National Anthem

29 Capítulo vinte e oito — Worry


Notas iniciais
Oi. Não sei nem se alguém ainda lê essa história, mas não, isso NÃO é uma miragem! Depois de quase um bilhão de anos, voltei com capítulo novo. Admito q tô com um friozinho na barriga de voltar aqui, senti muita falta. Antes de tudo, tia Queen quer pedir desculpas pela demora. Tô cheia de problemas, a faculdade me estressando, minha saúde não está boa... enfim, a vida adulta é uma merda, agora sei disso. Não vou prometer q não vou sumir de novo, pq é bem provável q aconteça, mas saibam q eu estou me esforçando pra trazer mais capítulos novinhos pra vcs! Quero também agradecer à Dona Encrenca e à Agent Nalla (te amo, baby!) pela recomendações lindas! Muito obrigada mesmo! ♥ Sem mais delongas, vamos ao capítulo. Não está tão gigante quanto os outros, mas acho que essa vai ficar sendo a média de palavras daqui pra frente. Espero que gostem e boa leitura!

“How long can you wait to breathe deep?

It's hard to believe

But I know your heart still beats

It ain't over yet

The light's right here

And we're coming up for air”

Coming Up For Air — Signals in Smoke

Torre Stark

Fazia apenas alguns instantes que Louis havia colocado os pés dentro da Torre Stark, e uma dor de cabeça irritante lhe incomodava enquanto caminhava. Jogou-se no sofá da grande sala de estar e fechou os olhos por um momento, tentando fazer seu corpo relaxar por um mínimo tempo sequer que conseguisse, mas a preocupação que culminava em sua mente lhe impedia de fazer tal coisa. O silêncio parecia ser um castigo, e logo ela que tanto gostava de ser solitária, agora não pensava daquela maneira. Um medo irracional ameaçou tomar conta de sua mente. A verdade é que o medo que sentia possuía nome e sobrenome: Stella Romanoff.

A simples ideia de algo ruim acontecer com sua melhor amiga já lhe fazia perder o foco, perder o chão, perder o rumo. E não que ela quisesse pensar nisso, mas depois de tudo o que havia presenciado com Stella, a Stark simplesmente não conseguia evitar pensar em tantas possibilidades ruins. Claro que também sabia que Bruce e Tony não ficariam parados apenas observando, confiava neles, sabia que estavam trabalhando em alguma maneira de reverter a situação, e ainda assim, não conseguia desligar a preocupação latente dentro de si. A falta de notícias a respeito de Stella também estavam lhe levando a loucura, mesmo com Skye lhe garantindo que avisaria se algo mudasse. Louis ainda conseguia sentir seu coração pesar quando olhou para a ruiva uma última vez antes de ir embora da SHIELD e voltar para a Torre. Lembrava da sensação angustiante que sentiu e continuava a sentir.

Querendo espantar tais pensamentos, Louis abriu os olhos de forma abrupta e colocou-se de pé em um pulo, passando suas mãos sob o rosto claramente cansado e ignorando a dor de cabeça que ainda se fazia presente. A garota aproximou-se da grande janela de vidro da sala, e começou a caminhar de um lado para o outro, distraída com a paisagem que tinha da cidade.

— Jarvis, onde está o meu pai? — perguntou sem muita cerimônia, após uma longa pausa silenciosa. Não que ela quisesse atrapalhar Tony com o que ele poderia estar fazendo no momento, mas precisava. Estava apenas seguindo ordens.

O Sr. Stark se encontra no laboratório, Srta. Stark. — a IA prontamente respondeu, e Louis sorriu, soltando um suspiro pesado, já imaginando que receberia tal resposta.

— Pode avisar que o Coulson precisa dele na SHIELD agora? E diga que é muito importante, por favor. Estarei no meu quarto se ele perguntar — Explicou a garota, pausadamente.

É claro, Srta. Stark. — Escutou a voz eletrônica de Jarvis a responder, e agradeceu.

Em outros momentos, Louis estranharia a atitude de Tony, pois fazia tempo que ele havia deixado o vício de passar a maior parte do dia trancafiado no laboratório. Entretanto, a Stark não sequer se importou com isso depois de tudo o que enfrentou durante o dia. Estava cansada demais para sequer protestar.

