Neko...?!

13 Não passe gato por lebre.


Notas iniciais
Cuidado com aqueles que aparentam ser "bonzinhos".

Esse foi em "homenagem" àquele que um dia já teve a confiança do nosso gatinho. :3

~~ CAPÍTULO COMEÇA NA POV DO KANDA ~~~
Isso ae, vai rolar POV do gato de agora em diante.

Ainda me lembro da primeira vez que o vi. Lá estava a coisa branca junto do ruivo idiota, rindo que nem um imbecil enquanto conversavam sobre algo que eu não consegui entender. Um ano inteiro se passou antes do incidente do sequestro, e foi um ano onde eu aprendi a odiar os amigos a Road cada vez mais e mais...

O motivo?

Além de tirar a minha dona de mim constantemente, os miseráveis ainda traziam bonecas, mesinhas, roupinhas, fitas, sapatos... E o resto você já deve imaginar. Os filhos da mãe passavam tardes inteiras brincando de me travestir de garota! Casaram-me até com um boneco uma vez (ainda tenho pesadelos com aquele vestido de noiva pinicante que me forçaram a usar) e três contra um é MUITA sacanagem.

Depois disso eles começaram a se cansar de brincar de “torture o gato”, e com o passar do tempo minha raiva daqueles pirralhos malditos foi diminuindo aos poucos, quer dizer, logo eles já nem eram mais pirralhos. Mas do cara rabiscada não. Ah, esse era especialmente irritante.

Lembro-me de quando o pai dele ia buscá-lo lá em casa, e como os olhos dele brilhavam loucamente quando via o adulto de chapéu. Mas houve um dia em que o brilho dos olhos do garoto de cabelo branco sumiu, e aquele adulto alto com um chapéu longo deixou de aparecer. Para sempre. Demorei um pouco para sacar que ele tinha morrido, só fui entender mesmo quando vi o pirralho se escondendo na biblioteca todas as noites para chorar.

E foi ai que eu comecei a ficar puto com a criatura.

Mesmo depois da morte daquele homem, ele continuava o mesmo pirralho, irritante, idiota e sorridente. Ou melhor, fingia continuar só o mesmo pirralho. Na frente de todos, ele sempre estava inteirinho, mas assim que viravam as costas, ele desabava. Talvez por achar que eu era um simples gato, nunca se escondeu de mim, ou talvez simplesmente não me notasse. Mas aquela atuação constante e os sorrisos sempre falsos começaram a me fazer criar uma aversão (impressionante até para mim) a sua pessoa.

Por que ele era exatamente como o mestre.

Sempre gentil, sempre sorrindo, sempre fazendo com que todos revelassem seus sentimentos a ele enquanto escondia os próprios. Se escondendo tão fundo dentro de si mesmo de forma que nem mesmo os mais próximos podiam dizer quem ele era de verdade, por que simplesmente acreditavam que aquela mentira que ele lhes mostrava era real.

Assim como eu acreditei um dia.

Com o continuar daquela farsa eu já o considerava a reencarnação do pior fantasma do meu passado. Eles agiam igual, sorriam igual, encantavam igual. Observá-los conversando ao longe te fazia se sentir sozinho no mundo por não estar com ele, e estar com eles te fazia sentir como se nada mais no mundo importasse.

Exatamente como o mestre.

Uma copia perfeita, mas talvez ainda pior.

Por isso toda vez que ele tentava uma aproximação eu atacava. Me afastei o máximo que pude, impliquei, mordi, arranhei... Valia qualquer coisa para mantê-lo o mais distante possível, para não me deixar seduzir, para não me cegar na sua áurea e perder a noção da verdade, mas... A mamãe tinha que deixar esse imbecil tomando conta de mim e sair para essa maldita viagem.

Meu Plano inicial era matá-lo e eu bem que teria levando mais a sério minhas tentativas se... Eu não tivesse descoberto que nem tudo que está escondido em uma casca de mentiras é uma monstruosidade.

Não, Allen não era como Neah.

Parecidos sim, mas completamente opostos.

Ao contrário do mestre, Allen tinha coração. Allen se preocupava de verdade, se irritava de verdade, sentia de verdade.

Isso foi o suficiente para que eu arriscasse a “abandonar a toca”, como dizem os coelhos, e me deixasse cativar por aquele sorriso.

