Neighbors

12 Capítulo 12


Acordei com Damon pairando sobre mim, olhando diretamente em meus olhos. Corei.

–Bom dia – sussurrei.

–Bom dia – ele riu roçando o nariz na minha orelha.

Puta merda.

Será que eu disse alguma coisa dormindo?

E, o que eu disse? Por que ele estava daquele jeito?

–Eu quero você – ele disse e deu uma pausa para morder minha orelha e depois finalmente beijando meus lábios – Aqui e agora.

–Tina está dormindo aqui... — ele me silenciou com seus lábios.

–Foda-se – ele riu quebrando o beijo e começou a distribuir beijos por todo o meu pescoço.

Minha respiração estava ofegante. Puta que pariu, o que era aquilo? Damon tirou minha camisola interrompendo sua caria e depois voltou a beijar minha barriga, fazendo desenhos abstratos com a língua, descendo e subindo, me fazendo querer mais.

–Ah! – gemi sentindo todo o meu corpo se contorcer quando ele mordeu minha coxa.

–Então você realmente gosta de uma sacanagem diferente – ele riu enquanto seus dedos exploravam minha virilha. Puta merda. Damon puxou minha calcinha para o lado, e começou a beijar...lá. Me agarrei a seus cabelos sentindo uma sensação estranha que começava da ponta de meus dedos até o ultimo fio de cabelo de minha cabeça. Seus dedos ágeis estavam roçando em meu sexo me fazendo gritar de prazer.

–Hmm, você fica linda assim – ele disse e depois riu desabotoou meu sutiã com o dente. Passei a mão por suas costas fincando minhas unhas enquanto sentia sua mão massagear meu seio direito enquanto tinha o outro dentro de sua boca.

–Damon! – gemi jogando minha cabeça para trás. Ele me ignorou e continuou com sua caricia. Ah puta merda. O que era aquilo?

Foda-se. Pensei comigo mesma.

Sentei-me na cama e comecei a tirar seu short. Vendo o que eu queria, ele rapidamente me ajudou a se livrar rapidamente de suas roupas. Não hesitei em tirar sua boxer e sentir sua ereção roçando em minha virilha. Gemi em seu ouvido e o senti tremer. Seus dedos mais uma vez estavam em minha intimidade rodeando meu clitóris lentamente, e depois me penetrou me fazendo gemer alto. Seus lábios me silenciaram mais uma vez, famintos. Nossas línguas se namoravam com uma urgência sufocante. Minhas mãos estavam em seu peito nu, acariciando-o e arranhando ao mesmo tempo. Sua boca deixou a minha nós invertemos a posição. Sentei em seu quadril sentindo sua ereção em minha mão. Sorri de maneira sapeca e inclinei a cabeça para tê-lo em minha boca. Chupei seu membro com vontade enquanto via Damon se contorcer e gemer meu nome implorando para que eu não parasse. Sentindo-me um tanto má, passei minha língua por sua ereção e depois mordi meu lábio desfrutando de sua expressão de prazer. As mãos de Damon me puxaram para perto e depois quase arrancaram a raiz dos cabelos de minha nuca. Explorei seu pescoço depositando beijos úmidos ouvindo suspirar sempre que passava por sua orelha. Suas mãos agora estavam minhas nádegas a apalpando. Gemi em seu ouvido e o beijei outra vez. Seus dedos mais uma vez estavam dentro de mim e senti algo crescer dentro de mim fazendo todo o meu corpo tremer de prazer.

–Você está deliciosamente molhada Elena – Damon disse e me penetrou.


–Ah! – gritei ofegante e abri os olhos quando meu corpo se entregava a um orgasmo.

–Elena?! – Damon tinha os braços a minha volta.

Puta que pariu.

–Elena?! – ele chamou de novo, esperei minha respiração se acalmar para responder.

Foi só um sonho – disse a mim mesma. Porra, eu gozei dormindo.

–Você está bem? – sua expressão era preocupada – Você está quente – ele observou.

Claro que eu estou quente porra, queria o que? Revirei os olhos de raiva.

–Foi só um sonho – minha voz saiu pouca coisa mais alta que um sussurro.

–Tem certeza que você ta bem? – ele riu.

–Aham – disse me sentando na cama.

Eu estava deitada abraçada com ele! Puta merda.

Que eu não tenha falado dormindo. Que eu não tenha falado dormindo. Que eu não tenha falado dormindo – repeti pelo menos dez vezes mentalmente.

–Dormiu bem? – perguntei querendo ser educada, mas a pergunta soou irônica. Minha pulsação ainda não havia se estabilizado.

