Necromante
11 Capítulo 9: Exploração da Dungeon (Parte 3)
(PDV Umbra)
Eu estendi minha mão para os nagas que estão tentando fugir de mim. Da minha mão, uma névoa negra saiu, voando rapidamente para os nagas. Quando os atingiu, eles simplesmente apodreceram e se desfizeram rapidamente. Não sobraram nem mesmo os ossos.
— Mestre... como funciona essa sua magia?
Misaki me pergunta, um pouco assustada. Eu respondo calmamente.
— Eu vou te dar uma aula mais detalhada depois, mas isso é o básico da magia negra. Corrosão e apodrecimento. O mais básico da magia negra. Não é o tipo mais eficiente de ataque, já que a magia com melhor ataque é a magia vermelha, mas ainda assim tem um poder de matar alto.
— E-entendo...
Nós continuamos pelo palácio. Os nagas que estão aqui dentro são mais fortes dos que os de fora, e estão vestidos em armaduras melhores, assim como usando armas melhores. Eu não as estou coletando porque posso fazer armas e armaduras melhores.
Misaki me acompanha, andando atrás de mim, bem de perto. O palácio é bem grande, com largos corredores decorados e novos. Estamos indo na direção do centro do palácio, para onde eu sinto a presença do chefe.
Caminhamos rapidamente, sem perder tempo. Eu ainda não coletei nada que eu julgasse valioso de dentro desta Dungeon. Sinceramente, se eu fosse olhar com cuidado, eu poderia encontrar ouro em grandes quantidades, ou até mesmo metais sobrenaturais.
Porém, nenhum metal que eu possa encontrar aqui será melhor do que os metais que eu posso fazer por mim mesmo. Eu queria um pouco de mithril. Espera, mithril era famoso por ser chamado de prata mágica, então deve ter alguma semelhança, certo?
Eu deveria comprar alguns quilos de prata pura para fazer uns testes...
De qualquer forma, nós andamos por aí, e eu matei todos os nagas que eu encontrei. Conforme nós avançamos, eles aumentaram de tamanho e força. Não que eles fossem uma ameaça para mim. Todos morreram com um ataque meu.
Uma hora, um naga gigante avançou e baixou o machado na minha direção, querendo partir minha cabeça no meio. O naga tinha uns quatro metros de altura, e a lâmina do machado devia ser maior do que eu.
Movendo minha mão esquerda, eu acertei a lateral do machado, acertando com força o suficiente para entortar o metal e desarmar o naga, que olhou para mim com confusão e medo.
Mesmo que este corpo seja fraco comparado com antes, o golpe deste naga foi relativamente pesado... olhando par ele, eu sinto mana verde e um pouco de mana negra. Bem, é o suficiente. Meu anel se transformou no meu grimório e correntes negras saíram, acorrentando o naga.
Rapidamente, ele foi sugado para dentro do meu grimório, silvando em desespero.
— Mestre, v-v-v-você capturou o naga...
— Sim, eu senti magia negra vindo dele. Ao que parece os nagas deste lugar tem origem mais sinistra do que eu imaginei. Eu deveria saber por causa dos zumbis do lado de fora.
Eu já expliquei para Misaki como os grimórios funcionam.
— O motivo de eu o capturar é porque ele tem mana negra dentro dele. Dentro do meu grimório, eu vou poder alimentá-lo com mana negra, e ele vai poder evoluir em uma criatura mais forte. Depois eu vou te instruir em criação de criaturas, quando nós estivermos de volta na Inglaterra.
— Entendido, Mestre!
Ela responde. Nós continuamos. No final das contas, eu capturo mais três nagas do mesmo tamanho que o primeiro. Eu mato o resto, já que eu encontrei somente esses quatro com magia negra dentro deles. Eu estou animado para ver que tipo de chefe tem nesta Dungeon! Afinal de contas, o lado de fora está cheio de zumbis, frutos de magia negra.
Isso significa que tem alguma criatura com mana negra aqui dentro, com uma quantidade suficiente para vazar e criar os zumbis... espera, os Ro-lang são normalmente criados por alguém para servir... e eu não sinto mana negra no ar, aa não ser pela que é naturalmente gerada por locais escuros.
... Eu estou tendo um pressentimento de que eu vou achar algo interessante aqui!
Depois de mais uma hora andando, nós chegamos até uma porta dupla gigantesca, com cerca de vinte metros de altura. Eu olho para cima.
— É grande. – eu comento.
— Sim, é grande. – Misaki responde.
Nós nos sentamos para descansar. Eu estou bem, mas Misaki não, ela está bem cansada. De dentro da minha sombra, eu tiro duas garrafas de água, jogando uma para ela. Enquanto ela abre a garrafa, ela comenta.
