Nascidos do Olimpo
1 Capítulo 00 - Epílogo
Notas iniciais
Lake
Meu nome é Lake tenho 15 anos e agora irei contar-lhes a minha historia. Fui abandonado com poucos dias de vida próximo à um orfanato no interior de uma floresta densa e perigosa. Devido o meu choro que algumas pessoas podem não considerar como agradável, visto que eram umas 3(Três) horas da madrugada. Cresci como uma criança que diziam ser problemática, por causa de meu temperamento e minha personalidade extremamente explosiva. Por isso fui expulso de todas as escolas que estive, não durando nem ao menos um ano inteiro, devido a brigas, confusões, algumas mordidas, ataque de raivas com professores e dentre outros. Devido a minha personalidade e tudo mais, nunca tive algo como amigos e fui de um lar adotivo para outro sendo sempre rejeitado. Uma vez minha professora tentou me matar depois de ter criado asas e presas do nada, após isso fugi de lá e morei nas ruas dos 5(cinco) aos 7(sete) anos, quando fui adotado por Ur que é o apelido da mulher mais incrível que já conheci, até sua morte pelas mãos do homem da cicatriz quando eu tinha 10(dez) anos. Atualmente estudo em um internato para "crianças especiais", traduzindo: delinquentes juvenis, como tumultuadores, cleptomaníacos, arruaceiros. Meu quarto no internato é bem simples e humilde pra não dizer ferrado, possuo: uma cama, uma escrivaninha, um criado mudo, um computador (da época dos dinossauros), tudo estragado e em más condições, não tenho fotos pois não gosto de relembrar meu passado. De lembrança tenho apenas um canivete suíço, um facão de cortar carne, e o cachecol de Ur. Todos essencialmente importantes para mim.
Connor
Tudo começou aos 9 anos, quando vi meus pais serem brutalmente assassinados na minha frente, sem que eu pudesse fazer nada. Motivo, eu ainda não sei. Após um grupo de monstro ter assassinado minha família, fiz o que qualquer garoto de 9 anos no meu lugar faria, fugi, sem rumo e sem direção, apenas com a roupa que estava vestindo e minha mochila escolar que consegui pegar na fuga. Não sabia o que fazer naquele momento, estava sem casa, sem família, sem ninguém... A essas horas o grupo de monstros já deviam ter desconfiado que havia um fugitivo em seus planos. A sobrevivência nas ruas não era nada fácil, pois não tinha que fugir apenas de monstros, mais sim de outras pessoas, pessoas cruéis como assassinos ou ladrões.
Se passaram aproximadamente 3 anos, estava machucado, sujo e depravado, mais tudo o que importava era que eu ainda estava com vida. Me perguntam muito como sobrevivi tanto tempo nas ruas sem ter sido atacado por algum monstro, simples, me ofuscando nas sombras, por algum motivo me sentia seguro e confortável nas áreas abandonadas e escuras das cidades. Aos 15 anos, fui para o internato para "crianças especiais", eles me acolheram, mas nos olhos deles eu era apenas outro “coitado delinquente”. Sei que alguém daquele lugar sabia do acidente envolvendo meus pais, e por alguma razão, suspeitavam que eu havia os matado. Me olhavam estranho como se eu fosse puxar uma faca e mata-los ali mesmo. Mas não posso desistir agora, tenho assuntos a tratar com o(s) responsável(is) que simplesmente arrancou a minha alma.
Fale com o autor