Ne me quitte pas
5 O beijo
Notas iniciais
A Albina, que acabara de revelar seus vastos poderes, se movia um pouco, e encarava seu professor... Sua feição de honra era muito notável, tanto que ele sorriu para Mirajane, o que a deixou levemente corada, mesmo com toda aquela malignidade nela. Ah, e que sorriso... A Maga virava-se, não querendo demonstrar sua vergonha, e lá foi ele ao encontro dela, com seu cachecol vermelho destacando-se em meio a tantos aflitos passados ali...
Strider por sua vez, foi se aproximando cada vez mais de Mirajane, admirando sua silhueta perfeita, certamente invejada por muitas mulheres e desejada por muitos homens. Bem perto da garota, que era mais baixa que ele, o Ninja a envolveu com seus fortes braços, alisando e apalpando sua cintura com vontade e muita ternura, aliás. Abraçou-a, apoiando seu queixo no ombro da moça, podendo sentir seu doce perfume exalar, e percorrer pelas vias aéreas do rapaz, falhando-lhe rapidamente a respiração, que se focava apenas num aroma, que passava a conhecer muito bem desde a encontrou.
A menina de cabelos esbranquiçados, arrepiou e rubrou-se toda quando percebeu que estava sendo abraçada por seu professor, no caso, Sr. Hiryu. Sua pele morena tentadora reluzia ao ver da Maga, e a atraía intensamente, fazendo-a não poder controlar os próprios atos. Retribuiu aquele envolvente abraço dele, cingindo seus braços que contornavam-a. Invergou o pescoço, que passou a encostar no corpo de Strider, e o fitou numa expressão confusa, não sabendo assimilar seus sentimentos com clareza. Apenas fechou os olhos, que repentinamente, haviam se enchido de lágrimas, sem motivo concreto, então, as mesmas escorreram sem hesitar, pelo rosto branco da garota. Sua cicatriz sumia de suas palpébras, e ela passava a chorar sigilosamente. Estava numa guerra mental contra a própria vontade, e não sabia se aquilo era certo...
( Strider POV's On )
O que restou-me foi secar as lágrimas dela, e abraçá-la o mais forte que podia. A destra percorria pelo rosto bem desenhado de Mira, e embaixo de seus olhos, que haviam resíduos de lágrimas, passou os polegares com delicadeza, tentando fazer com que a mesma parasse de chorar. Meu coração passou a palpitar diferentemente, como se fosse um ritmo novo, uma nova dança cardíaca. Talvez eu estivesse descobrindo um novo sentimento, algo que nunca havia sentido antes. Admito... Meu corpo ardia em amor por aquela mulher. E que mulher... Tudo nela combinava e se encaixava perfeitamente. Desde a cor de seus cabelos, até a forma que seus pelos se arrepiavam apenas com um singelo toque meu. Eu estava apaixonado, não tinha como evitar. Tão pouco tempo, e eu a queria pra mim, só pra mim... Que mulher... Que me deixava avoado, totalmente fora de mim. Que pele aveludada era aquela, cheirosa, macia... Meu Deus, eu a quero tanto! Não me importo se foram menos de 24 horas, é como se tivessem sido anos. Décadas. Séculos. Um sentimento que eu percebia que era recíproco, e que eu devia prosseguir, incansavelmente, sem pensar em mais nada. Desejava tanto aqueles lábios, que minha respiração já não era a mesma... Ofegava só de pensar...
— Lady, não chore, por favor... Você perguntou quem eu sou, mas se esqueceu que me conhece mais do que ninguém. Fui atrás de você durante a madrugada... Você estava lendo sobre mim em seu notebook... Você queria saber quem eu era a todo custo... Mas você me conhece. Sempre me conheceu. Estamos em perfeita sintonia... Não importa se sou um Ninja Mercenário e você a Maga Mais Cobiçada do mundo... E muito menos me importa quanto tempo nos conhecemos... Eu só... — fui interrompido por mim mesmo, que auto-pedia para parar de falar. Parar de dizer coisas amorosas. Era inevitável. Sempre acontecia.
Que se dane... Não faz diferença. Não vou me obedecer... Estou seguindo meus instintos...
