Kohoutek, Sibéria, Rússia. Quatro meses se passaram após a derrota de Ares, o deus da guerra, para os heróis da Irmandade do Zodíaco Planetário, nascida da união entre os Cavaleiros de Atena e as Princesas Planetárias. Os heróis, àquela altura, estavam a desfrutar de algum breve momento de paz, mas estavam sempre alertas para a possibilidade de um novo e terrível mal tentar ameaçar a paz mundial.

Nesse momento, na gélida Sibéria, se encontravam os heróis representantes do gelo e da água; Hyoga, o Cisne, acompanhado de sua amada Ami Mizuno, a Sailor Mercúrio, e de seu casal de Mestres, Camus Mizuno, irmão mais velho de Ami, e Cavaleiro de Aquário, e Michiru Kaioh, a Sailor Netuno. Após tanto tempo longe do local onde treinaram, os dois guerreiros do gelo decidiram lá retornar. Saeko Mizuno, ou simplesmente Doutora Saeko, mãe de Ami e Camus, fora junto dos filhos, e de seus futuros genro e nora.

Dois dias após a chegada dos heróis de gelo e água à Sibéria, eis que Hyoga recebe um misterioso chamado até uma região pra lá de inóspita. Não entendendo bem o que aquilo seja, decide checar de perto.

HYOGA: Não sei o que querem comigo, mas é melhor estar o tempo todo atento, nunca se sabe... — murmurava.

AMI: Hyoga, meu amor, o que houve? — indaga, chegando ao quarto de seu amado – parece preocupado...

HYOGA: Meu floco de neve... recebi um chamado até a parte mais afastada da Sibéria, praticamente fora de Kohoutek. Querem a minha presença a todo custo. E não faço ideia do que venha a ser, por isso imagino que possa vir a ser um novo perigo. Espero estar enganado, mas nunca se sabe.

AMI: Também acho tudo isso muito estranho, meu bem. Não acha que é melhor investigarmos?

HYOGA: Sem dúvida! Mas é melhor que eu vá sozinho. Sua mãe e o Mestre Camus jamais me perdoariam se algo lhe acontecesse.

AMI: Hyoga, eu jamais perdoaria a mim mesma se o perder. Não quero ficar sem você por nada... — e o abraça.

Pelo visto, Hyoga terá uma árdua missão pela frente.

No dia seguinte, o siberiano decide, então, ir ao local onde é esperado. Não avisa nada a Camus, Michuru e Saeko, pois não queria preocupa-los, mas sabe que, se o pior acontecer, sobretudo a Ami, poderá ser responsabilizado por isso.

HYOGA: Meu floco de neve... obrigado por ter vindo comigo, mas sabe muito bem o que me está reservado, caso algo lhe aconteça, e seu irmão venha a tomar conhecimento – diz.

AMI: Camus tem que entender que eu já sou uma mulher feita, e sei me defender, igual a você. Me orgulho do meu irmão, mas esse tempo dele ficar pegando no meu pé, como se criança fosse, já passou.

Hyoga sorri para sua amada. Sabe que Ami é determinada, mas, ainda assim, temia pelo que poderia lhe ocorrer, e sabia que poderia, até mesmo, ser preso num ataúde de gelo por Camus, como punição, caso a desgraça caia sobre a irmã mais nova de seu Mestre.

Instantes depois, ambos estavam no local combinado; nos arredores de Kohoutek. O frio era intenso, nevava forte. Hyoga e Ami estavam bem agasalhados, usando casaco e botas de pelo de urso. Nisso, eis que quatro elementos desconhecidos ali chegam.

???1: Finalmente você veio, não é, Cisne? — indaga o primeiro.

???2: Achamos que fosse não vir.

HYOGA: Quem são vocês, afinal? E por que me fizeram vir até essa região tão inóspita? — indaga.

???3: Ora, pelo visto, é bem astuto, meu caro – diz, com certo cinismo na voz.

???4: Viemos das terras do Graad Azul.

Aquilo deixa Hyoga perplexo.

HYOGA: O que... terras do Graad Azul?

AMI: Do que eles estão falando, amor?

HYOGA: Ami... eles dizem ser das terras do Graad Azul. Mas isso não pode ser! Sempre ouvi falar, desde meu tempo de treinamento, que o povo daquela região tinha desaparecido para sempre, após um período de frio extremo.

???1: Parece que a história não é bem assim do jeito que lhe contaram, meu caro. De fato, houve um período de frio extremo, muitos morreram, mas nem todos. Estamos aqui para provar exatamente o contrário.

