Notas iniciais
Olá, meu povo e minha pova! Adivinha quem é? Não, não é a Miss Queen, aqui é a Hunter Pri Rosen, chegando na Cohab pra curtir minha galera! Oi? Well, conforme vocês devem ter percebido, eu não bato muito bem da cachola, mas também, né? Vou fazer amizade com muchachas como a Miss Queen e é nisso que dá. Brinks! Well (again), esta é a primeira vez que eu dou as caras por aqui e queria dizer que estou muiiiito feliz com a repercussão da fic! São tantos comentários e acompanhamentos (sem falar nas duas recomendações divônicas) que, às vezes, eu fico até assustada aqui kkkkk Enfim, só posso agradecer a todos vocês que estão curtindo NA e a Miss Queen que me convidou para fazer parte de tudo isso! Valeu! Bem, o capítulo de hoje foi escrito pela Miss Queen, revisado por mim, e classifico como um divisor de águas. Nele, acontecerão certas coisinhas pelas quais eu tenho certeza que vocês estavam esperando muito! Emoção define. Espero que gostem porque eu simplesmente amei! Tradução do título do capítulo: "Pai". Lá vai o disco voador...

“All this feels strange and untrue

And I won't waste a minute without you

My bones ache, my skin feels cold

The anger swells in my guts

I want so much to open your eyes

Cause I need you to look into mine

Get up, get out, get away from these liars

Cause they don't get your soul or your fire”

Open Your Eyes – Snow Patrol

Conseguia claramente sentir o gosto de sangue em sua boca. Estava fraca, pálida, lutando para manter os olhos abertos, e a dor era agonizante. Tinha dificuldade até mesmo de respirar. Sua jaqueta preta agora estava praticamente tingida de vermelho, e Natasha ainda conseguia sentir o líquido quente e viscoso escorrer sobre seu ombro, manchando boa parte de seu corpo com aquela cor rubra.

Não era medo que ela sentia. Era... Desespero.

Algemada, não podia pressionar o local para estancar o sangramento, e provavelmente sangraria ali até a morte. E ela não estava pronta para morrer, não sem se despedir de sua filha. Queria tanto poder vê-la naquele momento, queria tanto poder abraça-la naquele momento, queria sentir a presença alegre e descontraída de Stella perto de si. Natasha realmente acreditava que não sobreviveria a aquilo, mesmo com as palavras de Steve dizendo que tudo ficaria bem, desta vez, ela não acreditava em tais palavras.

Mas ela estava com Clint, estava com a pessoa mais confiável do planeta. Pelo menos sabia que ela estaria segura. Nada mais importava.

Ao lado dela, Sam parecia ter o pensamento distante, tentando por todos os seus pensamentos em ordem, tentando raciocinar diante de todos os fatos que presenciou.

– Era ele – a voz de Steve se sobressaltou, despertando subitamente a atenção de Natasha e Sam. Um pequeno momento de silêncio se passou, e logo, recomeçou a falar: – Ele não me reconheceu. E olhou direto para mim.

– Como isso é possível? Foi há uns... Setenta anos! –fora a vez de Sam manifestar-se, voltando a realidade depois de praticamente se perder em seus pensamentos.

– Zola. A unidade do Bucky foi capturada em 1943. E... E o Zola fez experimentos nele –o Capitão deu um longo e profundo suspiro, e permanecendo na mesmo posição, encarando o chão, sem olhar nos olhos de nenhum dos dois, explicou com certo pesar: – O que ele fez, deve ter ajudado Bucky a sobreviver à queda. Devem ter encontrado ele.

– Nada disso é sua culpa, Steve –interferiu Natasha, sua voz saíra tão sôfrega que até mesmo fez com que Steve voltasse rapidamente seu olhar para ela. Ainda longe. Ainda remoendo todas as memórias do passado.