— O silêncio majestoso se apossou das falas do Ninja, que logo voltava a se proferir — Érrr... Eu só quero que me entenda, que não quero que se vá. Você parece tão frágil, suas lágrimas de alguém que sofreu tanto quanto eu... Eu preciso cuidar de você... Por favor, não chore... Pequena... — Sussurrei com a voz levemente embargada. Queria me desculpar por falar tantas besteiras. Já não sabia o que ia ser daqui pra frente... Mas deduzia que iria levar um baita fora, pra variar.
De repente, ela se soltou de meu abraço, parecia que minhas palavras foram em vão. Elevou sua magia, e voltou ao normal. Com aquele vestidinho meigo, do qual eu gostei muito, pois realçava a pele dela. Pegou na minha mão, e entralaçou nossos dedos, enquanto ainda chorava baixinho. Apertou com toda sua força meus dedos, e se aproximou tanto, na pontinha do pé, que senti nossos lábios darem uma leve roçada uns nos outros. Não me contive... Ela estava cedendo... Parecia destruída... E eu, adoraria reconstruí-lá novamente, pedacinho por pedacinho...
Agarrei-a pela cintura, sem pressa, e a juntei a mim. Fui chegando devagarzinho, pedindo a liberdade para tocá-la e encantá-la... E finalmente nossos lábios se encontraram. De início, ela parecia recusar aquilo, mantendo sua boca fechada. Pedi em silêncio, mas com jeitinho, e a Albina cedeu aos meus carinhos, dando-me passagem para adentrar com a língua em sua pequena boca.
Aqueles pequenos braços abraçaram meu pescoço, e eu, enfraquecia só de pensar que estava realmente beijando aquela mulher tão maravilhosa.
( Mirajane POV's On )
Eu estava em prantos. Não sabia o que falar nem o que fazer. Estava sendo conduzida a algo que eu duvidava desde o começo... Mas como não ceder a alguém tão perfeito como aquele homem? Eu era um monstro, tanto que a mim foi concedida a Alma do Satã... Meu coração doía e palpitava dolorosamente, enquanto ele amenizava toda aquela dor com um beijo... A língua dele, da qual eu havia dado passagem, explorava todo a extensão da minha boca, e por cada canto quanto que passava, parecia deixar escrito: "Propriedade de Strider."
Retribuí com vontade seu beijo e seus encantos, entrelaçando nossas línguas, que se entrosaram rapidamente. Como nossa dança, criei um ritmo em minha mente, e o desenvolvi sobre os lábios de Strider. Nossas salivas se fundiam como ácidos, e por fim, viravam líquidos alcalinos, totalmente doces e viciantes. O gosto de sua boca era tão bom, que o tempo foi passando e nos fomos nos beijando incansavelmente, por longos minutos. Ao cessar aquilo, estávamos ofegantes, e nos encarávamos corados, como dois adolescentes apaixonados.
Fitá-lo era como contemplar uma arte. Uma pintura... Perfeita. Traçada perfeitamente, e colorida perfeitamente. Aqueles olhos eram tão embreantes que eu me perdia neles, como se fossem a imensidão da Via Láctea. Pareciam o grande Oceano Pacífico, e eu, se não pudesse tê-lo, me afogaria ali. Ele sussurrava o quanto estava gostando de mim diversas vezes, com um lindo sorriso sincero no rosto. Strider parecia feliz, eu queria que aquilo se mantivesse daquela forma. Me deu um selinho bem demorado, cheio de carinho, enquanto segurou minha mão, acariciando as costas da mesma com o polegar.
Refleti por um momento, o quão sortuda fui de encontrá-lo na rua... E tive que desabafar. Os olhos estavam vermelhos de tanto ter chorado baixinho, mas ainda sim clamavam por afeição. A voz estava embargada, e os lábios marcados por um beijo apaixonado que havia recebido.
— S–Strider... — sussurrou num tom desajeitado. — Você está me fazendo bem... É o que importa, sim? Mas ainda me confunde... Entende...? Precisamos conversar... Talvez... Nos conhecer mais, sabe? Vamos com calma... Ok? O Evento das Luminárias hoje será uma ótima oportunidade para nos resolvermos...
A feição do rapaz mudou. Parecia decidido a algo quando mencionei o Evento que havia dito mais cedo. Trinta mil luminárias... Há algo mais romântico do que ver 30.000 Luminárias sendo soltas no ar em uma noite límpida e de céu estrelado? Creio eu que não. Pelo menos, não aqui em Magnólia.
