Neighbors
24 Capítulo 24
Notas iniciais
2°-Desculpem a demora e etc, não consigo parar de ler Fifty Shades Freed
3°-Fifty Shades Of Pleasure só vai sair do hiatus quando eu terminar Neighbors (o que será num futuro bem próximo, assim espero)
4°-Estou com uma puta vontade de apagar a fanfiction do Nyah porque estou achando chata para caralho ¬¬'
5°-Ah chega de falar, espero que gostem D:
P.S.: Andreza, aposto que você conhece a música que eles estão ouvindo no carro de algum lugar muhahaha
Não posso deixar de dizer que amo minha Cherry Bomb porque ela sempre me coloca nas notas inicias dos capítulos dela, awm vou te matar se não postar o capítulo do casamento deles vadia ♥
então é isso! KKK
Depois do almoço, ajudamos Tina a limpar a cozinha – isso porque eu obriguei Damon. Quando tudo já estava em seu lugar, fui obrigada a ir caminhar na praia com Damon, mesmo o tempo estando congelando.
A areia branca estava completamente molhada devido a chuva de mais cedo, e mesmo assim fiz questão de tirar meus tênis e minhas meias para a sentir afundando na medida que eu andava. Damon tinha seus braços a minha volta me prendendo contra si, nos fazendo andar numa lerdeza exagerada. Andamos e andamos ouvindo o som das ondas violentas quebrando nas pedras que cada vez ficavam maiores a medida que íamos na direção norte.
Chegamos a uma fila de troncos de árvores, já onde o Kathryn Abbey Hanna Park se fundia com a praia. Damon se sentou em um deles – um dos poucos secos – e fez com que eu me sentasse ao seu lado. Assim eu fiz e enterrei a cabeça em seu pescoço, onde pude sentir seu perfume. Suas mãos acariciavam meu rosto lenta e docemente. Sorri e dei-lhe um beijo na base de seu pescoço. Ele ergueu minha cabeça e plantou um beijo casto nos meus lábios depois abrindo meu sorriso preferido. Levei a mão até seus fios desgrenhados e os afaguei lentamente, sentindo seu nariz roçar em minha bochecha, subindo e descendo me fazendo ficar ligeiramente arrepiada.
-Você é tão cheirosa – sussurrou em meu ouvido me roubando outro sorriso. Ele passou os braços a minha volta e me apertou contra si, me dando um beijo na testa – Quarta, depois que você terminar sua prova, — beijou minha bochecha me fazendo sentir cócegas devido sua barba sem fazer – nós vamos comprar nossas passagens. – abri um enorme sorriso.
-Obrigada – peguei uma de suas mãos que estavam cruzadas abaixo de meu peito e lhe dei um breve beijo.
-Por...? – ele pareceu confuso, mas continuava a beijar meu rosto.
-A viagem – sussurrei.
-Ah – ele sorriu e se colocou de pé; eu o imitei ficando de frente para ele. Ele beijou levemente meus lábios entreabertos – Obrigada você por ir comigo – seus braços me envolveram mais uma vez por minha cintura e seus lábios estavam nos meus me beijando com uma intensa paixão.
De volta a casa, fomos direto para o quarto – eu estava com uma estranha tonalidade de roxo nos lábios e clima de romance acabou quando eu comecei a bater os dentes. Deitamos na cama sem ao menos trocar de roupa, Damon me abraçou e puxou a coberta sobre nós. Deitei a cabeça em seu peito o soltei um suspiro pesado me sentindo aliviada por sentir seu calor me aquecer.
-Trouxe seus livros – ele sussurrou.
-Eu preciso estudar – resmunguei fechando os olhos.
-Não, — ele riu – você não precisa.
-Preciso sim – ri sentindo seus lábios em minha orelha.
-Não precisa, você ganhou uma bolsa de estudos em Juliard, não precisa estudar para provas – Damon começou a brincar com meus cabelos. – Ah e – ele beijou o alto de minha cabeça – trouxe seu celular.
-Cadê? – eu nem me lembrava mais que tinha um.
-Aqui – ele se esticou para pegar o aparelho que estava junto com sua carteira na mesa de cabeceira.
