Ne Me Quitte Pas

3 Cuide bem dele.


Notas iniciais
Hello, It's me! Pois é, faz um tempinho né. hi hi hi. Tá, parei, desculpa, não me matem, eu sou uma pessoa legal. Sim, vou continuar a escreve, but vai demorar um pouquinho. Esse ano eu to no terceiro e enem e pois é. Triste vida. Título clichê, mas vai esse mesmo. Enfim, espero que gostem o/

Eram cinco horas da manhã. Embora já tivesse amanhecido, o céu permanecia escuro devido as nuvens carregadas de chuva. Como estará a guilda a esta hora?

Eu viajava em um dos vagões suítes do trem, que ao menos não tinha ninguém além de mim. Depois de várias horas de viagem, estava totalmente entediada e cogitando ter me precipitado ao pegar a missão. E olha que ainda faltavam dois longos dias de viagem. Por que Stella tinha que ser tão longe? Choraminguei.

O trem fez uma curva sinuosa.

─ Itaaai! ─ Bati minha cabeça no vidro da janela. Com certeza estou em uma grande maré de azar, pensei ao me lembrar da queda que levei enquanto subia o trem.

O que fazer para acabar com o tédio em uma viagem chata e longa?

Leve algum amigo idiota que te faça rir.

Compre uma lacrima televisiva portátil

Leve um livro.

Recordei-me de um livro antigo que eu sempre deixava em minha mala para ocasiões como essa. Não era nenhuma fã da leitura como Levy ou Lucy, mas concordava que ler um livro era muito agradável. Procurei o livro dentro da minha mala, e por fim o encontrei no fundo. Olhei a capa e sorri abertamente, esse livro me trazia muitas lembranças.

─ Parabéns Lis-chan! ─ Parabenizou-me minha irmã. Ela se fazia de durona e sempre procurava briga com Erza, mas certamente amava seus irmãos incondicionalmente e nunca se esquecia de uma data importante para nós.

─ Arigatou Mira-nee! ─ Agradeci alegremente.

Eu completava treze anos nesse dia e a Guilda toda me fizera uma festa surpresa estilo Fairy Tail: grandiosa e muito, muito barulhenta. Todos dançavam, gritavam e festejavam alegremente. Sorri, aquela era minha família. Esperei o momento certo e sai sem ser percebida de lá.

Hoje passei o dia sem ver Natsu. Ele não apareceu nem para me parabenizar e parecia até estar me evitando! Fiquei muito triste, mas todo esse sentimento passou na hora em que Happy entrou pelas portas da Guilda e me avisou para ir ao “chocador de ovos” — nome dado ao loca em que o ovo de Happy passou a maior parte do tempo antes de chocar — ao pôr-do-sol.

Cheguei ao local minutos antes da hora marcada, porém quando entrei, Natsu já me aguardava lá dentro. Nossos olhos se encontraram por alguns instantes e ele fitou o chão, corando. Tão fofo.

─ N-Nat-kun?

─ S-Sim Lis-chan ─ Ainda olhava para o chão.

─ Você me chamou aqui? ─ Perguntei retoricamente. Ficou pensativo (estranho) por alguns segundos e subitamente olhou para mim.

─ Hai! ─ Gritou sorrindo. Quase cai no chão de susto.

─ Hum, posso s-saber o porquê? ─ Ele corou novamente e fez um bico.

─ De manhã Erza foi lá em casa e gritou comigo dizendo que eu tinha que te dar um presente... Tsc, pra que isso? ...─ Disse, resmungando a última frase. O rosado continuo falando, porém não prestei muita atenção já que meu cérebro travou em uma palavra. Presente... Presente?! Quase surtei de alegria.

─...nna, Lisanna, LISANNA! ─ Dei um pulo.

─ O que foi?

─ Oe, não fique no mundo da lua enquanto tento te dar um presente!

─ Gomenasai. ─ Sussurrei. Ele voltou a sorrir.

─Fecha os olhos! ─ O obedeci. ─ Não adianta tentar olhar! ─Assenti.

Após cinco minutos esperando, já pensava que ele tinha me abandonado ali.

─Pode abrir! ─ Abri os olhos. A minha frente estava Natsu sorrindo de orelha a orelha, o sorriso que eu tanto amava, segurando um livro. ─ Parabéns Lisanna!

Dei um gritinho animado e pulei em cima dele, derrubando nós dois no chão. Natsu corou instantaneamente e assim que percebi a posição em que estávamos, também o fiz. Levantei apressadamente e ele fez o mesmo. Com o livro em minhas mãos, a alegria atingiu-me novamente e comecei a pular.

─E-Eto, esse é um livro que Igneel me deu há algum tempo, nunca li ele e nem quero. – Eu já imaginava− Pensei que talvez você gostasse dessa baboseira...─Abracei-o.

─ Arigatou Natsu. ─ Sussurrei enquanto beijava sua bochecha.

Sai correndo dali, sem olhar para trás.

Alarguei ainda mais o sorriso com a lembrança. Natsu era tão fofo quando pequeno. Lembro que nunca corei tanto, como fiz naquele dia e quando voltei para a guilda, tive que aguentar vários sermões de Mirajane.

