Neighbors
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Bom, espero que vocês gostem, de verdade C:
–Vamos para casa? – Damon sussurrou em meu ouvido depois que terminamos de dançar a vigésima música.
–Hm – gemi.
–Sim ou não? – ele riu ainda me abraçando.
–Tanto faz – sussurrei.
–Então vamos – ele pegou minha mão e me conduziu até onde ele parou o carro. – Está com fome?
–Não – balancei a cabeça negativamente.
–Sono?
–Não – mordi o lábio.
–Hm – ele abriu a porta do carro para mim.
Passamos todo o caminho até o nosso prédio em silêncio. Damon não tirou sua mão de meu rosto nem enquanto dirigia, continuando a afagar minha bochecha lenta e deliciosamente. Chegamos em menos tempo que fomos e me vi nervosa pela primeira vez na noite.
–O que foi?
–Nada – murmurei.
–Você está tensa.
–Não – já estávamos no elevador.
–Está tudo bem?
–Aham. – murmurei.
–Vou trocar de roupa e vou lá dormir com você – Damon disse assim que as portas do elevador se abriram.
–Espera – sussurrei.
–O que?
–Eu vou com você – mordi o lábio.
Caminhei ao seu lado até seu apartamento. Damon pegou minha mão e me conduziu até seu quarto, onde sem hesitar, começou a tirar seu terno. Sentei-me na cama e encarei o chão esperando que ele terminasse.
–Posso dormir aqui? – perguntei sussurrando.
–Hm?
–Posso?
–Claro – ele veio em minha direção usando apenas sua box.
–Damon...
–Por que você está tremendo?
–Nada – corei e abaixei a cabeça.
–Por que você ainda é virgem? – sua voz era tomada de curiosidade.
Ah que pergunta agradável.
–Porque... – suspirei – eu estava esperando a pessoa certa e... – sacudi a cabeça negativamente.
–Eu posso ser esse cara certo? – seus olhos olhavam diretamente nos meus.
Meu coração pulava em meu peito.
–Você é o cara certo – cerrei os lábios tentando não ficar mais ruborizada, ele apenas sorriu e me deu um breve selinho.
Suas mãos eram suaves em meus cabelos quando ele começou a desfazer minha trança. Fechei os olhos tentando manter minha respiração estável sentindo meu coração disparar. Senti meus cabelos caírem em meus ombros e abri os olhos, Damon tirava meu colar e o colocava em cima de sua mesinha de cabeceira. Soltei um suspiro pesado e ele sorriu acariciando minha bochecha. Segurando minha mão, ele fez um pequeno esforço para me colocar de pé, rapidamente o ajudei. Seus braços me envolveram enquanto ele me beijava e abaixava o zíper de meu vestido lentamente. Permaneci os meus braços colados ao corpo sentindo o vestido deslizar me deixando apenas com minhas roupas íntimas de renda clara. Lendo em seus olhos o que queria, me sentei na cama. Damon se ajoelhou e tirou meus sapatos e beijou meus pés, uma, duas três vezes... Ah!
–Você confia em mim? – ele sussurrou.
–Sim – mordi o lábio.
Seu sorriso de resposta tirou meu fôlego. Damon continuou me beijando, subindo por minhas pernas, virilha e depois barriga. Ele não tirou meu sutiã como pensei que fosse fazer. Ele estava sobre mim sem me deixar sentir seu peso, sentia todo o meu corpo pulsar devido sua proximidade. Levei minhas mãos por suas costas nua e lhe beijei como se dependesse daquilo para viver. Meus batimentos já acelerados faziam eco em meus ouvidos e aumentaram ainda mais sua velocidade. Damon passou a mão por minhas costas e sustentou meu peso fazendo que eu me sentasse de frente para ele e em seguida me puxou para mais perto sem deixar meus lábios. Depois de quebrar o beijo quando o ar nos foi necessário, ele explorou meu pescoço depositando beijos úmidos por toda a extensão enquanto abria lentamente o fecho de meu sutiã. Afastei-me lentamente para que ele conseguisse terminar de tirar a peça que foi jogada ao lado da cama. Beijei seu pescoço assim como ele fez comigo e senti sua ereção começar a roçar em minha intimidade. Parei de respirar na hora.
–Ei – ele mordeu minha orelha fazendo meus pelos se eriçarem – não precisa ficar nervosa meu anjo – sussurrou.
Respirei fundo e continuei a beijar seu pescoço e fui descendo por seu peito e por ultimo sua boca.
–Isso – ele sorriu. – Não precisa ter medo.