Com certeza essa foi a coisa mais estranha que já me aconteceu, quer dizer, eu nunca tive esse tipo de contato com ninguém. Na verdade achava até nojento quando via a mãe de agarramento com algum de seus peguetes, mas agora olha só como estou. Mas idiotamente feliz do que se tivesse descoberto um mar de leite.

Irônico, não?

Comecei a acordar lentamente dos meus devaneios sentindo logo uma forte dor de cabeça. A última coisa que eu me lembro antes de apagar era de sentir um cheiro familiar, que não me vinha a mente de onde era, depois uma picada no pescoço e de repente as coisas começaram a ficar borradas e confusas...

- Bom dia Yuu! — Me cumprimentou uma voz muito conhecida.

Oooh merda... Sabia que ia dar nisso...

- Você cresceu bastante desde a última vez que no vimos... – Continuou deslizando sua mão pelas minhas costas, me fazendo lembrar dos velhos tempos ao sentir sua pele contra a minha.

Tentei me mover e acabei percebendo algo realmente perturbador, eu estava deitado de bruços em uma superfície macia, com as minhas mãos presas acima da cabeça.

Fudeu.

Me levantei de repente, ficando de joelhos na cama e começando a puxar minhas mãos com toda a força e percebendo que estava preso por algemas em uma cabeceira de ferro. É nessas horas que eu queria ser um touro e não um gato.

- Não adianta. Achei que já tinha aprendido que a única coisa que você consegue se opondo a mim é se machucar. – Falou com um meio sorriso, se aproximando a passos lentos.

Tentei puxar mais ainda, mas não parecia ter jeito. Tentei mudar de forma, mas alguma coisa me impedia. Aquele miserável devia ter me drogado... Será que se eu quebrasse minhas mãos conseguiria me soltar?

- Que mal educado, não falou nenhuma palavra até agora. Deveria ter mais consideração pelo seu mestre... – Continuou afastando o cabelo do meu pescoço e depositando um beijo suave sobre a cicatriz no meu pescoço. – Senti saudades... Não se esqueceu de mim, esqueceu?

Apenas fechei os olhos e respirei fundo.

Eu tinha que me manter calmo e pensar urgentemente em um plano para dar o fora daquela situação. E rápido.

- Vai me ignorar Yuu? Mas que gatinho mal criado... – Sussurrou no meu ouvido, aproveitando o fato que eu estava de joelhos para se sentar atrás de mim.

Comecei a suar frio... Eu cresci vendo-o usar a fraqueza das pessoas contra elas mesmas. E eu já podia imaginar o que ia acontecer comigo. Ele sabia dos meus sentimentos, e também poderia saber de Allen e Road...

E nada me apavorava mais do que essa segunda afirmação.

- Não precisa ter medo de mim... – Medo? Eu quero é te matar seu maldito! – Não vou te fazer nenhum mal... Isso é, se você for um bom gatinho. – Continuou me abraçando por trás “carinhosamente”.

Nyuu, por que será que eu não acredito em uma palavra do que ele diz, heim?

Neeeem imagino por que seja...

- Você esta sendo impertinente. – Comentou insatisfeito. Eu não podia ver seu rosto, mas apostava que estava com as sobrancelhas franzidas em desaprovação. – Acho muito bonitinha essa postura submissa de ficar caladinho com a cabeça e as orelhinhas baixas, mas já chega não?

Senti a minha raiva chegando a níveis alarmantes, trinquei meus dentes para segurar a vontade de enfiar as unhas profundamente na jugular desse maldito e depois sair rasgando todo o resto, mas nem me mexi.

Era um teste, ele provavelmente ia testar todos os lados da minha personalidade em busca de uma reação.

E acontece que eu não vou ceder.

- Tão teimoso... Você não mudou nada Yuu. – Falou acariciando levemente a minha cintura, levando depois a mão até a minha cauda e tirando um alicate do bolso da calça. – Parece que só aprende com a dor. – Terminou a sentença posicionando o alicate na ponta da minha cauda.

Aquilo ia doer como o inferno, mas continuei impassível.

Apenas fechei os olhos com força, mordendo o lábio para não gritar quando ele apertou aquele troço no meu rabo, sentindo meus ossos se esmigalharem, causando uma dor tão intensa que fez minha consciência apagar por um segundo.