???2: Somos guerreiros mágicos, sabia?

Nisso, eis que chega um outro guerreiro, e vestindo uma armadura prateada.

???1: Lord Alexei – diz o líder dos guerreiros.

ALEXEI: Em pessoa. Há quanto tempo, não é, Hyoga?

HYOGA: Alexei... achei que tinha morrido quando do frio extremo que assolou seu reino.

ALEXEI: Achou mesmo que eu, um guerreiro tão poderoso, ia morrer assim, facilmente? E pelo visto, você e os demais também sobreviveram à guerra contra o poderoso Ares. Se não fosse pela união entre vocês e as Princesas Planetárias, mais os Marinas, as Bruxas Espaciais, os Guerreiros Deuses e as Animamates...

HYOGA: Pelo visto, você está bem informado dos últimos acontecimentos, Alexei... mas a pergunta é; o que você quer, afinal de contas?

Eis que Alexei o olha com um olhar não só glacial, mas também maléfico.

ALEXEI: Por que não se une a nós? — indaga.

HYOGA: Acontece que eu já sou um guerreiro a serviço de Atena. Não posso aceitar sua oferta.

AMI: Isso aí. Você o ouviu, Alexei – diz.

ALEXEI: Ora, a mocinha é mesmo atrevida, hein? — debocha.

HYOGA: Mais respeito com a minha amada, seu idiota! — e o esmurra na cara, furioso, fazendo-o cair.

???3: Lord Alexei! Ora, seu miserável... — se preparando pra lutar.

ALEXEI: Parem! — diz, se levantando – muito bem, Hyoga... só por essa sua atitude, você assinou sua sentença de morte.

HYOGA: Acham mesmo que vou me render sem lutar? — e remove o abrigo.

AMI: Hyoga, cuidado! Eles estão em maior número, e sinto algo muito mau e poderoso vir do líder deles.

HYOGA: A partir do momento que eles querem fazer o mal, não posso me abster de lutar.

Eis que manifesta seu cosmo.

HYOGA: Experimente isso... PÓ DE DIAMANTE!!!

Ataca com sua principal ofensiva, mas Alexei a recebe sem piscar, nem nada sentir. O ataque não surtiu efeito nenhum nele.

HYOGA: Mas como... ele não sentiu nada! Como pode ele receber meu mais forte ataque, e sair ileso? — indaga, ainda incrédulo.

ALEXEI: Estúpido! Acha mesmo que eu estou no mesmo patamar de poder que os berserkers de Ares? É mais imbecil do que pensei, seu infeliz. E só por ter ousado me enfrentar, terá um fim bem amargo.

Eleva seu cosmo e ataca com tudo.

ALEXEI: IMPULSO AZUL!!!

Hyoga é atingido e arremessado para o alto, vindo a cair desacordado.

AMI: NÃO!!! — grita, enquanto é imobilizada pelos soldados de Alexei – Seus miseráveis... como ousam fazer isso?

ALEXEI: Você deve ser a namoradinha dele... não é mais! Logo será toda minha. HAHAHAHAHAHAHAHA

AMI: Isso é que não! Prefiro a morte antes de ser sua escrava, bandido.

No entanto, Alexei lhe dá um soco na barriga, que a faz desmaiar.

ALEXEI: Perdão, mas você não me deu outra alternativa. Levem-na, logo terá um tratamento vip. E quanto a ele – olha para Hyoga – joguem-no na masmorra! Irei amar torturá-lo até à morte.

Entretanto, o que os bandidos não imaginavam é que uma testemunha ocular presenciara tudo que se passou ali; Jacob, o neto do líder da aldeia de Kohoutek.

JACOB (pensando): Os bandidos das Terras do Graad Azul... eles levaram Hyoga e Ami como prisioneiros! Preciso recuperar o anel do Cisne e a caneta de Mercúrio para eles, e preciso avisar também os Mestres Camus e Michiru.

E corre o mais rápido possível de volta a Kohoutek avisar Camus e Michiru do ocorrido, além de pegar seus acessórios que invocam seus trajes de combate, que ambos esqueceram no vilarejo.

Nisso, em algum outro lugar, algumas coisas se passavam. Hyoga estava preso numa masmorra, acorrentado, ainda inconsciente. Instantes depois, eis que acorda, e se depara com o lugar onde estava. Se lembra da derrota para Alexei, que o vencera pelo fato de o Cisne estar sem sua armadura.