Quando o silêncio voltou a se fazer presente, a garota acabou por concordar que precisava de um longo banho e de boas horas de sono, só assim conseguiria relaxar seu corpo e se preparar para enfrentar mais uma noite na SHIELD. Se algo acontecesse com Stella, qualquer mudança fosse, ela queria estar e estaria lá, ao lado da melhor amiga. Isso sim lhe deixava um pouco mais tranquila. Não demorou muito para Louis começar a caminhar em direção à escada, subindo com certa rapidez e indo em direção ao seu quarto.

Entretanto, antes que pudesse seguir seu trajeto até o quarto, a Stark notou a presença de Logan, apoiado no parapeito da escada, observando o movimento nervosos de suas próprias mãos e com um copo de bebida preso entre seus dedos. Por mais que estivesse um tanto chateada com seu irmão, Louis não conseguiu deixar de notar que ele parecia tão preocupado quanto ela estava, e sem saber exatamente o que estava fazendo, acabou por se deixar aproximar do loiro, o qual deixou um suspiro escapar.

— Nosso pai me explicou a situação da Stella. Ela vai ficar bem, não é? — inquiriu ele com certa dúvida, ainda sem encarar a irmã, que agora se encontrava ao lado dele. Louis cruzou os braços sobre o peito e abaixou a cabeça com pesar, sem saber ao certo como responder àquela pergunta. E sem saber também se devia de fato responder a tal pergunta. Sequer sabia se deveria mesmo ser tão amigável assim.

— Eu não sei, Logan. Eu não sei — respondeu com sinceridade, enfim fazendo com que Logan a encarasse com certa tensão. O movimento das mãos do garoto tornou-se mais nervoso quando ele escutou as palavras de Louis. Algo que ele não conseguia explicar. Era preocupação. Uma preocupação latente e inquestionável que começava a se manifestar com afinco, o deixando refém de seus próprios e piores pensamentos.

Fora a vez de Louis levantar a cabeça e suspirar mais uma vez, deixando um meio sorriso transparecer. Quando Logan voltou a desviar seu olhar do dela, a garota colocou uma das mãos sobre o ombro do irmão e o apertou com força, não sabendo exatamente o porquê de fazer aquilo. Talvez apenas querendo lhe dizer que, acima de tudo e por mais que houvesse mal-entendidos entre os dois, ela o entendia naquele momento. E isso bastava.

Depois de certo tempo, em silêncio, Louis deu as costas para o garoto e seguiu seu caminho para o quarto, voltando a deixar Logan sozinho e consumido por sua própria mente, sentindo o gosto da forte bebida que lhe acompanhava corroer sua garganta sem nenhum problema.

“All the voices in my mind

Calling out across the line

And I saw scars upon her broken heart”

[...]

SHIELD

Jemma Simmons encarou Steve e Natasha por um longo tempo até conseguir manter a calma. Soltou um suspiro nervoso, sentindo seu corpo ficar tenso por estar sendo observada por tantas pessoas de uma única vez. Um tanto constrangida, a cientista olhou para Bruce, que ainda ao seu lado, lhe mostrou um sorriso encorajador, dando a autorização necessária para que ela prosseguisse. Àquela altura, Rogers e Romanoff não conseguiam mais conter a ansiedade que culminavam suas mentes por longos e torturantes minutos.

— E então, Jemma. O que é?! — quem se manifestou foi Clint, agitado, sua voz soando mais alarmada do que o necessário enquanto ele se aproximou um pouco mais de Steve e Natasha. O olhar do Gavião Arqueiro traduzia nervosismo, algo não muito longe do olhar de seus companheiros. O silêncio parecia agonizar cada pessoa no recinto, deixando tenso o ar do ambiente.

Banner cruzou os braços sobre o peito e tornou a ficar sério enquanto Jemma preparou-se para enfim explicar o que pretendia. Cada segundo que se passava, Natasha se mostrava ainda mais angustiada, buscando apoio em Steve, não precisando ir muito longe para notar que ele se encontrava na mesma situação que ela. Talvez até mesmo pior. O medo de perder sua filha não deixava a mente do Capitão em paz nenhum segundo sequer. Vez ou outra, Steve acabava por trocar um rápido olhar com Bucky, o qual continuava quieto demais, apenas atento a tudo que acontecia ao seu redor. Sam parecia o mais calmo até então, mas sua calmaria se dissipou com o pensamento a respeito do que escutaria ali, e sem aguentar mais a situação, acabou começando a andar de um lado para o outro, também quieto demais.

