Notas iniciais
Oi! Eu ia postar o capítulo só amanhã, mas como fiquei muito feliz com os comentários que recebi, resolvi postar logo agora. Antes de tudo, quero dar os devidos créditos a Hunter Pri Rosen (co-autora da fanfic) pela maravilhosa ajuda e cooperação para esse capítulo poder fluir. Valeu, muchacha! Ah, deixe eu dizer: esse capítulo aqui está maior, mais os próximos não serão assim tão grandes. Apenas um ou outro será esse tanto de palavras. Enfim, eu não vou falar mais nada, vou deixar vocês mesmos tirarem suas conclusões. Aviso logo que o negócio tá bem quente, tá? Preparem os corações ai... Tradução do título do capítulo: "Memórias". Enjoy!

“Does he tell you he loves you when you least expect it?

Does he flutter your heart when he kisses your neck?

No scientist or biology

It’s obvious when he’s holding me

It’s only natural that I’m so affected, oh, oh, oh

And my heart won’t beat again

If I can’t feel him in my veins

No need to question, I already know”

DNA – Little Mix

Fazia um pouco de frio naquela madrugada de ano novo.

A festa dos Vingadores durou bastante tempo, mas depois da virada do ano e do show de fogos de artifício, a maioria dos heróis preferiu passar a noite na mansão Stark. Afinal, ninguém ali estava em condições de voltar para casa. Todos haviam passado da conta na bebida, eles mesmo sabiam que beberam um pouco mais do que o desejado. Clint e Tony foram os primeiros a irem dormir, e também eram os mais bêbados naquela noite. Pepper, Bruce e Thor pareciam os mais controlados, beberam pouco, mas aquele pouco fora suficiente para apaga-los em um sono profundo. Phil Coulson e Maria Hill foram os últimos a se retirarem para seus quartos, não haviam bebido quase nada, mas o cansaço era palpável em seus olhos, e assim, pegaram rapidamente no sono. Nick Fury havia sido o único que não havia comparecido a comemoração.

Mas acima de todos, destacaram-se Natasha e Steve, pois os dois não beberam absolutamente nada de bebidas alcoólicas, ficaram apenas no refrigerante. Por tal razão, não conseguiram dormir. Depois de um tempo, Natasha retirou-se para o seu devido quarto, deixando o Capitão sozinho. Ele pareceu não se importar.

Steve permaneceu apoiado sobre o parapeito da varanda, comtemplando o mar inquieto enquanto deixava seu pensamento fluir. Sua camisa social branca balançava levemente a cada rajada de vento, e seu cabelo desalinhava-se com a ventania. Por mais incrível que parecesse, o Capitão estava feliz com a nova vida que tinha, mesmo que ainda sentisse falta de certas pessoas de sua “antiga” vida. Mas ele parecia sentir-se muito bem ao lado dos novos amigos, porque aqueles heróis eram mais que amigos, eram praticamente uma família. Porém, continuava a sentir-se sozinho.

Rogers então teve seus pensamentos cortados quando sentiu a presença de uma ruiva a seu lado. Natasha havia desistido de tentar dormir, e assim, voltou a caminhar pela a mansão, e acabou encontrando com Steve na varanda. A agente sentiu-se acolhida pelo doce vento a balançar seus cabelos. Ela ainda vestia a mesma roupa que usou durante a festa inteira, deixando-a incrivelmente linda. Aproximou-se lentamente de Steve, parou a seu lado e também apoiou-se no parapeito, ficando na mesma posição que o Capitão. O loiro não conseguiu esconder um leve sorriso de satisfação. Ele sentia-se bem ao lado de Natasha, e ela também sentia-se muito bem ao lado dele.

– Eu disse que você não iria conseguir dormir –afirmou Steve, cansado de manter o silêncio entre os dois.

– Acho que você ganhou a aposta então –replicou Natasha, ironicamente, fazendo o Capitão rir.

A Viúva Negra e o Capitão América conversaram por horas e horas, aproveitando ao máximo aquele momento. Natasha ria a cada história contada por ele, percebendo o quão atrapalhado era antes de possuir o soro de super soldado em suas veias. Já Steve, parecia se intrigar com todas as histórias que ela contava sobre os seus momentos vividos na KGB. Os dois estavam se dando muito bem, até que em certo momento, o silêncio voltou a reinar. Em uma fração de segundos, o olhar de Steve cruzou com o olhar de Natasha, e naquele milésimo de segundo, tudo mudou.

Romanoff demorou a acreditar que havia se apaixonado por Steve com apenas uma troca de olhares. O Capitão percebeu de cara que seu coração agora pertencia a ruiva a sua frente. Algo dizia que aqueles dois pertenciam um ao outro, eles só não percebiam isso ainda. Sem saber o que fazer, ela desviou seu olhar de Steve, afastou-se dele e virou de costas, evitando a todo custo manter o contato visual com o loiro.