Havia cinco chamadas perdidas de um número desconhecido – e enorme. Desbloqueei a tela e notei que não se tratava de uma chamada nacional. Isobel! Abri minha caixa de mensagens assim que o celular vibrou. Sem pensar duas vezes me sentei na cama para ler sua mensagem.
“Onde você está? – e por que não atende ao telefone?
Está tudo bem?
Sinto sua falta.
Te amo.
Isobel.”
Senti meus olhos se encherem de lágrimas. Liguei para o número no mesmo instante. Damon se sentou me encarando com curiosidade.
-Elena! – ela atendeu no primeiro toque.
-Mãe! – e eu já estava chorando. Como eu estava com saudades de ouvir aquela voz.
-Você está bem? – sua voz indicava que ela não estava diferente de mim.
-Aham – funguei – E aí, como estão as coisas e todo mundo?
-Tudo e todos ótimos – Isobel riu. – Onde você está? E por que não atendeu o telefone?
-Em Jacksonville – murmurei – Estava dormindo. – menti.
-Sozinha? – eu poderia jurar que ela tinha uma de suas sobrancelhas arqueadas e uma das mãos na cintura.
-Não – esqueci que “certos” fatos eram novidades e havia muito tempo que eu não falava com ela.
-Imaginei – ela riu de novo – Depois a gente conversa sobre isso, aposto que o Damon está aí do seu lado para você ter dormido até essa hora – ela deu ênfase no dormido e me fez corar. Eu ri sem graça.
-Mãe – choraminguei – estou com saudades.
-Ah filha! Eu também! – sua voz falhou.
-Conta para ela da viagem – Damon sussurrou em meu ouvido.
-Hmm, mãe?
-Oi?
-Quando você volta?
-Depois do ano novo. Por quê?
-Vou te ver antes disso – abri um sorriso largo.
-Elena?!
-Eu – mordi o lábio – e Damon vamos ir te visitar... Aí.
-Vamos passar o natal lá – Damon sussurrou em meu ouvido acariciando minha bochecha. Meus olhos brilharam.
-Quando vocês vão vir? – era possível sentir a animação na sua voz.
-Não sei – respirei – Vamos estar aí para o Natal.
-Sério?
-Aham – senti que ainda estava chorando. Oh Deus.
-Ah Elena...
-Oi – eu ri.
-Eu tenho que arrumar minhas coisas, vou para Londres com sua avó – pausa – Depois eu te ligo.
-Ah sim.
-Eu te amo – ela beijou o telefone.
-Eu te amo mais. – chorei – Até daqui a duas semanas – a ouvi desligar o telefone.
Olhei para o celular na minha mão e senti as lágrimas lavarem meu rosto. Damon me abraçou deixando que eu encharcasse sua camiseta. Passei os braços a sua volta e percebi que estava soluçando. Nunca imaginei sentir tanta falta da minha mãe assim.
-E-E-Eu sinto tanto a falta dela – balbuciei.
-Ah meu amor – ele apertou seu abraço e beijou o alto de minha cabeça – Não chora. Por favor.
Balancei a cabeça positivamente e tentei controlar a saudade que me inundava. Devagar, os soluços foram diminuindo.
-Você vai vê-la dentro de uma semana e meia – ele me lembrou rindo. – Não fica assim.
Depois que eu consegui parar de chorar – o que demorou certo tempo – Damon me ajudou a estudar. Não, ajudar não era a palavra certa. Me distraiu, me irritou, me fez cócegas, me mordeu, me beijou...E qualquer outra coisa que me atrapalhasse a estudar. No fim do dia, assistimos a um filme sem pé e sem cabeça que passava na TV enquanto estávamos abraçados enrolados debaixo da coberta comendo pipoca. Fomos dormir para lá das 2hrs da madrugada quando até meus ossos estavam congelados.
