Necromante

17 Capítulo 14: Eu Não Sou o Filho Dela!


Notas iniciais
Primeiro capítulo escrito no celular!

(PDV Umbra)

Depois de algum tempo no ar, nós chegamos em Rausu pelo começo da tarde. É o começo do inverno, e em Hokkaido está nevando. Conforme aterrissamos, eu coloco a opção dos pneus de neve e gelo, com pequenos espinhos que perfuram o gelo e são mais aderentes, exclusivos deste carro.

Afinal, até mesmo as rodas são feitas de metal preto que se assemelha a borracha em aparência. Ao invés de usar magia para trocar de roupa, eu ensino Misaki a usar a opção do carro de trocar de roupas. Este carro tem tantas funções que ele pode funcionar até mesmo como uma casa temporária.

Por exemplo, a opção que tira os bancos, cobre o chão com Tatami e invoca um kotatsu. A razão de ter tantas coisas é porque ele tem um espaço de sombra da mesma forma que eu tenho, e ele pode usar para armazenar itens como eu uso. E tem espaço o suficiente para armazenar uma casa inteira. Depois eu planejo adicionar uma função de expansão de espaço, para fazer o espaço do carro maior por dentro, que nem no filme do Harry Potter.

Mas isso é para outra hora. E sinceramente, eu quero fazer espaço somente para mais quatro pessoas e uma estante baixa de mangás, assim como um forninho elétrico para refeições e esquentar água para o chá.

Enfim, seguindo as direções de Misaki, eu dirijo pela pequena cidade de somente seis mil habitantes. Vestindo nossas roupas de frio, saímos do carro. Misaki mudou para um casaco normal e calças mais grossas, assim como botas para neve.

Eu mantenho minhas roupas, colocando somente um casaco por cima, preto por fora e vermelho por dentro. Ele protege bem do frio, e eu modifico as solas dos meus sapatos, que são feitas de metal especial, para serem mais aderentes por causa dos pinos, usando magia. Claro que minhas roupas são especiais, afinal, elas oferecem proteção mágica e eu posso mudar a forma delas constantemente.

E também, roupas sociais e profissionais são mais do meu gosto, já que eu fico muito bem nelas. A casa dos pais da Misaki tem dois andares, e é um pouco afastada das outras, com vista para o mar com a floresta em volta. está nevando, e o vento que vem do mar é muito gelado.

— É uma bela casa.

Eu comento. Misaki sorri, tocando o cabelo que dança no vento. O cabelo nela combina com o local, banco, como a neve que está caindo agora e cobrindo tudo a nossa volta. Misaki vai na frene, batendo na porta.

— Já vou!

Uma voz de mulher vem de dentro da casa. Parece uma mulher adulta. Daí ela abre a porta. Ela parece Misaki, só que mais velha e com cabelos castanhos, levemente grisalhos e com linhas de expressão.

Vendo Misaki, ela sorriu, extremamente feliz.

— Misa-chan! Você voltou! Nossa, já faz tanto tempo!

— Estou de volta, Kaa-san.

Ela disse, um pouco vermelha. A mãe dela me notou. Por um momento, ela não disse nada, então eu sorri e acenei. Ela olhou para Misaki com um sorriso no rosto e perguntou:

— Seu filho?

— Não!

Ela respondeu, quase gritando.

— Enfim, Kaa-san, o Tou-chan está em casa?!

— Ah sim! Ele está! Por favor, entrem!

Ela nos deixou entrar. Tirando nossos sapatos na entrada, nós entramos na casa quente. Pendurando meu casaco, eu segui Misaki e sua mãe para dentro da casa. Enquanto ela nos guia pela casa, a mãe da Misaki comenta:

— Sua irmã mais nova também está aqui.

— Ah! Que bom! Eu senti saudade da Mikan.

Oh, então ela tem uma irmã mais nova chamada Mikan. Legal, eu não sabia. Enfim nós chegamos na sala, onde, na frente da tv, tem um kotatsu com duas pessoas sentadas com as pernas embaixo dele. Um deles é um homem de meia idade, com cabelos brancos. A outra pessoa é uma garota.

