Neighbors
23 Capítulo 23
Notas iniciais
AAAAAAAAAH BEM VINDA KROU (Cherry Bomb) DE VOLTA C': NÃO AGUENTAVA MAIS FICAR SEM THINGS OF FATE ♥ e não precisa me perturbar, já estou postando u_u
O barulho suave de gotas de chuva era como uma canção de ninar, e o calor humano que me envolvia era reconfortante. A luz franca vinda do lado errado da janela indicava que já não era mais manhã. Sophie estava enroscada embaixo de minha coberta ronronando de felicidade. Abri os olhos preguiçosamente e soltei um suspiro pesado.
Espera!
Onde eu estava?!
Ergui minha cabeça e examinei o lugar. Já estivera ali antes, isso eu não tinha sombra de dúvida, mas... Ah! Jacksonville. Eu estava em Jacksonville.
Puta merda. Como eu havia chegado? Esfreguei os olhos, confusa. Damon suspirou ao meu lado e abriu os olhos sem parar de me envolver com seu abraço.
–Bom dia – sussurrou.
–Bom dia? – soou como uma pergunta. – Como eu cheguei aqui?
–De carro – ele riu.
–Não – revirei os olhos – eu estava dormindo.
–Eu sei – ele passou a mão por meu rosto e fez com que eu deitasse minha cabeça. – você tem um sono muito pesado, devo acrescentar.
–Estava cansada – bocejei involuntariamente. Ele riu.
–Imagino – disse beijando meu pescoço. Sorri e puxei a coberta para mais perto.
–Você disse que aqui nunca faz frio – resmunguei.
–Mas nunca faz frio mesmo – suspiro – Parece que hoje é uma exceção.
–Que horas são?
–13hrs – ele riu.
–Puta merda.
–O que? – ele ergueu uma sobrancelha.
–Não durmo tanto assim.
–Você mesma disse que estava muito cansada – me lembrou ainda acariciando meu rosto. – Está com fome?
–Hm, um pouco – resmunguei e senti ele deslizando da cama.
–Vou trazer seu café – sorriu.
–Vai mesmo me deixar mal acostumada? – abri um sorriso em resposta. Damon voltou para me beijar.
–Eu disse – me beijou de novo – que eu – e outra vez – queria ser escravizado – ele mordeu meu lábio inferior e me envolveu em outro beijo.
–Hm – gemi e depois abri um enorme sorriso.
–Já volto.
Estiquei-me na cama e senti Sophie subindo em cima de mim. Acariciei os pelos da felina e deixei que ela se acomodasse. Suspirei e me ajeitei na cama, o pequeno movimento fez com que eu sentisse dor em todo o meu corpo. Arfei e experimentei esticar minha perna. Doía, porém era uma dor gostosa, nada insuportável. Estiquei a outra e tive a mesma sensação. Percebi que ainda vestia as roupas de Damon, e estava usando a minha calça preferida. Não fazia a menor idéia de como ele tinha conseguido me vestir estando eu desacordada, e também não fazia questão de saber. Passei a mão por meu cabelo desfazendo os nós superficiais e em seguida o enrolei em um coque baixo, deixando alguns fios soltos.
–Salada de frutas – ele estava de volta com uma bandeja, nela havia uma tigela com salada de frutas e outra com cereal, ao lado um grande copo de algum suco.
–Hmm. – ele colocou a bandeja na mesinha de cabeceira e ficou de frente para mim.
–Como você está se sentindo? – Damon beijava e inalava o perfume de meu pescoço.
–Bem – eu ri.
–Está rindo de que?
–Eu sinto cócegas – ri de novo me afastando.
–Você não devia ter me contado isso. – ele riu e segurou minha cintura, passando os dedos lentamente num movimento sobe e desce. Comecei a rir descontroladamente me contorcendo na cama.
–Para! – implorei.
–Não estou fazendo nada – ele riu e passou os dedos na sola de meu pé. Ah não, ele acabara de descobrir meu ponto fraco. Soltei um grito agudo e continuei a rir rolando na cama. Suas mãos subiram para minha perna me fazendo rir cada vez mais alto perdendo o fôlego.