–Impossível com todo aquele – ah não... – barulho da chuva.

Ufa. Senti meus músculos se relaxarem.

–Achei que você ia falar falatório – disse levando a mão para limpar o suor em minha testa.

–Ah isso veio antes – ele abriu um largo sorriso.

Ah caralhos me fodam.

–O que eu disse? – perguntei com medo da resposta.

–Nada que eu não saiba – seus olhos tinham uma intensidade além do que o momento pedia. Perguntei-me se ele não estava me escondendo algo.

–Ah – ruborizei.

–Tina já fez nosso café – ele comentou.

–Já?!

–Aham, frutas e vitamina – pausa – eca.

–Hmm, eu gosto.

–Imaginei.

–Mas antes quero tomar um banho – estava colando devido ao meu sonho erótico. Maldito livro!

–Sinta-se em casa – Damon abriu meu sorriso preferido. – Vou usar o banheiro lá de baixo e te deixar a vontade.

–Obrigada – sorri timidamente e fui para o banheiro.

Depois de minha higiene matinal vesti meus shorts preferidos com uma blusa de manga pronta para ir tomar meu café da manhã.

–Meu neném! – Sophie estava brincando com as colchas em cima da cama. Ela miou quando me viu. Fui até ela e a peguei no colo. – Está com fome princesa?

–Ela já comeu – Damon disse atrás de mim. Mal havia percebido sua presença.

–Ah.

–Elena, impostasse se nós formos depois do café?

–Já? – disse desanimada.

–Melhor irmos por que está previsto mais chuva para hoje.

–Gr, fim de verão – resmunguei. – Tudo bem, estou aqui a sua disposição – literalmente.

–Então comemos e então vamos.

–De certa forma é melhor, por que ai me sobra tempo para arrumar as coisas para amanhã – lembrei com desgosto que meu tempo em casa acabaria no dia seguinte e o segui até a cozinha carregando a gata. A mesa estava cheia de frutas de todos os tipos, pães, sucos, vitaminas, geléias, o pacote completo. Fiquei pasma.

–Sirva-se.

–Para que isso tudo? – encolhi os ombros.

–Isso tudo o que?

Fiquei séria enquanto me sentava junto a ela. Perto demais até.

–Visita. – ele riu.

–Ah para com isso, não gosto que mudem as refeições por causa de mim – fechei a cara.

–Deixa eu te agradar cacete – cerrou os lábios.

Eu ri.

–Bom dia – uma mulher baixinha e morena com os cabelos negros presos num coque bem arrumado disse. Tina. Ela me parecia muito mais jovem do que realmente era devido ao seu enorme sorriso.

–Bom dia – respondi com um sorriso tímido.

–Bom dia – Damon riu.

–Ah como vocês formam um casal lindo! – ela suspirou. Corei.

Nós formamos um casal lindo. Rá-rá.

Esperei que Damon dissesse que somos só amigos, ele não o fez. Provavelmente esperando que eu dissesse, mas permaneci quieta. Nós nos encaramos, ambos ruborizados.

–Quer alguma coisa querida? – ela me perguntou.

–Não, obrigada – sorri.

–Certeza?

Assenti.

–E você meu filho?

–Estou bem – ele sorriu para ela – Obrigada pelo café.

–Ah que nada, você raramente vem aqui e fora que já faz muito me deixando ficar aqui.

–Não começa – ele riu e a morena se sentou para tomar café conosco.

–O que vão querer almoçar? – ela perguntou enquanto pegava uma fatia de pão integral.

–Na verdade já estamos indo embora.

–Mas já?!

–Elena tem faculdade amanhã, e o tempo pode voltar a ficar ruim.

–Vocês podem ir depois do almoço. – Tina tentou nos convencer.

–Eu realmente adoraria ficar e você sabe disso, mas – ele mordeu um morango depois de mergulhá-lo na nutella. – vai ficar tarde.

–Vai voltar quando?

–Não sei.

–Você também vem querida?

–Se o Damon deixar – sorri com simpatia.

–Ela vem – ele riu.

–Vou ficar esperando vocês. – pausa – E que não demorem, por favor.

–Assim que tiver um feriado vamos aparecer, prometo.

–Melhor assim – ela sorriu.

Terminamos o café em silêncio e depois arrumamos nossas coisas. Despedimo-nos de Tina, que me sussurrou um “tome conta dele para mim” em meu ouvido quando lhe dei um abraço. Dei um sorriso tímido em resposta e me sentei no banco do carona com Sophie no colo já pronta para as 5hrs de volta.