Natural Disaster

20 Capítulo 20 - Fazer isso com você


Notas iniciais
Desculpa a demora mas a criatividade estava ZERO e eu preferi esperar uma ideia razoável do que escrever algo porcaria só por postar :( Só um obs. EU NUNCA VOU ABANDONAR E PARAR DO NADA COM ESSA HISTÓRIA, ENTÃO N ME ABANDONEM KKKKKKKKKKKKKKKK' e se eu surtar e resolver parar, jamais vou deixar de avisar vocês ok? Acho falta de respeito fazer isso, então se eu estiver demorando, é só esperar um pouquinho ou me mandar alguma mensagem cobrando que vou aparecer siim! Bjs e COMENTEEEEM!!

Poucos dias se passaram e o Punk Revision Festival havia terminado. Com a apresentação de Derick com a banda Sworn Chain, o evento tomou uma proporção muito maior do que a esperada. O público desejava ver a The Rebel Machine no palco e a casa de shows teve lotação. Havia pessoas do lado de fora de Arena Cyclone, muitas e muitas, batendo nas grades e pulando as catracas, visto que os ingressos se esgotaram num instante.

O show da The Rebel Machine foi maravilhoso, e, após aquele dia os celulares dos integrantes não paravam de tocar. Derick estava vivo no palco, e isso animava todos os outros membros da banda. Agenda lotada para todo mês, novas composições, aumento assustador do número de fãs, o triplo de acessos nas redes sociais e muitos produtores interessados.

Os dias haviam sido maravilhosos para Cath e Derick, que não se desgrudaram por um segundo que fosse. Derick estava exausto da maratona ensaios e alguns shows associados ao período de aulas na faculdade. Faltavam só mais algumas provas e o semestre acabaria. O garoto estava tão feliz que não havia nada que o pudesse atrapalhar.

Apesar disso, ele percebia que todos os seus amigos abominavam seu relacionamento. Recebia diariamente mensagens desencorajadoras e ofensivas, mas esse era o preço a se pagar por estar amando alguém, e ele decidiu que pagaria. Já não fumava e pouco bebia, fato que deixava sua família muito mais tranqüila e satisfeita.