–Para, por favor – arfei e ele parou para me encarar, em seguida ele estava me beijando com carinho enquanto tinha suas mãos acariciando minhas costas.
–Vou deixar você comer – disse quebrando o beijo.
–Já comeu?
–Tina me vez tomar café com ela mais cedo – ele colocou um dos fios soltos de meu cabelo atrás da minha orelha.
–E foi ela que preparou isso – apontei para a bandeja.
–Aham – beijo minha bochecha.
–Ah e eu vou ter que comer sozinha – fiz um biquinho.
–Quer que eu coma com você? – arqueou uma sobrancelha.
Sacudi a cabeça positivamente.
–Ok – Damon soltou um suspiro e começou a comer a salada de frutas antes mesmo que eu tocasse nela. Tomei a tigela de sua mão e coloquei uma colher cheia na boca. Ele riu e eu coloquei um pouco das frutas em sua boca como se ele fosse uma criança. Terminamos com a salada e ele fez questão que eu comesse todo cereal, mesmo não estando com um pingo de vontade. Bebi o copo duplo de suco de laranja e ele levou a bandeja para a cozinha.
–Vou tomar banho – disse me levantando da cama. Minha virilha latejava um pouco e senti minhas pernas bambas.
–Vou com você – Damon disse assim que entrou no quarto.
–Espera – parei para pensar – eu não arrumei minha bolsa.
–Não – ele riu.
Puta merda.
–Ah – foi a única coisa que eu consegui dizer.
–Coloquei suas roupas junto com as minhas coisas – ele passou a mão pelo cabelo.
–O que você trouxe? – ergui uma sobrancelha.
–O que eu achei necessário – deu de ombros.
–Hm – eu não queria imaginar o que ele achou necessário.
–Te espero no banheiro – disse e caminhei até a porta de madeira clara.
Apressei-me escovando os dentes e comecei a tirar minha roupa. Penteei meu cabelo rapidamente e abri a água da banheira e antes mesmo de esperar que a mesma esquentasse, entrei e me sentei na água. Derramei um pouco do sabonete líquido na água e a agitei para que a espuma se formasse e me cobrisse. Fechei os olhos deitando a cabeça na pedra gelada me sentindo uma deusa. Ouvi a porta se abrir, mas não abri os olhos e nem me movi, esperei e esperei até que senti a água se movendo.
–Chega para lá – Damon empurrou uma de minhas pernas e se sentou de frente para mim fazendo a água dobrar seu volume. Ergui a cabeça e abri os olhos sentindo uma corrente elétrica entre nós.
–Está apertado – reclamei soltando uma risada histérica.
–Eu sei – ele riu e se inclinou puxando-me pelas pernas para que eu chegasse mais perto.
Damon mantinha suas mãos em minhas pernas me puxando de encontro a si, senti sua ereção roçando em minhas coxas e ele me envolveu em um de seus beijos ardentes de tirar o fôlego. Assim que fui liberta de seus lábios explorei seu pescoço deixando várias marcas de chupões na sua pele branca e macia o ouvindo gemer próximo ao meu ouvido. Suas mãos subiram lentamente de minhas pernas para minha cintura e depois minhas costas, onde seus dedos refaziam a linha de minha coluna me deixando extremamente arrepiada. Passei minhas mãos por seus ombros e em seguida tateei todo seu peito nu. Recomecei um beijo com uma ansiedade que desconhecia, tento minhas mãos firmes em seu ombro, pressionando ele contra mim. As mãos de Damon desceram de minhas costas para minhas nádegas as apertando com força me fazendo gemer em sua boca. Joguei minha cabeça para trás num ato de prazer sentindo suas mãos subirem por minha barriga e finalmente as senti massageando meus seios enquanto sua boca deixava uma trilha de beijos úmidos em meu pescoço. Meus quadris se moviam por contra própria, indo de encontro com sua ereção, me vi arfando e suando mesmo estando na água. Suas mãos desceram por meu corpo até encontrarem minha intimidade, onde me estimulavam e me faziam gritar de prazer. Ajoelhei-me na banheira sentindo sua ereção roçar em meu sexo, puxei as raízes de seu cabelo sentindo seu membro começar a me penetrar.
