Nascidos Do Sangue
6 James
Notas iniciais
Vocês não sabem como estou feliz por conseguir postar esse capitulo.
Eu agradeço de coraçao os comentarios do capitulo anterior, desculpe nao poder responde-los, eu tambem estava com saudades.
O proximo capitulo o mais rapido possivel, usarei todos os meus poderes ninjas para isso, mas sem previsão já que minha mãe cancelou a internet (o que já estava mais do que na hora, ela nao prestava direito mesmo)
Então boa leitura gente.
Sara já havia andado em uma viatura policial umas cem vezes,
porem em uma situação como aquela era a segunda vez em sua vida. Segunda vez que aquilo acontecia, segunda vez que ela saia da cena de um crime em que parte de sua família era a vitima.
Durante todo o caminho enquanto seguiu de mãos dadas a James
no banco traseiro da viatura, tudo em que conseguiu pensar foram nas lembranças da noite em que seu pai foi morto por sua mãe, misturadas as cenas da noite de hoje.
A voz de James gritando o seu nome desesperadamente, a surpresa no rosto de sua equipe, a tentativa frustrada de Grissom em tira-la dali, o momento em que caminhou até James e lhe deu a noticia...
“Eu sinto muito James”
Ela sussurrou para ele.
‘‘NÃO SARA! POR FAVOR, NÃO!’’
Ela não podia fazer nada enquanto ele chorava pedindo que
aquilo não fosse verdade, então fez a única coisa que pode. Ela o abraçou e sussurrou ao seu ouvido tudo o que sentia.
“Eu sinto muito James, sinto muito mesmo... eu estou aqui para você agora, conte comigo. Não vou deixar você sozinho... Nós vamos superar isso, isso nao vai nos destruir!”
Ele pareceu reconhecer aquelas palavras e deu um leve aceno
com a cabeça concordando, mas Sara sabia que mesmo parecendo forte ele já estava completamente destruído. Os dois estavam e não foi àquela noite a responsável por isso, ela apenas viera para reavivar suas memorias.
As semelhanças eram aterrorizantes, a faca, o sangue em
abundancia. Tudo parecia tão igual, tão igual que lhe dava calafrios. Mesmo assim ela precisava ser forte, por ele. Era ele que tinha sofrido a maior perda, a família que tinha construído.
James tinha uma família!
Uma família que eu conheceria em breve.
Depois de tudo que passaram eles conseguiram erguer-se na
vida e continuar lutado. Ambos foram para faculdade, ela cursara física e ele advocacia, mas James havia conseguido o que Sara nunca alcançou, uma família. Não devia ter sido nada fácil deixar tudo para traz e seguir em frente. Mas ele foi forte o bastante para isso, ela não.
E agora infelizmente tudo tinha virado pó, não era justo!
Justiça? Não existe justiça Sidle.
Em outra situação ela riria com a ironia desse pensamento,
mas naquele momento ela apenas questionava-se o quanto verdadeiro ele era. Em todos esses anos como investigadora, Sara sempre lutou pela tal JUSTIÇA, mas talvez isso não existisse para pessoas como ela e James.
Sara precisava se acostumar com isso.
Como vou me acostumar com isso? Será que esse
ciclo nunca vai ter fim? Por Deus! Nos não merecíamos isso!
James não merecia.
Sara se virou em direção ao irmão sentado ao seu lado, quieto, olhando para a janela em um estado lamentável, seu cabelo e seu terno estavam completamente desalinhados devido à luta com os policiais. Ela não precisou ver seus olhos, sabia exatamente o que veria neles... Dor! Uma dor que não passaria tão cedo.
Ela deu um leve aperto em sua mão, apenas para lembra-lo que
estava lá. Ele virou-se em sua direção e eles puderam trocar um rápido olhar.
Deus...
Ele estava horrível! Muito diferente do dia em que a
tinha procurado algumas semanas antes...
Ela estava em casa preparando-se para o trabalho quando a campainha tocou. Isso era raro, ela nunca recebia visitas àquela hora, geralmente em hora alguma. Mas provavelmente não seria nada de mais, um dos vizinhos talvez.
Sara correu ate a porta e assim que a abriu teve a maior surpresa de todas.
“ James!”
Poderiam ter si passado décadas desde que se viram pela ultima vez, mas ainda assim ela reconheceu o irmão parado ali na sua frente. Ele conservava os mesmos cabelos de quando tinha doze anos. Seus olhos marrons que acompanharam o sorriso que ele deu assim que ela disse seu nome a fizeram se lembrar daquele menino que segurou sua mão na ultima noite em que se viram vinte e dois anos atrás. Porem não havia mais um menino ali e sim um homem, um homem que usava terno e
gravata.
E ainda assim era James.
“Sara!” o sorriso em seus lábios se alargou ainda mais.
Os dois ficaram ali parados por minutos sem saber o que fazer ate que ele resolveu quebrar o silencio.
“Será que eu poderia
entrar?”
“Há, me desculpe. Sim entre, por favor!”
Ela abriu completamente a porta para lhe dar passagem e o convidou para se sentar enquanto sentava a sua frente o encarando. O desconforto entre eles evidente.
