Neko...?!

10 6# Sábado. Vamos brincar de esconder...


Notas iniciais
Yo pessoal.. *foge das sapatas*
Mil perdões pela demora, andei tendo vários problemas com tempo. É sério, eu jurava que só tinha passado um mês sem atualizar, quando eu entro no nyah quase infarto! T_T
Mas vou tentar me organizar para voltar a postar decentemente.

Espero que gostem da tendência dos meus especiais de ficarem cada vez mais pervos... rsrsrrs

Eram umas 2:30 da madrugada do sábado e eu lia os papéis do processo do caso em que Kanda foi encontrado. Queria saber o máximo possível sobre aquele homem. Antes de deixar Nova York, coloquei dois detetives na sua cola para encontrar qualquer coisinha que fosse para mandá-lo de volta para a cadeia.

Enquanto isso, acabei alugando um jatinho (já que viajar de avião com Kanda acabou se revelando impossível uma vez que eu nunca colocaria o moreno no departamento de animais e ele não tinha documentos já que não existia como pessoa), arrastando um gato mal humorado e sonolento para o avião e vindo direto para uma cidadezinha não muito grande nem muito pequena do Japão onde eu e Mana passamos as férias uma vez e tínhamos uma casa lá.

Não tinha como Kanda estar em perigo aqui.

- Hey venha aqui! Quero que veja uma coisa! – Chamou o gato da sala.

Fechei o notebook e me levantei da cama curioso, pensando no que seria e... Acho que nunca tomei um susto tão grande na minha vida.

- Ta vendo? Eu quero tentar! – Falou empolgado apontando para a televisão.

- ...

Acontece que estava passando um filme pornô gay BDSM na televisão.

- C-Como é? – Indaguei incrédulo sentindo o sangue se esvair do meu rosto, mas em compensação se acumular em outra parte.

- Isso com a boca. Eu quero tentar. – Falou olhando de mim para a televisão, onde um garoto loiro preso em uma coleira fazia um boquete em um cara maior.

- Acho que passar o dia dentro de um avião não te fez bem... – Comentei me segurando para não atacar o gato que me olhava com um olhar... Oh wait, Kanda está me secando?

- Me deixa tentar... É igual a chupar picolé não é? – Falou fazendo uma carinha fofa enquanto balançava a cauda de um lado para o outro em expectativa.

Um lado de mim dizia que Kanda não tinha noção do que estava insinuando (o que era bem verdade) e que eu deveria ser responsável e não ceder a tentação e... O que esse lado estava dizendo mesmo?

- É, é sim. – Sussurrei me aproximando, percebendo o olhar de Kanda subir descaradamente pelo meu corpo e se fixar no meu.

- Eu gosto quando fica sem camisa. – Comentou subindo as mãos pelo meu abdômen despido e apoiando o queixo no meu peito, me olhando com aquela carinha de anjo.

- Você tá ficando um gato muito safado. – Comentei fazendo carinho na sua orelha.

- Isso é ruim?

- De maneira alguma. – Sussurrei contra seus lábios, beijando-o vagarosamente, sentindo cada centímetro daquela boca deliciosa e tentadora, enlaçando sua cintura e colando nossos corpos.

Suas mãozinhas brincavam na minha nuca, ora se perdendo no meu cabelo, ora descendo pelas minhas costas... Me arrepiando completamente daquela maneira que apenas seu toque era capaz. Fui deitando-o cuidadosamente no sofá, avançando em cima de si, enchendo qualquer parte de pele visível de beijos e leves mordidas, fazendo-o suspirar.

Tomei seus lábios apaixonadamente enquanto minhas mãos subiam pelas suas coxas macias, apertando-as com volúpia, fazendo meu nekinho morder meu lábio quando se arrepiava, apertando as pernas em volta da minha cintura, me enlouquecendo com a sensação da sua pele na minha, me fazendo desejar mais, muito mais.

Eu estava tão imerso na sensação do toque dos seus lábios e das suas unhas descendo pelas minhas costas que minha alma quase pulou pra fora do corpo quando um estrondo veio da parte de trás de casa, fazendo nos dois nos sobressaltarmos. Virei para encarar Kanda e a única coisa que vi foi escuridão.