A mão de Natasha continuava firmemente entrelaçada com a mão de Steve, e nenhum dos dois sequer fez menção a quererem se afastar um do outro. Não naquele momento. Sejam quais fossem seus problemas, aquele não era o momento certo para questionarem sua relação. Queriam apenas que Stella ficasse bem. Queriam salva-la acima de tudo.

— Extremis — foi tão simples e direto. Enfim, a revelação de Jemma deixou o ar ainda mais tenso. Steve, Clint e Sam assustaram-se com a palavra que escutaram depois de tanto ouvirem falar a respeito do tal vírus, mas o Capitão não conseguiu conter uma ponta de curiosidade percorrer sua mente. Por sua vez, Bucky apenas estreitou o olhar nos dois cientistas, mas não se manifestou. Enquanto isso, Natasha mostrou-se tensa. Os lábios de Simmons curvaram-se em um sorriso afetuoso enquanto ela tentava explicar melhor: — Eu sinto muito, mas o Extremis é a única e viável alternativa que temos no momento. Acreditem, Bruce e eu estamos sem opções, assim como a Stella. Não temos tempo suficiente.

Silêncio. Mais uma vez.

— Isso era para fazer eles se sentirem melhor? ­— questionou Sam, quebrando o momento de quietude, não medindo sua ironia, tentando e querendo a todo custo disfarçar o nervosismo em sua voz.

— Espera, está faladando sério? — Clint soltou uma risada nervosa enquanto observava Jemma e Bruce, sem saber ao certo se havia mesmo escutado aquilo e se eles estavam de fato cogitando aquela opção tão instável e tão inesperada. Não que ele estivesse esperando algo mais fácil em relação àquilo. Nada seria mais fácil.

— Não. Fora de cogitação — fora a vez de Natasha impor, e no mesmo instante, todos os olhares se voltaram para a agente. Bruce engoliu em seco e Jemma abaixou a cabeça.

— Natasha! — Steve a repreendeu, encarando a ruiva com certa raiva e soltando a mão dela em um gesto abrupto, fazendo Romanoff revirar os olhos e cruzar os braços sob o peito, claramente incomodada pelo fato do Capitão estar dando ouvidos àquela ideia estúpida.

Enquanto observava tudo aquilo, Bucky não conseguia conter seus próprios pensamentos, imaginando se Steve estava mesmo disposto a prosseguir com a opção do Extremis. Claro que, em tanto tempo nas mãos da HIDRA, o Soldado sabia exatamente o que poderia ser. Se estivesse correto, ele sabia do que o vírus Extremis era capaz. Droga, ele via de perto do que era capaz! Como diabos poderia negar isso? Não podia.

Natasha, claramente nervosa, fazia milhares de perguntas à Bruce enquanto Jemma a contradizia todas as vezes, mas nada daquilo parecia melhorar a opinião da ruiva. Clint observava tudo muito quieto, se manifestando apenas quando necessário, enquanto Sam apoiava a opinião de Steve sempre que o Capitão tentava ver o lado positivo. Entretanto, o silêncio foi absoluto quanto, pela primeira vez, a voz de Bucky havia sido escutada.

— Está se referindo ao vírus Extremis, certo? — a pergunta do Soldado foi simples e direta, mas fez com que Jemma soltasse um suspiro aliviado ao finalmente conseguir explicar o que estava em sua mente, e quem sabe faze-los entender que essa é era a única chance. Bucky a encarou com certa dúvida ao arquear as sobrancelhas. Outra vez, Natasha revirou os olhos.

— Sim, Sargento Barnes — assentiu Jemma, em meio a um outro suspiro, deixando Steve um tanto surpreso com a pergunta feita pelo melhor amigo.

