Quando ela fica triste,
procura conforto no balanço parado,
encarando a folha seca que caíste.
Sempre sozinha, no lado errado.
Deixara de procurar conforto no céu
quando deus deixou de existir.
Não importa o motivo
Não são os garotos nem namorados,

é a vida e o porque sorrir.
Suas orelhas chegavam a queimar
o abandono estava a perseguir.
Fazia sexo por dinheiro
e coisas que não gosta de falar.
E quem é você pra julgar?
Sangue, miséria e dor.
Brigas de adolescentes,
Coisas idiotas.
Não sabem que e passageiro?
Poucos conhecem a verdadeira dor.
Os cortes no corpo se cicatrizaram,
mas a dor não passara.
Desde cedo aprendera,
tudo o que brilha e floresce,

um dia cai e apodrece
Como a folha amarela no chão.
Bela face e lindas roupas, mesmo assim evitada.
Olhar para seu rosto os assustava
sempre estava de cara fechada.
Se obrigava a sorrir,
Mas sabia que não iria adiantar
Não queria partir,
Também não queria ficar.
Não era o medo que a mantinha,
mas a esperança de crescer
Era no caos que achava a sua paz,
enquanto via o amor apodrecer
Não havia luz ou túnel.
Anjos ou demônios.
Só carne morta
e sangue diluído.
A vida não tem valor,
o abraço da morte oferece calor.
Eterna e fria.
Sem lutas,
sem intrigas.
Só o vazio de uma vida de mentiras.
Ele não responde,
ele não vai responder
A tempos ela o trancou
onde não poderia mais sair.
Se não pudesse amar,
nunca mais iria se ferir.

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