– Melhor irmos dormir. Tenha uma boa noite, Steve –disse a ruiva, começando a caminhar para dentro da mansão novamente.

Mas ela não conseguiu dar sequer dois passos quando Steve a segurou pelo braço, girando o corpo da ruiva e fazendo com que ela volta-se a ficar de frente para ele. O loiro colou o corpo dela ao seu, fazendo Natasha sentir um calafrio percorrer sua coluna. Ela tentou soltar-se dele, mas não conseguiu. Não porque ele estava a impedindo, e sim porque ela não queria. A atração que sentia por Steve era forte demais.

Rogers aproximou seu rosto do dela, e os dois novamente olharam-se nos olhos, profundamente. A respiração de Natasha era acelerada, seu peito subia e descia rapidamente, seu corpo parecia implorar por um contato mais profundo. A ruiva, por sua vez, decidiu tomar controle da situação, e aproximou mais ainda seu rosto. Os lábios dela ficaram a milímetros dos lábios dele. Então ele a beijou. Beijou-a avidamente, beijou-a como nunca havia beijado nenhuma outra mulher antes.

Naquele momento, se Natasha conseguia pensar em alguma coisa era em como aquilo era loucura. Steve era um dos seus poucos amigos, talvez o que ela mais gostava. Ela nunca, nunca mesmo, tinha o visto de um jeito diferente. Talvez porque ele também fosse um dos seus parceiros nos Vingadores e mesmo que ela fosse se envolver com alguém, não ia ser com alguém da sua equipe.

Mas então o que ela estava fazendo? Justo ela que havia se fechado para o amor há tanto tempo, agora estava agindo como uma adolescente apaixonada? O que tinha mudado? O que ela estava planejando com aquilo? Por que estava correspondendo ao beijo do Capitão América? Por que ele tinha a beijado para começo de conversa?

Como se também estivesse se questionando sobre aquela iniciativa que tomou, Steve interrompeu o beijo repentinamente e se afastou um pouco antes de dizer constrangido:

— Natasha... Me desculpe. Eu não devia... Eu acho que eu não devia... Eu não sei o que me deu...

Com a respiração um tanto ofegante, Romanoff percebeu que suas mãos ainda estavam segurando com força na gola da camisa de Steve. Apesar dele ter se afastado um pouco, os dois ainda estavam relativamente perto um do outro. Seus rostos a poucos centímetros. Suas respirações se misturando naquele curto espaço entre eles.

Apesar de ainda achar aquilo loucura, Natasha continuou segurando na camisa de Steve. Era incapaz de soltá-lo, muito menos de afastá-lo. E ele não parecia realmente arrependido por ter a beijado. Apenas envergonhado e confuso, talvez com medo de ter a magoado, com medo de que Natasha pensasse que ele estava se aproveitando da situação, brincando com ela.

Mas no fundo, Steve sabia que se a ruiva achasse isso, ela já teria o jogado daquele parapeito. Bem, na verdade, ela tentaria, mas não seria páreo para ele. Ou pelo menos, seria uma disputa bem interessante. Ele tinha a força, mas Natasha era bem ágil.

Ao pensar nessas coisas, Steve se deu conta de que era aquilo o que ele mais gostava nela. O seu jeito um tanto frio, calculista, implacável e explosivo. Natasha Romanoff era uma mulher fatal e destemida. Do tipo que vira a cabeça de um homem, sem que ela mesma se dê conta do seu grande poder de sedução. Do tipo que não se importa com o que desperta nos homens com sua personalidade forte, seu corpo escultural e com seus sedutores cabelos ruivos.

De repente, Steve começou a se perguntar se Natasha se sentia como ele. Deslocada naquele mundo. Porque era exatamente assim que ele se sentia. Um homem fora do seu tempo. Por mais que ele tivesse feito novas amizades e se tornado o que se tornou para o mundo, ele continuava sentindo que não se encaixava entre aquelas pessoas. Sentia-se sozinho.

Mas, inexplicavelmente, aquela solidão se dissipava quando ele estava com Natasha. Quando conversava com ela. De alguma forma, que somente agora ele se dava conta, Natasha o completava. O fazia se sentir vivo e parte daquele mundo maluco.

Enquanto ele pensava sobre essas coisas, o silêncio crescia até um ponto em que se tornou insuportável.

— Natasha... Por favor, diga alguma coisa. — ele pediu por fim. — Diga que é loucura, mas diga alguma coisa. Por favor.

A Viúva Negra finalmente pareceu despertar daquela espécie de transe em que se encontrava e o fitou nos olhos. Até então ela estava se perguntando se Steve se sentia como ela. Sozinho e incompreendido.