— Mesmo preso na HIDRA, eu via tudo o que o vírus Extremis é capaz de fazer. Se usado da maneira certa, consegue regenerar, curar pessoas, ou até mesmo mais — as palavras do Soldado despertaram a curiosidade de Steve e Sam, ainda que Natasha e Clint estivessem se mostrando um tanto duvidosos em relação a tudo ali.

— Induzir um processo de cura, regenerar e estabilizar — Bruce observou o Soldado enquanto sorria de forma orgulhosa, e ao voltar-se mais uma vez para Steve e Natasha, Banner assentiu e disse por fim: — É exatamente isso que o vírus irá fazer.

— Se conseguirmos estabilizar o vírus, não irá fazer mal ao corpo da Stella, mas sim coloca-la em um processo de cura pelas células do próprio sistema imunológico — Simmons não conteve um sorriso empolgado ao continuar a explicação que tanto queria. Em seguida, a cientista trocou um rápido olhar com Bruce ao completar: — Ficará mais forte e mais resistente quanto entrar em contato com o reagente do Extremis.

— Da mesma forma que o Tony fez com o Logan quanto nasceu. Ele estabilizou o soro no próprio corpo do Logan quando ainda era bebê — Bruce fez uma breve pausa e observou cada um ali presente antes de prosseguir: — Pode funcionar com a Stella também, a diferença é que iremos estabilizar o vírus fora do corpo dela.

— Encarem isso como dar vida nova ao corpo em um curto espaço de tempo, o suficiente para a Stella se recuperar completamente e viver bem com isso —a cada explicação dita por Jemma, a Viúva Negra sentia seu corpo ficar ainda mais tenso, não gostando muito da opção de Stella ter o vírus Extremis circulando em suas veias. Seu medo era que ela não resistisse ao Extremis ou que aquilo pudesse piorar a situação ainda mais. Afinal, haviam efeitos colaterais.

Steve cruzou os braços e olhou rapidamente para Natasha antes de abaixar a cabeça, pensando e repensando na hipótese proposta por Bruce e Jemma. Impaciente, Romanoff fechou a cara, deu as costas para o Capitão e começou a andar de um lado para o outro enquanto Clint e Bruce a observavam com certa dúvida, não tendo a mínima ideia do que se passava na cabeça da ruiva. Mas, definitivamente, ela não estava nada feliz com a situação.

O silêncio, outra vez, tornou-se insuportável. A tensão era visível em cada um ali, Bucky conseguia notar isso, até mesmo porque não podia mentir para si mesmo e negar que também estava tenso. Estaria sim mentindo se negasse. Então porque negaria? Não precisava. Não diante da delicada situação em que todos se encontravam. E foi pensando dessa forma que o Soldado ergueu os olhos na direção de Steve e o observou com certa cautela.

Sam aproximou-se um pouco de Jemma e, com uma seriedade perceptível, iniciou uma série de perguntas a respeito do Extremis, perguntas as quais a cientista fez questão de responder, explicando tudo o que podia. Enquanto isso, Bruce e Clint tentavam conversar com Natasha, mas a ruiva colocava-se na defensiva sempre que podia, tornando ainda mais difícil seu ponto de vista. Parecia que nunca iriam chegar a um consenso ali.

Com o coração apertado, Steve respirou fundo ainda de cabeça baixa, não se importando com o burburinho de vozes que pouco a pouco começava a surgir. Entretanto, Steve notou seu corpo relaxar um pouco quando sentiu alguém apertar seu ombro como uma forma de tentar confortá-lo, e ele não precisou pensar muito para reconhecer o toque. Bucky.

— O que você decidir, apenas saiba que estou do seu lado — o Soldado murmurou, sua voz mostrou-se firme, mas ainda assim, confiante, fato que fez Steve soltar um leve e tímido sorriso. Bucky aproximou-se um pouco mais e colocou-se à frente do amigo.

— Eu sei, Buck. Eu sei — respondeu Steve ao erguer a cabeça, encarando Bucky em sua frente à medida que ele afastava sua mão do ombro do Capitão, aquiescendo em um claro sinal de concordância. Sem dúvidas, aquele era simplesmente o apoio que Steve precisava, e não se importou em parecer sentimental demais. Afinal, era a vida de sua filha que estava em jogo. Como conseguiria não expor seus sentimentos quando Stella corria riscos?