–Certeza que quer correr o risco? – sua voz era rouca e ele sussurrava.
–Foda-se – arfei e sentei em sua ereção soltando um gemido alto. Ele gemeu e começou a arranhar minhas costas. A água em volta se nós formava pequenas ondas e molhava o chão ao lado da banheira conforme eu me movimentava. A sensação do preenchimento era o paraíso, diferente de ontem não senti dor alguma, só uma onda de prazer e sensações que percorriam por todo o meu corpo, desde a ponta de meu dedo mindinho ao ultimo fio de cabelo em minha cabeça, transportadas por minha corrente sanguínea que trabalhava em um ritmo louco.
–Agora sobe e desce para mim – ele arfou e me segurou pelas costas. Balancei a cabeça positivamente e fiz o que ele disse. Deitei meu corpo lentamente e senti uma onde de prazer me inundar me fazendo gemer cada vez mais alto, depois me sentei o ouvindo gemer, repeti o movimento e ouvi o barulho da água cair para fora da banheira. Continuei com o movimento aumentando gradualmente a velocidade deles, o som de nossos gemidos era audível por cima do som da água, agarrei-me aos seus ombros deixando meu corpo se explodir em um orgasmo. – Abre os olhos – ele disse segundo meu rosto. Obedeci – Eu te amo – sussurrou e depois chegou ao seu ápice.
Deixei meu corpo mole, sendo sustentada por suas mãos. Damon ainda estava dentro de mim, seus lábios tocaram os meus num beijo doce e rápido. Nossas línguas se namoravam timidamente enquanto ele segurava minha mão entrelaçada na sua. Quebrei o beijo quando o ar me foi necessário. Ele suspirou e passou a mão por meu rosto e beijou minha testa, em seguida minha bochecha, depois meu queixo e finalmente minha boca outra vez me fazendo sorrir durante o beijo. Senti seu membro sair de mim lentamente e depois ele me abraçou jogando uma boa quantidade de água para fora da banheira.
–Você deveria ser mais responsável – ele sussurrou beijando meu pescoço.
–É bom se deixar levar pelo momento às vezes – sussurrei e ergui seu rosto para que pudesse lhe beijar.
–Gostaria que você tivesse dito isso anteontem quando estávamos na sua casa – ele fechou a cara. Não pude deixar de rir.
–Eu disse que sim, você que disse não – sussurrei e mordi seu lábio, em seguida passei a língua por toda sua boca.
–Verdade – ele riu e me beijou outra vez.
–Vou comprar pílulas para você – suas mãos ajeitavam meu cabelo. – E acho até melhor assim – riu – odeio usar camisinha.
–Não posso discutir isso – corei.
–Que bom – ele riu e se afastou. – Depois quem seca o chão?
–Eu não – me escondi na espuma que restava na banheira.
–Folgada.
–Culpa sua – ri e comecei a tomar meu banho timidamente.
–Eu sei. – pausa – vem cá – ele me puxou para perto de si – deixa-me fazer isso.
Assim como da outra vez, ele ensaboou todo meu corpo enquanto me enchia de carinho. Depois repeti o processo com ele. Assim que sai da banheira e me vi seca, fui em direção as coisas de Damon premindo o pavor. Não queria imaginar o que ele tinha trago para mim. Procurei e procurei e não encontrei uma calcinha se quer. Vesti meu sutiã e uma das blusas dele – uma vez que não encontrara nenhuma minha – e acabei vestindo uma de suas cuecas que já estava me acostumando a usar. Peguei minha calça jeans e por ultimo minhas meias, já que o lugar que eu mais sentia frio era no pé.
–Onde estão minhas blusas? – perguntei e dei uma pausa – E minhas calcinhas?
–Na sua casa – ele riu – e eu não ia mexer na sua gaveta de roupas intimas sem sua permissão.
