Notas iniciais
Não se assustem com o título! :) Queria agradecer-vos muito por estarem a acompanhar a fic, vocês são uns fofos! ღ♥

Recapitulando: “O QUÊ??? NÃO! Esta NÃO É A NATY QUE EU CONHEÇO! AHHHHHHH! Eu vou ajudá-la e não posso perder tempo! Tentei fazer o sinal mas não estava a conseguir! Enquanto isso, ela ia tirando a camisa dele e rindo e eu já me estava a passar! Tentava e tentava mas não estavam a vir. Ela ia tirando as calças dele e ele ria-se e tentava tirar-lhe o vestido mas ela não deixava (Ufa, menos mal!). De repente, ela começa a dizer que ele podia tirar o vestido dela e eu desesperei: NÃO! Ela não, não pode deixar…”

POV’s Maxi

Voltei a fazer o sinal e RESULTOU! Que alegria! Sai e gritei:

– TU NEM OUSSES FAZER NADA À NATY!

– E quem me vai impedir, tu?- gozou o Andrés

– Não… Nós vamos!- E apareceram os meus amigos: Uau! Eles até me metiam um pouco de medo! O Andrés assustou-se e a Naty olhou para mim como se eu fosse a pior pessoa do mundo e fiquei com os olhos cheios de lágrimas porque enquanto os meus amigos cercavam o Andrés, eu tentava levá-la ao colo mas ela estava-me a rejeitar… Não tive outra opção se não pegar-lhe ao colo mesmo que ela não quisesse e quando toquei nela, de novo, senti aquela química… Acho que ela também sentiu porque a escuridão que ela continha nos seus olhos desapareceu e começaram a brilhar e a ganhar cor… Eu queria muito beijá-la mas, como eu sabia que ela aqui não estava em segurança, dei-lhe a mão e disse preocupado:

–Vamos! Aqui corres perigo!- Ela olhou para mim e depois para ela própria e perguntou:

– Porquê que eu estou assim vestida? O que aconteceu Maxi?

– Eu depois conto-te mas vamos depressa.

– EI! Nem penses levares-me ao colo para partires o outro braço. Eu tenho pés!- disse em tom de riso e esboçando um sorrisinho que me deixou com os olhos brilhantes. Fomos a correr e, por nossa sorte, ao chegarmos à paragem, o autocarro tinha acabado de parar. Entramos e o senhor motorista dirigiu-se a mim:

– Desculpe, o senhor tem que pagar!- Senhor? Ahahah! Está bem… Vá Maxi, não são horas para piadas! Tirei apressadamente o dinheiro do bolso e… EI! Eu não tenho dinheiro mas… eu juro que tinha uma nota de cinco euros no bolso. O Andrés tirou-me o telemóvel do mesmo bolso onde tinha a nota… Ladrão! Aposto que foi ele.

– Eu não tenho aqui comigo…- Anunciei envergonhado.

– Se não tens dinheiro, não tens direito a estar cá dentro.- Isto era o que eu menos queria ouvir…

– Mas… E se eu depois pagar-lhe o transporte do Maxi? Você sabe que eu vou sempre de autocarro para a escola.- Pediu a Naty olhando para mim e me piscando o olho no final do seu pedido. O seu sorriso é tão lindo, tão puro, tão genuíno, tão sincero,… Uma das coisas que mais adoro na Naty é o sorriso dela.

– Uhm… bem, como eu confio na Naty, não precisa de ir embora.- Suspirei e dei um enorme sorriso para a Naty: se não fosse ela, o que seria de mim? Sentamo-nos e ficamos uns segundos sem nos falar enquanto trocávamos olhares até que eu decido arriscar:

– Já te sentes mais segura sem o Andrés por perto?

– Muito mais…- Respondeu olhando para os meus olhos.- Mas eu não entendo uma coisa…- Interrompi-a lendo os seus pensamentos.

– Não entendes a mudança da tua roupa porque não te lembras de nada?- Feito a pergunta que lhe passava pela cabeça, a Naty fica com os seus olhinhos arregalados.