Ah não... Tá de brincadeira comigo...

- O que diabos foi isso? – Perguntou com o coraçãozinho acelerado e a respiração ofegante.

- O gerador morreu. Vamos ficar no escuro agora. – Respondi roçando meus lábios nos seus.

- Correção, você vai. Sou um gato, esqueceu? – Falou com um risinho sádico. – O que acha de brincar de esconde-esconde?! – Exclamou parecendo animado.

- Nenhum pouco interessante. – Murmurei roçando o nariz na curva do seu pescoço, apreciando seu cheiro suave, porém marcante. Mais potente que qualquer afrodisíaco.

- E se eu disser que eu faço o que você quiser se me pegar? – Sussurrou com um tom provocante, passando a língua levemente pela minha nuca.

Esse gato realmente sabe convencer alguém.

- Feito. Vou começar a contar... – Respondi com um sorriso tão pervertido no rosto que era capaz de fazer os do Lavi parecerem risadinhas inocentes.

Senti uma rápida movimentação embaixo de mim e passinhos quase inaudíveis indo para longe e sorri mais ainda. Definitivamente aquela noite de sábado ainda prometia bastante...

Contei até vinte e depois comecei a procurar pela casa, e só ai que eu percebi o grau de dificuldade da tarefa. Mesmo tendo encontrado uma lanterna, eu mais tropeçava do que procurava, e além disso Kanda era absurdamente silencioso.

Eu tinha que arrumar uma estratégia.

Ouvi uns passinhos se aproximando rapidamente e algo peludo passando pelas minhas pernas. Me virei rapidamente girando a luz da lanterna e conseguindo flagrar uma cauda escura virando o corredor e logo em seguida o som de uma porta batendo foi ouvida.

Era minha chance!

Sai correndo loucamente pelo corredor para não perder o rastro e quando eu já estava confiante de que conseguiria por as mãos no nekinho... Eu dou de cara com um corredor. E o maldito corredor tinha três portas idênticas.

Por que é que as coisas nunca são tão fáceis quanto parecem?

Suspirei pesadamente, entrando no primeiro quarto e deixando a porta aberta, para o caso de ele passar pelo corredor. Comecei a procurar embaixo da cama, depois fui para cima do armário, das estantes, embaixo da mesinha de cabeceira, dentro do guarda-roupa... Quando já estava desistindo, ouço mais um barulho de porta batendo. E era a segunda.

Kanda... Pensei que fosse mais esperto.

Entrei no quarto fechando a porta para que ele não me escapasse e voltei a procurar, revistando tudo com a lanterna. E vocês não imaginam a minha surpresa depois de revirar o quarto com direito a dobrar o tapete, prender cortinas e tirar o colchão da cama, e perceber que ele simplesmente não estava ali.

Tá de sacanagem, né?

Eu já ia em direção a saída do quarto, quando ouço a porta do primeiro batendo. Será que naquela hora ele tinha saído do segundo quarto para o terceiro e eu me enganei?

Tranquei a porta do primeiro quarto, para o caso de ele estar lá, e comecei a procurar pelo terceiro... Nada.

Agora eu te peguei...

Entrei no primeiro quarto, que eu havia trancado, perfeitamente confiante de que ele estaria ali, mas não se passaram cinco minutos de procura e ouço a porta do terceiro quarto bater.

Irritante, não?

Se você está achando, imagine eu que fiquei quase duas horas e meia nisso.

E todo ser humano tem um limite de paciência.

Depois de revistar o segundo quarto pela quadragésima vez, eu soltei um grunhido de irritação saindo de lá puto da vida, desistindo completamente do desafio até que eu bati em algo no corredor. Era um simples baú.

E de repente uma luz se acendeu na minha cabeça.

Sério, se ele realmente tivesse ali o tempo todo curtindo com a minha cara...

Abri o baú de repente encontrando um Kanda surpreso e futuramente ferrado lá dentro.

- Vai fazer o que eu quiser não é... Interessante...

Notas finais
Então Kanda... O que tem a dizer em sua defesa? KKKKK

Indo postar o próximo~