- Ah não... Você mudou sim... – Sussurrou no meu ouvido enquanto eu tentava normalizar minha respiração e suportar a dor. – Antigamente você tinha tanto ciúme da sua cauda que parecia que ela era uma coisa viva. – Comentou com um risinho. – Você está mais forte Yuu. Mas a verdadeira questão é você esta apenas mais resistente que antes ou... Foram suas fraquezas que mudaram?

Obviamente não respondi. Não julgava aquele infeliz digno de ouvir uma palavra que fosse.

E fora que qualquer coisa que eu dissesse poderia ser usada contra mim.

- Vamos Yuu... Esse silêncio esta começando a me irritar, é isso que quer? – Falou em um tom falsamente calmo, puxando-me pelo cabelo e me obrigando a encará-lo.

Seus olhos tinham um brilho diferente, como se fosse a primeira vez que eu o via verdadeiramente, sem fingimentos, como ele realmente era, um doente sádico. E isso só me dava ainda mais ódio da sua pessoa.

- Ah... Amo tanto esse seu olhar. Você não o tinha antes... – Comentou afastando minha franja do rosto. – Mas eu não vejo apenas ódio em seus olhos... Quem seria ao responsável por isso? – Concluiu com um sorriso que me fez congelar.

Tem algo ainda mais errado nessa história.

- Acha mesmo que eu não acompanhei cada passo seu durante todos esses anos? – Murmurou se afastando de mim um momento e pegando um bisturi que estava em cima da mesa de cabeceira.

Até um cachorro estúpido perceberia que isso não iria acabar bem de forma alguma.

- Acha mesmo que eu não conheço cada pensamento que passa pela sua cabeça? – Continuou fazendo um pequeno, mas profundo, corte perto do meu ombro e lambendo-o em seguida.

- Deveria se sentir grato... – Continuou deslizando seus lábios do meu ombro ao meu pescoço de maneira asquerosa. – Você é único que eu quero. Mesmo depois de sair da cadeia e remontar a minha fazenda de “animais exóticos”, eu ainda só pensava em ter você... E eu não posso permitir que tenha outra pessoa além de mim.

Senti uma picada estranha no meu pescoço, e logo depois uma sensação agonizante de dormência e um calor inquietante se espalhando por todos os meus músculos.

Mas o que porra...

- Duvido que ele vá querer te tocar novamente depois do que eu vou te fazer hoje. – Sussurrou no meu ouvido com um tom malicioso deslizando levemente o bisturi pela minha perna.

- Tragam-no pra cá! – Falou em tom mais alto para alguém que deveria estar do outro lado da porta.

E quando esta se abriu senti meu coração parar. Dois caras enormes de roupa preta entraram no quarto trazendo um jovem humano de cabelos prateados amarrado e amordaçado.

Não... Não.... Tudo menos isso...

Me forcei a olhar para trás vendo o sorriso com que Neah olhava para Allen e depois para mim.

Não pode ser...

- All... – Tentei falar, mas ele tapou a minha boca, e seja lá o que esse desgraçado injetou em mim me deixava completamente sem forças para reagir.

- Não Yuu... O único nome que você vai gemer essa noite é o meu.

------------------- POV do Allen – horas antes — --------------------------------------

Eu andava obsessivamente de um lado para o outro no meio do escritório do Tikky enquanto ele mexia com alguns programas no computador e a Lenalle acabava com uma carteira de cigarros na janela.

- Como vai achá-lo? – Perguntei roendo uma unha nervosamente.

- Hoje quando encontrei vocês pela manhã, coloquei um rastreador preso na pelagem próxima a orelha de Kanda. Se não tiver caído, posso achá-lo. – Respondeu sem tirar os olhos da tela.

- Sabia o tempo todo que isso ia acontecer?! – Gritei exasperado, sem acreditar no que minha mente processava.

- Allen. Se. Acalme. – Interviu Lenalee com uma cara tão ruim quanto a minha.

- Não, não sabia. Mas já esperava que Neah tivesse seguido vocês. – Admitiu com um suspiro pesado.

- Então mentiu para mim, não é? – Murmurei me segurando para não avançar no pescoço dele nesse exato momento e arrancar toda a sua coluna vertebral com as mãos.

- Você sabe que não foi com más intenções. – Respondeu me olhando profundamente nos olhos.

