Notas iniciais
Olá galerinha!!!! Estou aqui com a minha primeira história nesse estilo e espero que gostem de ♥

Erika On

A humanidade sempre guerreava entre si, até que surgiu uma ameaça maior e as pessoas se viram obrigadas a cooperarem para própria sobrevivência. No dia em que o caos veio à tona, eu estava assistindo a última aula do dia. Minha maior distração era a imensa vontade de ir para casa, por isso sempre ficava apreciando a saída da escola através da janela de vidro. Mas naquela tarde havia uma concentração maior de empregados alojados na entrada. Juntei as minhas coisas e resolvi ir embora, meus pais já haviam avisado à direção da escola que eu sairia mais cedo que o de costume para buscar o meu irmãozinho Enzo na escola. A área dos corredores com armários estava completamente vazia, caminhei até o meu armário para pegar alguns salgadinhos que havia guardado no intervalo. Senti uma mão me puxar para dentro de uma das salas. Era o Hasegawa Haruo, o aluno que sempre era classificado como o melhor aluno da escola desde o primeiro ano. Nós fomos da mesma sala no primeiro e no segundo ano e só nos separamos no terceiro ano, mas nunca fomos próximos um do outro.

―O que você pensa que está fazendo?! Você me assustou tanto que eu poderia morrer sabia? ―Disse com a mão no peito tentando regular os meus batimentos cardíacos.

―Você pretendia sair da escola? ―Haruo parecia preocupado.

―Eu tenho que buscar o meu irmão na escola. ―Tentei abrir a porta para sair.

―Você não vai conseguir sair da escola agora. ―Ele me impediu de abrir a porta e foi nesta hora que eu me dei conta do que estava acontecendo ao nosso redor.

Uma das pessoas que estavam no corredor bateu o rosto no vidro da porta. Não era uma pessoa comum, a parte do olho direito havia sido arrancada e havia muito sangue em seu corpo. A pessoa não parecia estar raciocinando direito e o que mais me assombrava era o fato de que não era para conseguir se movimentar estando morta. Naquele momento eu soube que era o fim da humanidade e eu senti um terror imenso dominar o meu corpo.

―Hasegawa, mas o que é isso?

―Era o zelador da escola o senhor Yoshiro, eu vi quando os outros o devoraram até a morte, mas então ele também se levantou como todos os outros.

―Não, isso não é real! ―Continuei tentando abrir a porta, eu me recusava a acreditar que todos os empregados haviam morrido.

―Nomura você não tem que acreditar em mim, mas se você abrir esta porta nós dois vamos morrer e é por isso que eu vou te impedir de fazer isso.

Hasegawa colocou uma cadeira interditando a porta e depois se direcionou à janela que estava aberta.

―Ei, Hasegawa, o que você está fazendo? ―Perguntei sem saber o que fazer.

―Eu vou sair daqui, já percebi que se eu ficar perto de você eu vou morrer mais rápido por causa da sua imprudência, me agradeça depois por eu ter salvado a sua vida garota. ―Ele estava prestes a sair pela janela do terceiro andar, mas eu o impedi.

―Não me deixa sozinha aqui. ―Segurei a sua blusa do uniforme.

―Se ficarmos nesta sala aos poucos nós seremos encurralados.

―Então vamos sair daqui rápido.

Era mais fácil falar do que fazer, assim que me aproximei da janela me recordei que estávamos no terceiro andar. Eu me afastei completamente arrependida de fingir uma coragem que definitivamente não existia.

―Qual o seu problema Nomura?!

―Nada, nada. ―Disse engolindo em seco de aflição.

Alguns estrondos podiam ser ouvidos e naquele momento eu tive que decidir entre a altura que talvez me matasse ou o cadáver do zelador Yoshiro que com certeza me mataria e essa foi a decisão mais difícil da minha vida até o momento. Haruo me ajudou a subir na janela segurando em minha mão, seria constrangedor se não estivéssemos correndo risco de morrer. Conseguimos chegar até o corredor do segundo andar e foi naquele momento em que eu me dei conta de que as aulas ainda estavam acontecendo e fora nós dois ninguém mais sabia dos ataques dos mortos-vivos. Parei de correr de repente.

―O que foi agora? ―Hasegawa perguntou preocupado.

―As aulas do terceiro ano ainda estão acontecendo, precisamos avisá-los disso.

―Não podemos fazer isso. ―Ele ficou sério de repente.

―Por que não podemos? ―Perguntei sem entender.

―Eu já havia pensado nisso antes, mas a única maneira de avisá-los seria pela sala de avisos e ainda sim corremos o risco de não nos ouvirem e na pior das hipóteses causaríamos um caos que nos impediria de fugir em segurança.

―Não podemos deixar que todos morram.

―Eu sei disso, mas também não podemos avisar e correr o risco de morrermos em vão.

―Hasegawa essa é a sua decisão final? ―Ele pensou um pouco antes de responder.

―Nos separaremos aqui então, Nomura, eu não estou disposto a morrer dessa forma. Adeus. ―Soltamos nossas mãos antes de seguirmos direções opostas.

Notas finais
Me ajudem comentando o que vocês acharam por favor :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.