Não demorou muito para Sam aproximar-se dos dois, colocou-se ao lado de Bucky e lançou um sorriso amigável na direção de Steve enquanto Jemma observava os três com certo pesar. Logo, fora a vez do Falcão colocar a mão no ombro do Capitão e o apertar com certa força, novamente fazendo-o deixar um leve sorriso escapar.

— Não que eu queira sequer admitir, mas concordo com o Barnes nisso — admitiu ele. A ironia aparente na voz de Sam fez Bucky quietamente revirar os olhos, fato que Steve não pôde negar ter achado um tanto cômico de se ver. Wilson então afastou a mão do ombro do Capitão, cruzou os braços, e ainda encarando Steve, disse por fim: — O que você decidir, Steve, também estou do seu lado.

Ele sorriu com as palavras que escutou, aquiescendo com mais um breve sorriso, e Steve agradeceu aos céus por ter Sam e Bucky ao seu lado. Sem dúvidas, era algo que precisava, só assim conseguiria tomar uma decisão de forma sensata. E no fundo, algo lhe dizia que sua decisão havia acabado de ser tomada. Dessa forma, Rogers ergueu o olhar na direção de Jemma e Bruce, que agora conversavam calmamente lado à lado, e sem esperar por mais nada, aproximou-se dos dois. Sam o seguiu no mesmo instante, se mantendo um pouco afastado, e Bucky soltou um suspiro profundo antes de enfim seguir Steve.

Simmons e Banner viraram-se na direção do Capitão quando ele se aproximou de ambos, encarando-os com firmeza e certa... Esperança. Notando isso, Natasha estreitou o olhar e rapidamente também caminhou na direção dos dois cientistas. Clint fez o mesmo logo em seguida. E então, quando perceberam, estavam todos mais uma vez ao redor de Bruce e Jemma, atentos a qualquer coisa que sequer acontecesse ali.

— Tudo bem, vamos fazer isso. Vamos tentar o Extremis — a afirmação de Steve foi segura, direta, sem rodeios, fazendo um sorriso aliviado surgir em Jemma e Bruce. Entretanto, Natasha não pareceu reagir muito bem a decisão de Steve, e não demorou muito para ir contra.

— Não, nós não vamos. É perigoso demais! — impôs ela, resoluta, encarando Steve com certa raiva. Clint apenas balançou a cabeça de forma negativa e trocou um olhar com Sam, deixando claro que não estava aprovando a decisão da Viúva Negra por tanto ir contra a opção do Extremis. Se havia de fato uma forma de salvar Stella, então porque não tentar?

— É mais perigoso ainda não fazermos nada enquanto a Stella está morrendo! — Steve acabou deixando-se mostrar mais firme do que o necessário, fazendo Natasha arquear as sobrancelhas de forma duvidosa. Notando isso, Rogers aproximou-se rapidamente da ruiva quando ela abaixou a cabeça, e ao erguer o rosto dela, fazendo Romanoff o encarar outra vez, não conteve suas próprias palavras: — Eu não quero perder nossa filha, e sei que você também não quer. Mesmo que seja perigoso, nós precisamos tentar isso, Nat. Pelo bem dela.

O olhar da ruiva se amenizou no momento em que escutou tais palavras, deixando todos ali atentos ao o que ela falaria ou como iria reagir. Steve acariciou o rosto de Natasha à medida que ela relaxava diante do toque dele, ainda mantendo seus olhos firmes no Capitão à sua frente. E então, depois de algum tempo, ela enfim aquiesceu.

— Ok. Vamos tentar — concordou Romanoff, confiando na opinião de Steve, continuando a encara-lo enquanto ele respirava mais aliviado.

Clint e Sam sorriram satisfeitos com a decisão de Natasha. Por sua vez, Bucky sorriu de forma tímida, e afastando-se um pouco dos outros, não conseguiu evitar que seu olhar se voltasse para Stella, observando-a pelo vidro e notando que ela ainda dormia de forma pacífica e tranquila, tão quieta. Agora, lhe restava apenas esperar e torcer para que o tal vírus Extremis de fato funcionasse. Ao menos, teria certeza de que ela não morreria. Ela não podia morrer.