Não teve coragem de contar a Cath sobre a conversa esquisita que tivera com Stephanie, e se ela não acreditasse na palavra dele, afinal, elas são amigas? Preferiu esperar. Steph nunca mais havia tocado nesse assunto, agia com naturalidade como se nada tivesse acontecido e Derick tentou fazer o mesmo.
Era mais precisamente uma quinta-feira, e, mal acordou e foi verificar seu celular, havia uma mensagem de Rui:
“Otário. A social de ontem foi foda, e as meninas tavam tão loucas que deixaram a gente fazer tudo sem reclamar. E você perdendo seu tempo com essa nerd aí. Mesmo que ela seja linda, vai esperar vocês fazerem 40 anos de casamento para poder fodê-la?” – Rui.
– Aff. – Resmungou Derick enquanto coçava os olhos, tentando acordar de verdade. Aquilo tudo era uma palhaçada, ele não estava nem um pouco interessado em outras garotas, todos tinham certeza disso, mas não custava nada infernizarem mais um pouco. O garoto se levantou rapidamente, tomou banho, se arrumou e foi para a faculdade de skate sem tomar o café da manhã.
Como era de costume, passou em frente à sala de Cath, e lá estava ela, sentada no banco com suas amigas, Ellen e Stephanie. Ela estava mexendo em seu cabelo enquanto lia o livro que Derick havia lhe dado de presente.
– Quer dizer que gostou do livro então? — Ele disse chegando por trás do banco e a enchendo de beijos na bochecha e depois nos lábios.
– É claro que gostei, essa livro é maravilhoso! – Catherine sorriu, o reconhecendo pelo toque, segurou a mão do garoto, recostando-se em sua perna e olhou para cima, a fim de poder ver o rosto dele enquanto conversavam. – Como você está?
– Muito bem, mas poderia ficar melhor se você fosse almoçar lá em casa, metida. – Derick a olhou com cara de cachorro pidão. – E hoje seria perfeito, porque vão chegar balanças, uma estufa e duas muflas novas, ou seja, a gente não vai ter como usar o nosso amado laboratório e vamos poder ficar a tarde inteira...Juntos. – Ele disse com ar mal intencionado, elevando a sobrancelha direita.
– Ai meu deus! – Ela riu do descaramento dele. – Eu vou sim, passa aqui na sala, na hora de irmos embora.
– Êêêêêê! – Derick levantou as mãos para o céu, fingindo estar agradecendo, o que fez com que Catherine e Ellen gargalharam.
– É Derick,você é bem legal. – Comentou a amiga de Cath. – Eu achava que você nem ligar para os meros mortais como a gente. – Ellen disse timidamente, como era seu jeito de ser. – Eu via você tocando guitarra e super popular, curtindo a vida, pensei que achasse pessoas como nós, meio sei lá, idiotas, mas na verdade você é uma pessoa super simples. – O garoto sorriu envergonhado.
– Obrigado, fico feliz que sinta simpatia por mim, mas ninguém está acima de ninguém pra ter o direito de se achar superior, não é mesmo?
– Eu não falei, Ellen? Você fica tipo um bicho do mato, morrendo de medo do mundo e achando que as pessoas são intocáveis... perde essa neurose! – Stephanie completou impaciente enquanto se levantava do banco e andou em direção ao banheiro feminino. – Tô apertada, já volto!
Assim que Stephanie terminou de falar, o professor de Cath entrou na sala, e eles tiveram de se despedir. Ellen recolheu sua bolsa e seu fichário e correu para a sala. Catherine se levantou e Derick foi para sua frente, os dois se beijaram e a garota foi para a sala. O garoto já ia se dirigir à sua sala de aula, quando de repente reapareceu Stephanie, saindo do banheiro.
Em um décimo de segundo, ou menos, a conversa estranha que tiveram veio na mente de Derick, sentiu uma curiosidade enorme, precisava ao menos tentar saber o motivo pelo qual Steph havia dito aquilo.
– Hey! Preciso falar com você!
– Falar o que? Não pode ser outra hora? Minha aula já deve ter começado. – Ela disse mexendo nos cabelos.
–Tem que ser agora...Já adiei isso demais...Por que você disse que não ia dar certo entre eu e a Cath e que eu deveria me afastar? – Steph o olhou surpresa e pareceu tentar formular alguma resposta que justificasse. – Fala, eu quero saber. – Ele a pressionou.
– Quer saber o que eu acho? A Cath é fria e prática e você sabe disso, ela é muito certinha pra levar um cara que ela não confia o suficiente a serio, pra ter uma relação plena com você. E por isso uma hora ela vai cansar, vai ver que era fogo de palha e você só vai ter perdido seu tempo, e deixado de aproveitar a vida preso a alguém como ela. – Os olhos de Derick ficaram arregalados novamente e ele ficou calado, sentindo uma angústia enorme no peito. – Fofoca é uma coisa que eu abomino, e eu nem queria me meter, mas eu acho que quem avisa amigo é. – A garota disse enquanto andava para a sala.
Uma conversa mais estranha ainda do que a anterior, se perguntara a Stephanie para se esclarecer, agora parecia mais confuso do que nunca. Se não fosse aula de sua matéria predileta, talvez não conseguisse se concentrar nem um pouco. Mesmo assim a aula pareceu interminável e se arrastou até o meio dia. Derick estava desnorteado de tanta angústia que saiu quase derrubando uma das carteiras. Dessa vez, Cath era quem o esperava, do lado de fora e percebeu logo de cara a ansiedade do garoto.
– O que houve, Derick? – Catherine perguntou preocupada, ele a beijou imediatamente e a garota abriu um sorriso largo, seus olhos pareciam brilhar. “Fria? Não levá-lo a sério? Isso não fazia o menor sentido.” – Pensou Derick, conseguindo assim se acalmar. – Vamos logo Cath, vamos!
O casal rapidamente no primeiro taxi, assim que saíram da universidade, ficaram ali juntos, trocando olhares. Assim que puseram os pés na mansão, Catherine pôde ver que, além dos seguranças, não havia mais ninguém, apenas uma mesa posta, com um almoço para dois. *****
Os dois almoçaram e o clima estava ótimo, a temperatura estava relativamente baixa, o que foi mais um fator a contribuir para a aproximação do casal, e abraçados ficaram. Conversaram muito, e enquanto conversavam e o garoto observou que havia uma carta em cima da mesa da sala, que até então ele não havia visto, resolveu abri-la.
A carta apresentava selos de um Conselho o qual resolvia causas a respeito da criança e do adolescente. Foi exatamente esse, o Conselho o qual houve seu julgamento a respeito do incidente com drogas, na casa de Rui. O garoto pareceu congelar de nervoso por um instante, mas logo deu início à leitura da carta. Cath o olhava apreensiva, se dando conta de que algo de ruim poderia estar para acontecer. Em menos de um minuto ele acabou a leitura e a olhou sem expressão.
– Fala! O que tem nessa carta, Derick! Estou ficando nervosa!
– A carta diz sobre o fato de eu não ir pra reabilitação, como era o combinado dentro do prazo e então vou ter que cumprir o que tinha sido estabelecido antes... Meu pai tinha me dito que iria ser assim, mas lendo a respeito desse programa educativo, e saber que tá chegando perto, me assusta.
– Assusta por quê?