Após ouvir-me, Strider sorriu de canto a canto. Seus olhos brilhavam como nunca, e eu não pude deixar de acompanhar sua felicidade.
Mas ainda passava pela minha cabeça... Aquilo era realmente correto? O que meus irmãos achariam daquilo? Poxa... O fato de nos conhecermos a menos de um dia, claramente dificultava tudo. Porém, que mal tem quando faz bem? Nenhum, né? Eu prometo tentar fazer com que isso dê certo...
~ Magnólia, 19h00, fim de tarde, frio e nublado ~
Depois daquele beijo, eu e Strider não dançamos mais. Estávamos no meu escritório, compartilhando histórias de nossas vidas, sentados em cadeiras de executivos. Toda vez que eu relembrava um de meus contos particulares, Strider não deixava de mencionar o quanto gostava de me ver rindo e sorrindo, e do quanto me achava linda.
Era como nos conhecêssemos a muito tempo... Nunca pareceu menos de vinte e quatro horas. Talvez nós tivéssemos nos encontrado em outras vidas. Não deixava de acreditar nisso. Por ser Maga, acreditava muito no Horóscopo, e principalmente em Deuses.
Por fim, Strider me contou uma de suas missões mais peculiares, o que me deixou um pouco intrigada.
— Eu fui recrutado para uma missão bem difícil. E... Tive que invadir uma grande estação de metrô, que já estava abandonada a alguns anos. Meu primeiro alvo foi uma moça que trajava vestes verde escuro, com um decote bem exagerado. Ela tinha alto controle sobre eletricidade, mas consegui derrotá-la. Depois disso... Até chegar ao Chefe de toda uma baderna interna com as ordens de um "Governo" Mundial, tive que passar por muitas moças incrivelmente fortes. — disse ele, logo citando uma de suas frases num tom totalmente sério e rígido. — Você está mandando brinquedos para a batalha? Tsc... — falou, me fazendo estremecer por inteira. Que voz era aquela... Eu não sei se sentia medo ou admiração por aquela entonação grossa e rouca.
Quantas moças ele "derrotou" durante essa missão? Pela minha expressão, com certeza era bem reparável que estava me desdenhando em ciúmes. Ele riu, e se levantou, vindo em minha direção, do outro lado da escrivaninha. Me abraçou, e encheu minhas bochechas de beijos estalados. Ah... Me desfiz em amor em milésimos, deixando-o apaixonar-me com todos seus frequentes encantos.
Por fim, lembrei de que o Evento das 30.000 Luminárias já estava pra começar, e que precisávamos nos aprontar e ir. Strider, que estava me abraçando, se desfez do mesmo, dando leves batidinhas na regata justa que usava, que até então estava amassada. Fiquei admirando cada traço de seus músculos bem definidos. Tão definidos... Que pela sua camisa daria pra ver os gomos perfeitos em sua barriga. Babava mentalmente só imaginando o mesmo sem aqueles panos justos, e meu Deus, eu estava ficando maluca. Sorri, distraída com a vida, mas logo me ergui da cadeira de executiva da qual sempre me sentava pra resolver problemas temporários. O Ninja logo tocou no assunto do evento, me chamando atenção.
— Ei, Mira. Hoje tem aquele evento no parque... Nós vamos, sim? — disse em tom duvidoso, de quem esperava uma resposta convincente.
— Claro que vamos... Mas... Você podia esperar um pouquinho? Eu gostaria de me... trocar. Heh. — disse enquanto sorriu de canto.
— Ah, tudo bem! Eu espero. Não demore muito, Lady. — murmurrou, agravando meus batimentos cardíacos que já estavam descompassados.
Fui para o meu quarto, escolher um look que combinasse com aquele evento. Aí que me veio a cabeça; Por que não usar algo simples e sensual, sem exagerar? Isso. Era isso que eu iria fazer.
Peguei uma saia rodada preta, uma regatinha de seda branca com alguns detalhes de renda preta, uma meia três quartos preta e levemente transparente também, e um salto plataforma preto fosco.
Me troquei rapidamente, e em jogo, coloquei um batom vermelho mate, que destacava meus pequenos lábios cor de rosa.
