Natural Disaster

10 Capítulo 10 - Intensidade


Notas iniciais
Desculpem novamente, estou postando com uma semana de atraso, mas realmente não foi possível postar antes! Estou em final de período, muitas provas :/ mas na próxima semana isso já estará resolvido! Enfim, sobre o capítulo, as coisas tão ficando quentes... HAHAHHAHA

Finalmente sexta-feira, e é claro que teria um show ou alguma festa para que Derick e seus amigos pudessem se divertir. Caso nenhuma das festas lhes agradasse, ainda restaria a praia, as ruas, as drogas, as mulheres e tantas outras diversões que faziam com que essa juventude se sentisse viva. O garoto não parava de receber mensagens em seu celular, mesmo às 6 horas da manhã. Bem como vocês devem imaginar, alguns amigos de Derick não dormiam por levarem uma vida desregrada, portanto fazia todo sentido que não tivessem noção de horário.
O rapaz acordou mal humorado, há alguns dias estava sem fumar e isso lhe fazia falta, todas aquelas mensagens só o faziam se lembrar disso o tempo todo. Abriu a gaveta de seu criado-mudo e pegou um maço de Marlboro vermelho, seu cigarro preferido. Pegou um isqueiro e se preparou para fumar.

Ah, que saudades ele tinha daquilo, até chegou a acender um, porém havia algo que não o deixava colocar o cigarro em seus lábios. “- Promete que nunca mais vai usar essas porcarias?” “Prometo!”. O garoto lembrou-se da promessa que havia feito para Catherine, aquilo o torturava. O cigarro era um vício, mas Cath era um vício maior ainda. Derick não estava afim de colocar tudo a perder.
Correu o mais rápido que pôde para não se atrasar, queria chegar o mais cedo possível para ver a garota antes da aula, aquilo o animava, o colocava nos eixos. Nem tomou café da manhã com a família, também não resolveu incomodar o motorista, pois sabia que a prioridade era o transporte de seus pais ao trabalho. Apenas despediu-se de todos e, de skate, foi para Bergenthal.
Chegou e foi direto para a porta da sala de Cath, precisava vê-la. O desespero tomou conta de Derick quando olhou para os lados e não a viu. “Droga! Devo ter chegado tarde!” – Pensou enquanto colocava as mãos na testa até que, de repente, sentiu duas mãos macias tapando-lhe os olhos.
– Adivinha quem é... – Catherine sussurrou no ouvido esquerdo do garoto, o fazendo estremecer.
Derick tirou as mãos dela de seus olhos e sorriu aliviado, não era tão tarde assim, ainda poderia desfrutar daquela companhia por alguns minutos.
– Ainda bem que você está aqui, pensei que fosse muito tarde e que já estivesse na aula..
– Mas você não viu que a sala está vazia? – Indagou a garota.
– Não. – Ele respondeu envergonhado. – Sou muito besta mesmo. – Os dois sorriram na mesma hora.
– Mas e você? Não vai pra aula não?
– Já está querendo me dispensar é?
– É claro que não, seu emo, é porque eu não tenho aula e quero saber se você pode matar a sua comigo. – Ela o olhava de cima a baixo.
– Vou fazer esse sacrifício por você... – Ele disse a puxando para perto de si e a cobrindo de beijos. – Catherine sorriu.
O garoto deu a mão para Cath e andaram até um dos grandes gramados da universidade. Derick deitou na grama, apoiando a cabeça no colo da garota. Ela o acariciava enquanto conversavam sobre assuntos os quais qualquer um, exceto eles, acharia desinteressante.
Com quem e onde mais Derick poderia falar sobre pesquisas científicas sem ser durante as aulas da faculdade? E, mesmo assim, muitos dos que cursavam a graduação junto com ele não pareciam ser apaixonados pela medicina. Estavam por dinheiro, prestígio, pressão da família, entre outros motivos, mas não paixão. Derick olhava nos olhos de Cath e tinha certeza da sinceridade de seus sentimentos, tal como amava a ciência, e nos braços dela se sentia no lugar onde deveria estar.
