Natural Disaster

12 Capítulo 12 - E agora?


Notas iniciais
Batendo recorde! Nunca postei tão rápido. Estou chocada comigo KKKKKKKKKKKKKKK Comentem!

– Prima, não vai ler o bilhete? Derick te mandou ontem e você até agora não abriu. – Disse Flávia inconformada com a apatia da prima, que parecia ignorar o bilhete. – Ele não escreveria se não fosse importante, ele queria falar mesmo com você. E, aliás, você nem me contou que eram amigos ou conversavam. Por quê?
– Por acaso você acreditaria? – Cath falou debochadamente. – Você iria dizer que eu tava inventando tudo.
– É verdade! – A prima riu. – Mas não vai ler o bilhete? Estou curiosa!
– Pode tirar o cavalinho da chuva, SE eu ler, não lerei na sua frente e em voz alta.

– O que!? Eu deveria é ter aberto esse bilhete, porque essa história está muito estranha...E você vai me contar sim, se não contar ficarei muito magoada. – Flávia resolveu apelar para a chantagem emocional e se sentou ao lado de Cath na cama.
– Ok, mas você não vai me zoar não, se zoar nunca mais te conto nada.
– Ok, Cath. – Flávia não estava entendendo nada.
Antes que pudesse terminar de abrir o bilhete, Helena bateu na porta e foi entrando no quarto da filha com uma bandeja de café da manhã.
– 9:30 da manhã e as mocinhas não desceram para o café. Se as mocinhas não vão até o café, o café vai até as mocinhas, ficar sem comer é que não vão. – A mãe disse com bom humor enquanto colocava a bandeja em cima da cama de Cath.
As garotas riram e a mãe percebeu que estavam tramando alguma coisa:
– Quer dizer que serei excluída da conversa? Do que estavam falando?
– Nada, mãe. – Flávia tentava disfarçar, mas estava com vontade de rir e isso a denunciava.
Helena ficou olhando decepcionada para a filha, como se tivesse ficado magoada com a garota, visto que nunca tiveram segredos entre si e agora Cath estava escondendo alguma coisa. Catherine não aguentou vê-la assim e resolveu confessar:
– Tá mãe, eu recebi um bilhete do Derick...Mas eu ainda não abri, vou abrir agora.
– Posso ficar aqui enquanto você lê?
– Pode. – Cath queria ler sozinha, mas as duas não tinham o intuito de sair dali e a garota finalmente leu em voz alta o que estava no papel.
“Ei, eu sei que poderia ter te mandado uma mensagem ou te ligado, mas isso eu faço toda hora.Sei que você não quer me ver nem pintado de ouro, mas eu não vou conseguir ficar em paz sabendo que está magoada comigo. E ouso dizer que está sendo injusta. Eu não vou ser hipócrita e falar que não queria que tivéssemos ido mais longe hoje de manhã, porque eu queria, e queria muito. No entanto, existe uma coisa que eu quero muito mais. Quero você perto de mim sempre, e quanto ao resto, tanto faz. Eu fiquei surpreso por você nunca ter se envolvido com ninguém dessa forma, mas não é porque eu acho que isso seja um problema. É porque você é linda, sinceramente me deixa louco, deixa qualquer homem louco. Desde o dia em que te conheci você vem me surpreendendo e sempre me mostra que a vida pode ser levada de um jeito diferente. Eu sempre fui um insconsequente e nunca liguei para nada, mas me importo muito com você. Me importo muito, mesmo você sendo uma metida, que não consegue enxergar as coisas que estão na sua cara, e tem essa mania insuportável de sempre interpretar tudo que eu falo da pior maneira possível. Sabia que isso também me magoa? Me deixa ficar na sua vida, por favor. Eu não sei o que é isso, não consigo tirar você da minha cabeça, então não ouse duvidar do que eu sinto.” – Derick Garrett Becker.

Todas ali ficaram sem reação, porém Cath estava em choque. Seu coração palpitava de tanto nervosismo, mas mesmo assim havia um sorriso estampado em seu rosto.
– Meu deus...Ele está apaixonado por você. – Flávia estava com os olhos arregalados.
– Eu sabia! – Helena riu por um segundo, porém se lembrou do resto do bilhete. – A que ele estava se referindo quando disse que queria que tivessem ido mais longe hoje de manhã?
Catherine ficou sem graça, mas não tinha como fugir:
– É o que você está pensando mãe. – Confirmou. – Mas te garanto que isso não vai rolar tão cedo, também não sei se será com ele.
– Filha, se for acontecer, você vai me contar, ok? E vai se cuidar, promete?
– Você sabe que sim, prometo.
Ficaram conversando ali por horas, Flávia e Helena desejavam saber de tudo sobre Derick, Cath gastou horas do dia para atualizá-las. Já era 12:10 quando o celular de Catherine tocou:
– Amiga, já saiu? Estou chegando no shopping. A Ellen já está nos esperando para almoçarmos juntas! – Stephanie Drummond.
– Me desculpem, eu esqueci, mas podem almoçar sozinhas! – Catherine Bellini.

