levando os dedos aos seus lábios e acariciando-o com a outra mão, adorando ouvi-lo suspirar completamente entregue.

Seus dedos saíram da minha nuca para segurar a mão que eu havia lhe entregado, começando a lamber tortuosamente o meu dedo indicador, para depois chupá-lo, soltando um gemido deliciado que quase me fez atacá-lo naquele instante. Depois começou a lamber meu dedo médio, me lançando um olhar brilhante de pura luxúria antes de chupá-lo avidamente, juntando o primeiro dedo e o terceiro na sua boca, passando a língua por entre eles, depois mudando o ângulo da boca, deixando um fio de saliva escorrer pelo queixo... E só de imaginar as diversas utilidades para aquela língua deliciosa, eu tinha certeza de que Kanda me enlouquecia demais para a própria segurança.

Ataquei um de seus mamilos enquanto introduzia o primeiro dedo no seu interior, tendo um pouco de dificuldade no começo, mas pareceu não doer muito, uma vez que ele gemia mais de prazer do que qualquer coisa, arfando adoravelmente quando eu comecei a fazer leves movimentos de vai e vem que pareciam fazê-lo perder completamente o controle de si. Introduzi mais um calmamente, sentindo-o se retrair um pouco dessa vez, recomeçando os movimentos com o dobro de cuidado, não queria machucá-lo de modo algum.

Ele entrelaçou as mãozinhas no meu cabelo, arranhando a minha nuca, gemendo e arfando no meu pescoço na medida em que eu aumentava a intensidade dos movimentos, chegando a quase tirar os dedos completamente do seu interior antes de voltar a introduzi-los. Kanda ronronava adoravelmente em meio aos gemidinhos sôfregos, roçando o rosto no meu pescoço, deslizando seu corpo no meu, sua língua na minha pele arrepiada...

Eu me sentia quase fora de mim, um desejo louco de possuir Kanda naquele exato segundo, da forma mais brutal e selvagem, me corroia por dentro. Minha consciência estava no limite, eu necessitava dele.

Introduzi o terceiro dedo calmamente, distribuindo vários beijos no seu pescoço para distraí-lo, parando ao som de qualquer gemidinho dolorido que ele emitisse e voltando a avançar quando sentia seu interior relaxar um pouco mais. Não me importava com o que meu corpo gritasse, ou o que meu interior pedisse na mais insana necessidade, eu seria o mais paciente possível, não conseguiria conviver com o fato de tê-lo machucado, e além disso, eu queria que fosse tão enlouquecedoramente prazeroso para ele quanto para mim, mas iria com calma, sem assustá-lo.

Comecei a mexer os dedos com cuidado, abocanhando seu pescoço com vontade, me arrepiando ao sentir as garrinhas finas cortando superficialmente minha pele e seu peito vibrando com os gemidos mal contidos que ecoavam pelo quarto. Era sublime, ao mesmo tempo em que era torturante. Comecei a ir mais fundo, e com mais força nos movimentos, ouvindo um ofego surpreso escapar pelos lábios pecaminosamente bem desenhados do meu neko quando acertei um certo ponto em seu interior que fez todo o seu corpo tremer violentamente.

– A....A...A-Allen... — Gemeu com a respiração totalmente descompassada e a voz por um fio. — M-Me... Faça... Ah! Por favor... — Continuei movimentando, mas devagar agora, tocando vez ou outra aquele ponto, fazendo o gatinho se contorcer no meu colo, e em cima do meu membro que já quase gotejava só com aquela visão.

Eu poderia facilmente ter tido um orgasmo simplesmente com sua voz rouca e levemente infantil, inocente e sensual, manhosa e sexy, chamando meu nome.

Não conseguia mais me segurar.

– Yuu... — Sussurrei na sua orelhinha, mordiscando-a em seguida e descendo meus lábios pelo seu pescoço. Seu cheiro e a textura da sua pele tinham efeitos mais devastadores do que qualquer droga. — Te quero tanto... — Murmurei perdido em sensações e sentimentos intensos demais para serem descritos.

– Nyu... V-Você me tem... — Murmurou de volta, encostando sua testa na minha.