Natasha se deu conta de que estava cansada daquilo. De se sentir daquele jeito. Ela queria se sentir viva de novo e não apenas uma agente fria e implacável, como era vista por muitos. Ela precisava de mais. Precisava se sentir amada e não apenas desejada por homens que ela desprezava. Ela precisava sentir aquela chama que se acendeu no seu coração quando Steve a beijou. Precisava sentir aquilo de novo. Precisava por um fim naquela solidão que a amargurava por dentro. E se ela e Steve tinham se apaixonado assim, de repente, por que não descobrir onde aquilo ia dar? O que os dois tinham a perder, afinal?

Ela não tinha intenções de magoar Steve, e o conhecia muito bem para afirmar que ele também não tinha a beijado por brincadeira. Existia um sentimento. Por mais repentino que pudesse parecer, ele estava ali. Então por que não deixar que este sentimento ganhasse força e os guiasse sabe-se lá para onde?

Pensando desta forma, e para surpresa de Steve, Natasha deixou que suas mãos subissem em direção ao rosto dele. O segurou e o acariciou enquanto mantinha seus olhares fixos um no outro. Só então ela se pronunciou:

— Você tem razão. Isso é loucura. Mas quer saber? — Steve estremeceu ao sentir o rosto da ruiva cada vez mais perto do seu. — Que se dane — murmurou ela antes de pressionar seus lábios contra os dele impetuosamente.

Sem conseguir resistir ao que estava sentindo e querendo, Steve a envolveu entre seus braços com força. Tinha que tomar cuidado para não machucá-la, mas ele sabia que seria incapaz de fazer isso. Sabia diferenciar e controlar muito bem a força necessária em um combate, do desejo carnal que sentia naquele momento.

Então suas mãos subiram pelas costas da Viúva Negra, sentindo a suavidade do vestido preto que ela usava colado ao corpo, que certamente era bem mais macio do que aquele tecido. Steve não via a hora de comprovar aquela teoria. E ao mesmo tempo não tinha pressa em amar Natasha. Ele era um romântico incorrigível. Um homem das antigas, como dizem por aí. Queria aproveitar cada instante com ela.

Apesar do romantismo, ao sentir os dedos de Natasha se emaranhando no seu cabelo e acariciando sua nuca, ele não resistiu e envolveu seus lábios com mais ferocidade, ao mesmo tempo em que segurava os cabelos sedosos dela entre suas mãos. Sempre teve curiosidade para saber se aquelas mechas eram tão macias quanto sensuais.

No fim, o cabelo ruivo de Natasha Romanoff mexia com Steve Rogers tanto quanto mexia com os outros homens que a admiravam. Mas só ele podia tocar em Natasha. Ali e agora. Só ele tinha o seu consentimento. Só ele tinha o seu amor.

Sem perceber, Steve deu alguns passos à frente, fazendo a ruiva dar alguns passos para trás simultaneamente. Assim, aos poucos, os dois foram caminhando em direção ao interior da mansão Stark. Sem lembrar que alguém poderia acordar e vê-los esbarrando nas paredes e nos móveis à caminho de um dos quartos de hóspedes, onde Natasha passaria aquela noite.

Quando pararam diante da porta, a ruiva e Steve finalmente interromperam o beijo. Mas seus olhares ainda permaneceram um no outro como se uma força invisível os mantivessem assim, incapazes de se desviarem por um segundo que fosse.

A Viúva Negra abriu a porta e entrou andando de costas enquanto observava o Capitão América adentrando o recinto também. Com passos firmes, de homem. Um homem incrivelmente seguro de si e indiscutivelmente sexy.

Ele bateu a porta atrás de si e logo se aproximou de Romanoff. Lentamente, ele desceu as alças do vestido que ela usava e em seguida beijou cada um dos ombros da ruiva, subindo pelo pescoço dela, apenas para descer para os ombros novamente e beijá-los mais uma vez, deixando-a arrepiada e extasiada com as carícias.

Natasha deslizou suas mãos pelos braços de Steve. Mesmo sobre o tecido da camisa social branca que ele vestia, ela podia perceber o quanto ele era forte. Não que ela não tivesse notado antes, nas inúmeras vezes em que o viu com o seu clássico uniforme. Mas agora era diferente. Ela podia tocá-lo, senti-lo, tê-lo só para si.

Ao pensar nessas coisas, Natasha sentiu o desejo se multiplicar no seu corpo e isso a fez abrir a camisa de Steve com um movimento brusco e rápido, fazendo todos os botões se abrirem, e alguns deles se desprenderem e caírem pelo chão do quarto. Mas apesar do estrago na peça de roupa, a recompensa valeu a pena. Steve Rogers era exatamente como ela imaginava. Lindo e másculo. Perfeito.