Se a perguntassem, a Viúva Negra não negaria, que, depois de ter assassinado o diretor da SHIELD, queria matar o Soldado Invernal com suas próprias mãos, mas aquilo pareceu não ter dado muito certo, afinal, acabou baleada e estava quase morrendo ali, sem mais. Mas agora, depois de descobrir quem ele era por trás daquela máscara, quem ele era ou foi para Steve, talvez estaria na hora de rever seus objetivos. Ainda assim, mesmo sabendo quem ele era e mesmo sabendo que ele não se lembrava de quem era, Natasha queria mata-lo, e como queria, e se tivesse a chance, ela o faria sem pensar duas vezes.

Talvez aquilo fosse algo frio e insensível de se pensar, mas porque ela se importava com isso agora? Quem era a temida Viúva Negra agora? Haviam mais segredos escondidos em Natasha. Segredos que eram compartilhados apenas por ela... e por ele. O Soldado Invernal. Mas ele não se lembrava de nada, e então, aquilo acabou como sendo um ponto positivo. Seus segredos estavam mortos e enterrados. Seguros. Ou não.

– Mesmo quando eu não tinha nada, eu tinha o Bucky –admitiu Steve, tristemente, movendo seu olhar para a janela do maldito veículo em que estavam.

E lá estava ela outra vez. A culpa. Depois de ouvir as palavras de Steve, a ruiva sentiu a tal culpa pesar sob seus ombros. Queria e não queria mata-lo ao mesmo tempo. Não sabia mais o que pensar, mas ela acabou por se desligar de todos os seus pensamentos quando sentiu mais uma forte onda de dores lhe atingir, abalando-a e fazendo com que ela soltasse um grunhido de dor, inclinando a cabeça para trás a medida que fechava os olhos. O sangue lhe banhando, a respiração tornando-se descompassada. Era a morte ali?

– Precisamos de um médico aqui. Se não pressionarmos essa ferida ela vai sair daqui no rabecão! –bradou Sam ao ver todo o desconforto de Natasha, preocupado com a quantidade de sangue perdida por ela.

Mas, para a surpresa de todos ali, um dos agentes da S.T.R.I.K.E acertou sua arma de choque diretamente no outro agente que estava posicionado ao seu lado, e em seguida, o nocauteou com certa destreza, deixando-o desacordado. Depois de feito isso, retirou com dificuldade o capacete que lhe envolvia a cabeça, e quando a imagem de Maria Hill foi revelada, os três ficaram completamente extasiados, encarando o braço direto de Nick Fury com curiosidade.

– Isso estava apertando minha cabeça –murmurou Hill logo depois de jogar o capacete sob o chão do veículo. Logo, a agente soltou um leve suspiro enquanto encarou Steve, mas seu olhar moveu-se sim para Sam, observando o moreno com certa inferência. – Quem é esse cara? –perguntou depois de novamente olhar para Steve, que simplesmente deu de ombros por ainda estar em choque com o que havia acontecido momentos antes.

Intrigado com a feição de Hill, Sam apresentou-se por si mesmo, atraindo mais uma vez a atenção da agente para si.

– Oi. Sou Sam Wilson –disse ele, com a voz cheia de ironia, e Hill pareceu perceber.

– Maria Hill. Prazer em conhecer –replicou ela no mesmo tom irônico dele. – Todo mundo pronto para fugir daqui? Esse cheiro de HIDRA está me dando nos nervos –tornou a falar momentos depois, observando atentamente Natasha, Steve, e Sam.

Momentos depois, ao facilmente conseguirem fugir, os quatro já se encontravam em outro veículo, agora, completamente confiável. Completamente seguro. Completamente SHIELD. Segundo Hill, eles estavam a caminho de um esconderijo próprio para alguns dos poucos agentes sobreviventes não contaminados pela HIDRA. Mas ela não quis revelar mais nada, disse apenas que teriam uma grande surpresa pela frente, fato que os deixou mais intrigados ainda.