HYOGA: AAAAAAAA isso... só pode ser a masmorra para onde Alexei me trouxe... aquele covarde... — e se lembra de sua amada – Ami! O que será que aquele desgraçado fez com o meu floco de neve?

Nisso, eis que a porta da masmorra se abre. E por ela, passa uma jovem moça, de curtos cabelos loiros, e com um ar de profunda preocupação. Quem será ela?

???: Você acordou... que bom – diz.

HYOGA: Quem é você, e por que está aqui? — indaga.

???: Sou a irmã de Alexei, e me chamo Natassia.

Ao ouvir aquele nome, o Príncipe da Lealdade fica perplexo.

HYOGA: Natassia?!

NATASSIA: Exatamente... por quê?

HYOGA: Natassia... afinal de contas, o que pretende seu irmão? Por que ele está agindo assim?

NATASSIA: Hyoga, eu lhe peço... não deixe Alexei matar meu pai.

Aquela última declaração da jovem Natassia o deixa ainda mais abismado.

HYOGA: Como... Alexei... matar seu pai?

NATASSIA: Meu pai, o rei Piotr, é o soberano das Terras do Graad Azul. Aqui é um lugar isolado de toda a Sibéria. Alexei acha que nós deveríamos expandir nosso reino, mesmo que pra isso seja preciso tomar e pilhar outros reinos, enquanto nosso pai só deseja cuidar e proteger este lugar. Por conta disso, papai expulsou Alexei há cinco anos. E por isso eu lhe imploro... não deixe Alexei matar meu pai!

Diante daquilo, Hyoga compreende o drama da jovem Natassia.

HYOGA: Sim, Natassia... farei o que puder... mas e Ami?! Para onde Alexei levou minha amada?

NATASSIA: Está em outra cela... bem, preciso sair logo, não seria nada bom se os homens de Alexei me vissem aqui.

E se retira rapidamente.

HYOGA: Que drama terrível o dela... mas, por mais que a sede de poder de Alexei seja imensa... não creio eu que ele seria tão covarde e desnaturado a ponto de cometer parricídio...

Será que não?

Nisso, o rei Piotr estava em seus aposentos, alheio a tudo que ali se passava, quando seu filho sedento de poder, Alexei, ali adentra.

PIOTR: Alexei... o que faz aqui? Eu o expulsei cinco anos atrás por sua desobediência e sede de poder – diz, indignado.

ALEXEI: Achou mesmo que eu aceitaria essa expulsão de bom grado, Rei Alexei? — indaga, num tom irônico e cínico.

PIOTR: O que você deseja, afinal de contas?

ALEXEI: O seu trono, e também... SUA VIDA!!

E dispara um violento golpe contra o próprio pai, fazendo-o cair morto, numa grande poça de sangue. Enfim, o parricídio estava consumado!

ALEXEI: Velho idiota! Se fôssemos seguir sua vontade, iríamos todos morrer de frio e fome nestas paragens isoladas do resto do mundo – e se vira para um de seus soldados – muito bem, ponha em prática o plano, conforme ordenei.

SOLDADO 1: Sim, Mestre.

Euquanto isso, outras coisas se passavam em Kohoutek. Camus e Michiru, bem como Saeko, mãe de Camus e Ami, notam que tanto ela quanto Hyoga não aparecem há horas.

CAMUS: Ami e Hyoga estão sem aparecer há horas... não estou gostando disso – diz.

MICHIRU: Muito menos eu, meu gelinho. Eles não são de demorar tanto, quando saem.

SAEKO: Minha nossa... será que eles podem estar em perigo? — indaga – eu não suportaria perdê-los. Ami é uma menina muito especial, e Hyoga é também como um filho para mim.

CAMUS: Mantenha a calma, mamãe, nós os encontraremos... minha ninfa, tem como você ver o que está acontecendo, através de seu espelho?

MICHIRU: Sim, meu gelinho, vou averiguar isso agora!

Michiru pega seu espelho mágico, que pode ver qualquer coisa a anos-luz de distância. E o que ela vê a deixa aterrorizada.

MICHIRU: Isso é terrível! Hyoga está aprisionado numa masmorra, e com sinais de tortura... — diz, assustada.

CAMUS: O quê?! E Ami... o que houve com ela? — indaga, aflito.

MICHIRU: Também está presa, mas segue intacta.

