Notas iniciais
boa noiteeeee pessoas lindas :) quero começar pedindo desculpas por não ter postado o capítulo "18 no dia 18 (ontem) é que aconteceram uns imprevistos, então estou postando hoje e o do dia 19 provavelmente sai sexta feira :) no final de semana eu já encaixo tudo certo no cronograma :) espero que gostem do capítulo e boa leitura a todos vocês :)

Fórum: "Os meus novos vizinhos"

Postado em: 18/12/2018 às 06:22pm

@bulletproof_boy123

Primeiro dia de férias... Meu deus, isso é a sétima maravilha do mundo... Ficar largado no sofá, vendo meus filmes e séries sem se preocupar com mais nada — não que eu me importasse com isso enquanto estava estudando, mas agora é menos peso na consciência.

Ji Soo e So Hee vieram logo cedo aqui em casa para fazermos uma sessão de filmes de terror — que aliás, o moreno odiava. Seu maior medo era espíritos e coisas do tipo. Chagava a ser engraçado a maneira como seus olhos se arregalavam, e quando o suspense ia aumentando, ele simplesmente agarrava na minha pena, segurando-as o mais forte que conseguia.

Realmente aquele filme estava conseguindo deixar todos ali assustados, menos a coração de pedra da sua irmã. Ela não parava de bocejar e aquelas cenas pareciam sequer deixá-la incomodada.

Depois do filme, eles retornam para a casa dos fundos e eu subo no meu quarto para mexer um pouco no computador. Estava trabalhando em um remix — fato que adorava fazer em meu tempo livre, mas confesso que não saiam lá grandes coisas.

De repente — para minha infelicidade — meu primo aparece. Mas dessa vez ele não estava com aquela cara de deboche de sempre, nem mesmo seu ar de cinismo em sua expressão. Muito pelo contrário, Do Kyung-soo estava com lágrimas nos olhos e percebo algo estranho perto de sua boca.

Aproximo-me e vejo que não só seus lábios, mas todo seu rosto estava com machucados e arranhões. Pergunto o que era, mas ele se recusa a dizer, apenas me estapeia e corre para se trancar no banheiro.

Encosto sentado na porta do cômodo onde estava. Nunca vi meu primo daquele jeito, e ele continuava a derramar as malditas lágrimas — que escutava do outro lado da parede. Por mais que estivesse relutando contra isso, o garoto não conseguia se conter o que realmente mostrava que algo o havia machucado psicologicamente e fisicamente.

Evitei chamar meus pais ou os irmãos porque geralmente eu só reclamava do meu primo para eles, então seria estranho se de repente eu me importasse dessa maneira.

Mas eu realmente estava preocupado...

Depois de uma meia hora trancado lá dentro, ele sai, e seu rosto estava claramente inchado de tanto chorar. Nunca imaginaria isso, mas em súbito eu o abraço, como nunca havia feito antes...

"Por que está se importando comigo?"

"Porque você é parte da minha família..."

E nesse breve diálogo nosso, sou retribuído com outro abraço da parte dele, e mais lágrimas que agora eram derrabadas sobre meus ombros. Meu coração estava sereno fazendo aquilo, não foi algo que forcei, realmente me senti na obrigação de ajudar, mesmo sem saber o motivo dele estar daquele jeito.

Após Do Kyung-soo se acalmar por completo, ele confessa tudo que aconteceu naquela manhã...

Ele estava passando no parque perto de casa, quando de repente encontrou um de seus amigos, que o convidou para dar uma volta. Logo eles chegam numa espécie de galpão abandonado, e lá alguns caras estavam fumando e bebendo coisas perigosas demais...

Meu primo apenas recusou, mas foi tachado de vários nomes por não aceitar se juntar ao bonde e fazer aquelas mesmas coisas que estavam fazendo. Foi então que, vendo que não pertencia aquele lugar, ele resolveu sair, mas seu amigo o impediu, com medo de que ele chamasse a polícia ou algo do tipo.

Os garotos começaram a espancá-lo e chutá-lo quando o derrubaram naquele chão sujo e cheio de terra. Depois ele ainda disse que eles cuspiram e urinaram em cima dele...

Foi então que ele percebeu que estava sozinho...

Seus amigos sumiram de repente... Uns estavam presos, outros foram para países distintos, e o último que restava o levou para esse grande problema.

Meu primo ainda tremia e mantinha um olhar desesperador enquanto contava o ocorrido para mim. Minhas mãos já estavam semifechadas com a maior vontade de caçar esses vagabundos pela rua e fazer o mesmo que fizeram com ele.

Novamente o acalmo com outro abraço caloroso...

"Temos que denunciar eles..."

Digo em súbito, e meu primo me impede de levantar da cama que até então estávamos sentados.

"Eles vão me bater mais..."

"Não se eu denunciar por você, apenas me diga como eles eram."

Logo retorno da delegacia junto dos meus pais e minha irmã. Ele preferiu ficar em casa, apenas aguardando.

Digo para ele que estava tudo bem agora, e que nunca mais eu deixaria ninguém o tratar dessa maneira, e se houvesse algo do tipo outra vez, eu mesmo tomaria as devidas providências.

D.O não conseguia parar de me agradecer e pedir desculpas por tudo que tinha feito desde nossa infância. Não aceito elas, afinal tudo acontece por algum motivo, e sei que meu primo tinha aprendido que essa não era a maneira correta de tratar um membro da família, ou seja lá quem for.

No fim, uma tragédia dessas foi necessário para que nossa convivência começasse a dar certo, e eu estava completamente feliz. Foi a primeira vez que conversamos civilizadamente e a primeira vez que nos abraçamos daquele jeito verdadeiro, e não para brigar...

Do Kyung-soo... Meu priminho... Eu sempre vou estar do seu lado :)

Notas finais
nada melhor do que se dar bem com a família né (chorando por esse capítulo ;) ) até o próximo pessoinhasssss