Natasha sentia cada vez mais dores, cada vez mais sangue escorria sobre sua pele, estava cada vez mais pálida. Sem forças. Queria padecer, queria dormir, mas sabia que se fizesse isto, era bem capaz de não acordar mais. Enquanto isso, Sam e Hill mantinham uma conversa amigável, diferente de minutos atrás, e Steve, continuava com o olhar distante, fechado em um mundo só dele. E isso deixou a Viúva um tanto desconfortável. Ela preocupava-se com ele, preocupava-se demais, e ele também. Ambos ainda se amavam, só não queriam assumir.

Logo, ela soube. Estava na hora. Finalmente havia chegado a hora, pois não queria morrer sem revelar a verdade para ele. Sabia que havia uma chance de não sobreviver, não que ela fosse querer isso, mas se aquelas seriam suas últimas horas de vida, então tinham que valer a pena.

– Steve –chamou depois de muito pensar e depois de muito silêncio, com sua voz quase inaudível, mas ainda assim ele conseguiu escuta-la, e como se tivesse sido desperto de um universo paralelo, voltou seu olhar para a ruiva sentada a sua frente, tão pálida que o assustou. – Você precisa saber... precisa saber de uma coisa –informou ela, pausadamente, com dificuldade.

Surpreso, Steve ergueu a sobrancelha em um claro sinal de dúvida.

– Nat, nós vamos ter muito tempo para conversarmos depois que tudo isso acabar, ok? Então poupe suas energias. Você precisa descansar –respondeu o Capitão, mas ela pareceu irredutível.

Natasha balançou a cabeça negativamente, e em meio a dor que sentia, ainda com a voz mais fraca que o normal, continuou a falar:

– Não, Steve, me escuta. Eu não... Não posso continuar a mentir para você, não consigo mais. E, se eu não sobreviver, quero fazer pelo menos uma coisa boa antes de ir. Não posso morrer sabendo que você nunca soube da verdade.

Ele bufou de raiva, e por um segundo, desviou os olhos do dela. Odiava quando ela dizia que não iria sobreviver, odiava sequer a ideia de perde-la, e pensando nisso, ele rebateu:

– Natasha, não fale besteira, você não vai morrer, tá? Não vou deixar você morrer...

Mas Steve não terminou a frase, pois ela rapidamente o interrompeu antes de pensar em qualquer coisa, e disse, com certa raiva:

– Me deixa falar, droga! Não torna isso mais difícil do que já é!

Vendo que não teria muita escolha a não ser escuta-la, Steve suspirou irritado, e então ajeitou-se melhor no lugar onde estava sentado e passou a olhar firmemente para Natasha, pronto para escutar tudo o que ela tinha para dizer.

– Tudo bem –ele ergueu os braços, concordando, e em seguida, assentiu: – Vá em frente

Natasha mordeu os lábios, segurando-se, fazendo um esforço enorme para não chorar. Finalmente havia chegado a hora, e mesmo que ela não estivesse completamente pronta, precisava fazer aquilo, ou do contrário, acabaria não contando nunca. Então, ignorando a presença de Sam e Hill e olhando apenas para Steve, a ruiva suspirou profundamente, e ao tomar coragem, começou a explicar:

– Não sei como te dizer isso, Steve, mas saiba que eu estou procurando as palavras certas para tentar... amenizar o seu susto, mesmo que não seja possível.

– Nat, você está me assustando... –ele estranhou o comportamento dela.

– Só... quero que saiba que eu realmente sinto muito. Eu sinto muito, Steve –murmurou ela com a voz trêmula, e naquele momento, ela esqueceu todas as dores que sentia. – Anos atrás, quando nós terminamos, e eu disse que teria que ir para uma missão na Rússia? Não tinha missão nenhuma –admitiu ela.