CAMUS: Precisamos ir até eles libertá-los, e que Hyoga nos explique o que aconteceu, pois ele colocou não só a ele, como à minha irmã em perigo – diz, cerrando os punhos.

MICHIRU: Não é hora para ter raiva dele agora, meu gelinho. O que importa agora é salvá-los.

Sabendo que sua amada tem razão, o Príncipe do Gelo baixa a bola. Ambos correm em direção ao palácio de Alexei, nas Terras do Graad Azul.

Nesse momento, o vilarejo de Kohoutek estava a ser invadido pelos soldados de Alexei, que reivindicara a posse daquela terra para ele, como parte de seu plano de expandir o reino outrora governado por seu pai, a quem o próprio filho, covardemente, matou. O pânico era geral! Da pousada, Saeko Mizuno, ao ver aquilo, fica completamente nervosa. O avô de Jacob, o líder dos aldeões, estava com ela, para protegê-la.

SAEKO: Santo Misericordioso Deus... o que está havendo aqui, afinal de contas? — indaga.

ANCIÃO: São os soldados das Terras do Graad Azul, Senhora Mizuno. Eles querem essas terras para o senhor deles, o Lorde Alexei. Mas isso não pode ser, pois o pai de Alexei, Lorde Piotr, proibiu quaisquer tentativas de invasão a outros reinos.

SAEKO: Minha nossa... espero que Camus, Ami, Hyoga e Michiru estejam bem – diz, com o coração apertado.

Mal sabia ela que Hyoga e Ami eram prisioneiros, e que Camus e Michiru partiriam em seu socorro.

Nas Terras do Graad Azul, outras coisas se passavam. Ami estava em uma outra cela separada, mas não estava presa a ferros, como seu amado. Pensava em como sair dali, já que esquecera sua caneta de transformação em Kohoutek.

AMI (pensando): E agora... como vou poder sair daqui? Deixei minha caneta de transformação na pousada, em Kohoutek. E como será que está meu amado Cisne? O que o maldito do Alexei pode ter feito com ele? — estava aflita.

Nesse momento, na cela onde Hyoga estava preso, eis que o herói sente um tijolo na parede se mover. Alguém o estava removendo por fora. Quem será?

HYOGA (pensando): Estão removendo o tijolo... quem será?

Para surpresa do herói, era Jacob.

JACOB: Hyoga... que bom que o achei...

HYOGA: Jacob! — sorri – mas o que está fazendo aqui?

JACOB: Eu é que pergunto! Com tantos problemas lá no vilarejo, e você aqui...

HYOGA: Problemas? O que está se passando em Kohoutek?

JACOB: Os homens de Alexei invadiram o vilarejo, dizendo que tudo lá é deles, e nos ordenaram sair de lá, do contrário, vão matar todo mundo.

HYOGA: O quê?! — se espanta.

JACOB: Por sorte que os Mestres Camus e Michiru já estão a caminho de cá.

HYOGA: Se eu ao menos tivesse comigo minha armadura... pra quê fui deixar meu anel mágico na cabana?

JACOB: Ainda bem que eu já providenciei isso.

E entrega-lhe o anel.

HYOGA: O Anel do Cisne... que bom!

JACOB: E trouxe também a Caneta de Mercúrio para Ami...

Eis que sentem a porta se mexer. Deviam ser os soldados de Alexei.

JACOB: Ih, preciso sair logo! Vou procurar Ami e entregar sua caneta... — se retira.

HYOGA: Boa sorte, Jacob...

Eis que Alexei entra acompanhado de seus asseclas.

ALEXEI: Então, Hyoga, mudou de ideia sobre a minha proposta? — indaga, de forma cínica.

HYOGA: Como você é cínico, seu canalha! Sabe que eu jamais aceitaria a sua proposta. É preferível a morte ante isso.

ALEXEI: É, pelo visto, prefere a morte mesmo.

HYOGA: Alexei... será que você não pensa em sua irmã, a Natassia? Nem tampouco no desejo de seu pai? Imagine como ela sofreria bastante, se algo lhe acontecesse...

ALEXEI: Está falando daquele velho idiota? Pois eu já dei cabo de sua imprestável vida – diz, com sangue nos olhos.

HYOGA: COMO?! — se horroriza com a frieza de Alexei – maldito... seu maldito parricida!

ALEXEI: Ora, pelo visto, é mais astuto do que pensei. O que acha de ser largado no meio da mais violenta nevasca desta região? Uma vez dentro dela, em apenas 3 minutos, será um mero cadáver congelado.