A coisa estava tão tensa, que com uma faísca aquela sala poderia explodir.

- Por Deus Allen! Te conheço desde que era um pirralho e Kanda é meu sobrinho, acha que eu iria querer o mal de vocês?! – Suspirou pesadamente pela segunda vez. – É tão ruim assim desejar que vocês tivessem um pouco de paz? – Concluiu com um olhar penetrante e magoado na minha direção.

Se eu estivesse no meu normal, estaríamos tendo um momento familiar com pedidos de desculpa e abraços. SE eu estivesse no meu normal... Que era o total oposto do meu estado atual de completo desepero.

- Por Deus digo eu! Não é hora para isso. Tikky, quanto isso vai demorar? – Indagou Lenalee.

- Só mais um pouco, o sinal tá péssimo. – Falou sem desgrudar os olhos da tela do computador.

Resmunguei um palavrão qualquer indo ficar na janela ao lado da Lena, esperando que o vento frio da noite ajudasse meu sangue a ferver um pouco menos, sem sucesso.

- Há outros meio humanos meio gatos espalhados por ai, não há? – Indagou ela puxando assunto, provavelmente percebendo que eu estava prestes a explodir.

Apenas acenei positivamente com a cabeça, lembrando de quando Kanda em disse do seu passado, da fazenda, de tudo que aquele cara havia feito...

- Então por que justo o Kanda...? – Deu uma pausa para soltar a fumaça. – Eu tinha medo daquele gato quando pequena... Ele pode parecer adorável, mas ninguém sequestraria alguém como ele sem um bom motivo, aposto que deve ser algo pessoal... – Continuou especulando sozinha, me deixando ainda mais nervoso com aquela conversa.

Eu não havia contado a ela sobre o passado do gato, era um segredo que ele havia confiado a mim e eu iria guardá-lo ate o túmulo, embora não parecesse mais necessário.

- Desde quando você fuma? – Mudei de assunto rapidamente, olhando de relance para Tikky que ainda estava imerso na tarefa de rastrear o endereço.

E enquanto isso, meu Kanda estava nas mãos de um maníaco psicótico e eu aqui de mãos atadas.

- Sempre que eu estou estressada. Mas como eu só ficava assim quando a gente brigava, você nunca me viu fumando. – Respondeu dando de ombros e acendendo outro cigarro.

Eu até daria uma palestra sobre o males que aquilo faz a saúde, mas meu estado de humor não era apropriado para tal.

- Achei! – Exclamou Tikky, pegando rapidamente um bloco de papel e anotando o endereço.

Apenas corri até a porta calçando meus sapatos no meio do caminho e pegando a chave do apartamento para trancar a porta enquanto os dois já se encaminhavam para fora.

- Que demora. – Murmurou a morena apagando o cigarro.

– Ah, cala a boca. – Resmungou mais nervoso do que irritado, tirando uma pistola 9mm de uma gaveta.

- Para que isso? – Perguntei confuso.

- É apenas uma precaução. Eu vou com vocês.

---- xx -----

Todo o trajeto foi feito em um silêncio pesado, onde cada um remoia o seu nervosismo sozinho. O que na verdade foi até bom, já que pelo estado de ânimo de todos ali, eu tinha certeza que qualquer tentativa de diálogo corria o sério risco de acabar em porrada.

O lugar era uma pequena chácara, possuía um jardim com vários postes de estilo londrino espalhados, uma casa principal que parecia ser de boneca, vários chalés espalhados atrás desta e na extremidade leste, um grande galpão que era o único lugar que aparentava estar habitado.

Paramos o carro a uma certa distância e começamos a nos aproximar a pé, usando as árvores e arbustos como esconderijo, até perto do galpão, percebendo que este possuía um segurança que fazia ronda pela parte da frente e outro pela parte de trás, mas nunca se separando da construção.

Antes de virmos, eu e Tikky havíamos insistido para a Lenalee ficar no carro, mas ela mandou a gente ir se foder, tirou um facão debaixo do banco do carro e veio de qualquer jeito. O que acabou sendo absurdamente útil já que com três pessoas ficava muito mais fácil elaborar um plano para invadir o local.