Steve pareceu chocado, e todas as lembranças que ele tinha deste dia, voltaram à tona, trazendo-lhe sentimentos ruins. Sentimentos os quais ele não gostava de se lembrar. Alguns segundos de silêncio, e antes de deixar Natasha prosseguir, ele indagou:

– Uau! Eu realmente... não estou entendendo mais nada. Porque você está me dizendo isso agora, Natasha? Depois de tanto tempo, só agora. Porque?

Depois de escutar tais palavras, Natasha não conseguiu mais se segurar e logo começou a sentir lágrimas quentes molharem seu rosto, deixando sua visão um tanto embaçada. Ela abaixou a cabeça para tentar mascarar o choro, enquanto seu coração começava a bater mais rápido. Mas o Capitão percebeu que ela estava chorando, e passou a observa-la mais preocupado ainda. Certo tempo passou, e finalmente, a ruiva levantou a cabeça, voltando a encarar Steve ainda com lágrimas nos olhos. Por um segundo, hesitou, mas decidiu ir em frente.

– Você lembra da Stella, não é? –perguntou, e ele assentiu, quase conseguindo visualizar a garotinha ruiva em seus olhos. Logo, com o coração nas mãos, ela tratou de continuar: – Steve, a Stella não é sobrinha do Clint. Ela... ela é minha filha.

O baque das palavras de Natasha fez com que Steve recuasse um pouco para trás, ainda mais chocado com o que acabara de escutar. Sentiu um aperto no peito, uma sensação de alguém que acabara de descobrir que foi traído. Ao soltar um longo suspiro, ele admitiu:

– Eu já desconfiava. Mas então é verdade? Merda, você e o Clint! Vocês dois... Deus do céu, não consigo mais nem pensar em absolutamente nada....

Natasha fungou, enxugou as lágrimas em seu rosto, mas não adiantou muito já que ela tornou a chorar em questão de segundos, ignorando a dor que sentia, aproximou seu corpo um pouco mais de Steve, que rapidamente voltou a encara-la nos olhos, completamente estático.

– Ela é sua filha, Steve! –interrompeu a ruiva com a voz alterada, antes que ele pudesse sequer continuar a falar. – A Stella é nossa filha –admitiu por fim, completamente descontrolada. A respiração agora já estava mais acelerada, mas não por causa da dor que sentia, e sim por todo o medo que sentia. Medo da reação dele. Medo do desconhecido. Ainda assim, estava aliviada por finalmente ter tirado um peso das costas, e agora, teria que encarar as consequências.

O Capitão soltou uma risada sem humor, uma risada nervosa, mas ao ver que ela continuou séria e chorosa, logo fechou a cara. Ele estreitou o olhar na direção dela, o coração disparado, a respiração desregulada, as mãos suando frio.

– Não. Não. Não é possível... –murmurou, em choque, sem saber o que dizer. Mas, ao fazer as contas, percebeu que era possível sim, e então caiu em si. Ele agora era pai de uma garota de dezenove anos. Pai. Sem nunca ter conhecido a própria filha. – Meu Deus! Eu tenho uma filha! –admitiu para si mesmo enquanto desviava o olhar de Natasha.

– Eu estava grávida quando nós terminamos, mas fiquei com medo de qual seria sua reação, e fugi. Pedi ajuda ao Clint, e nós inventamos toda essa história de missão na Rússia. O Fury cooperou conosco. O Bruce acompanhou todo o desenvolvimento da minha gravidez. E o Tony... me ajudou a esconder a Stella por todo esse tempo. Tantas vezes eu queria ter lhe dito isso, ter dito a minha filha que ela tem um pai vivo, mas... eu não conseguia. Fiquei com medo, ok? E eu sinto tanto por isso, eu sinto muito, Steve –explicou ela, mas o Capitão ainda não conseguia olha-la nos olhos.

– Quando eu encontrei aquela garota no corredor, eu vi você nela, uma miniatura de você, e percebi logo que ela era sua filha, e não sobrinha do Clint. Desde este dia, eu desejei tanto, Natasha, desejei tanto que ela fosse minha filha, porque fiquei completamente apaixonado por aqueles olhos, os seus olhos. Mas você a escondeu de mim por todos esses anos. Isso... É quase insuportável –respondeu Steve, quase a ponto de ter um colapso nervoso ali mesmo.