HYOGA: Alexei... maldito...

E usando todas as suas forças, quebra as correntes.

SOLDADO 1: Ele se soltou!

SOLDADO 2: Mas como?

HYOGA: Agora o jogo é outro, miseráveis... PELA FORÇA DO CISNE!!!

E o herói se arma para enfrentar os inimigos.

SOLDADO 3: De onde veio essa armadura? — indaga.

SOLDADO 1: Isso não importa... ataquem!!

Mas os vilões não estavam à altura do Príncipe da Lealdade.

HYOGA: TROVÃO AURORA!!!

E derrota os bandidos numa só tacada.

Na cela onde Ami estava presa, eis que Jacob força o tijolo do lado de fora, e consegue entrar.

JACOB: Ufa... consegui!

AMI: Jacob... que bom ver-te! Mas o que faz aqui?

JACOB: Não há tempo pra conversas! Você precisa se transformar e ajudar o Hyoga a derrotar o Alexei, o cara matou o próprio pai – e entrega sua caneta.

AMI: O QUÊ?! — aquilo a deixa aterrorizada – muito bem... ele vai pagar caro por isso... PELO PODER DE MERCÚRIO!!!

Se transforma para lutar. Ambos abrem a porta da cela e saem correndo. Nisso, eis que um grupo de sentinelas os veem a correr.

SOLDADO 1: Aquele moleque libertou a prisioneira...

SOLDADO 2: Detenham-nos!

AMI: Espero que gostem disso... — invoca seu poder – BORBULHAS CONGELANTES DE MERCÚRIO!!!

Mais inimigos são postos pra fora de combate. Jacob e Ami correm, e mais adiante, se encontram com Hyoga.

HYOGA: Meu floco de neve... Jacob...

AMI: Meu amado cisne... — e ambos se abraçam.

JACOB: Que bom que estão salvos, mas os soldados do Alexei logo vão voltar.

HYOGA: Jacob... vá procurar Natassia! Se ela sair no meio da nevasca, será o fim dela.

Sentindo que devia acatar, Jacob faz o que diz o herói.

JACOB: Sim, Hyoga, lá vou eu! — e corre.

Nisso, por outra porta, eis que aparecem Michiru e Camus, já com seus uniformes, e encontram Ami e Hyoga devidamente libertos.

CAMUS: Hyoga... mana...

MICHIRU: Que bom! Vocês estão livres...

HYOGA: Mestres!! Que bom que vieram...

AMI: Irmão! — sorri.

No entanto, Camus bronqueia com ambos, seguido de um tapão na cabeça do discípulo.

CAMUS: Seus inconsequentes! — grita – por que vieram pra cá, sem nos avisar do que se tratava?

AMI: Mano... pare de ser tão enérgico! Fomos chamados para atender uma ocorrência, e acabamos atocaiados.

CAMUS: Isso não é desculpa para sair sem nos avisar! Vocês correram um risco enorme. Nossa mãe jamais me perdoaria se perdêssemos você, Ami – ralha.

MICHIRU: Camus, pare com isso! Não é hora de sermões, e sim, de lutar. Os soldados de Alexei podem aparecer.

HYOGA: É verdade, Mestra Michiru. Aquele maldito me paga... ele matou o próprio pai!

MICHIRU e CAMUS: O QUÊ?!

HYOGA: Isso mesmo! Alexei matou o próprio pai, o soberano deste reino, para tomar outras terras e anexá-las. Por isso precisamos acabar com a sua sanha diabólica.

CAMUS: Por ele ter matado o próprio pai, me deu ainda mais raiva dele. Vamos todos! — ordena.

E os heróis correm à sala do trono, onde o parricida se encontrava. E lá chegando...

HYOGA: Alexei... ainda não terminamos! — diz, apontando o dedo.

ALEXEI: Ora, você veio mesmo – e quando olha para trás dele... — mas isso não é possível... CAMUS?!

CAMUS: Isso mesmo! Sentirá o terror do Príncipe do Gelo.

HYOGA: Mestre Camus... permita-me enfrentar Alexei – e estende os braços — muito bem, miserável, vou mostrar-lhe o que aprendi com a minha venerável Mestra Michiru. O mais poderoso ataque de Netuno.

AMI: E eu também hei de lhe mostrar o que aprendi com meu irmão e Mestre – e faz os mesmos movimentos feitos usualmente por Hyoga.

Ao ver aquilo, Camus e Michiru ficam bastante surpresos.