Subi minha mão que estava nas suas costas até seu rosto, afastando os fios negros para poder contemplar melhor os traços finos e delicados, toquei gentilmente as maçãs do rosto extremamente coradinhas, os lábios úmidos... Tão lindo...

Tirei os dedos do seu interior, posicionando-o em cima do meu membro, deixando que ele mesmo controlasse essa parte, já eu ainda temia não conseguir me segurar e acabar o machucando. Apoiei minhas duas mãos no seu quadril e senti suas mãozinhas na minha nuca, fazendo um carinho deliciosamente excitante na região. Suguei seu lábio inferior suavemente, roçando nossos lábios uma vez antes prendê-lo em mais um beijo intenso e viciante, onde quanto mais avançávamos, menos dava vontade de parar.

Deslizei minhas mãos pelas suas coxas, arrepiando a pele suave, me deliciando com aquela textura... Um gemido alto quase me escapou a garganta quando o senti começar a sentar no meu membro, lentamente, choramingando baixinho enquanto enfiava as unhas sem dó nos meus ombros. Me concentrei em acarinhar todo o resto do seu corpo, minhas mãos trêmulas de prazer e ansiosas por diminuir seu sofrimento percorriam seu corpo o mais gentilmente possível. Na metade, ele encaixou o rosto na curva do meu pescoço, mordendo fundo até enterrar os caninos, e desceu de vez, sufocando um gritinho de dor na minha pele.

Delicadamente, trouxe seu rosto em direção ao meu, Kanda tremia com força, respirava com dificuldade pelos tentadores lábios entreabertos, lágrimas se acumulavam nas safiras brilhantes e multicoloridas que eram seus olhos e pequenos grunhidos escapavam pela sua garganta. A respiração pesada se misturava com a minha, seus olhos nublados me encaravam fixamente, seu interior me acolhia de maneira sublime, sua pele suava e brilhava suavemente na luz do luar e dos postes que entrava pela janela. Era a criatura mais perfeita em que eu já tinha posto os olhos, e agora parecia mais um anjo do que um ser de carne e osso.

Deitei-o na cama sem sair de dentro dele, me encaixando cuidadosamente entre as suas pernas macias, colando meu corpo no seu e tomando seus lábios de forma lenta e apaixonada. Me movi suavemente, indo mais fundo, e pelo visto voltei a acertar aquele ponto que o enlouquecia.

– Ny...ah...!! — Seus gemidos eram a mais bela e erótica melodia que eu já tinha ouvido.

Ele se contorcia embaixo de mim, em uma agonia deliciosa, na medida em que eu aumentava a freqüência dos movimentos, começando bem devagar para não machucá-lo, mas logo evoluindo para um ritmo mais acelerado quando ele começou a mover seu quadril contra o meu, buscando mais contato.

Minha pele deslizava pecaminosamente na sua a cada movimento, sua pele era tão suave e deliciosa, quase tanto quanto seus lábios. Aumentei a velocidade dos movimentos, sentindo-o apertar as coxas com força em volta da minha cintura, jogando a cabeça para trás e gemendo longamente, roçando seu corpo no meu de forma inconsciente sensual, me tirando ainda mais do sério.

– Nyu... Ah... Ma-Mais...! P-Por fa... – Ele mal controlava a própria voz, arqueava a coluna, juntando mais nossos quadris, entrelaçando uma das mãos na minha, e a outra no meu cabelo, puxando-o com força quando um arrepio mais forte lhe percorria o corpo, fazendo-o gritar mesmo sem fôlego para tal.

Prendi seus lábios tentadores em um beijo necessitado, aumentando o ritmo consideravelmente, a ponto do colchão começar a ranger, batendo com força na armação da cama. Desci novamente minha boca pra o seu pescoço, deixando-o respirar, e tendo o prazer de ouvi-lo arfar pesadamente no meu ouvido enquanto gemia manhoso. Tão delicioso...

Os sons que escapavam pela minha boca eram quase animalescos, era muito desejo acumulado sendo liberado de uma vez só. Kanda apertava com força a mão que eu mantinha entrelaçada a sua, enterrando as garrinhas, nossos quadris se chocavam ritmadamente, nossos gemidos ecoavam pelo quarto... Era totalmente insano. Viciante e insano.