– Eu sinto muito –repetiu ela, mas ele deu de ombros, ignorando-a.

A Viúva Negra sentiu todo o seu corpo se arrepiar diante das palavras dele, com a culpa estampada em seu rosto para quem quisesse ver, e imediatamente, mais lágrimas voltaram em seus olhos, banhando sua face pálida.

Logo, um silêncio constrangedor se instalou entre os dois, que evitavam a todo custo manter o contado visual um com outro. Claramente, o Capitão havia ficado magoado, e com razão.

Agora, só o tempo iria conseguir dizer se, um dia, Steve Rogers perdoaria Natasha Romanoff.

[...]

Devagar, tudo estava se resolvendo, mas o medo de um novo surgimento da HIDRA ainda preocupava a todos. Naquele momento, eles aproveitariam o máximo de paz que conseguissem ter.

Agora, depois de descobrirem que Nick Fury estava vivo, algo havia mudado, algo estava diferente, e o Capitão América teria uma nova missão pela frente. O ex-diretor da SHIELD foi para a Europa. Sam, o Falcão, não desistiu da ideia de ajudar Steve em sua busca, e pelo jeito, ele teria companhia para encontrar seu atual desaparecido amigo. Por um lado, não achou ruim, e por mais que quisesse passar o maior tempo possível com sua filha, ele precisava encontra-lo. Precisava ajuda-lo.

Clint e Natasha também já tinham uma nova missão pela frente: encontrar e destruir focos de ações suspeitas da HIDRA. Tony havia voltado poucas horas atrás, e ao saber de tudo o que aconteceu, Louis, como uma boa e fiel agente nível 7 da SHIELD, logo tratou de juntar-se a nova equipe liderada por Phil Coulson. Logan, por sua vez, finalmente assumiu um relacionamento sério com Stella e agora está administrando as Indústrias Stark ao lado de Pepper. Ficou decidido então que, depois dali, Stella voltaria a morar na Torre Stark e ficaria sobre os cuidados de Tony e Pepper enquanto Steve e Natasha estivessem ausentes.

Mais uma calorenta tarde em Washington. Os raios de Sol iluminavam todas as lápides do Cemitério de Arlington e todas as folhas verdes das árvores, que balançavam levemente com o vai e vem do vento frio, transmitindo certa paz. Várias pessoas transitavam pelas ruas da cidade naquele momento, entretendo, do lado de dentro do conhecido cemitério, um vazio tomava conta do lugar.

Próximo dali, um Corvette Stingray de cor preta e pintura fosca estava estacionado na entrada do tal cemitério, e no interior do veículo, uma garota ruiva, com seus dezenove anos de idade, olhava constantemente pela janela, observando de longe a conversa que fluía entre Steve Rogers e Natasha Romanoff.

Stella Romanoff Rogers. Ela não nega que gostou de saber quem realmente é seu pai, mas o medo ainda está ali. Medo de conhece-lo, medo de conhecer a verdade, mesmo que desejasse tanto isso.

Ainda dentro do veículo, Stella tentava inutilmente controlar toda a sua ansiedade. A respiração desregulada, os batimentos cardíacos acelerados, as mãos e o corpo suando frio. Ela estava completamente apavorada, e diversos pensamentos passavam por sua mente. Imaginou tanto como seria aquele momento, que agora não sabia mais como reagir.

Entretanto, a garota engoliu em seco quando olhou de relance para o lado e percebeu que Natasha aproximava-se em sua direção. Ela endireitou-se no banco do carona no mesmo momento em que a Viúva Negra abria a porta do veículo, observando a filha com um largo sorriso no rosto.