- É o seguinte... – Comecei a falar a estratégia que tinha em mente – Lenalee, você é a menor do grupo, então é mais difícil que alguém te veja... Tá vendo aquela caixa de metal ali? Quero que a derrube. Vai criar uma distração o suficiente para que eu entre na casa, e Tikky, você dá conta dos caras junto com a Lena e depois entram. Esse galpão não parece ser grande, acho que quando vocês entrarem eu já estarei saindo de lá com Kanda. – Concluí o mais rápido que pude.

Era um plano cheio de falhas, e tinha grandes chances de acabar em merda, mas nós sabíamos que o tempo não estava ao nosso favor.

- Isso é suicídio. – Comentou Tikky acendendo um cigarro. – Mas vai ser legal espancar os caras que ajudaram no sequestro do meu sobrinho... – Murmurou com um sorriso sinistro de arrepiar os ossos.

A família da Road deveria ser estudada por um psiquiatra especialista em casos de psicopatia.

- Isso aí, vamos surrar os desgraçados que ousaram colocar as patas no meu sobrinho e cunhado. – Falou a Lenalee com um brilho demoníaco no olhar.

- Gosta assim do Kanda? – Indagou Tikky surpreso.

- Você jura que eu entregaria meu Allen para alguém que eu, no mínimo, não admirasse? Em uma conversa aquele garoto me provou ter o dobro da coragem que você dois teriam juntos. Ele não é uma pessoa qualquer. – Falou com um meio sorriso.

- Vou tentar não levar isso para o lado pessoal. – Resmungou Tikky.

- Obrigado Lena. – Agradeci sinceramente apertando a mão da morena.

- Ok, sem drama. Eu estou indo agora. – Anunciou escondendo a faca dentro da bota que usava e começando a correr.

Lancei um olhar cheio de significados para Tikky que apenas acenou com a cabeça.

- Vou cuidar dela, não se preocupe. – Falou apoiando a mão no meu ombro.

Não demorou muito e o som de metal se estilhaçando cortou o silêncio calmo da noite, assustando os sentinelas que correram todos na mesma direção.

Era agora.

- Boa sorte garoto. – Sussurrou Tikky tirando a arma do casaco e correndo na direção dos caras que deveriam estar apanhando da Lenalee nesse momento.

Não sei se comentei, mas ela era faixa preta em Tae Kon Do.

Aproveitando a distração, corri em direção ao galpão, arrombando a porta com um chute e encontrando um grande espaço mal iluminado com dois corredores, um em cada extremo do lugar. Merda.

Sem pensar, corri em direção ao da direita, verificando porta por porta, dos dois lados e até o final. Quando não encontrei nada na última porta, fui em direção ao corredor da direita.

Meu coração estava mais acelerado do que nunca, a cada segundo que eu passava perdendo tempo ali era mais um segundo que Kanda passava nas mãos daquele psicopata e ao mesmo tempo em que me apavorava, me fazia sentir uma ira colossal.

Ira tamanha que me fez avançar sem o mínimo de hesitação para cima dos cinco caras que apareceram para me impedir de avançar.

E definitivamente, essa não foi a mais inteligente das minhas ideias.

Mas ainda não era tão ruim, até aqui eu só estava loucamente preocupado. Ainda havia esperança de encontrar Kanda são e salvo, preso em algum daqueles inúmeros quartos.

Esperança essa que desapareceu quando me levaram para dentro daquele quarto.

Quando eu vi o olhar apavorado de Kanda eu finalmente percebi...

Que o pesadelo estava apenas começando.

Notas finais
Em primeiro lugar: Perdão pela imensa demora. Mas último ano é foda, eles só faltam sugar a alma da gente, e além disso eu ando com uns 12345678...98765456 projetos...

Podem me xingar por torturar o Kandinha neko (acredite, doeu em mim escrever cada cena, e sim, vai ter mais no próximo), até ameaça de morte estou merecendo.

Erros? Por favor avisem, que meu beta anda sendo um puto com o namorado fofuxo dele e tá merecendo uma surra.

Gostaria de agradecer IMENSAMENTE a todos que mandaram reviews, sério, vocês não tem ideia do quanto me estimulam a postar com isso.

E obrigada também aos fantasminhas, por que vocês aparecem no gerenciamento das fics (eu tenho 117 leitores em Neko...?! Dá pra ficar melhor?!! *o*~~~)

Sério, você são demais~
Até o próximo~
Kissu