– Meu deve ter pai subornado Deus e o mundo e eu ainda vou ter que fazer trabalho voluntário... Eu nem sei aonde vai ser isso, se vai ser um lugar barra pesada, e o pior, isso vai ocupar parte do meu tempo livre, vou ter que diminuir os ensaios, mais que bosta! – Ele disse se sentando no sofá e colocando as duas mãos na cabeça, inconformado. – Logo agora que a minha banda ta dando certo, merda!
– Você pode parar de agir feito uma criancinha mimada, por favor? – Catherine sentou ao lado dele e o encarou seria.

– Por que ta falando assim comigo? – Derick falou em tom baixo, olhando nos olhos dela.
– Você está sendo ridículo, você tem que aprender a assumir os seus atos, ok? – O garoto a escutava com atenção. – Você foi homem o suficiente pra se envolver com traficantes de verdade e comprar suas porcarias, agora você tem que ser homem de verdade pra encarar as conseqüências disso e não repetir. – Ela parecia brava com Derick. – Nunca mais. – O garoto permaneceu calado, apenas escutando. – E, qual é o seu problema? Só vai ter que ajudar quem precisa, fazer um trabalho em orfanatos ou hospitais, ou sei lá, são pessoas e você vai fazer uma coisa de útil na vida, entendeu?
– Entendi, de verdade, eu agi que nem um idiota, e tenho que assumir isso... Mas sobre o que disse no final, eu faço outras coisas úteis na vida pô... – Derick falou com a voz manhosa.
– É, você beija muito bem! – Cath sorriu e o puxou para perto de si, dando-lhe um abraço. – É mesmo? Sei fazer outras coisas bem também. – Ele falou baixo, e a beijou, a segurando e a colocando em seu colo.

As pernas de Catherine ficaram entre as coxas do garoto, e, enquanto se beijavam, ele tirou o casaco da garota. Então Derick achou que ainda havia um assunto o qual ele precisava resolver com ela, de preferência, ainda naquele dia. Deu um beijo ardente na garota, colocou suas mãos por dentro da camisa da garota, abrindo seu sutiã. Catherine pareceu se render e tirou a camisa do garoto, deixando com que ele tirasse a dela.
Cada vez mais as coisas esquentavam e Derick se levantou do sofá, com ela ainda em seus braços, carregando-a para o quarto. Antes que chegassem, assim que entraram no corredor Cath parou o beijo e olhou tensa para o garoto, que pareceu não entender.
– Eu não posso fazer isso. – Ela falou com a voz triste, prestes a chorar. – Me desculpa, eu preciso ir pra casa. Não me pergunta nada.
– Tá bom. — Derick a olhou ainda sem expressão, mas estava decepcionado, soltou-a para que descesse de seus braços. – Eu te levo em casa...
– Não, eu quero ir sozinha. — Catherine se vestiu, deu um selinho em Derick, que parecia arrasado, e saiu da mansão sem dizer mais nenhuma palavra.

Notas finais
COMENTEEEEEEEEEEEEM!