Em alguns minutos, voltei para o escritório, e Strider não estava mais lá. Aproveitei a ausência do mesmo, e joguei meus cabelos para o lado, ficando com uma aura "poderosa".
Passei a andar pela casa, procurando-o, até que quando cheguei a sala, vi que o homem que o Ninja havia lacerado já não estava mais ali. Muito menos ele. Voltei a procurá-lo, e o achei no jardim dos fundos, com vestes diferentes. Parei na porta que ligava a cozinha ao quintal, e a luz incandescente iluminou meu rosto, que fitava Strider que se mantinha de costas. Logo, resolvi falar, chamando-o.
— Strider... Estou pronta. — disse um pouco alto, para que ele ouvisse.
Somente avistei um olhar desesperado me secando por inteira. Ele estava me comendo com os olhos... Literalmente. Foi se aproximando, com sua blusa social amarelo claro lisa e sua calça jeans com alguns rasgos. Sua mão coçava os cabelos, parecia sem graça. Mesmo com saltos, ele conseguia ser mais alto que eu.
Me encarou levemente corado, e sorriu, ainda coçando os cabelos. Logo sussurrou, com sua voz grossa que abalava com a minha estrutura.
— Você está esplêndida, My Lady. Maravilhosa como sempre... — disse me erguendo a mão, que logo peguei sem hesitar. — Chamei um táxi para nos buscar, tem algum problema? — perguntou, ainda sem jeito.
— Sem problema algum, Strider! É até melhor... Já que estou de saltos e não quero andar pelas calçadas desconcertadas de Magnólia me equilibrando em 6 centímetros de agulha. — riu, após dizer tais palavras. Ele riu junto, e me direcionou para o quintal, e logo depois para a rua.
O táxi estava a nossa espera. O motorista logo me olhou, ficando de queixo caído. Claramente, já me conhecia, e por isso ficou naquele estado. Strider abriu a porta para mim, e eu me sentei nos bancos de trás do carro. Ele foi na frente, enquanto conversava com o piloto. Me mantinha quietinha ali, sem nem me mover, apenas brincando com o cinto de segurança, observando o lindo pôr do sol do dia pelas janelas do automóvel.
Chegávamos ao local em menos de 15 minutos, e o Ninja pagava o motorista pela corrida. Abria a porta para mim novamente, que descia sem pressa, enquanto ele segurava minha mão, e agradecia ao rapaz por ter nos trazido até Sul Gate Park.
( Strider POV's On )
O homem nos guiou para o Parque em alguns minutos, e lá chegamos rapidamente. Fitei Mira, que estava incrivelmente maravilhosa. E sensual... Não podia disfarçar meu desejo pelo seu lindo corpo. Nunca admiti, mas amo mulheres de meia-calça ou meia três-quartos transparente. Ela estava muito sexy, parecia até provocação. Ok... Pare de babar, Hiryu. Vamos ao que interessa.
Fomos adentrando o Parque, que por acaso já estava bem cheio por conta do evento. Andamos um pouco, compramos maçãs do amor, e garrafas de Fiji. Durante o caminho até o lago, Mirajane me contou o quanto gostava das águas Fiji. E realmente gostava! Bebeu sua água em pouquíssimo tempo desde que compramos-a. Se deliciou com a maçã que tinha uma calda doce como cobertura, e eu, sempre arranjando desculpas para tentar beijá-la. Avisava-a: "Mira, está sujo no canto de sua boca" e ouvia um: "Oh, obrigada Strider. Eu mesma limpo, não se preocupe".
Quando chegamos ao lago, nas margens do mesmo só pude avistar vários e incontáveis casais. Haviam muitos mesmo, esperando o Evento começar. Aquilo me empolgava, a noite aparentava ser longa.
Eu e Mira, ficávamos de pé, observando o pôr de sol ir embora lentamente. Todos batiam palmas a luz falhada e laranja do Sol que se punha, dando um novo sentido a todos amores que se encontravam ali. Não fomos diferentes, aplaudimos o astro Sol que refletia nas águas do lago, junto aos ventos que davam movimentos as cores vivas do azul da água, e o laranja da grande estrela solar.
