Natural Disaster
8 Capítulo 8 - A chance
Notas iniciais
Lembrando que comentar é de graça e faz bem pro escritor
Catherine subiu as escadas lentamente, pensando em tudo o que havia acontecido. Não estava nervosa com o que acontecera entra ela e Derick, mas estava com medo, muito medo. Sentia medo de confiar nele, para ela, não havia como saber com certeza se Derick estava sendo sincero, os olhos dele diziam que sim, mas e sua reputação?
Ao entrar na sala a garota logo deu de cara com sua mãe, Helena, uma mulher atraente, 40 e poucos anos, cabelos loiros, curtos e, diferentemente da filha, olhos castanhos, mas igualmente linda. – Oi filha, como foi hoje na faculdade? Você demorou... – Disse Helena enquanto abraçava Cath. – Por que você tá vermelha assim? Você chorou?– Não mãe. – Mentiu.– Acha que me engana? O que houve filha?– Eu já disse que não houve nada...– Catherine, você vai me dizer o que houve agora. A garota decidiu então abrir o jogo, viu o quanto a mãe estava preocupada e não desistiria de saber o que estava acontecendo. – Sabe aquele cara da faculdade? Que tem uma banda, que é um galinha, que vive se metendo em confusão e fica se enchendo de drogas? – Ela disse envergonhada.– Você não precisa continuar a frase porque eu já sei, eu vi vocês dois da janela. – Catherine se desesperou.– Você viu tudo!?– Sim... — Helena não parecia estar com raiva ou decepcionada com a filha, parecia que já sabia que mais cedo ou mais tarde os dois ficariam juntos.– Você não tá com raiva de mim?– Eu só não quero que você deixe ele te fazer mal, não posso te pedir para deixar de sentir o que você está sentindo... Por mais que você tente esconder, os seus olhos não mentem. Você o ama. – Eu to com medo. – Cath correu em direção dos braços da mãe e se aconchegou ali. – Muito medo, porque foi tudo tão rápido. Rápido e intenso, não sei o que fazer com tudo que eu sinto.– Tenta ajudá-lo a sair dessa, eu sei o quanto você o quer bem.– Eu preciso fazer isso. – Catherine conseguiu finalmente dar um sorriso, tímido, mas conseguiu. No dia seguinte, ao acordar, a garota foi imediatamente para o computador, desejava ver se havia alguma novidade em relação à Derick. Todos daquela universidade, de funcionários a alunos de diversos cursos comentavam sobre o beijo deles dois. Era o preço que Cath pagava por ter beijado o garoto mais popular de toda universidade. Os rumores se espalhavam rápido, ainda mais porque, sabe-se lá como, suas informações estavam expostas na rede, a história do casal fora escancarada. “Derick ficava com tantas garotas, por que cismaram justamente comigo?” – Perguntou-se incontáveis vezes mesmo que já soubesse a resposta: “Catherine não era uma garota comum, todos haviam percebido.” Bonita como era, não passaria despercebida por muito mais tempo, independente do que fizesse. O rosto da garota ficou avermelhado, não sabia como iria encarar todos aqueles olhares durante o dia inteiro, mas precisava frequentar as aulas e se arrumou o mais rápido que pôde. Chegando na universidade, foi exatamente como pensava que seria, os olhares a cercavam em geral, mas os femininos faziam mais do que isso, os olhares femininos a condenavam, aniquilavam e praguejavam, por pura inveja, despeito. Sentia-se perdida e procurava por alguém conhecido para se sentir um pouco mais protegida, sabia que cerca de 90% das garotas que estavam ali desejavam tudo de ruim para ela. De repente, viu Stephanie e Ellen sentadas no último banco da parede em que se encontravam as portas das salas. Cath andou rápido até elas, seu rosto estava totalmente sem expressão, parecia um corpo sem alma. Ao chegar, notou a rigidez do rosto de Stephanie e o olhar de condenação de Ellen.– Vão ficar me olhando assim? – Tentou disfarçar o nervosismo.– É que você e ele brigavam tanto... Você vivia dizendo que jamais ficaria com um cara como ele, e bom... – Disse Ellen.– Eu não quero falar sobre esse assunto, será que não se fala de outra coisa nessa universidade? Será que ninguém tem nada pra fazer!? Mais que insuportável! – Queridinha, não tente dizer que tem razão porque você não tem. É ridículo da sua parte ter ficado com ele, você vivia dizendo que ele era tudo de ruim. Você esperava que fosse ficar com ele e ninguém saberia!? Todos o conhecem, e as paredes têm ouvido. – Stephanie disse com ressentimento no olhar.– Acabou acontecendo, foi uma vez, está tudo sob controle, não foi nada demais. – Espero que não passe disso, pro seu bem. – Ellen afirmou com firmeza e Stephanie assentiu.– O que quer dizer com isso?– Você sabe quantas são loucas por ele?– O que isso tem a ver?– Que ninguém pode negar que ele é praticamente o que todas querem, mas não seja burra, não ache que vai mudá-lo. Todas acham que vão ser especiais, mas cada uma delas sempre foi “apenas mais uma”. Eu fui mais uma, e pra mim tá tudo bem, quando fiquei com ele, eu tava bêbada, mas e você? Vai aceitar que ele não pertence a ninguém? – Stephanie disse com propriedade.– Como diria a Holly em Breakfast at Tiffany's: As pessoas não se pertencem. Eu nunca vou me apaixonar, nem por ele, nem por ninguém. Não acredito que isso passou pela cabeça de vocês.