Como num passe de mágica, todas as memórias do que ocorrera atualmente voltaram, fazendo com que meu coração falhasse uma batida. Uma onda torturante de dor passara pelo meu corpo e um nó formou-se em minha garganta.

Coloquei cuidadosamente o livro no meu colo. Eu o li mais de mil vezes, contava a história de uma princesa e um dragão.

Uma princesa, bela e frágil, vivia em um reino a beira da falência e seu pai, o rei, queria casá-la com um príncipe de um reino rico. Ela porém, não queria casar-se com tal desconhecido, mesmo que por ordens do pai, ansiava encontrar um amor puro e verdadeiro. Então decidiu fugir para a floresta, onde seu pai nunca a acharia.

Sem meios seguros de sobrevivência e sempre tendo morado no castelo, em poucos dias de sua fuga, ela jazia aos poucos, sem forças para dar nem mais um passo, assim o dragão a encontrou. Ele, totalmente encantado pela princesa, cuidou dela com muito zelo e amor. E ela lentamente também caiu de amores por ele.

Mas como uma princesa podia amar um dragão? Era um amor impossível desde o começo, mas os dois nunca desistiram e lutaram muito. Até que um dia, a deusa do amor, estarrecida com a causa, abençoou-os. Ela concedeu ao dragão uma forma de fazer com que sua amada fosse sua pela eternidade, uma marca. Assim, a princesa e o dragão puderam se amar por todo o sempre. Fim.

Um amor eterno. Os dragões, dizia o livro, graças a deusa do amor, possuíam uma pessoa, uma alma gêmea, única em todo mundo para cada dragão. Somente ela teria seu coração; Somente a ela, ele devotaria todo seu afeto e carinho; Somente com ela seria feliz. Meus olhos arderam. Quantas vezes eu desejei que fosse verdade? Quantas vezes desejei ser aquela que o faria feliz para todo sempre? Quantas vezes... alimentei esperanças falsas de que eu era única para ele? As primeiras lagrimas caiam, mesmo que tentasse pará-las. Por que Natsu? Por que eu não fui suficiente?

Folheei as folhas amareladas, vendo algumas gotas molhá-las. De repente, uma imagem caiu de uma das páginas. Sorri tristemente, as lagrimas começavam a cair com mais intensidade. Era uma pintura, em que eu abraçava Natsu. Aquilo deve ter mais de 4 anos.

− Nat-suuuuuuuuuuuuuu! – Exclamei irritada. Todos da guilda me olharam atônitos, eu nunca ficava brava com ele.

− A-Aye. – murmurou assustado. O rosado tremia dos pés à cabeça, uma cena cômica que riria se não estivesse tão zangada com ele.

− Por que anda ensinando essas coisas para o Happy?!

− E-Eto, que coisas? – Indagou pendendo a cabeça para o lado. Fofo. Corei com o pensamento, todavia ainda estava com raiva, muita raiva.

− Essas coisas! – Puxei Happy do além e o segurei em frente a cara do rosado.

− Eles se goxxxxxxxxxxtam. – Disse Happy balançando os bracinhos. Natsu abriu a boca, mas nenhum som saiu de lá.

− Você, como papai, tem que ensinar coisas boas e construtivas para seu filho! Agora vão dizer que meu filhote é um pervertido! – Gritei, choramingando a última parte.

− O que?! Isso não é culpa minha! – Pronunciou indignado. – Foi Mirajane que ensinou isso pra ele!

− EHH, Não coloque culpa nos outros! – Sai da guilda bufando.

Naquela tarde, vi Mira brincando com Happy e em um momento, ela falou sobre Bisca gostar de Alzarck. Minha boca automaticamente formou um ‘O’ perfeito, no final foi mesmo MiraJane quem ensinou Happy a dizer aquilo.

− Nat-kuuuuun!

− O que foi agora? Eu já disse que não ensinei aquilo ao Happy! – disse irritado.

Mirei o chão envergonhada, eu tinha culpado ele sem provas. Algumas lágrimas caíram.

− E-Eu sei que não foi você. – Solucei – G-Gomenasai!

−Eeh? – Ele me olhou surpreso. – Tudo bem, não chore. E-Ei Lis-chan, não chore! – falou atordoado. Mesmo assim, não parei, afinal eu fui injusta com ele.

− Ei foguinho, por que fez ela chorar? – Gritou o Fullbuster de alguma parte da guilda.

− Cala a boca stripper! – Respondeu áspero.

Em um ato – talvez – de desespero, o rosado me abraçou. Arregalei os olhos e corei furiosamente.

No fundo, Natsu era uma pessoa muito gentil e carinhosa. Eu sempre soube disso e só me fazia amá-lo mais.

Encostei minha cabeça na janela de vidro. Meu peito tremia e eu tentava, em vão, sufocar meus soluços. Ele merece o melhor.

− Lucy, por favor... por favor, faça-o feliz.

Notas finais
E foi isso ai. Desculpa qualquer erro, amanhã eu tenho prova e ao invés de estar estudando, to aqui. Enfim, depois eu reviso. Até a próxima, pessoinhas!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.