– Ele quer que te conhecer –informou ela enquanto segurava a porta do carro, fazendo com que Stella automaticamente encarrasse a mãe com certo nervosismo. – Vamos, Stella, você pode fazer isso –assegurou Natasha, mas a garota não pareceu muito segura diante das palavras dela.

– Mãe, é meu pai que está ali! Meu pai! O Capitão América! Eu... Eu não sei se vou conseguir fazer isso! –rebateu Stella, falando tão rápido que quase atropelou as palavras.

Notando toda a confusão da garota, Natasha aproximou-se um pouco mais e, ao segurar as duas mãos de Stella, se ajoelhou a frente dela, apoiando um dos joelhos no chão. Logo, tentou acalma-la.

– Meu amor, você esperou tanto tempo por esse momento, e agora simplesmente perdeu a coragem? Stella, eu não estou te reconhecendo. Quero ver aquela garota corajosa e decidida que você sempre foi –argumentou, sustentando seu olhar com Stella, percebendo que ela prestava atenção em cada palavra dita pela mãe.

Stella abaixou a cabeça, mas instantes depois, após alguns segundos de silêncio, tornou a observar Natasha, ainda de joelhos a sua frente, ainda sorrindo para ela. Então, a garota pensou um pouco, e respondeu, segura de si:

– Tem razão. Eu sou sua filha, eu sou corajosa e destemida. E quero conhecer meu pai. Quero conhece-lo mais que tudo!

A Viúva Negra sorriu mais ainda diante das palavras da filha e segurou as mãos dela com mais firmeza.

– Essa é a minha garota –comemorou Natasha ao colocar-se de pé novamente, e em seguida, deu um certo espaço para ela sair do carro. Stella demorou alguns segundos, mas depois de lançar um sorriso carinhoso na direção da mãe, saiu de dentro do veículo, e as duas ficaram lado a lado a medida que começaram a caminhar na direção de Steve.

Mais afastado, o Capitão estava de costas, observando o “falso” túmulo de Nick Fury, tão distraído que mal percebeu a chegada de Natasha e Stella. De frente para Steve, Sam levantou a cabeça e não conseguiu conter um sorriso ao ver as duas ruivas, e só então ao perceber a ação do amigo, Steve virou-se rapidamente, ficando frente a frente com as duas.

Como ela havia crescido desde o dia em que ele a encontrou naquele corredor.

O susto estava estampado no rosto de Steve, mas ele não conseguiu deixar de sorrir alegremente ao olhar Stella pela primeira vez. Ele estava completamente hipnotizado pela beleza estonteante de sua filha. Branca feito neve, ruiva, olhos verdes, sardas colorindo seu rosto delicado e afilado. Linda, simplesmente linda. As orbes azuis dele brilharam de fascínio quando seu olhar cruzou com o dela, transmitindo uma sensação maravilhosa.

Stella, por sua vez, praticamente havia vencido todo seu nervosismo. Agora encarava Steve com grande admiração, como se já o conhecesse há anos, sentindo-se incrivelmente bem na presença dele, e se pudesse, com certeza passaria horas e horas olhando para ele, para a postura firme dele, para o ícone que ele se tornou para o mundo. O Capitão América, seu pai.

Sem que os dois percebesse, Natasha afastou-se, dando espaço para Stella e Steve, e então, postou-se ao lado de Sam. Logo, a Viúva Negra e o Falcão passaram a observar aquela cena com sorrisos bobos nos rostos.

– Steve... –murmurou Stella, sentindo o estômago embrulhar.

O Capitão riu levemente do desconforto dela, e ao dar alguns passos para a frente, sorriu carinhosamente para a garota.

– Pode falar a palavra, Stella. Quero ouvir você falar –pediu ele, fazendo Stella rir diante dele, e logo, lágrimas começaram a brotar nos olhos dela. Lágrimas de alegria. Lágrimas de felicidade.

– Oi, papai –ela não hesitou, e respondeu quase de imediato, com a voz visivelmente embargada, o encarando com uma devoção sem tamanho.

