Notas iniciais
genteeee eu voltei! kkkkkk queria pedir desculpas pelo meu sumiço :( eu tirei um tempinho no final de ano e depois acabei tendo uns problemas, fora os vestibulares kkkkk mas agora voltarei a escrever normalmente essa fanfic como os títulos dos capítulos são o dia em questão, vou continuar da onde parei, mas vou tentar agilizar para chegar logo nos dias atuais (tentarei postar uns dois ou três por dia) fiquem de olho também na minha outra fic, ela está nas retas finais :) sem mais explicações, fiquem agora com a leitura do novo capítulo, espero que gostem :)

Fórum: "Os meus novos vizinhos"

Postado em: 21/12/2018 às 11:07pm

@bulletproof_boy123

Fiquei trancado no meu quarto por horas. Apenas olhava para o teto enquanto ouvia a mixtape do Namjoon. Aquelas músicas me deixavam mais calmo, ao ponto de me imaginar totalmente livre de problemas.

De repente ouço três batidas seguidas na porta. Somente ele fazia isso, era Ji Soo. O moreno queria entrar, mas eu não conseguia sequer me levantar para destrancar a porta do meu quarto. Fiquei imaginando se ela acompanhava seu irmão, mesmo sendo quase impossível.

"Sei que você está mal cara, mas seu primo está indo embora nesse exato momento. Não vai se arrepender disso depois?"

Suspiro lentamente... No fundo sabia que precisava ir me despedir de Kyungsoo, mas minha dor era maior do que laços familiares naquele momento. Em minutos, a insistência de Ji Soo para que saísse do meu quarto, acaba de vez. Posso ouvir seus passos descendo as escadas até chegar na cozinha.

Ouço também a voz esganiçada de minha tia, se despedindo dos meus pais e de minha irmã enquanto reclamava do café da minha mãe, dizendo estar fraco demais. No fundo estava feliz porque havia sido a primeira vez em anos que meu primo e eu nos dávamos bem. Então resolvo mandar uma mensagem pedindo desculpas por não ter me despedido adequadamente.

Eu:

Faça uma boa viagem de volta a Tailândia primo!

Espero te ver logo outra vez :)

Kyungsoo:

Obrigado por tudo e me perdoe :(

Você é o melhor primo que eu poderia ter!

Fique bem!

Solto logo um sorriso bobo no rosto, nunca que antigamente imaginaria que mandaríamos essas mensagens carinhosas um com o outro. Na verdade, essa foi a primeira vez que trocamos mensagens.

Algumas horas se passam e eu continuo isolado no meu quarto — agora jogando no meu computador para distrair a cabeça. Até que ouço uns barulhos estranhos vindo da minha janela.

Rapidamente pego uma régua na minha escrivaninha e a seguro firme com as duas mãos. Ando lentamente, colocando um pé na frente do outro com precisão e os olhos voltados para a cortina que tampava a janela de vidro — que estava entreaberta. Assim que me aproximo dou um grito de guerra e esbofeteio — o que até então não sabia do que se tratava — em cheio.

A coisa cai faz um barulho estrondoso quando se esbofeteia no chão. Só percebo a merda que tinha feito quando o ouço resmungar...

"Aishhhhh... Cadê a luz no fim do túnel que sempre todos falam? Acho que chegou minha hora..."

Era Ji Soo. Ele estava subindo pelo lado de fora por uma escada que minha mãe usava para subir no teto — já que meu pai era um molenga com medo de altura — tudo isso para tentar me animar. Acontece que depois dessa, ele que precisava de alguém que o desse forças.

"Mamãe! O amigo bonito do maninho morreu."

E foi aí que minha irmã chamou a atenção de todos os vizinhos fofoqueiros do bairro, que logo cercaram nossa casa e chamaram a ambulância.

Minha mãe ia me batendo com a sua bolsa no meio do caminho dentro da ambulância — os paramédicos estavam tendo que defender para não levarem bolsadas também — enquanto o moreno ficava gemendo sem parar.

