Nascidos para morrer
4 First Time.
Notas iniciais
4º capítulo – First Time.
Acordei sentindo as mãos de Stiles em minha cintura e sua respiração batia em meu pescoço, ele dormia e dormia calmamente. Pensei no fato de agora sermos mais do que nada e fiquei confusa. O que éramos então? Ele não tinha me pedido em namoro, pelo menos não oficialmente e era isso que complicava tudo.
Senti ele me apertar contra o seu corpo e se remexer, inquieto. Sua respiração tinha acelerado e seu coração também. Toquei sua mão e ele acordou sobressaltado.
– Stiles. – eu o chamei. – Está tudo bem?
– Sim, estou bem. – ele sussurrou, acariciando a minha mão.
Virei-me na sua direção e olhei em seus olhos, tinha algo de errado ali, algo diferente que eu nunca tinha visto antes. Levei a minha em direção ao seu rosto e toquei sua bochecha, vendo-o fechar os olhos.
– Você não está bem. – eu confirmei sussurrando e tirando a minha mão de seu rosto. – Eu ouvi a conversa que você teve com Scott. Conte-me tudo, Stiles.
Seus olhos estavam aflitos, ele não queria contar para mim, pois o medo de que fosse algo preocupante acabava com ele. E ele sabia que também iria acabar comigo.
– Certo. – ele concordou, fazendo-me sentar. Stiles se sentou logo depois. – Há alguns meses atrás, meu pai e a mãe de Scott foram capturados pela minha antiga professora de Inglês, que era uma druida chamada de Darach, e eles foram colocados debaixo do Nemeton. O Dr.Deaton, chefe de Scott, falou que tinha um modo de encontrarmos a árvore, mas era perigoso, pois tínhamos que nos sacrificar no lugar de nossos pais. Depois de fazermos tal coisa, descobrimos que ficamos dezesseis horas mortos.
“ O sacrifico teria um efeito em nós e agora achamos que tal feito está piorando cada vez mais.”
E então eu conclui que Stiles não estava bem e que nunca ficaria completamente bem. Ele teria uma luta dentro de si para sempre, uma luta que envolvia seus dois lados e dependendo do lado que ganhasse a luta estaria perdida.
Olhei em seus olhos profundamente, tentando demonstrar que eu estava realmente preocupada com ele. Seus olhos estavam com olheiras, era isso que certificava que Stiles não tinha boas noites de sono por muito tempo.
– E o que vocês vão fazer sobre isso? – eu perguntei, segurando sua mão fortemente.
– Vamos falar com o Dr.Deaton e ver o que ele saber sobre isso, apesar da Kira ter nos contado algo que não nos agradou. – ele respondeu, seus olhos transmitiam tristeza.
– O que ela falou?
Stiles olhou para mim e rolou os olhos, ele não queria me contar e eu sabia o porquê: ele não queria me preocupar.
– Você não tem que saber.
– Mas eu quero saber! – eu falei alto, vendo seus lábios se remexerem ao perceber que eu poderia encontrar outros meios de saber a verdade. – Você sabe muito bem que eu posso ir na casa da... – e ele me interrompeu.
– Está bem! Kira comentou que nós estamos em um lugar intermediário e se não fizermos nada, pode acabar em morte.
No momento seguinte eu teria gostado de não ter ouvido o que Stiles falou para mim. Respirei profundamente umas cinco vezes, tentando retomar a minha visão que estava turva.
Ouvi Stiles me chamar algumas vezes até eu finalmente conseguir olhar para ele, totalmente incrédula com o que tinha acabado de ouvir.
– Não, você só pode estar brincando comigo. – eu sussurrei piscando os olhos várias vezes.
– Eu avisei que era melhor você não ouvir. – ele falou, segurando o meu rosto carinhosamente com suas mãos. – Eu não quero ver você preocupada com o que eu deveria estar preocupado.
– Eu gosto de você, Stilinski, é por isso que estou preocupada.
Ele sorriu, se aproximando de mim e colando nossos lábios em mais um de nossos beijos. Nossas línguas se enrolavam uma na outra e eu comecei a ficar deliciada com tal sensação, eu estava extasiada.
As mãos de Stiles desceram para a minha cintura e logo depois desceram para a minha bunda, acariciando aquele lugar – onde eu sentia coisas estranhas.
Ele se separou de mim e começou a beijar meu pescoço, eu suspirei sentindo uma sensação gostosa e estranha, pois nunca tinha sentido tais coisas.
De repente um gemido de prazer saiu de meus lábios quando Stiles mordeu o meu pescoço. Separei-me dele rapidamente percebendo a minha respiração acelerar.
Olhei em seus olhos e percebi o prazer escondido naquelas iris castanhas e sedentas por mais.
