Neighbors
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Ah! Feliz aniversário Andreza ♥ (21/09) Rayssa (22/09) e Yasmin (23/09 HOJE!!!) amo vocês C':
Devo postar em Fifty Shades Of Pleasure ainda hoje se minha preguiça permitir.
Cheguei mais do que atrasada na faculdade – no meio do segundo tempo. E pior – parecia que estava estampado na minha testa o que eu havia feito. Todos me encaravam como se eu tivesse me atrasado por estar assassinando alguém. Não. Todos me encaravam como se soubessem que eu tinha chupado o meu namorado/melhor amigo durante o banho antes de chegar na sala de aula.
O tempo parecia não passar a medida que minha vontade de ver Damon aumentava. Estava isolada na minha bolha particular sem ter noção do que se passava a minha volta, apenas sentido os olhares de todos perfurando minhas costas. Tentei me concentrar em algo que não havia pensando antes: o que compraria de presente para o meu namorado.
Claro que eu não obedeceria a ordem “nada de presentes”. Depois de nosso passeio no aquário – ou seqüestro como ele chamou no dia anterior – tentaria de dar uma escapada até o shopping e ver alguma coisa, já que estava com mais dinheiro do que costumava ter, não estava contando com certas mordomias.
No almoço sentei sozinha como sempre – invisível como sempre. Mal consegui mordiscar uma maça sentindo meu estômago cheio de borboletas. As ultimas aulas correram para minha alegria, e quando menos esperava, o ultimo sinal soou para dizer que eu estava livre. Tentei parecer controlada enquanto jogava meu material de qualquer jeito dentro da minha bolsa e saia aos tropeços da sala praticamente correndo até o portão principal do campus. Damon me esperava ao lado se sua Ferrari, totalmente absorto em alguma coisa que fazia em seu celular. Diminuí a velocidade de meus passos e senti que estava mordendo o lábio quando cheguei ao seu lado.
-Oi – murmurei vendo um sorriso brotar em seus lábios. Ele não respondeu, apenas enfiou o celular no bolso e se aproximou de mim colando seus lábios nos meus num beijo rápido.
-Oi – sussurrou e deu uma pausa – quer comer alguma coisa antes de irmos até ao aquário?
-Não.
-Certeza?
-Aham – sibilei.
-Então vamos. – entramos no carro e em seguida ele deu a partida.
O lugar era lindo. Senti-me andando no meio do oceano com tamanha variedade de peixes. Passamos a tarde ali, à vontade, apreciando a companhia um do outro – e claro, sendo alvo de milhares de fotografias.
Depois de escurecer fomos ao shopping, lanchamos e consegui da uma escapada para comprar o presente de Damon. Escolhi um modelo mais recente de sua câmera e escondi sua caixa – que não era nada discreta – em uma sacola de roupas que fui obrigada a comprar.
-O que vai querer lanchar? – Damon me perguntou parado na fila do McDonalds.
-Hm, salada.
-O que?!
-Salada – arqueei uma sobrancelha.
-Você veio no McDonalds para pedir salada?
-Qual o problema?
-É a mesma coisa que eu ir num putero e pedir um abraço – debochou.
-Ah uma batata frita média então – revirei os olhos.
O resto da semana passou num piscar de olhos. E por mais que parecesse impossível eu me sentia cada dia mais apaixonada. Damon me “seqüestrava” todas as tardes depois da faculdade me impedindo de estudar para conhecer cada canto da enorme cidade. No dia anterior ao baile ele me levou ao museu de arte moderna local e ficamos horas conversando sobre os lindos quadros – e rabiscos que eram considerados uma obra de arte. Damon chegou na conclusão de que queria um cachorro – eu também queria, mas não agora – e que procuraria uma raça pequena assim que voltasse de viajem no início do ano. Segundo ele, iria procurar por uma raça manhosa e teimosa para colocar no meu lugar. Ignorei seu comentário e sugeri que ele comprasse uma boneca inflável lhe fazendo engasgar com o café que bebia.
-Damon... – choraminguei e segurei sua mão impedindo-o de se virar para ir embora.
-Que foi meu anjo?
-Fica – fiz um biquinho. Ele riu e se inclinou para me beijar.
-Já é meia noite.
-Eu sei.
-Tenho que dormir.
-Exatamente – o abracei com força – dorme aqui.
-Ah – ele sorriu – Daqui a pouco eu posso vender meu apartamento e vir ficar aqui de vez.
-Não é uma má idéia – suspirei. – Não tenho dormido bem sozinha.
-Nem eu – admitiu – Eu sempre tive insônia, mas quando você dorme comigo eu consigo dormir. Achei que só minha mãe tinha esse efeito – ele riu.
-Ok meu filho – debochei – vai lá pegar suas coisas.