Agora Natasha entendia por que ele arrancava suspiros por onde passava e tinha tantas fãs. Mesmo ela agora se sentia como uma dessas garotas. Seu rosto parecia queimar diante da mistura de constrangimento, desejo e admiração. Sem pensar duas vezes, Natasha se livrou de vez daquela camisa e acariciou o dorso desnudo por alguns instantes.

Como se dissesse que agora era a vez dele, Steve segurou uma das mãos que o tocava e girou a ruiva sutilmente, fazendo com que ela ficasse de costas para ele.

Natasha sorriu levemente ao sentir os dedos de Steve abrindo o zíper do vestido. O leve frio que a percorreu, quando a peça deslizou pelo seu corpo e caiu no chão, logo foi substituído pelo calor do corpo de Steve Rogers junto ao seu.

Então ele voltou a beijar o pescoço de Natasha e mordiscou uma de suas orelhas, ao mesmo tempo em que suas mãos percorriam o corpo que ele tanto desejava preencher. Desejava mais do que qualquer outra coisa. E era exatamente o que Natasha desejava também.

Pensando nisso, ela se virou e voltou a beijar Steve, ao mesmo tempo em que se livrava dos próprios sapatos Scarpin e retirava o cinto da calça dele. Em seguida, ele interrompeu o beijo apenas para tirar a calça e os sapatos que usava.

Logo depois, Steve segurou Natasha pela cintura, a trazendo para mais perto do corpo dele que parecia estar prestes a entrar em combustão. Suas mãos logo alcançaram o fecho do sutiã sensual que Romanoff usava. E quando os dois caíram sobre a cama, a lingerie já tinha ido parar no chão.

As últimas peças íntimas foram retiradas em seguida e, completamente nus, o casal se abraçou mais forte e se beijou mais ardentemente, cada vez mais atordoados pela atração e pelo sentimento avassalador que tinha surgido entre eles.

Steve explorou o corpo de Romanoff com devoção. Ela era tão linda. Mexia profundamente com ele. Despertava coisas que há muito tempo ele não sentia. Sim, ele estava mesmo completamente apaixonado por ela. E se ele ainda tinha alguma dúvida disso, ela se dissipou de vez quando ele investiu pela primeira vez contra o corpo trêmulo de Natasha, a fazendo suspirar profundamente, segurar nas costas dele com força e arquear a cabeça para trás.

Steve teve certeza de que ali era o seu lugar. O lugar onde ele se sentia completo. Natasha era o seu lugar. Aquele corpo que se encaixava perfeitamente ao seu era o seu lugar.

Mas tinha uma coisa que ele não sabia sobre ela e estava prestes a descobrir. Apesar de gostar do romantismo e do cuidado que Steve tinha com o seu corpo, em uma relação (e em tudo na sua vida) Natasha Romanoff preferia ficar por cima. Era um traço de sua personalidade. Não se rebaixar. Ser dominadora. Controlar a situação.

Por isso, rapidamente ela inverteu as posições entre eles e ficou sobre Steve. Com as pernas em volta do seu quadril e as mãos apoiadas em seu abdômen definido, ditando o ritmo dos movimentos que pouco a pouco levava os dois à loucura.

No entanto, logo Steve encontrou o equilíbrio perfeito entre o romantismo e a dominação. Ele se sentou no meio da cama e envolveu Natasha com seus braços fortes e protetores. Ao mesmo tempo em que ela continuava no controle, ele podia acariciá-la e senti-la mais perto de si, criando um grau de intimidade consistente e fortalecendo o sentimento que havia nascido entre eles.

E assim os dois continuaram. Deixando que seus corpos se amassem profundamente. Deixando que suas bocas se envolvessem em mais um de muitos beijos apaixonados que aquela noite reservava para eles. Deixando que suas mãos explorassem sem medo o corpo um do outro e se conhecem melhor. E deixando que o prazer crescente se tornasse absoluto e se espalhasse por cada uma das células de seus corpos intimamente unidos.

No fim, nenhum deles estava no controle de verdade. Natasha e Steve eram apenas peças vulneráveis que o amor guiava naquele momento como bem queria. E sem escolha, Natasha e Steve apenas se entregaram à esse amor. Intenso e arrebatador.

Notas finais
Cês tão vivos depois do que leram?! Gente, esses dois têm uma química enorme, pelo amor de Deus! Tô muito feliz porque essa é a primeira vez que eu e a Pri escrevemos um momento Stasha, e principalmente, um momento "hot Stasha". Eu adorei escrever esse capítulo, e espero que vocês tenham gostado de ler também. Me digam o que acharam, ok? A opinião de vocês é o principal. Well, infelizmente não sei quando poderei postar capítulo novo, porque entrei em semana de provas e preciso de total foco nos estudos. Mas assim que conseguir, atualizarei a fic. E prometo não demorar muito. É isso, amores! Comentários são sempre bem-vindos, então, comentem! Quero muito saber se vocês estão gostando ou não... Bjs, e até mais.