Nascido Das Sombras.
7 A Transformação.
Notas iniciais
Dei algumas roupas para Catarina, e fomos a sala deixando a sozinha em meu quarto. Ela se trocou e desceu. Sentou ao nosso lado.
-Então o que vocês queria falar comigo?-
-É... eu vou tentar explicar de uma maneira que você possa entender.- Falou Felipe.- Eu acho que você já ouviu falar da maldição do lobisomem...- Felipe foi interrompido por ela.
-Sim, e oque que eu tenho a ver com isso?-
Felipe a ignorou e continuou falando. -E tem algumas famílias que tem a linhagem de sangue deles. Essa maldição é ativada quando você mata alguém e ontem quando você matou o homem lá... Eu acho que você pode ter despertado essa maldição.-
-Então quer dizer que eu sou uma lobisomem?-
-Sim- Falei seriamente olhando-a.
-E vocês... Vocês são oque?- Eu e o Felipe nos olhamos por um instante.
-Nós somos... vampiros.-
A mulher começou a rir como se não acreditasse em nada que nós falamos. -Eu não vou cair nessa pegadinha.-
Deixei minhas presas saírem, as listras paralelas apareceram. -E agora acredita?-
Elas ficou tremula por um instante. -Então... é ver... é verdade...-
Fiquei normal novamente. -Não se preocupe, nós iremos te ajudar.-
Ela concordou com a cabeça. -E quando que eu vou me transforma de novo?-
-De acordo com os meus cálculos você ira se transforma hoje. É tipo assim toda lua cheia você irá se transforma entendeu?- Falou Felipe.
-Sim... Eu entendi.- Falou ela com a voz tremula.- Eu tenho que ir para casa, pois meus pais podem estar preocupados.- Ela se levantou e foi se retirando.
-Antes de anoitecer nos encontre na floresta.- Falou Felipe.
Ela concordou com a cabeça e saiu.
-Oque você esta pensando em fazer?-
-Temos que acorrentar ela na floresta ou ela poderá atacar alguém.-
Concordei com a cabeça e liguei a tv, estava passando um desenho.
-Você vai para a escola hoje?-
-Não estou muito cansado hoje... E nós vamos tratar de comprar logo as corrente não é?-
-Sim... Mais antes irei entrar na policia. Não como policial mais como detetive.-
Comecei a rir da cara dele e voltei a assistir o desenho. Felipe se retirou da sala e foi até o seu quarto para se trocar e ir até o sheriff.
Ele terminou de se trocar e saiu de casa. Eu estava sem nada para fazer, então pensei em ir para a escola mesmo. Me troquei, peguei minhas coisas e sair. Cheguei na escola e ainda não tinha batido o sinal. Entrei, peguei as coisas em meu armário, fechei e fiquei encostado esperando o sinal bater.
O sinal logo bateu e todos foram para as suas salas. Era aula de biologia para mim. Ficamos todos em pé esperando o professor escolher as duplas. Por coincidência minha dupla era a Taylor. Sentamos e ficamos falando um com o outro até que o professor acabou de escolher os grupos.
Fizemos o que ele mandou e hoje nós largamos até mas cedo que nos outros dias. Sair da sala sem falar com ninguém. Joguei as coisas no armário e fui para casa.
Cheguei em casa e lá estava o Felipe com uma bolsa de sangue em mãos.
-Achei que não fosse para escola hoje.-
Coloquei a mão na cabeça, comecei a sorrir.
-É que num tinha nada para fazer em casa.-
-Tanto faz.- Falou ele e logo tomou um gole do sangue. — Eu conseguir as correntes. O homem da loja disse que eram as melhores que eles tinham lá.
-hum...-
-Vamos até a floresta e começar a arruma as coisas. Por ai quando ela chegar lá a gente só prende ela.-
-Vamos.- Falei.
Nós desaparecemos em um piscar de olhos e fomos correndo até a floresta. Em questão de segundos ou minutos nós chegamos a floresta. Vagamos pela procura do lugar ideal e encontramos uma antiga casa de um dos fundadores da cidade. Entramos, ela não era nada iluminada. Tinham correntes que eu acho que deviam ser para prender os escravos naquela época. Tiramos as antigas correntes e colocamos as novas.
-Ela já deve estar nos esperando vá ver.- falou Felipe enquanto arrumava as correntes.
Desapareci no ar e em questão de segundos apareci na entrada para floresta. A Catarina já estava vindo. Fui até onde ela estava, peguei-a no colo e apareci na antiga casa.
-Pronto... Qual o plano.- Perguntou ela para o Felipe.
Felipe deu dois puxões na corrente para ver se estavam presas corretamente.
-O plano é acorrenta-lá até o amanhecer.-
-Mais para que...- Ela foi interrompida.
-Não questione. Vai ter que ser assim. A cidade já esta tendo muitos ataques de lobo ultimamente.- Falou Felipe.
Ela ficou calada e com a cabeça abaixada.
-Já está pronto... Venha irei te acorrentar agora.-
Ela andou calmamente, até Felipe que já estava a segurar as correntes. Ele pendeu os dois braços da garota, prendeu os pés e o pescoço. Ela ficou sentada no canto e então a lua começou a subir.
Os ossos dela começara a estralar, os ossos da mão dela começou a quebrar. Ela foi ficando na forma de um lobo, os pelos começaram a crescer.
-AHHHHHHHHHHHH!!!- Ela ficou gritando de dor.
-É melhor nós se afastarmos irmãozinho.-
Afastamos na medida do possível. Fechamos uma grade que avia e ficamos olhando-a se transforma.
Ela logo tomou a forma de um lobo. Ela tentou nos atacar mais as correntes impediam-na de se soltar. Eu fiquei tremulo. As correntes começaram a se parti. E em um piscar de olhos ela estava solta.
-Corre!!!- Falou o Felipe e começamos a correr até a saída.
Lá tinha uma porta, fechamos-na e ficamos segurando. A grade de ferro que avia na parte de dentro, foi aberta. Mais de um lugar ela não conseguiu passar que foi a porta. A lua passou e então os ataques a porta pararam.
Abrimos a porta e lá estava ela caída no chão. Ela estava completamente sem roupa. Peguei o casado do Felipe e cobrir ela. Peguei-na no colo e levei-a para casa.
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