Naturally 2.0

6 Seis – a marca


seis

Acordei e vi alguns rostos me rodearem. Um era do Centauro, um do sátiro, um de uma garota loiro e o ultimo tinha traços levemente conhecidos, me prendi a esse. Ele estava diferente, com traços mais adultos e mais bonitos.

– Senhorita Laysla? – Chamou Quiron e eu me desprendi daqueles olhos azuis profundos.

– Preciso meditar, Quiron, agora. – Quiron me olhou e ia protestar, mas o interrompi – Hoje quando encontrei tia Sally, eu estava indo ao Central Park meditar, pois faz mais de 48 horas que estou sem meditar e isso faz com que me sinta fraca, sem pegar emprestada a força da natureza, ela pega a minha força! – Eu disse chorosa.

– Então é verdade? Você também é uma semideusa? – Disse Percy me olhando.

– Não, Percy! Estou aqui fazendo drama! – Brinquei, sorrindo para ele. Ele deu um sorriso torto e eu morri.

Levantei-me e fui em sua direção e lhe dei um abraço apertado.

– Estava com saudades de você. – Disse.

– Onde você se meteu esse tempo todo, ein? – Suspirou, apertando os braços ao redor de minha cintura.

– Longa historia, babe. – Ele sorriu com o antigo apelido.

– Depois você me conta, então. – Lhe dei um beijinho na bochecha e murmurei um ‘claro’. Reparei que a garota loira me olhava da cabeça aos pés, com cara feia. Ui, será que era a nova namorada do Percy? Cara feia pra mim é ciúmes.

– Prazer, Laysla Groger. – Apresentei-me virando-me para ela.

– Anabeth. – Disse seca. Olhei para Percy que pareceu não reparar o tom rude da garota e, finalmente, me virei para Quiron.

– Tem algum lugar aqui que eu possa meditar? – Quiron pareceu pensar – Vi um lago por aqui, pode ser lá?

– Claro. – Concordou – Percy pode acompanha-la? – Pediu Quiron

– Com certeza. – Respondeu.

Percy’s Point ofView

Quiron me responsabilizou de mostrar o acampamento á Laysla, depois que a mesma terminasse de meditar, explicasse a ela sobre a guerra, os motivos e que levaram a esse ponto, lhe dar algumas aulas de batalha, ajuda-la a escolher uma arma e uma armadura.

Enquanto ela conversava com Quiron sobre seus poderes reparei em quanto a minha pequena havia crescido. Estava com um corpaço, seus traços estavam mais maduros e ela agora tinha algumas tatuagens, como uma garota com 15 anos, pode ter tantas tatuagens? Anotei mentalmente essa pergunta para depois.

– Limpa a baba, ηλίθιος. – Murmurou uma voz ao meu lado. Cassetada! Havia me esquecido totalmente de Anabeth.

– Percy, pode ir comigo até o lago? – Pediu Laysla e vi Anabeth a olhar com repugnância.

– Claro, La. – Ela sorriu e eu fiz o mesmo. Anabeth bufou e saiu na frente e eu a segui percebendo que ela não nos deixaria sozinho. Laysla andava ao meu lado, se impressionando com tudo o que via, enquanto eu lhe explicava sobre tudo.

Paramos quando chegamos ao lago.

– Querem me acompanhar? – Perguntou educadamente.

– Não! – Respondeu Anabeth grossa.

– Ótimo. – La lhe lançou um olhar fulminante.

– Você consegue respirar debaixo d’água? – Perguntei curioso.

– Na verdade, eu controlo pequenas quantidades de água, então eu junto várias bolhas de ar debaixo d’água e consigo respirar. Por que? – Eu a olhei.

– Sou filho de Poseidon, posso controlar a água. – Ela sorriu. – Em grandes quantidades.

– E então? Me acompanha? – Perguntou sorrindo.

– Cl…

– Não! – Anabeth me interrompeu. – Temos um compromisso. – La a olhou com a sobrancelha arqueada. – Nossas tarefas, lembra? – Continuou me olhando.

– Ah, claro, certo… — Concordei desanimado.

– Então tá. – Respondeu pulando dentro do lago.

– Eai, Any, gostou dela? – Perguntei. E nesse momento um jato de água caiu em cima dela.

– Não! – respondeu furiosa e saiu marchando em direção aos chalés.

– Anabeth! – Chamei correndo atrás dela – Espera, Any! Não foi por mal! — Ela parou molhada em minha frente.

– Não foi por mal!? – Urrou. – Como não foi por mal, Jackson? Ela fez de propósito!

– Calma, Anabeth, tenho certeza de que não foi por querer. Ela não sabe controlar os poderes muito bem ainda.

– Para mim me pareceu que ela sabe controlar muito bem os poderes. – Continuou marchando e eu apenas a segui suspirando fundo.

Naquele dia quando terminei de meditar passei na casa grande e peguei meu celular dentro da bolsa. Havia uma nova mensagem.

Acampamento de férias? Você? Daria tudo pra ver isso, haha... Cuidado, do jeito que você é desastrada eu não duvido que se machuque só de tentar montar a barraca haha. xX Your Brownie

Dei risada, queria contar toda a verdade para ele, mas já havia tentado e não deu muito certo, respondi a mensagem.

Você não faz ideia do que é Laysla Groger em um acampamento. Relaxa, aqui usamos Chalés ô/ sem perigo de me machucar quanto a isso, mas de resto, não garanto. Haha. xX Your Cherry Pie.

