Nashi Dragneel - Em busca do sangue
1 Capítulo Um
Notas iniciais
Se muitas pessoas gostarem, estou criando um número minimo de pessoas na minha mente agora, eu posso realmente continuar.
A missão de 100 anos terminou muito mais cedo do que todos na guilda esperavam. Em três anos todos regressaram, mas não era para dizer que haviam concluído a missão, era para mostrar a criança recém-nascida nos braços da maga celestial, o bebê estava enrolado no cachecol que pertencia ao mago das chamas que estava ao lado da loira.
—Que surpresa agradável – Comentou Makarov em sua cadeira de rodas.
—Sim. – Lucy não tirava os olhos do bebê que dormia tranquilamente.—Mestre, eu li que a primeira mestra que deu o seu nome, por isso queria saber se...
—Claro, Lucy. – Makarov interrompeu a maga celestial e mexeu as mãos, pedindo que ela se aproximasse.
E isso foi feito. Lucy se aproximou mais e repousou a criança sobre os braços do mestre da guilda, que por um longo minuto observou o bebê. Era uma bela menina, e os poucos fios de cabelo presentes eram rosados.
—Uma bela menina, Lucy. – Makarov comentou tirando os olhos da criança e os dirigindo a loira.—Belo trabalho, Natsu. – Ele olhou depois para o mago ao lado da mulher.—Mas não é isso que querem saber. Estive pensando e bem...Nashi Dragneel. –
Ao fim da frase ele olhou para o bebê que apesar de novo, não deixava de demonstrar um espontâneo sorriso, uma criança tão pura havia nascido de seus filhos. De poucas certezas ele tinha em sua vida, mas sobre uma ele iria realizar; a guilda seria o segundo lar daquela criança, cresceria com todo amor possível e com muita proteção. Enquanto ainda segurava a criança, os membros que chegaram da missão iam se acomodando. Natsu e Happy iam junto de Gajeel, Wendy, Lily e Charle. Erza se reunia com Mirajane e ambas conversavam, assim como Gray havia feito com Juvia. Lucy foi a única a ficar ao lado de Makarov, mesmo quando Levy a chamou com os filhos adormecidos.
—Como foi a missão, Lucy? – Makarov perguntou enquanto a bebê segurava um de seus dedos.
—Não fomos capazes de concluir, mestre. – Lucy o respondeu, sorrindo para o que a criança fazia.
—Entendo...- Makarov suspirou e alisou os próprios cabelos.
E o tempo passou. Nashi Dragneel agora não era mais um bebê frágil, era uma criança com seus 7 anos completos com um temperamento quase semelhante a de seu pai, porém com uma mistura de sua mãe, ela começou recentemente a fazer missões fáceis que não exigiam muito, foram ordens claras do mestre da guilda.
—Missão concluída, Mirajane-san!- Nashi falou após retornar a guilda. —Gato encontrado e devolvido ao dono. –
A menina falou isso estampando um sorriso semelhante ao de seu pai, claro que seu rosto era marcado por outras coisas, arranhões do animal que ela caçou por toda Magnólia, e dava para sentir o cheiro dela, como se ela tivesse caído muitas vezes em sacos de lixo, o que realmente aconteceu.
—Nashi, vai tomar um banho. – Makarov pediu apontando para uma porta não muito longe. —Só saia quando seu cheiro parecer de gente. –
A menina mostrou a língua quando se sentiu ofendida, mas obedeceu mesmo assim. Enquanto andava, olhou e cumprimentou os membros, não encontrando os gêmeos que eram filhos de Gajeel e Levy, por serem alguns anos mais velhos que ela deviam estar em alguma missão mais acima das que ela costumava fazer. “Eles ainda não retornaram.” pensou e finalmente entrou no banheiro. Enquanto isso, Makarov coçou sua barba e dirigiu seu olhar para a albina que estava no bar, a mesma também dirigia seu olhar a ele, e balançou a cabeça.
—Nada, mestre. – Mirajane avisou.
“Já fazem quatro dias desde que saíram para matar um monstro, já deviam estar de volta ou ao menos mandado noticia” o velho pensou nisso enquanto olhava para a porta, na esperança de um idiota com sorriso no rosto chutar a mesma com violência, não apenas um idiota, mas alguns outros de preferência.
—Chame Gildarts ou Laxus. – O velho pediu enquanto apertava o descanso de braço da cadeira de rodas. —Se em 48 horas não retornarem, quero eles na estrada rumo a última missão. –
“Gajeel deve ser capaz de farejar alguém do grupo, por isso vai com quem estiver disponível.” o velho pensou enquanto sua expressão já mudava, tornando-se ameaçador, mas mudou quando a menina de cabelo rosado saiu do banheiro, seu cheiro pelo menos estava melhor, nem parecia que a minutos atrás estava imunda, ela sentiu que estava sendo observada pelo mesmo e andou até ele.