– Ei, preciso ir ao banheiro... Já volto ok?
– Tudo bem linda, vai lá. – Derick deu um selinho em Catherine e se levantou do colo dela, para que ela pudesse sair.
Ele a observou andar, apesar de o tempo estar frio, o sol, mesmo que tímido batia nos cabelos loiros dela, que balançavam de um lado para o outro. Estava entretido com aquela visão, até que ouvir passos se aproximando dele, e olhou para trás. Eram seus amigos de sempre, que praticamente exigiam explicações. Emma, Enzo, Rachel, Mariah, Rui, John e Natasha, alguns dos que andavam sempre à sombra de Derick, seguiam-no por todas as festas, iam a todos os shows da The Rebel Machine e o viam quase que como um modelo a ser seguido e admirado.
– Não lembra mais da sua gente, Derick? – Emma estava com os braços cruzados e o olhava com fúria.
– Claro que lembro! Como é que vocês estão? – O garoto abriu um sorriso e levantou para cumprimentar os amigos.
Dirigiu-se em direção a Mariah para abraçá-la, porém pode notar o clima tenso no ar.
– O que foi gente?
– O que foi!? – Mariah disse irônica. – O que não foi né, você sumiu, Derick. – Todos estavam o olhando sérios. – Desde que começou a ficar com essa garotinha.
– Não sumi, é que eu sei que se eu sair com vocês nós vamos fumar, beber e etc...
– E daí cara? Você nunca viu problema nisso. – Josh o indagou como se realmente não estivesse entendendo nada.
– Mas agora eu vejo cara...
– Não brother, você não vê! Eu te conheço, é essa mulher que tá te cegando, não é? – Josh continuou. – Você tem que reagir, você nunca foi assim brother. Vai virar capacho de mulher?
– Derick, essa situação tá ridícula, hoje mesmo te enviei 5 mensagens, te convidando pra sairmos e você nem ligou...Essa garota é uma caretona, é ridícula. – Rachel disse.
– É, eu também mandei mensagem pra você, falando da Carol, do 5º período de Direito, que é a maior gata, está te dando mole e você simplesmente não faz nada! Qual é o seu problema? Não dá nem pra te reconhecer, irmão. – Completou Rui.
Derick estava sem graça e pensativo, eram perguntas, críticas, exigências e cobranças em série, eram inúmeras acusações, tentando o depreciar, o fazendo pensar que estava errado, que não tinha o direito de se apaixonar, muito menos de mudar sua maneira de agir.
– E quem disse que eu não vou sair? Sou eu porra, eu vou e faço o que eu quiser, e vocês lavem as suas boquinhas antes de virem falar que eu virei capacho de mulher. – Derick respirou e disse de repente, num impulso para não parecer fraco, enquanto estendia a mão para pegar um cigarro com Natasha.
Todos ficaram surpresos e o olhavam admirados acender o cigarro.
– Ufa cara, que susto você nos deu... – Disse Enzo batendo nas costas do amigo.
– Susto? Vocês é que são loucos. Parou a palhaçada ok? Eu queria dar um tempo pra não arrumar problema em casa por hora só, não tem nada a ver com a Cath. Mas mesmo assim, foda-se né, a vida é pra aproveitar.
Seus amigos o abraçaram e festejaram, pareciam aliviados com aquilo, exceto Emma, que continuava com um olhar de desconfiança. Talvez fosse a única que imaginava que Derick não estava sendo realmente sincero. Todos se sentaram na grama para conversar. Mariah e Natasha logo se dirigiram para o colo de Derick, estavam com roupas curtas e provocantes, mas a intenção era realmente provocar.
Catherine viu de longe aquela aglomeração de pessoas, e foi andando em direção a eles. Ao chegar, ficou surpresa e arregalou os olhos, olhando para Derick, sem entender nada. O garoto estava fumando, com duas garotas no colo. Ao ver Cath, ele pediu que as garotas saíssem e levantou para abraçá-la. A garota estava totalmente confusa, realmente não sabia o que pensar.