–Achei que você tinha dito que havia trago o que era necessário – arqueei uma sobrancelha.
–E trouxe.
–Por que não trouxe minhas blusas então? – comecei a bater o pé.
–Acontece que você fica muito sexy usando blusas minhas que cabem duas de você – ele se aproximou e começou a beijar meu pescoço. Eu ri.
–Ok – suspirei.
–Vou à farmácia – ele mordeu o lábio – quer alguma coisa de lá?
–Não – pausa – Vai demorar?
–Não. – respira – Depois vamos à praia.
–Mas está frio para cacete! – protestei.
–Eu sei – ele riu – Mesmo assim continua sendo um lugar lindo e ótimo para caminhar no fim da tarde.
–Ah sim – abri um sorriso largo.
–Não demoro – me beijou – e, ah, Tina está de esperando lá embaixo, quer saber o que você quer para o almoço.
–Ok.
Deixei que ele fosse e arrumei a cama, não querendo ser uma visita indesejada. Depois desci e caminhei até a cozinha, onde a senhora com os cabelos preso em um coque cortava uma massa.
–Elena! – ela abriu um sorriso assim que me viu.
–Oi – disse com o mesmo entusiasmo ganhando um rubor forte.
–Estou fazendo nhoque para o almoço, hm, você gosta?
–Adoro – disse – Precisa de alguma ajuda?
–Não.
Revirei os olhos.
–Deixa eu te ajudar – disse e me coloquei ao seu lado no balcão da cozinha.
–Não precisa minha querida – ela riu.
–Mas eu quero – era realmente muito fácil gostar dela.
–Tudo bem então.
–Onde eu corto os tomates? – perguntei indo até a geladeira.
–Pode por nessa vasilha aqui – ela indicou.
Trabalhei na cozinha com ela até a massa estar no forno. Depois disso sentamos a mesa e conversamos sobre coisas aleatórias. Ela estava feliz por eu estar aqui, e estava feliz por estarmos juntos. Segundo ela eu não havia visto Damon tão feliz antes, e muito menos ele havia trago alguma mulher para ficar ali, geralmente era coisa de uma noite e acabou. Sorri satisfeita por saber daquilo.
Damon voltou quinze minutos depois que havia saído e acabou interrompendo minha conversinha feliz com Tina. O acompanhei até o quarto onde ele me fez sentar na cama e tomar a pílula do dia seguinte – sem ser dia seguinte – e depois o anticoncepcional.
–Você tem que tomar todos os dias – ele passou a caixinha para mim.
–Eu sei – bufei.
–Eu sei que você sabe, mas não pode esquecer – ele acariciou meu rosto.
–Não vou esquecer – segurei sua mão.
–Acho bom – ele riu. – Quando estiver acabando, você me avisa.
–Pode deixar – me coloquei de pé e o abracei, enterrando a cabeça em seu peito para inalar seu perfume.
–É sério Elena, — ele beijou meu cabelo.
–Eu sei meu amor – apertei meus braços a sua volta.
–Vou te lembrar todos os dias.
–Não precisa se preocupar – eu ri.
–Como se eu não me preocupasse com coisas mínimas relacionadas a você – ele revirou os olhos e eu corei. – Por exemplo, você sem casaco com esse tempo.
–Ah não começa – me afastei.
–Aqui venta muito e você vai ficar resfriada.
–Eu sei me cuidar.
–Não, não sabe.
–Pelo amor de Deus.
–Respeito com os mais velhos – seu tom era brincalhão. – Meu casaco está por cima na bolsa. Revirei os olhos e vesti o casaco.
–Satisfeito?
–Não – ele fechou a cara cruzando os braços.
Soltei uma risadinha e dei um curto passo acabando com o espaço entre nós, joguei meus braços em volta de seu pescoço e colei meus lábios nos seus.
–Satisfeito?
–Bem melhor – ele riu. – Vamos almoçar. – ele passou seu braço direito por minha cintura me colando a ele e me conduziu pela casa até chegarmos a cozinha.
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