— Mestre, como você consegue guardar coisas na sua sombra?
— Hum? Ah, isso é uma magia composta. Eu vou te ensinar depois, mas por enquanto eu vou te dar o básico. Misturando dois atributos e magias de ambos, você é capaz de cria uma magia composta capaz de algo mas preciso e útil. Como essa magia, uma mistura de magia negra e neutra, eu posso armazenar coisas dentro da minha sombra como um espaço extra.
— Oh, isso é realmente útil!
— Sim. Então, como está se sentindo?
Ela sorri e diz animada.
— Pronta para continuar!
— Ótimo. Eu realmente quero dar uma olhada no que tem dentro desta sala.
Nós nos levantamos. Eu toco na porta, e ela abre para dentro sem fazer som algum. A sala é escura, eu não posso ver nada lá dentro. Eu seguro a mão de Misaki antes de entrar, dizendo para ela.
— Eu não faço ideia do que tem ali dentro, e neste escuro você pode se afastar de mim sem saber. Se quiser viver, segura minha mão.
— S-sim Mestre...
Nós entramos na sala escura. É, eu não vejo nada. Depois de andarmos um pouco, a porta se fecha atrás nós cm um estrondo. Tochas com chamas poderosas que iluminam a sala se acendem uma a uma.
Agora que podemos enxergar a sala, eu noto como a sala é gigantesca. Pelo menos cem metros de altura, e cerca de quase um quilometro de extensão de ponta a ponta. No fundo da sala, em um enorme trono, com cerca de quarenta metros de altura, um naga se senta no trono.
Ele é grande, como eu disse antes, cerca de quarenta metros de altura. Corpo longo, um pouco mais de cem metros. Escamas verde-escuras, corpo superior esguio e capuz igual ao de uma naja. Cabeça de cobra, com a parte humana do corpo enfeitada em várias joias. Cada mão dos quatro braços está segurando armas.
Em suas mãos superiores, ele está segurando espadas. Na mão inferior esquerda, ele está segurando um vajra, uma arma indiana comum. Na mão inferior direita inferior, ele segura um cajado, cheio de runas. Esse cara... eu sinto uma enorme quantidade de mana negra e pouca mana verde.
Eu quero. Eu quero pegar esse monstro! Ele é meio fraco comparado com as criaturas do meu mundo, mas o potencial dele é enorme! Ele se levanta do trono, e ruge, fazendo o chão tremer. Ora ora, eu não sabia que cobras tinham cordas vocais. Bem, ele é um naga...
Enfim, ele move o cajado, e um enorme círculo mágico surge. Do círculo, vários Ro-lang surgem. Oh, ele é um necromante. Deve ser por causa dele que tem aqueles Ro-lang do lado de fora. Que seja, levantando minha mão, eu digo:
— [Holy Smite]! (Golpe Sagrado)
Um grande raio de luz caiu do teto, como se viesse do céu. A luz atinge o chão com força, rachando o piso. Todos os mortos-vivos que são iluminados simplesmente se desfazem como ar. Como esperado da magia sagrada, magia negra não tem nenhuma chance. Quando o pilar de luz some, o naga gigantesco está com várias partes da pele queimadas, ferido e mal aguentando em pé.
— O-o que aconteceu?
Misaki me pergunta.
— Magia sagrada. Magia negra é fraca contra magia branca e vice-versa. É uma questão de equilíbrio. Luz em excesso destrói as sombras, enquanto em muita escuridão a luz simplesmente é devorada. Ele está ferido deste jeito devido a natureza dele, que é quase puramente mana negra.
O naga ruge, se movendo na nossa direção. Uma luz branca se espalha no chão a partir dos meus pés, e correntes de luz saem dela, se envolvendo no naga, que imediatamente cai no chão, rugindo de dor enquanto a pele dele solta fumaça negra onde as correntes tocam. Para um ser da escuridão, não tem dor maior do que ser tocado pela luz.
— Agora que ele está no chão, vamos captura-lo.
Eu estico minha mão direita fechada na direção do naga, apontando meu anel. Eu quero ver se ainda consigo absorver criaturas para meu grimório mesmo ainda em forma de anel. Uma nuvem negra se formou em frente ao meu anel, e dessa névoa, várias correntes negras saíram, se envolvendo no naga e o sugando para dentro da pequena névoa. Oh, funciona!
— Excelente, nosso trabalho aqui acabou.
— T-tão rápido...
— É assim que os poderosos fazem. Vamos, eu quero tomar um bom banho.
(Vajra)
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