Enquanto isso, Steve sorriu para Natasha e a beijou na testa por um longo momento, esvaindo qualquer tensão que sequer apossasse o corpo da ruiva. Ao afastar-se dela, lançou-a um olhar sereno uma última vez antes de voltar-se novamente para Bruce e Jemma. Não demorou muito para Romanoff colocar-se ao lado do Capitão, e suas mãos voltaram a se entrelaçar, agora com ainda mais força. A ruiva gostou disso.

— Me digam exatamente o que precisam que façamos — afirmou ele com total convicção, assim fazendo Jemma e Bruce aquiescerem, preparando-se para explicar no que tanto estavam pensando desde o início.

Simmons e Banner apenas não sabiam como iriam contar que o último frasco do Extremis estava nas mãos da HIDRA. Pelo visto, ainda teriam um longo caminho pela frente. Todos os olhares no ambiente mais uma vez voltaram-se para os dois, mas antes que ambos os cientistas pudessem sequer começar a explicarem seu “plano”, foram interrompidos.

— Senhores — a voz de Phil Coulson ecoou no corredor enquanto o diretor da SHIELD se aproximava do pequeno grupo reunido no lugar, e todos eles o encararam com certa dúvida. Logo, Coulson sorriu ao parar diante deles, sendo o mais óbvio e direto que sequer pudesse conseguir: — Sinto muito, mas vou precisar interrompê-los agora.

A curiosidade e a surpresa no olhar de cada um ali tornaram-se ainda mais aparente quando alguém surgiu ao lado de Coulson. Sem dúvidas, não esperavam vê-lo ali.

— Thor? — o nome do deus asgardiano foi dito ao mesmo tempo por Steve, Natasha, Clint e Bruce, de forma abrupta, surpreendendo até mesmo o próprio deus. Bucky e Sam se entreolharam com certa dúvida, e logo também encararam Thor. Ao lado deles, Jemma fez a mesma coisa, estranhando o fato de Thor e Coulson estarem ali.

— É bom vê-los outra vez, ainda que nessas circunstâncias — Thor sorriu complacente na direção dos outros Vingadores, ainda que estivesse tão sério e contido. O que quer fosse o motivo de tal visita, sem dúvidas deveria ser algo muito sério.

— Coulson, o que diabos está acontecendo aqui? — questionou Steve com certa irritação, buscando alguma resposta ao observar Coulson. Natasha estreitou o olhar sobre o diretor quando o mesmo soltou um suspiro tenso. Clint pareceu ter a mesma ação que a ruiva, dando alguns passos para trás e ficando ao lado de Bucky e Sam.

Mas a chegada de mais alguém os interrompeu pela segunda vez.

— Muito bem, crianças. Estou aqui. O que precisam de mim? — Tony Stark chamou atenção ao chegar, caminhando com os braços abertos na direção de seus companheiros enquanto um sorriso sarcástico ocupava seu rosto. Mas, seu sorriso desapareceu assim que colocou os olhos em Thor, e Tony pareceu tão surpreso quanto os outros. — Barbie de Asgard! Que surpresa ter você por aqui! — recepcionou o Stark, encarando Thor com firmeza.

— É bom ver você também, Stark — disse Thor com certa ironia, apertando a mão de Tony quando ele esticou o braço na direção do deus. Então, Thor aproximou-se dos outros e também os cumprimentou. Steve lhe apresentou Bucky e Sam, o avisou que sua filha não estava bem e pediu desculpas por estar tão irritado. Thor compreendeu, mostrando-se surpreso por saber da situação de Stella, e depois de cumprimentar Bucky e Sam, voltou-se outra vez a seus companheiros, que continuavam a querer respostas. Logo, ao respirar profundamente, o loiro explicou: — Preciso da ajuda de vocês.

— Ah, vejam só! Tocou meus sentimentos, Barbie! — brincou Tony, sem conter sua ironia ao sorrir na direção do deus e fazendo Steve o encarar de forma séria, desaprovando seu comportamento. O Homem de Ferro simplesmente deu de ombros, ignorando-o. Sam e Clint deixaram uma risada escapar.

— Com o que, exatamente? — foi a vez de Bruce questionar, curioso.