Senti as mãos de Damon apertando minha coxa e reprimi um gemido, depois sua boca estava em meio seio direto fazendo leves sucções me fazendo ter espasmos de prazer enquanto gemia alto. Suas mãos desceram por minhas costas e cintura até chegar minha calcinha – minha única peça de roupa restante. Comecei a descer minha calcinha e senti seus dedos em minha intimidade. Ah puta merda por quê eu estava tão nervosa se já havíamos – quase – feito aquilo antes? Agarrei seus cabelos e esperei pela sensação de seus dedos dentro de mim. Primeiro ele passou por toda minha intimidade e depois o fez, me fazendo gritar.
–Você está tão molhada – ele sussurrou com certa risada na voz e beijou meus ombros totalmente expostos. Comecei a ofegar sentindo o suor escorrer por minha testa. – Deixa rolar meu amor – sua voz era mais calma e ele me olhava nos olhos – faça o que quiser fazer – ele beijou minha testa e depois meus lábios – sou todo seu – ele sorriu – mas eu preciso que você relaxe. – assenti me sentindo ainda mais nervosa, e com medo. Damon abriu a gaveta da cômoda a direita e nós e pegou um envelope prateado, e sem tirar os olhos de mim o abriu. Tomei coragem e desci sua cueca e então ele envolveu sua ereção com o preservativo. Abri as pernas lentamente e fechei os olhos cravando minhas unhas em suas costas. Pressionei minhas pálpebras esperando sentir dor, meus músculos se contraiam de uma forma estranha me deixando cada vez mais tensa. – Elena? – Damon passou a mão em minha testa tirando alguns fios rebeldes de meu cabelo. – abri os olhos percebendo que minha respiração era ruidosa – Você está bem? – fiz que não com a cabeça e o abracei. – Ah meu amor, não precisa ficar assim – suas mãos fizeram o contorno de meu lábio. Ele me sentou na cama e me puxou para perto de si e recomeçou suas caricias, beijando todo meu corpo. Meu corpo implorava cada vez mais por seu toque e comecei a sentir uma sensação estranha que começava da ponta de meus pés e terminava no ultimo fio de cabelo de minha nuca. – Quer que eu pare? – perguntou beijando minha nuca. Fiz que não e o envolvi em mais um beijo fazendo com que a intensidade da sensação aumentasse. Respirei e abri meus olhos para encarar os seus tão de perto. – Se eu te machucar... Por favor, se eu te machucar, você fala? – balancei a cabeça lentamente e deixei que ele deitasse sobre mim outra vez, apoiando-se sob os cotovelos. – Posso? – não respondi, deixei que ele interpretasse. Um leve sorriso brotou em seus lábios. Damon puxou minha perna de encontro com sua cintura e eu a prendi a li e depois o senti dentro de mim.
–Ah! – fui surpreendida por uma dor aguda em meu útero.
–Relaxa, por favor – sua voz era um sussurro rouco.
Fiz o que ele pediu e fechei os olhos. A dor deu lugar para uma sensação de prazer extremo. Colei seus lábios nos meus e ele começou a se mover dentro de mim. Gemi em sua boca arranhando suas costas. Meus quadris se moviam por vontade própria e eu o ouvir gemer alto e depois outra vez, só que o meu nome. Damon aumentou a velocidade de seus movimentos e comecei a gemer mais alto sentindo como se a qualquer momento meu coração fosse sair por minha boca. Minha respiração desigual se tornava insuficiente e me causava dores no peito a medida que o sentida se mover dentro de mim. Seus lábios deixaram os meus e respirei fundo tentando recuperar o fôlego. Gemi mais uma vez e chegamos ao ápice juntos.
Senti meu corpo mole e leve. Abri os olhos lentamente ainda o sentindo dentro de mim. Suas mãos afagaram meu rosto e ele me deu um breve beijo antes de sair de mim. O suor predominava todo meu corpo me deixando colando. Damon se livrou da camisinha e se levantou para jogá-la fora. Puxei o lençol para cima de mim e sorri satisfeita comigo mesma. Aproveitei o tempo sozinha para recompor minha expressão. Meus batimentos ainda estavam disparados, fechei os olhos e respirei fundo esperando que os mesmo se normalizassem, e quando abri os olhos outra vez Damon já estava de volta, deitando-se lentamente ao meu lado. Minhas bochechas ficaram num tom de vermelho vivo e sacudi a cabeça negativamente soltando uma risada nervosa.
–Como está se sentindo? – ele afagou meu cabelo.
–Bem – sussurrei.
–Bem?
