Neighbors
5 14/12/2018
Notas iniciais
Fórum: "Os meus novos vizinhos"
Postado em: 14/12/2018 às 08:21pm
@bulletproof_boy123
Por sorte, So Hee interviu na situação em meu primo me colocou. Ela disse que tudo não passou de uma história inventada por garotas iludidas e solteironas, que sonhavam em fazer aquelas coisas comigo e com Ji Soo, mas como não podiam, sonhavam que fazíamos entre nós.
Bizarro pensar nisso na verdade...
Do Kyung-soo no fim não conseguiu o que queria, me colocar outra vez contra minha mãe. Mesmo assim, vi o quanto ela ficou assustada com a situação, então jamais gostaria de trazer esse desgosto a ela. Por isso, acho que já está na hora de tomar uma decisão, e muito provavelmente, ela não incluirá Ji Soo e eu ficarmos juntos.
Os irmãos foram pra casa dos fundos depois do jantar, e meu primo teve que ficar no meu quarto. Além de roubar minha cama, ele pegou meu travesseiro preferido — sei que pode parecer bobagem, mas eu só conseguia dormir com aquele travesseiro.
Fico a noite toda acordado, inclusive para ver se ele não acordaria e pregaria uma peça comigo — como costumava fazer quando éramos crianças. Por sorte minha irmã se livrou dele, quando nasceu, D.O e sua mãe foram para o Canadá, e ele passou a estudar por lá mesmo. Achei que nunca mais viria o diabo encarnado, mas a vida gosta de comer meu cú.
No fim das contas, me sinto incomodado vendo aquele peste no meu quarto, usufruindo das minhas coisas — eu não sou egoísta, mas por ser ele as coisas eram diferentes. Fora o fato de que já não estava mais suportando aquele peste roncar alto daquele jeito. Resolvo então beber uma água para arejar a cabeça.
Abro a porta lentamente — para evitar de acordá-lo — e desço as escadas com curtos passos, um de cada vez. Logo chego na cozinha, abro a geladeira e despejo um gole no copo de vidro que mamãe sempre deixava à espreita na pia — para quem acordasse na madrugada, não tivesse que se arriscar pegando um na prateleira, pois podia derrubar e acabar se machucando.
Bebo enquanto olho da janela da cozinha, tentando ver se Ji Soo e So Hee já tinham ido dormir — já que dali era possível ver a casa dos fundos perfeitamente. Respiro fundo, e não consigo pensar na possibilidade de entrar no meu quarto outra vez, pelo menos não enquanto ele estivesse lá.
Logo abro a porta de vidro que dá acesso ao quintal, e caminho com os pés descalços sobre a grama molhada da chuva que caíra durante a noite.
Murmuro baixinho o nome dos dois em frente a porta, e dou duas leves batidas, para evitar de acordar meus pais, minha irmã, ou meu primo.
So Hee me atende sonolenta, com uma máscara de Pikachu cobrindo seu rosto. Mesmo naquele estado — com os cabelos pro alto — meu coração bate mais forte, como de costume. Ela assusta ao me reconhecer depois de um tempo, questionando o porquê de estar ali. Depois que explico toda a situação, ela me convida para entrar.
Menos de cinco minutos longe daquele garoto, consigo respirar menos ofegante, e agradeço por isso. Apenas fico ali apreciando a beleza de So Hee com aqueles olhos castanhos penetrantes. Ela sorri quando percebe que estava a secando, e eu retribuo meio constrangido.
Acabo pegando no sono deitado no sofá deles — afinal tinha medo de ir para cama de Ji Soo e me tornar novamente sua esposa. Durmo com um sorriso bobo no rosto, pois sonho com aqueles dois, finalmente posso ficar naquele mundinho onde consigo ser feliz tanto com ela, quanto com ele.
No outro dia, no colégio, Ji Soo e eu resolvemos acabar com aquele problema. Vamos até a garota que postava aquela história no blog que todas aquelas pessoas acessavam. A menina se chamava Im Na-yeon, e sinceramente, era gata pra caralho. Aqueles dentinhos de coelho davam um charme para ela.
Claro que fomos questionados do motivo pelo qual queríamos que ela excluísse a história — o que na verdade ela não queria fazer nem fudendo. Explico então que as pessoas estavam realmente achando que Ji Soo e eu éramos um casal gay, e isso estava nos deixando desconfortáveis.
A garota retrucou dizendo que se eu não era realmente gay, não deveria nem dar ouvidos nesses comentários desnecessários, continuou dizendo que quem tem a certeza de sua sexualidade, não se importa desses shipps imaginários.
Logo gelo meu corpo com suas palavras. Yoo So Hee e Ji Soo me encaram com cinismo, como se estivessem esperando que dissesse algo, mas o moreno murmura antes que consiga sequer pensar.
"É verdade ..... por que está se preocupando tanto com isso? Eu estou super de boa."
Não consigo sequer responder, meu coração acelerado me impede. Por sorte, So Hee, vendo meu nervosismo, logo diz a garota que era por conta dos meus pais que descobriram e não gostaram. Continuou dizendo que apesar de ser divertido, isso afetava a imagem de pessoas reais, o que estava gerando desconforto, então seria melhor que apagasse para que as coisas começassem a voltar ao normal.
Depois de muita insistência — e de levar um pouco de grana também — a garota decide não apagar a fanfic, mas promete que iria mudar o nome dos protagonistas, o que já era válido, e assim as coisas iriam se amenizar.
Pelo menos aquele assunto tinha sido resolvido, apesar de que as palavras que ela disse ainda estavam martelando na minha cabeça. Nem eu mesmo sabia o que eu era, mas de fato eu tinha sentimentos por Ji Soo, mesmo tentando lutar contra isso.
Pelo menos distraio minha cabeça com o treino de basquete durante o começo da tarde. O moreno e eu estávamos em times diferentes, então ele não parava de me provocar batendo em meu traseiro toda vez que chegava perto de mim, para que me distraísse.
Sinceramente... Funcionava...
Depois do treino vamos até o banheiro junto a todo o time. Um bando de garotos pelados brigando de acertar com a toalha nas coxas do outro. Eu não sentia nada por ninguém, além de Ji Soo, nenhum outro homem me atraia e isso era o que deixava confuso.
Todos saem, sobrando apenas o moreno e eu. Estávamos tomando uma ducha antes de irmos embora. Já secos, começamos a arrumar os nossos cabelos na frente do espelho, até que de repente ele abre novamente o chuveiro e começa a esguichar água em mim, mesmo já estando trocado. Faço o mesmo, e ali ficamos por alguns minutos, nos divertindo como duas crianças. Na verdade queria que aquele momento durasse uma eternidade, pelo menos estávamos só nos dois, e eu não precisava me preocupar com ninguém nos espionando... Meu coração correspondia acelerando cada vez mais.
Mais um dia se acaba e mais uma vez meu coração se encontra dividido... Ainda não sei qual deles escolher, mas tenho certeza que irá doer, independente de qual será :(

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