– Podes dizer-me o que se passou? – Pediu-me com aqueles olhinhos brilhantes.

– Bem, nem eu sei muito bem o que se passou porque tu foste a algum lado com o Andrés e eu não sei o que se passou lá mas posso-te dizer que quando chegastes a casa do Andrés com ele foste para o quarto dele já com essa roupa e olhastes-me com desdém e chamastes ao Andrés de “amor”…- Disto isto, notei que a Nata ficou horrorizada.

– COMO?- Gritou a Naty, fazendo toda a gente que se encontrava no autocarro olhar para ela- Não! Eu jamais diria isso.

– Não no teu perfeito estado. Eu sei! Mas algo se passou para teres ficado daquela forma…

– Pois. Eu jamais te teria tratado assim… qu-quer di-dizer… ahm… eu jamais teria tratado assim o Andrés, que HORROR!- Ei, ei, ei! É impressão minha ou a Naty não gostou foi do olhar que me fez quando não estava em si? Acho que os meus olhos brilharam de tanta alegria mas vou fingir que não ouvi a primeira parte: tenho que a averiguar antes de fazer algo…

– Maxi? Maxi? Estás bem?- A Naty acordou-me dos meus pensamentos.

– Ah! Desculpa. Bem, lá isso tens razão. Até eu me assustei!- Disse a última fala gargalhando.- Mas ainda há uma coisinha pior que aconteceu e eu vi… Por acaso, isso é que me assustou a sério.- Disse com uma expressão séria.

– O quê? Conta Maxi! Eu tenho que saber.

– Tens MESMO a certeza?- Questionei acentuando a palavra “mesmo”. Vi que a Naty ficou pensativa mas não demorou muito a dizer que queria.- Bem,… nem eu sei como ei de te explicar… Tu és virgem, certo?

– Quê? Mas o que é que isso tem haver? Maxi, tu estás bem?- Perguntou a Nathália com uma expressão de quem eu estava realmente louco.

– Eu sei que te parece estranho esta pergunta mas pela tua reação… Uhm… Não és!- Afirmei a rir.- Estava a brincar, acho que não és mas, por isso mesmo, não te assustes… Bom… Tu e o RSRSRSRSRS... foram quase…

– Quê? Estás tão estranho… Diz lá de uma vez!

– Mas isto também me custa contar que tu é AQUELE ANIMAL estavam quase indo para… AHHH!- Ao gritar, todos começaram a olhar para mim e, como sou envergonhado, fiquei cabisbaixo.

– Espera… Tu estas a dizer que eu e ele… nós… tivemos uma re-rela-relação… a-a-a…- Ela pareceu-me que estava a desesperar e cortei-a.

– Foi qu-quase… Mas… Eu não deixei!- Disse, tentando ter coragem para abraça-la.

– Eu sei que não irias deixar que ele me fizesse mal…- Mencionou olhando-me nos olhos e com um sorrisinho que me aquecia o coração: isto deu-me coragem para abraça-la e foi o que fiz. Notei que ela não estava à espera e… foi lindo, maravilhoso: o nosso abraço fez-me arrepiar por completo e foi como se tivesse levado um choque por dentro do meu corpo, mas um choque no sentido bom, um choque que me fez perder a noção de tudo, só conseguia sentir a Naty e o meu grande desejo de poder tocar-lhe naqueles seus lados tão fofos… O abraço foi demorado porque nem eu nem ela queríamo-nos ter nos braços um do outro, só demorou 3 minutos porque ouvimos o motorista, aos berros, a gritar que tínhamos que sair do autocarro. Ao sairmos daquele abraço, fiquei a poucos centímetros dos seus lábios, queria tanto beijá-la e, não tenho a certeza, mas pareceu-me que ela tinha o mesmo desejo que eu. Não resisti: comecei a aproximar-me mais, mais e mais até…

Notas finais
Será que desta vez vai haver um beijo Naxi? Deixo-vos com essa pergunta em mente! ;) Muito obrigada por todos os comentários e pelas favoritações! Adoro-vos do fundo do meu ♡!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.