—Vovô. – Nashi comentou, sua voz era gentil. —Cadê os gêmeos? –
—Em uma missão, de acordo com os registros foram até uma floresta resgatar uma pessoa, um grande número de Vulcan¹ capturou a filha de um fazendeiro. – O velho a respondeu enquanto apontava para a albina meio distante dos dois. —Vá pegar um suco para você. –
—Aye. – Nashi se afastou de Makarov exibindo felicidade no olhar.
“Aye” o velho sorriu, a menina havia pego a mania do gato azul Happy, mas isso era esperado afinal ambos passavam muito tempo juntos, as vezes Natsu sentia ciúmes disso. Ele parou de sorrir quando uma voz desconhecida ecoou em sua mente, não apenas na dele, mas em todos os presentes na guilda.
“Fairy Tail, boa tarde e espero que estejam bem neste dia. Vocês não me conhecem, mas sei que em breve vão conhecer. Como devem imaginar, alguns membros da sua guilda estão desaparecidos, pois é. Não estavam em missão, estão presos muito longe dai.”
—Cretino... – Makarov comentou bravo.
“Olhe o linguajar, Makarov Dreyar. Minha magia é de telepatia, e a aperfeiçoei a ponto de ouvir resposta, e antes que pensem em procurar-me, estou longe demais da civilização.”
—O que você quer? – Makarov perguntou já retornando a expressão amedrontadora.
“Nada, apenas sangue, dor e sofrimento. Realmente não tenho desejos. Olha só isso, uma criança tentando manipular a minha magia, ver pelos meus olhos, desculpe menina mas não adianta.”
Makarov olhou para onde a rosada deveria estar, e lá estava ela de olhos fechados, um pouco de sangue escorrendo pelo nariz e pingando na madeira. Ela abriu os olhos castanhos revelando uma perda no que fazia. É verdade que qualquer mago pode invadir a mente de um telepata, afinal aquela magia é uma via de mão dupla, porém exigia um grande poder mágico.
“Devo me despedir agora, Fairy Tail. Até breve, criança.”
E a voz na mente de todos desapareceu. Makarov olhou para a porta e depois para a criança, percebendo nela um certo desejo de correr além dela.
—Nashi, não. – Makarov falou e balançou a cabeça. —Vou pedir imediatamente que Gildarts ou Laxus saiam em busca deles. Em breve seus pais estarão aqui. –
—Tudo bem. – Nashi falou e olhou para o copo de suco no balcão. —Vou dormir na guilda hoje, mestre. –
—Sem problemas. – Makarov sorriu para a rosada.
E então o tempo passou, a albina já havia avisado Gildarts e Laxus sobre o que tinha acontecido, e ambos concordaram em ir atrás do grupo. O número de pessoas na guilda foi diminuindo com o passar das horas, até restar somente Makarov e Nashi, ambos separados por um quarto. O velho mestre da guilda iria ouvir caso a porta fosse aberta, por isso a selou com magia, e tinha ideia que Mirajane iria desfazer aquilo no dia seguinte, ele não iria permitir a saída da Dragneel.
E ele dormiu. E o tempo passou. Já era de manhã e muitos já estavam reunidos na guilda, alguns partindo em missões. A única que faltava era a rosada que não havia saído do quarto ainda.
—Puxa, Nashi dorme demais. – Comentou com certa surpresa Romeo. —Já são quase nove e ela ainda dorme. –
—Mirajane, me leve até lá. – Makarov pediu dirigindo um olhar nada bondoso para a albina.
E a mulher obedeceu, sem dificuldade levando o senhor na cadeira de rodas para o segundo andar, o pondo de frente para o quarto que estava ocupado por Nashi, ele bateu na porta algumas vezes e ao não receber resposta, olhou para Mirajane que entendeu e sem dificuldade derrubou a porta, e os dois olham para dentro do aposento. A cama não estava bagunçada, nem parecia que alguém tinha dormido nela, na parede ao lado da cama um buraco foi feito, toda a madeira foi queimada a ponto de criar uma saída. “De acordo com o que vive dizendo, não tem controle da magia de fogo, fazer isso foi difícil então” o homem pensou enquanto sua raiva apenas aumentava, mas lembrar-se de quem a menina era filha diminuía aquilo um pouco. Ao lado da cama, em uma escrivaninha, um bilhete.
“Se não querem salvar meus pais, eu vou fazer isso sozinha. Velho idiota.”
—Puxou quem, mestre? – Mirajane perguntou mesmo que sabendo a resposta.
—Menina idiota. – Makarov falou enquanto amassava o papel.
Seu olhar era para além do buraco na parede, além da cidade de Magnólia e seus habitantes, era para a criança que estava sozinha em uma missão pessoal, e por um momento, rezou pela mesma.
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