( Mirajane POV's On )
O pôr do sol estava realmente lindo, não podia negar. Todos aplaudiam o mesmo enquanto se punha, e vários casais se beijavam, rodeados por uma linda paisagem.
Strider olhou para mim, e sorriu. Sorriu de canto a canto, e me abraçou, me acomodando em seu peito. Pude ouvir os seus batimentos sem ritmo, que para meus ouvidos, era uma bela canção de amor. Logo, ergui meu rosto, que o Ninja acariciava e alisava delicadamente, me fitando com seus lindos olhos azuis, que me hipnotizavam. Não pude não correspondê-lo, e o fitei também, com um leve sorriso estampado no rosto.
Contudo, para Hiryu não foi o suficiente para comemorar a bela ida do astro Sol. Levou uma de suas mãos até minha nuca, por debaixo de meus cabelos, e com a outra, foi emoldurando minhas curvas até alcançar a cintura e pegá-lá firmemente. Aproximou seu rosto do meu, e fez-me fechar os olhos instantaneamente, esperando um gracioso beijo. Porém, não foi como esperado. Me puxou aos poucos para um pouco longe daquela multidão, já que as pessoas se concentravam apenas naquele lugar no parque. Passou pelos ipês brancos, já longe dos casais, e me encostou num muro alto do parque, não me soltando de jeito algum. Mantinha o sorriso no rosto, que pra mim, tinha uma pitada de sadismo. Não pude deixar de corar, tanto que fiquei sem reação alguma.
Ele ainda segurava em minha nuca, e eu, que estava sem reação, roçava as coxas levemente nuas ( por a meia ser três quartos, ela não cobria totalmente minhas coxas, só até menos que na metade delas. ) uma na outra, num ato de vergonha. Logo, o Ninja levou os lábios até o lóbulo de minha orelha, e sussurrou sensualmente:
— Suas vestes parecem provocação. Você está muito tentadora hoje... Se eu não resistir, me desculpe, não será um erro, e sim um instinto. — disse num tom baixo, para que somente eu pudesse ouvir. Sua voz era rouca, e sua respiração falhava. Parecia ansioso.
Em seguida, eu o respondi. Já estava fora de mim, e não pude resistir aos seus encantos. Se eu cedesse, seria um pecado temporário. Era tampouco importante o tempo que nos conhecíamos... Nossas seduções se encontravam e se assemelhavam.
— M-Minhas vestes não estão provocativas. Eu não as vesti de propósito. Quis apenas causar e passar uma boa impressão para ti e para todas as pessoas que me olhassem aqui... — Gaguejei envergonhada, enquanto desviava o olhar para o lado. Corava como um pimentão, e já estava ciente de onde ele provavelmente não estava hesitando em chegar.
Minha resposta foi o suficiente para que ele me agarrasse com cuidado e me tomasse pelos lábios, num beijo quente e cheio de excitação.
O que estava acontecendo? Eu não tinha controle sobre mim. Só ia o correspondendo e correspondendo, e aquilo ia ficando cada vez mais quente. Ambas as línguas que tinha passagem em nossas bocas, brincavam e se roçavam devagarzinho, e ambos os lábios eram puxados com os dentes carinhosamente. Era muito prazeroso beijá-lo, ele fazia aquilo muito bem.
O que parecia instigar ele eram os meus baixos e leves gemidos abafados pelo beijo, tanto que quanto mais eu os soltava, mais ele me apertava contra seu corpo, segurando minha nuca, e agora acariciando minha cintura por dentro da regata.
– Mmmm...Hmmmm...A-Ahmmm... — breves, leves, e baixos. Eram os pequenos gemidos que eu soltava. Instigantes o suficiente para fazer ele ter uma considerável ereção, que encostava um pouco em mim.
As batidas frenéticas de nossos corações eram mais que rítmicas, mesmo com palpitações descompassadas. Eu estaria cometendo um erro? Talvez sim, talvez não. Mas por que não arriscar? Nunca cheguei a esse ponto com alguém em tão pouco tempo. Porém, Strider era levemente perverso. Além de habilidoso, tinha lábios mágicos e um olhar indecifrável. Eu estava consciente do que podia acontecer. E estava disposta a resistir o quanto que eu podia. Até o fim. Mas se não fosse possível, se eu cedesse, só ia deixar acontecer.
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