Um tanto emocionado, Steve abriu um enorme sorriso, e enquanto segurava as lágrimas, simplesmente respondeu:

– Oi, filha.

E dito aquilo, o Capitão aproximou-se mais um pouco de Stella e puxou a garota para si, acolhendo-a em um abraço carinhoso e cheio de amor enquanto ela desmanchava-se em lágrimas, correspondendo ao abraço na mesma intensidade, sentindo uma sensação maravilhosa em estar nos braços de seu pai depois de tanto tempo. Ao observar os dois, Sam sorriu mais ainda, juntamente com Natasha, que naquele momento, segurava-se para não chorar.

Após longos minutos, os dois afastaram-se um do outro, e depois de enxugar as lágrimas, Stella novamente encarou Steve, e ele por sua vez, sorriu novamente, depositando um beijo suave sobre a testa da filha, que logo fechou os olhos ao sentir o toque dele.

– Minha filha. Minha princesinha –murmurou ao mesmo tempo que acariciava levemente o rosto macio da garota, e as palavras dele a fizeram rir levemente. – Nunca mais ficarei longe de você, Stella. Nunca mais.

Ela sorriu com as palavras dele, concordando, e respondeu:

– Estou contando com isso, pai.

Agora fora a vez de Steve sorrir ao escuta-la o chamar de “pai”. Então, os dois riram ao mesmo tempo em que se abraçaram calorosamente mais uma vez, percebendo que ali, estava nascendo um novo sentimento. Um sentimento maravilhoso. Um sentimento de pai e filha, e com certeza, nada jamais iria quebrar o laço que começava a se formar entre Stella e Steve.

Notas finais
E o disco voador voltou. Olha quem chegou? Miss Queen na área, meus amores! Eita que 2015 começou muito bem... OMG! Onde eu estava com a minha cabeça quando fiz amizade com a Pri, hein? Escutem o que eu digo, essa moça é louca, tomem cuidado kkkkkk Brincadeira, tá? Falando sério agora, a National bateu os 100 comentários, minha gente! Muito, muito, muito obrigada mesmo! Eu e a Pri ficamos completamente chocadas e felizes com a grande repercussão da fanfic. Obrigada à todos vocês! Antes de tudo, vou logo dizendo que vocês podem se acostumar com a presença da Hunter Pri Rosen, porque a partir de agora, nós duas vamos revezar na postagem da NA. Então, o próximo capítulo será postado por mim, o próximo do próximo será postado pela Pri, e assim por diante. Certo? Enfim, tenho certeza que vocês irão gostar muito desta co-autora louca e maravilhosa que eu arranjei. Agora falando do capítulo... Demorou, demorou bastante, mas até que fim a Nat contou a verdade, e aconteceu o tão esperado encontro entre a Stellita e o Steve! Gostaram? Odiaram? Valeu a pena esperar? Vou esperar os comentários de vocês... Well, deu para perceber que eu citei a cena do Cap 2, não é? Pois é, eu adoro esta bendita cena, então só juntei o útil ao agradável, fiz a Nat revelar a verdade ali mesmo, e admito que isso aqui ficou bem meloso, mas eu gostei, e espero que vocês tenham gostado também. Como a Pri mesma disse, ele foi um divisor de águas, e agora, depois de tudo explicado, poderemos finalmente entrar nos acontecimentos “pós Capitão América 2”. No próximo capítulo, teremos mais uma passagem de tempo, teremos a aparição de uma personagem nova, teremos a aparição de dois personagens conhecidos (ainda não é o Bucky, ok? Ainda), e teremos também acontecimentos... bem diferenciados. Entretanto, eu infelizmente não sei ainda quando poderei postá-lo, mas não pretendo demorar, podem confiar. Acho que já falei tudo, não é? Enfim, vejo vocês nos comentários, certo? Até o próximo, meus amores! Bjs