– Stiles, eu... – eu sussurrei, tentando explicar o meu afastamento repentino, mas ele não me deixou terminar.
– Eu também não, Candice. – Stiles explicou seu rosto ficando vermelho de vergonha.
– E eu não estou pronta. – sussurrei, me afastando dele e levantando do sofá. – Ainda não.
Arrumei a minha blusa – que estava torta, o que fazia meu sutiã aparecer – e subi as escadas correndo, sem olhar para trás. Ouvi Stiles suspirar profundamente logo depois de eu desaparecer na escada.
Eu me sentia estranha, totalmente estranha, mas não como antes – eu me sentia estranha por causa do que tinha sentido com Stiles, aquele prazer inexplicável.
Sentei-me na cama e suspirei. Percebi que aquele suspiro também tinha algum significado e que era muito precipitado. Eu não podia estar apaixonada pelo Stilinski, poderia?
E a conclusão foi que eu poderia sim.
___X___
Lydia tinha ligado para Stiles e agora nós conversávamos pelo telefone animadamente como se fôssemos amigas a muito tempo.
Eu estava sentada na cama de Stiles, brincando com a minha calça enquanto conversava com ela. Ele apareceu na porta do quarto me olhando de uma forma diferente e totalmente sexy.
– Você quer vir para cá, Candice? – Lydia perguntou enquanto eu olhava para Stilinski.
– Sim. – eu respondi rapidamente, desviando o meu olhar do dele. – Seria muito bom se eu fosse para a sua casa nesse exato momento.
Vi os olhos de Stiles se arregalarem ao me ouvir dizer tal coisa. Eu ri, pois a expressão que ele tinha feito era engraçada demais.
Lydia me perguntou por que eu estava rindo e eu a respondi que era uma careta que Stiles estava fazendo. Logo depois ela falou algo como: Estou indo para aí, quero saber tudo você e Stilinski.
Desliguei o telefone e olhei mais uma vez para Stiles, que parecia inconformado com que eu dissera em voz alta. Eu sorria, sorria abobadamente como uma doida apaixonada.
– Não! – ele falou bem alto, como se suplicasse para eu ficar. – Você não pode ir para a casa da Martin.
– Porque não? Lydia é minha amiga. – eu falei, levantando- me da cama e indo em direção à minha parte do guarda-roupa de Stiles.
– Amiga que você conheceu à três dias atrás.
Eu me virei na sua direção e coloquei a mão na cintura, levantando uma sobrancelha. Provavelmente Stiles não tinha pensado muito antes de falar tais coisas, ou tinha?
– Se é assim, você também quer dizer que porque te conheci à três dias atrás, eu não poderia gostar de você do jeito que gosto?
E ele arregalou os olhos mais uma vez, logo depois de eu falar tal coisa. Ele suspirou e revirou os olhos, mordendo o lábio inferior fortemente.
– Não, eu não quis dizer isso! – ele falou e eu me virei novamente para o guarda-roupa.
– Então eu vou dormir na casa da Lydia essa noite e ponto final.
Escolhi uma troca de roupa e coloquei tudo dentro de uma bolsa que o Sr.Stilinski tinha me dado de presente quando chegou do trabalho ontem.
Depois de alguns minutos ouvia a campainha tocar e Stiles fora atender a porta. Ouvi a voz de Lydia e a dele reclamando que eu não podia dormir na casa dela.
– Stiles! – eu gritei, fazendo com que ele parasse de reclamar.
Lydia subiu as escadas correndo e apareceu na porta, sorridente. Eu sorri para ela de volta e peguei a bolsa.
– Conte-me tudo quando chegarmos na minha casa! Eu quero saber todos os detalhes. – ela falou alto demais, fazendo com que eu olhasse para ela como advertência.
– Lydia, por favor.
– Ah. – ela colocou a mão na boca. – Me desculpe.
___X___
Acordei ao lado de Lydia, na cama dela. Noite passada nós tínhamos conversado sobre o assunto: garotos. Ela tinha feito várias perguntas sobre Stiles e eu e eu perguntei para ela se a mesma tinha alguém. A resposta fora essa: Tirando os ficantes? Você pode considerar que não tenho ninguém.
Depois disso, Lydia pegou uma garrafa de whisky que sua mãe guardava para festas e nós começamos a beber. Lembro-me de dizer que nunca tinha bebido whisky na minha vida, nem escondido de meus pais.
O fato é que nos divertimos muito noite passada, Lydia me contando tudo que eu deveria saber sobre o “grupo” em que agora eu estava infiltrada.
Me mexi na cama, sentindo uma enorme dor de cabeça e acabei caindo no chão. Gemi de dor e avistei uma cabeleira ruiva olhando-me da cama com os olhos semicerrados. Eu suspirei e acabei batendo a cabeça no chão sem quere.