No dia seguinte, logo após o almoço, começamos o caminho de volta. Senti uma pontada de nostalgia quando Tina repetiu sua frase, pedindo que eu cuidasse de Damon. Abri um sorriso largo e refiz minha promessa. Uma vez no carro, Damon tinha um de seus braços me envolvendo usando apenas uma mão no volante. Tinha meus olhos fixos em seu rosto, admirando a vista enquanto ele estava completamente absorto na estrada, suas mãos subiam e desciam em minha cintura. Às vezes, ele fazia um contato visual e me dava um breve beijo na bochecha. E assim foi a viagem toda. Quando chegamos a Atlanta, o tempo estava melhor – melhor, não mais quente. Como de costume, dormimos juntos com Sophie ocupando o espaço de nossos travesseiros.
A semana de provas estava passando mais rápido do que eu imaginara – principalmente por eu estar ansiosa. Uma rotina se construiu logo no primeiro dia, eu ia para a faculdade, Damon me buscava, e então nos passamos a tarde inteira juntos fazendo nada falando sobre tudo apenas aproveitando o tempo juntos. Na terça à noite saímos para comer pizza e assistir um filme – obviamente um filme infantil, afinal, eu não mudaria meu gosto por filmes a essa altura da vida. Naquela noite dormimos separados – não, eu não dormi. Rolei de um lado para o outro da cama e acabei por me encher de sorvete vendo Bob Esponja até o dia amanhecer.
-Mas já?! – Damon perguntou assim que entrei em seu campo de visão.
-Aham — abri um sorriso tímido.
-Como estava a prova?
-Ridícula – revirei os olhos e ele riu.
-Quer comer antes de irmos à agência?
-Podemos ir depois? – mordi o lábio.
-O que quiser – ele se inclinou e me deu um rápido beijo.
-Hmm – sorri ainda tendo meus lábios nos dele.
-Vamos – Damon disse e entramos no carro.
O trajeto em si, foi silencioso, exceto por uma de minhas músicas preferidas tocando ao fundo, “Your Love Is King”. A agência ficava próxima – em frente – ao aeroporto. Chegamos em menos de quinze muitos por não haver transito algum.
-Boa tarde – uma loira com um sorriso estampado no rosto nos recebeu assim que passamos pelas portas duplas.
-Boa tarde – dissemos em coro e depois rimos.
E depois não disse mais nada, apenas deixei que Damon resolvesse o que precisava ser resolvido. Ele sempre me pedia opinião sobre Hotéis e pontos turísticos que eu queria conhecer para saber o que seria mais conveniente. Embarcaríamos no dia 15 e do dia 16 até o dia 26 ficaríamos em Sófia com a minha família, depois iríamos para Mônaco onde ficaríamos até o dia 29. Ano novo na cidade luz embaixo da Torre Eiffel e logo no dia primeiro visitaríamos Madrid e Barcelona em apenas três dias. Depois do fim de semana na Itália, finalizaríamos a viagem em Londres na véspera de meu aniversário. Seria a coisa mais agradável do mundo passar meu dia dentro de um avião voltando para Atlanta – mas eu não reclamei em voz alta, eu já estaria perdendo uma semana de aula na faculdade e ganhando meu presente antecipadamente. E que presente – pensei comigo mesma.
Tivemos uma pequena discussão sobre o vôo. Eu realmente não achava necessário – não depois de aceitar calada ele pagar minha hospedagem em suítes presidenciais nos hotéis mais caros da Europa – que fossemos de primeira classe. Tudo bem que passaríamos uma noite no avião, e que dormiríamos... Executiva estava de bom tamanho, não precisava gastar mais. Porém, Damon sempre será Damon e nunca irá me dar atenção nesses tipos de discussão.
-Você precisa comprar alguma coisa para levar? – Damon perguntou quando já estávamos de volta ao carro.
-Hm, não – dei uma pausa – E Sophie?
-Eu não me esqueci dela – ele riu. – Todos os Hotéis que vamos ficar aceitam animais.
-E a companhia aérea? – arqueei uma sobrancelha.
-Gatos e cachorros de pequeno porte – ele abriu seu sorriso torto.
-Ah – sorri como resposta.
Chegamos ao prédio e fomos direito para meu apartamento. Preparei um bolo de chocolate que comemos ouvindo músicas antigas e rindo de nossos comentários sobre elas. Tomamos banhos juntos e nos preparamos para dormir, Damon – como sempre – se apossou de meu lado da cama e me puxou para seus braços, onde adormeci rapidamente.
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