Já dentro do quarto número dose do segundo andar do hospital principal de Seoul, o doutor acalma minha mãe e So Hee, que esperavam aflitas no sofá dos visitantes — tudo bem eu não vou mentir, na verdade as duas estavam vendo um catálogo de roupas na promoção de uma loja da vizinhança — era eu que me mantinha preocupado com ele. Felizmente nada grave aconteceu, apenas uns pontos que iriam ficar roxo durante algumas semanas.

Meus pais e minha irmã resolvem ir à praça de alimentação depois que viram que não foi nada grave, deixando somente So Hee e eu naquele quarto, além de Ji Soo claro, mas estava todo jogado na cama então não conta.

De repente, a morena me chama para conversar, puxando-me pelo braço até o corredor que dava acesso aos quartos no segundo andar. Ela suspirava fundo — mentalmente eu fazia o mesmo, era a primeira vez que encarava depois daquele meu surto possessivo. Até que finalmente começa a falar, com aqueles malditos lábios que prendiam completamente minha atenção.

"Muito bom o mocinho me ignorando depois de fazer uma palhaçada daquelas né?"

Preferi manter a imagem de sonso, assim o topa doeria menos.

"Eu? Te ignorando? Jamais faria algo tão cruel..."

Falo enquanto desvio o olhar para todos os cantos possíveis, vendo as enfermeiras, os pacientes, e até as poeiras do chão, indo de um lado para o outro.

"Para de bancar o falso seu bobão, você me deve desculpas."

A morena franzi o cenho, sinceramente achei que seria pior, na minha cabeça apenas desculpas não bastariam depois das palavras que ela me disse quando tudo aconteceu. Mas novamente eu estava enganado. Pelo menos aquele peso gigantesco havia sido tirado das minhas costas e eu estava deveras aliviado com isso.

Voltamos para o quarto onde Ji Soo estava — ele nos encarava com uma cara de desconfiado — e chegamos perto da cama. Sua irmã pergunta como ele estava se sentindo depois de cair daquela altura.

"Ah eu estou ótimo. Só levei uma reguada na cara e cai de alguns metros com tudo no chão... Fora isso, nada de diferente não."

Todos rimos e finalmente eu consegui mudar meu sentimento de arrependimento. Foi então que percebi que desde quando eles chegaram, minha vida e tudo que eu sentia mudaram completamente, tudo tomava como base aqueles dois irmãos que se encontravam bem diante de mim. Eu já não consigo imaginar como seria minha vida sem eles. Sem meus vizinhos.

Voltamos para casa após o moreno receber alta do médico. Mamãe foi preparar o jantar, mas acabou queimando a lasanha, então tivemos que comer seu bolo salgado para substituir a refeição.

Me despeço deles e subo as escadas até chegar no banheiro — enquanto os dois vão para a casa dos fundos — ligo o chuveiro e fico parado com a água escorrendo por um bom tempo, para me livrar de todas as coisas negativas que tinham acontecido. De repente escuto alguém falando comigo, mas não entendi nada por causa do barulho do chuveiro.

Saio do banheiro com a tolha enrolada na minha cintura. Até que de longe vejo meu pai usando meu computador — provavelmente era ele que tinha gritado pedindo a permissão para usar. Acreditem meu coração queria sair pela boca quando eu vi a aba que estava aberta e que prendia a total atenção do meu velho...

Era este blog, onde escrevo minhas anotações e desabafos... Escrevo-lhes do meu próprio celular neste momento.

Meu pai descobriu tudo e sinceramente agora não sei o que vai ser de mim, muito menos como vou agir com ele daqui pra frente.

Notas finais
e agora, como vai ser a reação do pai dele ao saber que divide um amor secreto pelos seus vizinhos? fiquem ligados kkkk até a próxima pessoal obs: hoje eu não postarei mais nenhum, provavelmente amanhã eu lanço dois capítulos...