– Bom dia. – Lydia murmurou, sua voz estava rouca e provavelmente a minha também estaria.
– Bom dia. – eu respondi de mal-humor, sentindo a minha cabeça doer cada vez mais.
– Você vai ficar no chão ou virá para a cama? – ela me perguntou, o que me fez levantar rapidamente do chão e subir na cama.
– Estou com uma dor de cabeça enorme. – eu sussurrei, colocando a mão na cabeça e murmurando alguns palavrões sem sentido.
– Eu também. – Lydia murmurou, colocando a cabeça em baixo do traviceiro.
Ficamos em silêncio por algum tempo, para ver se a dor passava – que foi em vão, ela só aumentou. De repente, o telefone da Lydia começa a tocar e eu e ela resmungamos de dor. Amaldiçoei a pessoa que ligou para ela, até saber quem a pessoa era.
– O que você quer, Stiles? – ela perguntou sonolenta, via a mesma rolar os olhos e afastar o celular do ouvido, pois Stilinski parecia gritas. – Candice, venha falar com o seu namorado!
Peguei o celular da mão de Lydia e torci para que Stiles não tivesse ouvido a palavra que a nossa amiga tinha falado em alto e bom tom.
– Oi. – eu sussurrei baixo demais, mas conseguindo uma resposta dele.
– Candice? – ele perguntou muito alto, o que me fez gemer de dor mais uma vez.
– Não grite, por favor, estou com dor de cabeça.
– Ah, me desculpe. – ele sussurrou dessa vez, o que me fez sorrir. – Você não quer vir para cá? Eu posso ir te buscar. – Acho que seria uma boa. – o respondi.
– Está bem. – ele concordou. – Esteja pronta, estou indo te buscar.
___X___
A campainha tocou e naquele exato momento eu soube que eu realmente gostava muito de Stiles e que mesmo sem o conhecer direito eu tinha sentido muita saudade dele naquela noite.
Corri para o andar debaixo, ouvindo Lydia gritar comigo do banheiro, e abri a porta com um sorriso enorme no rosto. Stiles estava sério, mas ao me ver deu um pequeno sorriso, me puxando para um abraço.
Ele me apertou contra seu corpo e enterrou seu rosto em meu pescoço, suas mãos apertaram a minha blusa de frio.
– Eu senti saudade sua. – sussurrei, separando-me um pouco dele e beijando seus lábios.
Stiles ficou surpreso no começo, mas retribuiu o beijo de um modo totalmente apaixonado. Eu segurei seu cabelo da nuca, puxando-o um pouco e enrolando o mesmo em meus dedos. Já ele, acariciava as minhas costas de forma carinhosa e aconchegante.
Ouvimos um pigarreio e nos separamos rapidamente, mas Stiles continuava a me abraçar, apertando a minha cintura. Eu sorri e desviei o meu olhar do dele.
– O.K. – Lydia falou se controlando para não rir. – Da próxima vez que Candice vier para cá, vou garantir a sua passagem também Stiles, quem sabe ela fica mais tempo com a amiga.
Eu ri do que ela falou. Eu realmente estava sentindo saudade dele de um modo incondicional.
– Quer comer alguma coisa, Stiles? – ela perguntou, mas ele estava muito colado em mim e pelo jeito queria logo ir para casa.
– Não, Lydia, eu só vim para buscá-la. Ele respondeu com um toque de tensão em sua voz.
O meu sorriso sumiu ao perceber o porquê da tensão. Solte-me dele e olhei para Lydia, sem querer ser grossa com ela. O ciúmes tinha me subido a cabeça e isso não me fazia nada bem.
– Nós temos que ir, Lydia. – sussurrei, tentando esconder a raiva em minha voz. – Tchau, nos falamos por telefone.
– Tchau, Candice.
___X___
Eu o ignorava. Não o ignorar de não falar mais com ele, mas o ignorar de respondê-lo secamente, como se tivesse algo melhor para fazer.
Entrei na casa e subi Para o quarto de Stiles. Joguei a bolsa na cama e soltei o meu cabelo, suspirando profundamente.
Ele vinha logo atrás de mim, mesmo que eu não tivesse o benefício de um lobisomem, poderia ouvir os passos apressados de Stiles na escada.
Sentei-me na cama e apoiei os cotovelos em minhas pernas, passando as mãos no cabelo e tentando me controlar para não arranhar a cara de Stilinski com as minhas garras.
Ele apareceu na porta do quarto, com a testa franzida em sinal de confusão. Abaixei o olhar e suspirei mais uma vez.
– Candice, o que aconteceu para você ficar desse jeito?- ele me perguntou, fazendo- me olhar para ele com tamanha raiva transbordando de meus olhos.
