Need You Now
1 Capítulo Único - Need You Now
Notas iniciais
Arthur Kirkland tirou o celular do bolso, as mãos um tanto trêmulas, discando um número específico com uma certa dificuldade devido à tontura que sentia. Com o celular em uma mão e a garrafa de bebida na outra, ele tentava ligar para Francis Bonnefoy, o homem com quem ele tinha uma relação complicada. O loiro estava sentado no carpete vermelho que cobria o chão do corredor de um hotel, mais especificamente ao lado da porta do quarto do homem para quem ligava quase em desespero, bêbado e inegavelmente carente. Ele já havia dito que não ligaria, que não iria correr atrás daquele francês idiota, mas ele já não aguentava mais. Precisava dele. Naquele momento, ele precisava unica e desesperadamente dele.
Enquanto isso, do lado de dentro, Francis observava a vista de sua sacada. Já era mais de uma da manhã, mas o francês não conseguia dormir. Ele só podia pensar naquele maldito inglês incapaz de demonstrar o que realmente sentia por ele. Sinceramente? Ele estava aborrecido. Profundamente aborrecido. Na última briga entre eles, um mês antes, Arthur gritara e dissera que não iria ligar nem pedir desculpas. Francis sempre corria atrás do inglês, mas desta vez ele não se sentia confiante para fazê-lo. E se fosse tudo verdade? E se Arthur realmente o odiasse? O francês não podia aguentar nem a simples hipótese de Arthur odiá-lo. De não poder ficar perto daquele irritante porém adorável homem que roubara seu coração com admirável facilidade. Ele murmurou baixinho um xingamento, sentando-se no chão frio de sua sacada, admirando as estrelas e pensando o quanto queria que ele estivesse ao seu lado naquele momento. O francês suspirou, ouvindo o telefone tocar ali dentro do quarto. Ele não sentia nem a mínima vontade de fingir que estava bem naquele momento, então apenas ignorou os toques e fechou os olhos, a cor verde dos olhos de Arthur preenchendo sua mente. Após alguns toques, Francis pôde ouvir a própria voz na mensagem gravada da caixa-postal, dizendo para quem quer que estivesse ligando para deixar um recado.
-Hey frog. — disse uma voz ao telefone, ressoando no quarto fazendo o francês abrir os olhos rapidamente. Este se perguntava se estava ouvindo coisas, ou se estava louco. Arthur não podia estar deixando um recado na sua caixa-postal. Era impossível. — Sou eu, Arthur. — e com a confirmação do próprio, Francis se levantou, caminhando até o telefone e estendendo a mão para o objeto desejando desesperadamente ter coragem para atendê-lo. Mas o homem paralisou ali, observando o objeto como se pudesse ver através dele. — Eu sei que disse que não ía ligar... Que ironia não? Aqui estou eu. Bom, quando você ouvir este recado você provavelmente vai rir de mim. Afinal, eu realmente estou pagando de idiota ligando para você. Mas... Só dessa vez eu vou ser sincero com você. Ou com... A sua caixa-postal. Tanto faz. — Francis sorriu, admirado. Aquilo estava mesmo acontecendo? Arthur estava mesmo ligando para ele para se desculpar? — Eu estou sentado no chão de um corredor de hotel... Na porta do seu quarto... Olhando para ela e... Me perguntando se você estaria pensando em mim. Provavelmente não, creio eu. — Ah, se ele soubesse... Não. Espera. Ele estava ali?! Na sua porta?! Francis levantou o olhar por um momento para a porta, quase correndo até lá e agarrando seu amado. Mas ele não pôde. Apenas continuou ouvindo. — Eu... Eu disse que não ía te ligar... Mas eu perdi o controle... — ele estava... Chorando? Seu pequeno Arthur estava chorando? — Já passa de uma da manhã, eu estou bêbado na porta do seu quarto e preciso de você. Francis, eu... Eu preciso de você. Aqui. Agora. Por favor... — Francis cobriu a boca, surpreso, comovido ao perceber que Arthur chorava, implorando para que Francis ficasse com ele. — Por favor... Eu preciso de você... Eu sempre precisei, e sempre vou precisar. Eu amo você, seu frog maldito, e preciso de você agora. — Francis sorriu de orelha à orelha ao ouvir Arthur finalmente dizer o que realmente pensava. Agora tudo que o francês precisava fazer era ir até ele e fazer o que ele lhe pedia. — Me perdoe... Eu te amo... Adeus. — e ele desligou.
Francis passou os dedos pelos cabelos, sorrindo como nunca. Ele caminhou até a porta, abrindo-a para encontrar exatamente quem ele queria ver. Arthur. Ele estava de terno, mas estava todo desarrumado, chorando e bebendo jogado no chão do corredor. Francis parou na frente dele, fazendo-o levantar o olhar para ele, as lágrimas cessando pouco a pouco.
-F-Francis... — murmurou o inglês, corando. — Você... Ouviu?
-Ouvi.
-Oh. — murmurou Arthur. — Francis, eu... Eu... Me desculpe...
-Não se preocupe, mon amour. Eu também te amo, Arthur. Je t'aime. Mais do que tudo no mundo. — disse o francês, estendendo a mão para ajudá-lo a se levantar. Arthur aceitou, levantando-se com certa dificuldade, sua cabeça girando um pouco. Francis o ajudou, puxando-o para um abraço assim que o menor se postou firmemente de pé. Arthur o abraçou de volta sem hesitação, voltando a chorar em seus braços, sentindo o quanto precisava dele. Francis tirou a garrafa de bebida de sua mão, percebendo que o mais jovem nem havia bebido tanto assim. Deixou a garrafa no chão do corredor e pegou seu inglês no colo, levando-o para dentro devagar, deitando-o na cama e abraçando-o com todas as forças. Ele finalmente se sentia completo, sabendo que Arthur o amava de volta, então ele não pretendia soltá-lo tão cedo. Francis beijou sua testa, acariciando seus cabelos lentamente, a outra mão na cintura do inglês, que o abraçava, se acalmando aos poucos.
-Maldito frog... — sussurrou Arthur, tentando esconder em seu peito o rosto todo vermelho. Francis riu e levantou o queixo do inglês, encontrando o par de belos olhos verdes que tanto amava. Lentamente o francês trouxe o rosto dele para si, unindo seus lábios com suavidade. De início. Após um roçar inocente, o beijo foi se intensificando, ainda mais quando Arthur entreabriu os lábios, abrindo passagem para Francis. Eles se demoraram no beijo, ousando se separar depois de uma certa demora, á contragosto. Observando profundamente os olhos azuis do francês, Arthur corou e perguntou, timidamente:
-Francis... Você... Nunca vai me abandonar, certo? — Francis riu e disse:
-Claro que não, mon cher. Eu não poderia nem se quisesse. Á partir de agora eu sou seu, e só seu, se assim quiser. — Arthur corou um pouco mais e assentiu, sendo abraçado mais uma vez. Aos poucos seus olhos começaram a ceder ao sentir todo o seu corpo relaxar, querendo adormecer. Por um momento ele hesitou, mas em meio ao calor do francês junto a si ele sorriu, fechando os olhos, adormecendo nos seguros braços de seu amado Francis Bonnefoy.
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