–Mais do que bem – corei mais ainda e apertei o lençol a minha volta. Ele riu e segurou meu rosto me fazendo olhar para ele. Seus olhos brilhavam na luz escassa do quarto e suas bochechas estavam igualmente rosadas. Damon me puxou para mais perto e me prendeu contra seu corpo, deitei minha cabeça em seu peito e o envolvi num abraço apertado. Ele entrelaçou sua perna a minha e puxou o lençol para que cobrisse nós dois.
–Eu te amo – ele beijou minha testa.
Fechei os olhos e me senti exausta – e mesmo assim não poderia dormir daquele jeito. Estava colando... E nua! Resmunguei e abri os olhos.
–O que foi? – sussurrou.
–Não posso dormir assim – reclamei e depois ri.
–Quer tomar banho? – ele se sentou me fazendo imitar sua ação devido a proximidade.
–Aham – bocejei.
–Vem – Damon jogou os pés para fora da cama e me puxou para que eu fosse junto. Coloquei os pés no chão e perdi totalmente o equilíbrio. Minhas pernas estavam bambas e doloridas, precisei me apoiar na cama para não cair e soltei um pequeno suspiro. – O que foi? – seus olhos se estreitaram.
–Nada – soltei a cama e dei o primeiro passo. Ai puta que pariu isso dói, meu inconsciente gritou.
–Hm – antes que eu desse outro passo Damon me envolveu com seus braços e me ergueu como se fosse uma criança de cinco anos. Segurei em seu ombro e deixei que ele me carregasse pelo curto trajeto até o banheiro. Ele só me deixou quando já estávamos dentro do boxe. Ele abriu a água e me puxou para perto de si para que eu me molhasse também. Esperei que ele tomasse seu banho para depois pegar o sabonete, mas ele segurou minhas mãos. – Hã-hã – ele riu. O fitei confusa. – Me deixa cuidar de você. – sua voz se tornou doce e ele começou a passar o sabonete por todo o meu corpo. Era uma sensação boa, nada relacionada a prazer, apenas relacionada a ser amada. Depois de me enxaguar ele lavou meus cabelos, fazendo massagens lentas e ritmadas. Tirei o xampu e ele passou o condicionador, penteando meu cabelo em seguida. Quando terminamos ele me enrolou numa toalha e me levou no colo até o quarto.
–Eu sei andar – mas andar doía.Ele revirou os olhos e me deitou na cama. Damon foi até sua gaveta e jogou uma de suas cuecas para mim, a vesti e em seguida peguei sua camisa no ar, a vestindo rapidamente. Observei ele se vestir e depois percebi que ele encarava a cama com uma expressão ilegível.
–Vou ter que trocar o lençol – e então vi o que ele estava vendo. Uma mancha de sangue no lençol branco. Ah puta merda. Abracei seu travesseiro e encolhi os ombros sentindo meu sangue se acumular em minhas bochechas. Vendo minha reação ele abriu um sorriu e jogou sua toalha sobre a mancha, em seguida se deitou ao meu lado. – Sabe o quanto eu me sinto honrado por saber que eu fui o único homem que toquei em você? – sorri e deixei que ele me beijasse.
– Hm – ele interrompeu o beijo – Vamos para Jacksonville amanhã?
–Está frio – questionei.
–Lá nunca está frio – ele riu.
–Voltamos domingo mesmo – não foi uma pergunta.
–Quando você quiser.
–Tudo bem – suspirei. – Que horas vamos?
–Hm – olhou para o relógio. Já eram 3hrs da manhã! – Daqui a uma hora?
–Vamos agora então – bocejei. – Só tenho que arrumar minhas coisas.
–Quer ajuda?
–Sim – sorri. Fui mais cuidadosa ao levantar da cama temendo sentir dor.
–Você está dolorida – afirmou.
–Só um pouco. – dei de ombros.
–Eu te machuquei – ele arqueou uma sobrancelha.
–Não!
–Mesmo?
–Mesmo – corei. Damon sacudiu a cabeça negativamente e saiu na frente. – Vou pegar uma calça para você.
Enrolei-me no lençol e esperei que ele voltasse.
Ah puta merda, aquilo realmente tinha acontecido? Estava me sentindo... Tão... Tão... Qualquer coisa menos virgem. Sorri sozinha e soltei um suspiro pesado. Impossível estar mais feliz. Impossível estar mais dolorida, ai. Deitei na cama e encarei o teto. Estava totalmente esgotada, lutei contra minhas pálpebras por alguns segundos, mas longo me rendi ao sono.
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