– Você me pergunta o que aconteceu?! – perguntei, a minha voz saindo cortante como nunca antes. – Você ainda gosta da Lydia, Stilinski! – eu praticamente gritei a frase, levantando-me da cama em um baque e indo para cima de Stiles.
Eu controlei a minha força, mas não conseguia ficar parada sem dar pelo menos um tapa fraco no braço dele. Stiles continuava confuso, enquanto eu ainda batia em seus braços com uma força controlada.
Ele conseguiu me segurar em um momento de fraqueza, quando as lágrimas tinham começado a rolar pelo meu rosto. Stilinski olhou para mim, seus olhos transparecendo uma fraqueza dele. Ele me envolveu em seus braços, enquanto eu ainda tentava resistir tentando afastá-lo de mim.
– Me solta! – eu pedi quanto tentava soltar-me de Stiles.
– Eu gosto de você, Candice. – ele sussurrou na minha orelha, eu suspirei profundamente. – E eu acho que pode ser mais do que um apenas gostar.
Ao ouvir aquela pequena frase que ele dissera, eu finalmente consegui me controla. Se ele não gostava da Lydia, qual era o motivo de tamanha tensão em sua voz? O fato é que eu não queria saber a resposta, Stiles dissera que não apenas gostava de mim, mas sentia algo a mais e eu gostaria de saber o que ele sentia.
– Acho que estou apaixonado por você. – ele sussurrou mais uma vez na minha orelha, o que me fez arrepiar por inteira.
Eu tinha que tomar coragem para dizer o mesmo, apesar de sentir a mesma coisa por ele. Não sabia o que fazer naquele momento especial entre nós dois.
Enterrei meu rosto em seu peito, sentindo seus braços me apertarem ainda mais. O silêncio era a melhor coisa para aquele momento, não era? Eu simplesmente não sabia o que fazer, isso até Stiles decidir falar.
– Você não vai falar nada? – ele me perguntou carinhosamente.
– Eu não sei o que falar. – sussurrei, segurando seu braço. – Mas eu sinto o mesmo por você, só não tenho coragem de dizer.
Senti ele sorrir de um modo totalmente apaixonado. Ele levantou o meu rosto e beijou a minha bochecha, fazendo um caminho de beijos em direção aos meus lábios.
A sensação era diferente dessa vez, eu sentia algo diferente naquele beijo, era como se a confição tivesse me libertado de todos os modos.
Seus lábios foram em direção ao meu pescoço, beijando e mordendo aquele lugar sensível do meu corpo. A sensação era tão prazerosa que por poucos segundos eu esqueci que nunca tinha sentido tal sensação antes.
Stiles começou a me empurrar e eu acabei batendo as minhas costas na parede, o baque fez com que o corpo dele se colasse ao meu. Ele olhou em meus olhos, transformando-se em um Stiles diferente, seus olhos sedentos por um prazer incondicional que nunca tivemos.
Suas mãos soltaram a minha cintura e entrelaçaram as minhas, colocando-as contra a parede. Ele olhou em meus lábios entreabertos e me beijou mais uma vez. As suas mãos apertaram as minhas fortemente, seu corpo colado ao meu só aumentava cada vez mais o meu prazer.
Ele se separou de mim e olhou em meus olhos mais uma vez.
– Você... – ele tentou perguntar, mas algo o impediu.
– Sim, eu quero. – eu sussurrei, apertando a sua mão e olhando intensamente em seus olhos, como ele me olhou pela primeira vez em que nos vimos.
Stiles sorriu, um sorriso tímido e quase igual ao meu. Ele me deu um selinho, enquanto soltava as minhas mãos e segurava a borda da minha blusa de frio. Toquei sua mão e a segurei, tirando a minha blusa junto com ele.
Seu olhar curioso desceu pelo meu pescoço até o meu busto. Era claro que Stiles já tinha visto uma garota de biquíni, mas não eu – a diferença, naquele momento, era que eu estava de sutiã. Desviei o meu olhar do dele ao ver que ele se aproximava mais uma vez de mim, seus lábios mais uma vez em meu pescoço.
Coloquei a Mao em sua barriga, sentindo a mesma quase definida, eu gemi baixinho e depois mordi o lábio inferior, segurando fortemente a camisa que ele usava. Peguei na borda da camisa e a puxei para cima, jogando-a em algum lugar do quarto logo depois.
Toquei seu corpo, sentindo cada parte dele intensamente. Os olhos castanhos de Stiles estavam fixados em mim, na minha expressão prazerosa e, provavelmente, sem sentido algum.
Stilinski pegou a minha mão e me puxou em direção à cama, sem desviar o seu olhar do meu.
Eu suspirei quando ele me virou e me deitou na cama carinhosamente. Aquela era a primeira vez de várias outras que se seguiriam pela frente.
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