Thor hesitou por um instante, sem saber ao certo por onde começar a explicar o porquê de estar ali. Mas, percebendo que não teria uma maneira fácil de dizer tudo o que precisava dizer, o deus asgardiano aquiesceu, permanecendo sério.

— Como sabem, meu irmão foi morto há algum tempo, mas descobri que ele está vivo. Não apenas isso, mas descobri também que existe algo de Asgard nas mãos da HIDRA. O cetro de Loki é energia pura que não pode ser contida, precisa retornar à Asgard — explicou com toda a calma que conseguiu, e após uma breve pausa, completou: — Além de que eu preciso do cetro para enviar Loki a uma outra dimensão como uma forma de punição.

Bucky fechou os olhos por um instante, dando alguns passos para trás. Sentiu um frio percorrer seu corpo de uma fúria lhe dominar ao escutar a palavra “HIDRA”, torcendo para que nunca mais pudesse escutar o maldito nome, mas estava completamente errado. Era como se seus demônios estivessem vivos outra vez. Steve lançou ao amigo um olhar preocupado, mas o Soldado soltou a respiração de forma rápida antes de abrir os olhos. Bucky também olhou para Rogers e aquiesceu, lhe dizendo que estava bem.

— Mas que merda — murmurou Sam, inquieto.

— Se a HIDRA está com as mãos essa maldita coisa alienígena, então nós temos um problema ainda maior em mãos! — rebateu Clint com uma preocupação palpável em seu tom de voz, sem parecer tão óbvio.

— Bem, parece que temos trabalho pela frente — admitiu Tony, e Bruce fechou os olhos, balançando a cabeça de forma negativa, nem um pouco contente.

— Já tem a localização do cetro? — Steve logo tratou de perguntar enquanto Natasha soltava sua mão e afastava-se um pouco de todos, tornando a caminhar de um lado para o outro com as mãos elevadas à cabeça em um claro sinal de nervosismo. O Capitão logo notou.

— Está em um país chamado Sokovia. Há uma base da HIDRA lá — Coulson informou, mostrando a eles a foto de uma construção antiga que mais parecia um castelo. Bucky deu uma rápida olhada na imagem, mas logo desviou seu olhar ao reconhecer o lugar, algo que lhe despertava muitas lembranças ruins que ele sequer gostaria de saber.

— Steve. Natasha — chamou Bruce enquanto estreitava seu olhar e retirava a imagem das mãos do diretor. Natasha se aproximou e Steve o encarou quando Banner apontou para a foto que agora segurava. — É a mesma base onde está o último frasco do Extremis — informou.

Bucky, Clint e Sam encararam Bruce, surpresos com a afirmação do doutor. Coulson sorriu fraco e Thor não pareceu entender o porquê daquela informação. Natasha respirou fundo enquanto Steve sentiu seu corpo ficar um tanto tenso. Tony e Jemma se entreolharam, sabendo o que Banner queria dizer com aquilo.

— Então o que estamos esperando aqui? — inquiriu Romanoff, deixando claro sua impaciência para sair dali o mais rápido que pudesse. Clint a observou, e com certa relutância, acabou concordando com a ruiva. Eles precisam ir logo, pelo o que estavam esperando?

— Vamos pegá-los de volta — disse Steve, convicto, e olhou para cada um dos outros Vingadores ali presentes. Todos aquiesceram, em consenso à decisão tida pelo Capitão. Não precisavam dizer mais nada, mas sabiam exatamente o que fazer.

“This is our time

No turning back

We could live like legends”

Notas finais
É isso, acabou... Por enquanto (risos). Eu revisei o capítulo inteirinho, mas se algum erro tiver passado em branco, peço desculpas. E aí? Gostaram? Odiaram? Querem me bater? Pelo amor de Deus me deem um sinal de vida, quero saber a opinião de vcs hein! Não deixem tia Queen a ver navios. Como eu disse antes, ainda não tenho uma previsão pra voltar por aqui, mas calma q o próximo capítulo já está sendo produzido. Tentarei não sumir por tanto tempo... Vou deixar aqui também o meu muito obrigada à todos vcs, meus leitores fieis q não desistiram de mim! Amo os comentários de vcs, prometo q vou responder todos logo! Bjs, e até mais ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.