-Pegar mais o que? Tem tudo que eu preciso aqui – ele me empurrou para dentro e fechou a porta – Se não estou enganado meu guarda roupa inteiro está nas suas gavetas. E você usa mais minhas cuecas do que eu mesmo... – dei uma gargalhada.
-Já disse e repito, minhas calcinhas estão a sua disposição – ri alto.
-Muito engraçado, rá-rá. – pausa – Escrota.
-Eu realmente gostaria de saber o que você faz com as minhas calcinhas, sim, porque elas simplesmente somem – tentei ficar séria.
-Pergunta errada.
-Hm?
-Deveria perguntar onde – ele riu.
-Ah! Que nojo! – dei-lhe uma tapa.
-Pela sua cara eu não vou nem perguntar o que você imaginou.
-Que bom – fiz uma careta.
-Onde está meu short?
-Segunda gaveta da cômoda – mordi o lábio. – Deixa que eu pego – nada agradável ele abrindo minha gaveta de calcinhas.
-Eu pego.
-Eu pego – andei na frente.
-Algum problema?
-Não – praticamente corri até a cômoda e joguei um de seus shorts em sua mão.
-Hm – ele começou a se trocar. Tentei ignorar, e fazer o mesmo. Vesti minha camisola rosa da Barbie e comecei a fazer uma trança no meu cabelo que estava grande demais.
-Ah que coisa mais linda – ele riu – que criança.
-Para porra.
-Mas é...
-Vou tirar – revirei os olhos e fui para gaveta a procura de outra camisola.
-Se você tirar eu não vou deixar você por outra – ele sorriu maliciosamente. Sem pensar tirei e fiquei só de calcinha e sutiã. Ele andou até o meu lado e segurou a gaveta balançando a cabeça negativamente ainda sorrindo.
-Então ta – disse e me deitei na cama. Rapidamente ele se deitou ao meu lado após apagar o abajur me puxando para mais perto.
-É sério isso?
-O que?
-Você realmente acha que eu vou conseguir dormir com você de pau duro na minha barriga? – minha voz saiu aguda demais.
-Cabe a você dar um jeito nisso – ele puxou minha trança.
Sorri e me sentei na cama rapidamente. Sentei sobre sua ereção cuidadosamente lhe arrancado um gemido. Comecei a beijá-lo ferozmente sentindo seus pelos se arrepiarem ao meu toque. Passei a mão por seu peito nu e gemi em sua boca sentindo sua mão dentro de minha calcinha. Seus dedos me estimulavam urgentemente. Damon me jogou na cama e deitou em cima de mim. Ele começou a me beijar da ponta dos pés até chegar em minha virilha, rapidamente ele abaixou a minha calcinha e começou a beijar minha intimidade me fazendo gemer muito alto. Sua língua rodeou meu clitóris e me senti completamente molhada. Espasmos percorriam todo meu corpo enquanto ele continuava com sua caricia.
-Você tem noção de como você está excitada? – ele sussurrou com a voz rouca.
Balancei a cabeça negativamente e me coloquei sobre ele. Tirei seus shorts e libertei sua ereção. O chupei com força o ouvindo gemer cada vez mais alto a medida que aumentava a velocidade de meus movimentos. Suas mãos me afastaram de seu membro me fazendo parar.
-Não – ele disse e me fez sentar em sua ereção quase me penetrando. Senti seu membro roçando em minha intimidade e comecei a chegar mais perto querendo tê-lo dentro de mim. Joguei a cabeça para trás e me agarrei em seus cabelos me sentindo pronta para aquilo que eu temia. – Onde tem camisinha?
-Hm?
-Rápido – sua voz era rouca.
-Não tem – gemi.
-Filha da puta – ele me jogou na cama com força.
-Damon – choraminguei. Foda-se a camisinha.
-Não – ele colocou o travesseiro sobre sua ereção.
-Sim – grunhi o jogando no chão. Comecei a lamber sua ereção e depois o enfiei completamente em minha boca esperando que ele gozasse. Ele gemeu e o fez. Senti o líquido descer por minha garganta e mais uma vez não engasguei. Sorri satisfeita com meu dom. Rá-rá. Passei a língua por meus lábios.
-Você tem noção de que é segunda vez que isso acontece?
Fechei a cara.
-Sim.
-Se eu fosse o Christian eu te amarraria nessa cama agora e te foderia com força – Damon se virou de costas para mim.
-Desculpa – murmurei.
-Desculpa? Sexo interrompido envelhece mais que sol meu amor – sua voz era debochada.
-Desculpa – eu ri.
-Vai dormir.
-Boa noite – disse e me joguei em cima dele.
-Não vou te desejar boa noite – eu podia jurar que ele estava revirando os olhos.
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