– Vamos lá em casa comer alguma coisa, Cath? – Ele disse.
– Comer alguma coisa... – Rui disse. – Ou alguém! – Todos em volta riram e Cath ficou vermelha, totalmente envergonhada.
– Ei, sem gracinha pra cima dela, ok? Não quero que falem assim. – Todos obedeceram.
Começou a chuviscar de repente e Derick cedeu seu casaco para Cath.
– Mais um bom motivo pra irmos lá pra casa? Bora? — Ele insistiu e Cath não sabia o que dizer. – Vamos? – Ele apagou o cigarro. – Já provei que me comporto!
– Vamos! – Ela voltou a sorrir e pôde notar os olhos invejosos das “amigas” de Derick. – Vamos sim, amor... – Cath também sabia provocar.
Pegaram um taxi e chegaram rapidamente na Mansão. Não havia ninguém além dos seguranças no jardim, só um bilhete. “Filho, liberei as meninas para um dia de folga. Beijos, te amo, Lilian.”
Bom, somos só nós dois então... – Derick disse enquanto tirava a camisa.
– O que é isso, Derick? – Cath corou ao vê-lo sem camisa e não pôde disfarçar o nervosismo.
– Sou eu ué. – Ele chegou perto do rosto dela, como se fosse beijá-la. – Ah, desculpa, não quero te assustar. Só vou trocar de camisa porque essa daqui tá meio molhada né...
– Ah bom. – Ela sorriu aliviada.
– Quer uma camisa minha ou da minha mãe? Você tá toda molhada também.
– Quero sim, mas pega uma sua porque não pega bem eu sair mexendo nas coisas da sua mãe, mal a conheço.
– Ela não iria se importar, mas tudo bem...Vem pro meu quarto comigo escolher uma.
Ao chegarem no quarto, Derick foi abrindo a gaveta para pegar algumas camisas.
– Vem aqui escolher uma. – Ela foi e se posicionou ao lado dele.
As camisetas de Derick eram muito legais, Cath fingiu não saber qual escolher, na verdade ela nem estava prestando atenção em nenhuma camiseta, mas sim no corpo do garoto e o pior é que não conseguia disfarçar. Apenas conseguiu parar de olhar quando o interfone da casa tocou e Derick foi correndo atender. Nesse meio tempo, o celular de Derick começou a tocar em cima da cômoda.
– Derick, seu celular está tocando! – Gritou Cath do corredor.
– Pode atender!
A garota ia atendê-lo, porém, ao segurar o celular, desligaram. Quase que automaticamente, uma mensagem pulou na tela do celular do garoto e Cath não pôde deixar de ler.
“Você vai na festa de hoje, não vai? Depois você pode dormir aqui comigo, tá frio e eu não quero ficar sozinha” – Carolina Ponzio.
Catherine se encheu de ciúme, não sabia nem dizer o que faria caso Derick fosse a essa festa, e o pior, ainda fosse aceitar o convite da garota. Derick voltou ao quarto e viu Cath seria.
– Que foi? Tá tudo bem? – Disse enquanto acariciava o rosto dela.
– Tá sim. – Mentiu.
– Chegou uma encomenda para a minha mãe, desculpa ter te deixado sozinha. Quem era no telefone?
– Eu não sei, desligaram e eu acabei nem vendo.
– Ah sim, então não devia ser importante...
– É...
Derick simplesmente não conseguia controlar suas vontades, desejava Cath mais do que tudo. Aproximou-se dela e a beijou, o que a fez esquecer do ciúme que estava sentindo. Ele era muito carinhoso, de uma forma que nunca fora antes, a desejava com paixão e ansiedade, mas se preocupava em deixá-la tranquila e à vontade. Os beijos foram ficando mais quentes, e o pescoço era o alvo preferido do garoto. Sem se dar conta do que isso significava, Catherine foi se entregando e Derick a deitou em sua cama. Posicionou seu corpo sobre o dela e percebeu que ela relaxara em seus braços. Os beijos, que antes eram na boca, foram descendo para todo o corpo da garota.
– Cath...– Ele sussurrou no ouvido da garota, fazendo-a estremecer.
Ela apenas abriu os olhos e o olhou fixamente, o que o paralisou, estava hipnotizado e apenas reagiu ao receber mais um beijo dela.

Notas finais
Comentemmmmmmmmmmmmmmmmmmmm! Beijoss