CAMUS: Ami... ela vai usar o que eu lhe ensinei – sorri.

MICHIRU: E também Hyoga vai usar o que ensinei-lhe.

HYOGA: MAREMOTO DE NETUNO!!!

AMI: PÓ DE DIAMANTE!!!

Alexei acaba por ser atingido pelas duas técnicas, e arremessado para trás.

ALEXEI: AAAAAAAAAA mas isso... impossível...

MICHIRU: Pro seu governo, vilão, não é impossível. Hyoga e Ami aprenderam direitinho o que meu amado e eu ensinamos. São nossos honrados discípulos.

Mas o vilão ainda não estava derrotado. Mesmo um tanto grogue, torna a se levantar.

ALEXEI: Agora sim, vocês me deixaram furioso – e invoca sua técnica — IMPULSO AZUL!!!

No entanto, Ami entra na frente, e com a mão, bloqueia o ataque de Alexei.

ALEXEI: Impossível! Essa guria conseguiu bloquear meu ataque com uma só mão... mas como?

CAMUS: Alexei, sabemos que você matou seu pai para tomar terras que nunca foram suas, e o filho que mata o próprio progenitor é o mais imperdoável de todos os crimes.

HYOGA: O faremos pagar por isso, nem que seja com a própria vida!

Nisso, o quarteto de gelo levanta seus braços, com as mãos unidas, formando a posição da ânfora de Aquário. Ao fundo, a deusa aquariana, símbolo da constelação, aparece.

ALEXEI: Não... impossível...

MICHIRU: Não é impossível, bandido! Você sentirá toda a nossa fúria.

EXECUÇÃO AURORA!!!

Eis que disparam o ataque supremo contra Alexei, que é atingido e arremessado com tudo contra o trono, que se quebra, fazendo-o cair ofegante.

ALEXEI: AAAAAAAAAAAAAAA mas isso... isso é o... sétimo sentido...

AMI: Sim! É o poder supremo do cosmo. Nossa coragem e determinação nos tornam ainda mais fortes.

JACOB: Hyoga, pessoal... isso é terrível! — chega correndo, aflito.

AMI: O que houve, Jacob?

JACOB: Natassia saiu no meio da nevasca.

CAMUS: Natassia?! — indaga.

AMI: É a irmã de Alexei, mano.

HYOGA: Não! Ela não durará mais que 3 minutos no meio do frio intenso.

E os guerreiros correm até o local para onde Natassia se dirigiu. Certamente foi cometer suicídio, por não aguentar o choque de saber que o próprio irmão matou o pai deles, motivado por sede de poder e canalhice.

Instantes depois, eis que eles encontram Natassia devidamente congelada.

TODOS: NATASSIA!!!

ALEXEI: Idiota! Por que fez isso? — gritava.

HYOGA: Sai da frente!

Com um golpe, quebra o gelo, libertando Natassia.

HYOGA: Ela ainda respira... dá tempo de salvá-la.

Alexei pega a irmã nos braços, demonstrando arrependimento pelo crime cruel que cometera. Mas já era tarde demais para arrependimentos.

ALEXEI: Natassia... por que... por que você fez isso...? — indaga, com lágrimas nos olhos.

Ao fundo, os heróis estavam comovidos com o nobre gesto de sacrifício por parte de Natassia.

MICHIRU: Que triste... Natassia... como ela sofreu tanto... — diz, em meio às lágrimas.

CAMUS: É verdade, minha ninfa.

HYOGA: Bem, vamos todos para casa?

AMI: Sim, meu amor, estamos exaustos.

JACOB: E estou com fome – diz.

Quando os heróis estavam se retirando...

ALEXEI: Hyoga... Camus... por que não me mataram, quando puderam? — indaga.

CAMUS: Para você refletir pelo resto de sua vida sobre o crime covarde que cometeu. Você matou seu próprio pai, aquele que deu-lhe a vida. Eu tudo daria neste mundo para ter meu pai ainda vivo!

AMI: Além do mais, não queríamos eliminar a única razão que Natassia tinha para viver.

HYOGA: E além disso, eu também perdi minha mãe. E ela também se chamava... NATASSIA!

Ditas essas palavras, os heróis deixam Alexei pra trás, com sua irmã moribunda nos braços, e retornam a Kohoutek. Pelo visto, o vilão terá que refletir por toda a vida pelo crime brutal e covarde que cometeu, ao matar o próprio pai.

FIM

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