“Bom... acho que você deve estar querendo uma explicação do por que eu estar aqui e de como consegui o seu endereço, não é?”
Mesmo que ele não a encarasse e fitasse o chão ela pode sentir o seu nervosismo estampado em cada uma de suas palavras, e também no gesto que fazia com as mãos. Ela se lembrava daquele gesto.
“Isso seria bom!” ela respondeu.
“Deus... Por onde começo? Bom... Vamos pelo inicio. No mês passado eu estava na cidade resolvendo um problema com um cliente e a vi em um noticiário... eu a reconheci de imediato – ele deu um leve sorriso com a lembrança – você mudou muito Sara! Não é mais aquela menina que costumava puxar meus cabelos.” Ele a encarou enquanto
alargava um pouco mais seu sorriso, porem dessa vez seus olhos não o
acompanharam. Como se aquela lembrança o doesse.
Ela não disse nada esperando que ele continuasse.
“Eu descobri onde você trabalhava, e logo depois o seu endereço. Mas não tive coragem para procura-la.” Ele disse abaixando o olhar envergonhado.
“E por que fez isso agora?”
“Eu... Eu precisei de um mês para tomar coragem. Eu sabia que se a procurasse traria lembranças que nós dois enterramos há muito tempo. Não queria fazer isso com você Sara! As poucas vezes em que a vi de longe, você parecia tão bem, já havia construído uma vida e eu não sabia se a minha presença estragaria tudo.”
“Achou que eu não quisesse vê-lo? Por Deus James, eu espero revê-lo há vinte e dois anos”
“Esse foi outro dos motivos que me impediram de procura-la imediatamente.“ ele disse com o sorriso morrendo em seus lábios.
“Eu não entendo. O fato de eu querer revê-lo lhe incomodou?”
A decepção que a atingiu foi sentida por ele através de suas palavras e James se surpreendeu com o fato dela ter chegado àquela conclusão errada. Apressou-se para corrigir seu erro segurando as mãos dela e a encarando pela primeira vez.
“Oh, não Sara! Você entendeu errado. Saber que você também queria me ver novamente me deixa muito feliz, eu cheguei a pensar que você não gostaria disso. O fato é que eu... Eu não achei que merecia, não achei que tivesse o direito de entrar na sua vida novamente. Não seria justo depois de tantos anos. Não depois de tê-la
abandonado.”
Por um minuto Sara não teve resposta alguma.
Não sabia o que dizer e nem o que fazer. James ali parado em sua frente lhe dizendo que tinha medo que ela não quisesse vê-lo, que ele não queria atrapalhar sua vida. Ela pode sentir em suas palavras a culpa que ele sentia por terem se separado, será que ele havia se culpado a vida inteira?
“James você não me abandonou! Nós éramos duas crianças, você não...”.
“Não Sara. Não tente diminuir o meu erro, eu devia ter cuidado de você. Mas eu não consegui, deixei você sozinha quando tinha apenas seis anos. Não estava lá no momento em que você mais precisou.”
“James me ouça. Você não pode se culpar por isso, o que aconteceu a vinte dois anos já foi. Esta aqui agora.” — Ela disse tentando tranquiliza-lo, seus olhos tão úmidos quanto
os dele – “Você esta aqui e isso é incrível eu pensei que nunca mais o veria.”
Os dois sem poder mais resistir, se abraçaram. Que se danasse todo esse tempo e o que havia acontecido com eles, estavam juntos novamente.
“Sim. Eu estou aqui!” – ele disse se afastando – “E foi pra isso que vim, quero que recomecemos de onde paramos. Sabe, eu agora sou um chefe de família, me casei já faz dez anos. Eu e Vanessa temos um casal de filhos, dois diabinhos chamados Jéssica e Michael. Eles adorariam te conhecer Sara! Quero que faça parte disso”
Aquilo realmente a pegou de surpresa, uma família. James havia formado uma família e queria que ela fizesse parte dela. Será que estaria pronta para isso?
“Eu não sei James, preciso pensar mais sobre isso.” A apreensão era visível em seu rosto.
“Tudo bem Sara!” ele disse lhe dirigindo um sorriso torto de compreensão. “Acho que estou indo um
pouco rápido de mais. Você não precisa se preocupar em me dar uma resposta imediata, eu vou te dar o meu telefone e endereço novo e quando se sentir a vontade é só aparecer, nós acabamos de nos mudar para Vegas. Então sendo assim, temos todo o tempo do mundo.”
--- Chegamos! – disse o policial, fazendo com que Sara despertasse de suas lembranças.
Enquanto ele parava enfrente ao laboratório ela observava o
prédio, há poucas horas havia saído dele em um estado de espirito totalmente diferente.
Sara soltou a mão de James e saiu rapidamente do carro
enquanto ele fazia o mesmo. Quando chegou ao seu lado lhe ofereceu a mão novamente e ele a aceitou de imediato.
Seguindo para dentro do prédio ela lembrou-se mais uma vez
das palavras de James. ...
Temos todo o
tempo do mundo...
Infelizmente eles não
tinham mais todo esse tempo!
Notas finais
Espero que tenham gostado. muito obrigada por ler.
Good bye good luck
#SEMCSISEMRECORD =/
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