– Não, você não vai fazer essa desfeita. Chegue atrasada, mas vá!- Stephanie Drummond.
– Ok, ok, eu irei. – Catherine Bellini.
A garota se arrumou rapidamente para encontrar as amigas, perguntou se sua prima gostaria de ir com ela, mas a mesma preferia ficar em casa. Pegou um ônibus e logo chegou ao Shopping.
Estava com o bilhete de Derick na bolsa e um grande sorriso no rosto, desejava ter a sorte de esbarrar com ele pelos corredores do shopping, e, assim sem querer, acabar em seus braços. Chegou na praça de alimentação e logo viu suas amigas acenando. Elas estavam sentadas numa pesa muito próxima a um restaurante japonês.
– Oba! Adoro comida japonesa! – Catherine estava radiante.
– Vamos sim! – As duas responderam em coro. Levantaram-se e logo foram fazer o pedido. A comida chegou rápido e logo se deliciaram, colocando os assuntos em dia.
– Mas, que sorrisão é esse no seu rosto, Cath? – Stephanie perguntou e a garota quase engasgou com o refrigerante.
– Como vocês são bobas! – Tentou disfarçar.
– Ah, fala logo! – Disse Ellen, curiosa.
– Leiam isso! – Ela pegou o bilhete de Derick na bolsa e entregou para Ellen. – É, eu sou muito rígida com ele, mas não achava que ele se importasse tanto.

As amigas estavam lendo o bilhete e, enquanto isso, Cath se mostrava empolgada demais com aquilo tudo. Ambas terminaram de ler, porém Catherine estranhou a reação das duas.
– O que acharam do bilhete? – Ela perguntou desconfiada.
– O que eu achei é que você mentiu para a gente, está louca por ele. – Ellen disse.
– Não exagerem, sem drama. Mas qual é o problema? – Cath não conseguia decifrar.
– O problema é que ontem a Carolina Ponzio estava o tempo todo com ele na festa. Depois do show sentaram juntos e eu vi o quanto ela estava se insinuando com uma blusa decotada e uma saia que dava para ver até o útero dela. Depois os dois saíram da festa juntos e ele entrou no carro dela. – Contou Stephanie.
Catherine pegou o bilhete e foi amassando-o lentamente, morria de ciúmes.
– Transaram, amiga. Você tem alguma dúvida? – Continuou. – Você não quer sair, fica trancada em casa e não vai à festa nenhuma, não bebe e é virgem. O Derick não está acostumado com isso, você deveria saber.
– Por que não me contaram antes?
– Porque você disse que ele era um passa-tempo e só. Pra mim, então estava liberado que ficassem com outras pessoas. – Ellen tentou se explicar.
– E é isso que ele é, não retiro nada do que eu disse. – Cath respirou fundo, disfarçando o ciúme e a tristeza. – Só que eu não vou mais participar desse joguinho dele.

Fingiu indiferença durante o resto do dia inteiro. Quando chegou em casa, agiu com naturalidade, detestava mostrar suas fraquezas. Apesar disso, quando a noite caiu, deixou as lágrimas escorrerem em seu rosto, logicamente que sem fazer barulho, para não acordar a prima que dormia no mesmo quarto. O pior de tudo era a dúvida. Queria ver se Derick seria capaz de agir como se nada tivesse acontecido depois de ter dormido com outra.
Domingo, Cath viu que Derick havia deixado mensagens, e ela respondeu a todas naturalmente, pois só segunda-feira tiraria a prova real dos fatos. O dia custou a passar e a garota apenas pensava no que iria fazer. O dia passou sem emoções, resolveu se focar no estudo, mas até assim pensava em Derick. Na hora de dormir, acabou com o livro sobre ciência que ela a dera nas mãos. O abajur estava ligado e ela leu até finalmente cair no sono.

No dia seguinte, se arrumou para ir á universidade, tomou o café da manhã com a mãe e com sua prima. Elas tocaram no assunto do bilhete, porém Cath conseguiu contornar a situação dizendo que estava atrasada e correndo para pegar o ônibus. Chegou rapidamente no ponto e, quase que por um milagre, seu ônibus estava lá. Queria chegar logo e saber se Derick a estava esperando em frente a sua sala, como de costume.
Quando chegou pôde ver que ele, como sempre, estava lá. Foi andando lentamente, tentando esconder o nervosismo. Ele estava de costas, e ela o cutucou:
– Oi Derick. – O garoto se virou e logo a puxou para um selinho, mas ela estava fria e distante. – O que foi? Não leu a carta que eu te mandei?
Havia marcas vermelhas no pescoço de Derick, dos beijos que Carolina o dera. A garota não estava conseguindo acreditar no nível de descaramento dele, apesar de não deixar transparecer, estava com muita raiva e não conseguia controlar o ciúme. Por isso, decidiu que não seria ela que sairia por baixo daquela situação:
– É sobre isso que eu quero falar.
– Gostou? – Ele estava com um sorriso terno no rosto e o coração de Cath rasgava ao olhá-lo.
– Só quero que as coisas fiquem claras entre a gente. Eu não vejo mais nenhuma graça em ficar com você e dá até pena do que escreveu, porque... – Ela começou a rir maldosamente. – Desculpa, mas... Não achei que você fosse do tipo sentimental. – Cath estava deliberadamente sendo cruel. – Para que não haja mais nenhum mal entendido, acho melhor a gente parar de ficar. Você é melosinho demais e isso me dá náuseas, por favor! – A garota jogou o bilhete no chão e entrou na sala.
Os olhos de Derick se encheram de lágrimas, estava se sentindo um lixo, não esperava ouvir aquilo, muito menos dela. Ela o havia humilhado e ele ficou ali parado, no meio do corredor, sem reação. Apenas pegou o bilhete, o jogou no lixo e foi andando com a cabeça baixa em direção à sua sala. Seu coração sangrava tanto que não conseguia encarar as pessoas nos corredores, nem olhar para frente.

Notas finais
COMEEEEEEEEEEEEENTEM!