Naxi- A Força da Paixão
4 O Hospital Amaldiçoado
Notas iniciais
Recapitulando: “Ó MEU DEUS! Ela ainda vai ser ATROPELADA! O meu instinto falou mais alto e fui a correr tentar socorre-la…”
POV’s Naty
Eu assustei-me tanto! Eu estava mesmo a um fio de ser atropelada mas um rapaz lindo, com um boné e uns calções de ganga conseguiu salvar-me: ele empurrou-me e depois do carro passar, quando lhe ia agradecer, ele não estava! Olhei para o chão e ele estava lá estendido, com a cara roxa e a tremer. Não… não, NÃO!!! O QUE É QUE EU FIZ? Peguei nele ao colo e, rapidamente, deitei-o num banco que se encontrava ali perto. Acariciei-lhe o rosto e ele estava gelado mas ao tocar-lhe suavemente na testa, ele estava a arder de febre! Eu entrei completamente em pânico e fiquei com os olhos carregados de lágrimas que iam escorregando pelo meu rosto incontrolavelmente… Como tinha que o ajudar, contive as lágrimas e liguei ao hospital mais perto daqui, liguei para os meus pais e para a minha irmã. Depois disso, veio a pior parte: a espera! Andava de um lado para o outro desesperada, a seguir, sentava-me à beira dele, observava-o para ver se já estava melhor e desatava a chorar por não ver melhorias e assim, repetia infinitamente esta sequência… Aqueles cinco minutos de espera pareciam cinco anos! Não parava de pensar: “Porquê que eu sou tão distraída?”, “Porquê que ele me salvou?”, “Porquê que nunca mais ninguém chega?”.
–Ó MEU DEUS! O que é que se passou?- A Lena tinha acabado de chegar e estava abasbacada quando viu o estado do pobre rapaz.
–Bem, o que se passou foi que eu…- Não consegui acabar a frase devido à chegada dos meus pais.
–O QUE É QUE ACONTECEU!?- Os meus pais quase iam desmaiando naquele mesmo instante.
–Como eu estava a tentar explicar à Lena, eu quando estava a ir para o Studio…- Eu estava a explicar a situação mas a ambulância chegou e não pude dizer mais nada.
–Boa tarde! Quem é que ligou a dizer que existia aqui uma situação urgente?
–Fui eu!- Levantei e abanei o braço, freneticamente.
– Quem é que está ferido?
– Ele…- Respondi, apontando para quem me salvou.
– Qual é o nome dele?
– Eu… eu não sei…- Disse tristinha. Gostava tanto de saber o nome dele…
– Hum… Vai-nos acompanhar?
– Claro que sim!- Exclamei cheia de energia e com esperança de o ver bem.
– Vamos então! Não temos muito tempo! Pelo caminho, conta-me o que se passou, ok?
– Sim! Xau, obrigada por tudo!- Despedi-me dos meus pais e da Helena. No caminho contei o porquê do estado daquele rapaz e o fui ouvindo algumas possíveis causas para o contraste da extrema febre e para a baixíssima temperatura do corpo dele. Tinha medo que ele não recuperasse mas fui imaginando que sim- costuma-se dizer que se tivermos pensamentos positivos, podem acontecer coisas positivas, por isso, mais vale tentar.
Chegando ao hospital, observei que ele estava praticamente vazio e estranhei isso, mas sentei-me e fiquei à espera. Pouco depois, vi uma senhora idosa a olhar para dentro do hospital e ela olhou-me como se eu estivesse doida.
– O que é que a menina faz AQUI?
– Ahm… Eu estou à espera de uma pessoa que está a ser examinada…- Respondi, confusa com a reação da senhora.
–Não! Não podes estar aí! Sai, sai! Esses homens não são doutores, são IMPOSTORES!!!- Depois dos berros da idosa, achei que ela não estava lá muito bem mas, quando ouvi uns gritos que vinham do consultório, assustei-me e comecei a achar que a senhora não estava doida de todo. Corri o máximo que pude e quando vi o rapaz que eu, se querer, fiz com que ficasse atropelado, desmaiei…
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