– Ninguém controla essas coisas. – Eu sou forte o suficiente para me controlar, ok?– Tá bom então, já que você se garante... – Stephanie disse como se soubesse que Catherine estava contando uma mentira na maior cara de pau. Cath sabia que nenhuma das duas havia acreditado no que dissera, mas, como não sabia como se justificar mais, apenas concordou e se dirigiu até a sala de aula. A aula passou rápido demais para a garota, que pela primeira vez não conseguiu se concentrar em nada, isso porque não parava de pensar no que lhe acontecera na noite anterior. Finalmente as aulas do turno da manhã haviam acabado e assim que pôs os pés para fora da sala, viu Derick sentado em um banco lendo um livro imenso, que parecia mais uma Bíblia, porém era recheado por artigos e informações científicas. O garoto parecia fascinado e nem percebera a presença dela ali em sua frente, o admirando.– OOOOOOOOOOI. – Ela disse com um sorriso no rosto e uma das mãos bagunçando os cabelos negros de Derick, que sorriu e mirou os olhos em direção à garota.– Me desculpa, eu estava entretido com esse livro, é muito bom, você deveria ler. – Ele disse enquanto estendia a mão oferecendo o livro para Catherine. Ela pegou o livro e o folheou:– Parece interessante mesmo! – Os olhos dela brilhavam. — Quando acabar de ler, você me empresta? – Disse empolgada. Derick se levantou e pôs uma das mãos sobre a mão dela:– É seu. – Meu?– É um presente, ué. Da terra de onde você veio, isso não existe não!? – Ele disse com um sorriso debochado no rosto.– HÁ, HÁ, HÁ, HÁ, HÁ, muito engraçadinho. – Cath virou os olhos e deu a língua para o rapaz. – Mas obrigada. – Até diria “de nada”, porém acho que você deveria retribuir isso.– An? É um presente ou você quer que eu compre? – Catherine realmente não havia entendido. – Não é pra comprar menina, já disse que é um presente. Só que eu acho que você deveria me dar um presente também. – Derick sorriu.– Já sei aonde quer chegar... Vai me pedir um beijo em troca. – Ela mordeu os lábios, o encostou na parede e aproximou seu rosto do dele. Derick parecia nervoso e Cath se aproveitou da situação.– É uma pena que eu não vou te dar esse presente. – Com a ironia estampada no rosto e o prazer sádico de ver a reação do garoto, se virou sorrindo e se soltou dos braços dele.– Então eu vou ter que roubar mesmo. – Derick se virou rapidamente a puxando contra seu corpo, encostando-a na parede e a beijou intensamente. Após o beijo, como se costume, ficaram apenas se olhando, como se um estivesse tentando desvendar o que se passava na mente do outro. Trocaram carícias e logo surgiu o convite:– Não ta afim de ir lá pra casa? – Derick disse.– Meu deus! Estou ficando com um tarado. – Catherine começou a rir.– Mais que mente pervertida, Catherine! Eu esperava mais de você! Uma garota tão inteligente, pensando uma indecência dessas! – O garoto debochou.– O que!? Você que não agüenta ficar com o piupiu dentro da calça e fica me convidando pra essas coisas...– E a culpa é de quem!?– Meu deus, mais que machismo! Quer supor que a culpa é minha de você não controlar seus hormônios!?– Pode me chamar de machista, sexista, retrógrado, do que quiser, mas a culpa é sua sim! – Insistiu. – Com todo respeito... Que corpo é esse! Ao contrário do esperado, a garota sorriu, adorando saber que o despertava pensamentos impróprios. – Mas voltando ao assunto...Eu não sou nenhum aproveitador ok!? – Continuou Derick.– Eu não to achando isso, mas você não acha que quer ir rápido demais? A gente começou a ficar ontem e eu... — Antes que pudesse terminar a frase, ele a interrompeu.– Dá pra parar de me julgar mal!?– Julgar mal!?– Sim, eu nunca neguei fogo, se alguma garota quisesse algo comigo, eu ficava mesmo. Mas eu não sou o cara safadão que você pensa...– E a sua fama? Vai dizer que é tudo mentira, inclusive aquela cena ridícula lá no camarim entre você, a Stephanie e mais uma outra garota? Foi ilusão de ótica? Ou será que eu sou esquizofrênica?– Aquilo foi uma coisa estúpida que eu fiz, em um momento ruim, você sabe. – Tentou se explicar.– Um momento ruim Derick, mas vai me dizer que não fez esse tipo de coisa várias vezes? – Fiz. – Abaixou a cabeça. – E eu não sei o que tá acontecendo comigo, mas eu não quero ter com você a mesma relação que tive com todas as outras. Você é diferente... – Diferente como? – Ela olhou nos olhos dele, o hipnotizando.– Diferente de um jeito que cara... Eu não falei pra você ir lá para casa porque minha intenção seja apenas ir pra cama com você. Eu não fiquei com você porque estava a procura de sexo, eu gosto da sua companhia e isso é o principal pra mim. Eu gosto de quando conversamos, de quando lemos juntos, de quando brincamos um com o outro, eu só queria passar um tempo com você... Eu não vou te pressionar pra nada nem fazer algo que você não queira... Me dá uma chance...
Notas finais
C-O-M-E-N-T-E-M
P-O-X-A
Ç.Ç
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