Ela parece ter... quinze? Ela é muito parecida com Misaki, com cabelo cortado na altura dos ombros e brancos como a neve. Vendo Misaki, a garota, presumivelmente Mikan, levanta e vem correndo, pulando no peito de Misaki:

— Nee-sama! Que saudade!

Misaki pega a garota e a abraça. Misaki é mais alta que ela, e apertando-a gentilmente, ela diz:

— Eu também senti saudade, Mikan. Tou-san, já faz um tempo.

Ela fala com o homem de meia idade, que sorri gentilmente.

— Bem-vinda de volta, Misaki.

E então, os dois notam minha presença. Novamente, eles demoram um segundo para reagir, e o pai de Misaki pergunta:

— Seu filho?

— NÃO! Ele não é meu filho!

Ok, agora é a minha deixa!

— Exatamente! Eu não sou o filho dela! Sou o namorado!

Eu exclamo, colocando as mãos na cintura e estufando o peito, sorrindo com orgulho. Os três ficaram sem entender então não reagiram, mas Misaki imediatamente ficou extremamente vermelha e falou bem alto, quase gritando:

— Shishou! Não diga algo assim!

Eu comecei a rir, vendo o rosto vermelho de Misaki. As reações dela são sempre tão interessantes que eu não consigo me conter em implicar com ela. Vendo o rosto confuso da família dela, eu percebo que tenho muito a explicar.

(alguns minutos depois)

Sentado com minhas peras para baixo do kotatsu, eu respondo ás perguntas de Mikan.

— Você é o professor de magia que eu ouvi da minha Nee-sama, certo?

— Sim. – eu tomei um gole de chá.

— E vocês vão te que ficar juntos enquanto estão aqui em casa, certo?

— Sim.

— Porque?

— A culpa é da Misaki. Ela que desestabilizou o artefato que eu dei a ela exagerando na quantidade de poder.

Ela corou ainda mais e respondeu. Eu belisquei a coxa dela, fazendo ela soltar um “ai!”

— Eu disse para você se conter, mas você acabou se animando demais de qualquer jeito. Agora você não pode ficar longe de mim, ou seu artefato vai desestabilizar de vez e explodir. Omo ele está dentro do seu corpo, eu não acho que vice vai querer isso.

— Ugh!

Ela fez uma cara amarga. Reclinando nela, eu mordi o biscoito de arroz. Sim, no momento eu estou sentado no colo de Misaki, com a família dela olhando com uma cara estranha. Bem, somente a irmã dela está nos olhando assim. Os pais dela estão sorrindo calorosamente, vendo nossa cena.

— Ah! Desculpe, eu ainda não me apresentei. Meu nome é Umbra Vane, eu estou cuidando de Misaki como professor. Prazer em conhece-los.

Eu disse, me curvando levemente. A primeira a falar foi a mãe de Misaki depois de sorrir novamente.

— Prazer em conhece-lo, Umbra-sensei. Meu nome é Misasagi Himeno, mãe da Misaki. Obrigado por tomar conta da nossa filha.

— Prazer em conhece-lo, Umbra-sensei. Meu nome é Misasagi Makoto, pai da Misaki. Da mesma forma, agradeço por cuidar da nossa filha.

Eles me chamaram de sensei. Será que é porquê eu estou agindo como um para Misaki? Ou porquê eles acham engraçado ver uma criança parecendo tão madura? A irmã de Misaki hesita um pouco antes de dizer:

— M-meu nome é Misasagi Mikan, prazer em conhece-lo, Umbra-sensei.

Diz, um pouco alerta. Bem, eu não possoculpá-la. Uma criança como eu com certeza não passa muita segurança. Depois de comermos a janta deliciosa feita pela mãe de Misaki, que foi deliciosa.

Depois da refeição, conversamos um pouco sobre nossa estadia no Japão. Mesmo que esteja anoitecendo, eu é Misaki ainda temos algumas coisas para fazer. Mais principalmente, procurar um local apropriado para erguer a ilha.

Eu também tenho que comprar uma propriedade na área para montar um laboratório. É ineficiente ter somente um laboratório na Inglaterra. Prometendo voltar logo, nos saímos e entramos no carro, voando de volta para Tokyo.