Coloquei o celular em meu bolso e comecei a andar pelo acampamento, estava encantada com tudo, todos os lugares daquele acampamento eram incríveis, um mais impressionante que o outro, passei pelo refeitório, pelos vestiários e, finalmente, cheguei até os chalés. Havia doze chalés ao todo, dois nas pontas ganhavam todo o destaque.

Estava passando por um chalé, quando uma garota enorme me chamou atenção. Ela me olhou, tinha cabelos ruivos e olhos flamejantes, ela botava medo nos colegas de chalé... Não, não era medo, eles a respeitavam. Eu gostava disso.

– O que tá olhando, novata? – A garota perguntou, ainda me encarando, ela era realmente enorme.

– Por que, veterana, é proibido olhar para os lados agora?

– Estava olhando para o chalé do deus da Guerra, novata, não tem juízo?

– Talvez. Mas qual o problema em olhar para o chalé de Ares, grandalhona? Se não pudesse olhar provavelmente seria invisível, não acha?

– Como ousa me desrespeitar? – A grandalhona perguntou furiosa.

– Para que alguém te respeite você precisa mostrar que merece ser respeitada, sou nova esqueceu? Só não encontro razões pra te tratar diferente do que trato qualquer pessoa, até que você me prove que merece ser tratada de outra forma vou te tratar como trataria qualquer um.

– Você tem coragem, garota, gosto disso, se quer uma prova de que mereço ser tratada com respeito, você a terá, mas tudo tem seu tempo.

– Concordo com você, tudo tem seu tempo. Prazer, Laysla. Laysla Groger.

– Clarisse La Rue, filha de Ares e você?

– Eu... Eu ainda não sei... – Respondi incerta.

– Acho que acabamos de descobrir, Garota. – Disse Clarisse olhando de boca aberta para cima de mim, onde uma flor brilhava no céu.

– O que isso significa? — Perguntei confusa.

– É uma coisa meio impossível, mas esse é o símbolo de sua mãe. Hind.

– Nunca ouvi falar dela, isso é normal? – Ela riu levemente.

– Isso não é normal, Laysla, há séculos que Hind não declara um filho. Há séculos não se tem noticias dela. – Ao redor dela, praticamente, todo o acampamento me olhava de boca aberta.

– Eu não entendo.

– Isso leva tempo pra entender, é normal. – Ela sorriu levemente.

– La! – Escutei uma voz masculina me chamar, quando virei-me dei de cara com Percy, que logo estava me abraçando. – Estou feliz por você, finalmente sabe quem é sua mãe.

– Não foi um avanço tão grande, Percy. – Respondi, ainda não a conhecia, e não faria diferença nenhuma, eu já tinha uma mãe. Clarisse riu ao meu lado.

– E você já esta a incomodando, Clarisse? – Falou a olhando irritado. O olhei, incrédula, sem acreditar que ele estava fazendo acusações sem provas e odiava ser tratada como a coitadinha.

– Fala sério, Percy! Clarisse não esta me incomodando coisa nenhuma! E, além do mais, não preciso que você me defenda, sei fazer isso sozinha.– Clarisse soltou um “Toma” e Percy me olhou assustado.

– Então ok... – Ele me olhou triste e saiu andando, meu coração apertou.

– Droga, te vejo depois, Cla! – Falei e sai correndo em sua direção. – Percy! – Chamei quando estava me aproximando e ele me olhou, parando. – Desculpa. Não queria ser grossa, é só que eu mudei muito nesses cinco anos, e perdi o costume de ter você me protegendo o tempo todo. Não gosto de ser tratada como coitadinha, e às vezes perco a cabeça um pouco. Desculpa?

– Claro, tudo bem, La. – Ele sorriu torto e meu coração parou. Algumas Tulipas Vermelhas floresceram no chão. Amor Eterno. Eu sempre soubera o que significava as flores e percebia que sempre que algum sentimento me dominava, por mais inconsciente que fosse, elas brotavam, os refletindo. Corei, inconscientemente e mandei que as flores parassem de brotar.

– Percy! – Escutamos uma voz á nossas costas. Fala sério!

– Oi, Anabeth. – Ele respondeu virando-se para olha-la.

– O que você tá fazendo? Já estamos atrasados para fazer nossas tarefas! – Respondeu irritada.

– Droga, me esqueci desse detalhe.

– Chato e irritante detalhe. – Fala sério, tarefas?

– Se você não tem responsabilidade, sua tonta, não critica os que têm! – A olhei incrédula.

– Quem você acha que é pra falar de mim, ô Barbiezinha sem sal? Acorda e deixa de ser...

– Chega, Laysla! – Percy falou em um tom de voz maior. – Você me disse que tinha mudado, então pensei que você tinha crescido, mas isso é atitude de criança! – Falou rudemente e eu o olhei, magoada.

– Você nunca, sequer elevou o tom de voz pra mim, quanto mais me magoar. – Eu sorri amarelo – Realmente, não foi só eu que mudei, né, Percy? – Deixei os Heleniuns, florirem aos meus pés, que as lagrimas saíssem por lá e não por meus olhos.

– La, eu...

– Esquece. – Eu falei enquanto lhe dava as costas e andava em outra direção, o senti segurar em meu braço.

– Laysla, sério, me desculpa! – Eu o olhei e neguei com a cabeça.

– Você pode não acreditar, mas eu mudei, eu cresci e parei de ser burra. As coisas podem estar parecidas, mas não são mais como antes que você me magoava e no dia seguinte já estava tudo bem. –Eu o olhei friamente e puxei meu braço da sua mão. não olhei para trás, não tinha porque olhar.