Kanda era tão quente, tão... Loucamente delicioso. Eu não conseguia mais me controlar, ia cada vez mais fundo, mais forte, e seus gemidos ensandecidos de deleite no meu ouvido só me deixavam mais selvagem. Meus lábios tomavam cada parte do meu amado gatinho que alcançavam, minhas mãos marcavam sua pele delicada devido a força com que eu o segurava e o puxava para mim. Íamos cada vez mais rápido, e cada vez mais intensamente, até que senti seu interior se contrair ainda mais, fazendo uma onda de prazer avassaladora percorrer todo o meu corpo.

Colei minha testa na sua, olhando dentro dos seus olhos, gravando cada detalhe da sua expressão, e assim atingimos o ápice juntos, perdidos no olhar um do outro.

Fora, sem duvida nenhuma, a melhor experiência sexual da minha vida. E a primeira vez que eu tomava alguém de forma tão entregue... A primeira vez que eu tomava alguém que eu realmente amava... E a primeira vez que eu amava de verdade também.

Nossas respirações completamente descompassadas se misturavam. Lentamente, fui soltando minha mão que estava entrelaçada a sua e a levei até seu rosto, afastando seu cabelo e aproveitando para fazer um carinho na sua nuca. Seu peito subia e descia pesadamente, algumas lágrimas tinha escapado das suas orbes vibrantes, suas mãozinhas tremiam intensamente, e devagarinho ele as levou até meu rosto, me puxando para mais perto daqueles lábios que me pediam um beijo.

Beijei-o breve e calmamente, ele parecia realmente sem fôlego, toquei seus lábios em inúmeros selinhos, beijando também seu rostinho corado e suado, suas orelhinhas trêmulas... Queria beijá-lo todo.

– Você tá bem? – Sussurrei contra seus lábios, beijando logo em seguida.

– Nyam... M-Me sinto... Incrivel... – Lambeu demoradamente meu lábio inferior. – Só cansado. – Respondeu com uma vozinha manhosa e arrastada, se aninhando no meu peito.

Abraçei-o protetoramente, envolvendo todo o seu corpinho com o meu, aproveitando e fazendo um cafuné atrás da sua orelhinha, ouvindo-o ronronar adoravelmente.

– Ny... Am... E-Eu fui bem...? – Sussurrou ainda mais vermelhinho, escondendo o rosto no meu peito.

Sorri que nem um bobo apaixonado. Eu tinha a coisa mais adorável do planeta nos meus braços.

– Você foi o melhor, Yuu. – Murmurei na sua orelhinha, sentindo-o se arrepiar e se encolher contra meu corpo.

– Te amo... – Suspirou sonolento, quase cochilando, aconchegado no meu abraço.

– Também te amo Yuu. – Beijei sua cabeça carinhosamente, escondendo meu rosto no seu cabelo. – Incondicionalmente.

Cobri nos dois com o edredom grosso da cama, e coloquei um travesseiro atrás de kanda, deixando-o bem aquecido e aconchegado, para só então pegar no sono admirando o lindo sorriso no rosto do meu nekinho adormecido.

Notas finais
Gente... Eu nem sei o que dizer. Mais de 3.000 palavras só de "saliências" com o bichano... Sou uma pervertida. kkkkkk *tá né, e ninguém sabe disso aqui...* Bom, espero realmente que tenham gostado... Eu queria escreve algo mais carinhoso, mas minha mente de estupradora de ukes ficou atrapalhando. Rsrsrsr Eu tinha arranjado uma amigo pra revisar essa história, mas ele é pior do que eu pra deixar os erros passarem Y_Y. Qualquer erro, poderiam avisar? Desejo com toda a sinceridade um ótimo fim de ano a todas (os) vocês que acompanham! Que tudo dê certo, todos os seus desejos (e promessas para o próximo ano) se realizem, e que venham mais animes yaois por ai, por que sabe como é né, com a copa, teremos quase um mês de "férias" ano que vem (creio eu) ... HUEHUEHUEHUE Até o próximo~ Kissus