Nascer Do Sol

1 Nossos olhos se encontraram...


Amor?O que é amor?O que é estar amando?Talvez ninguém tenha resposta para isso,ou todos tenha,uma diferente da outra.

Uma pessoa pode achar que o amor é sentir arrepios,coração acelera quando quem ela ama está por perto,guagueja esse tipo de coisa,mas também tem aquele que acha o amor algo sem importância que não existe,e que pode acabar em minutos,outros acha o amor duradouro.

Nesse momento vou dizer o que acho sobre esse tal amor.

"Amor para mim é apenas algo que sinto pela minha família,na minha forma de pensar não existe amor entre outras pessoas que não seja um amor real de uma família,aquele amor que sabemos que não vai acabar,e pode acontecer brigas mais ele sempre vai estar lá"

Provavelmente você tenha achando isso muito estranho talvez tenha se perguntado,será que ela nunca se apaixonou?E aqui,e agora nessa pequena e ao mesmo tempo grande história,você vai encontrar sua resposta.

Minha vida era tão cheia de problemas,até que ele apareceu e mudou tudo.

Um homem de cabelos pretos,auto,e de olhos verdes,com pequenos traços de azul,de um sorriso lindo,e de um corpo perfeito,com algumas tatuagens.

Confesso que talvez quando eu o vi,senti uma leve acelerada no coração,mas isso não significa que eu tenha sentido algo haver com amor.

Encontrei ele em uma festa,de uma amiga da minha irmã,uma festa de aniversário,que estava bem chata por sinal.

Ele estava sentado em uma mesa com alguns outros caras bebendo pra caramba,sem medo das consequências,da ressaca que teria no dia seguinte.

Confesso que não conseguia tirar os olhos dele,talvez isso tenha o incomodado,na verdade eu tenho certeza disso,pois ele veio falar comigo.

Levantou da cadeira e veio em minha direção,olhando bem para mim,e digamos que eu também olhei,nossos olhos se encontraram,em meio daquele tanto de pessoas,e foi nesse momento que me deu a pequena acelerada,junto com um suor frio,como se eu fosse desmaiar,agora porque disso já não sei explicar.

Não fique aí pensando que deve ter sido amor a primeira vista,igual aquele de filme,brega,e chato,por que não foi,o que aconteceu...eu não sei explicar,mais com certeza não foi amor.

Ele chegou perto de mim fez uma pergunta-Você está bem?-ele olha para mim com um cara de preocupado,fico a me perguntar,por que ele estaria preocupado comigo.

-Estou bem sim,por que não estaria!?-respondo olhando bem nós olhos dele.

-Porque você está pálida-ele diz segurando meus braços,como se achasse que eu ia cair no chão a qualquer momento-Tem certeza que está bem mesmo?

Faço que sim com a cabeça,e vou em direção a uma cadeira,para me sentar.

Ele continua segurando meus braços até que eu me sentar-se,quando falou.-Vou chamar sua irmã,não saía daí-ficou olhando para mim,talvez esperando que eu fala se algo,mais eu estava tipo,COMO ELE SABE QUEM É MINHA IRMÃ.

Passou alguns minutos lá vem minha irmã gritando como sempre-Eu disse para não ficar sem comer nada,mais você nunca me escuta.-ela se abaixou para olhar meu rosto,pois estava de cabeça baixa-Vamos embora,para você comer algo,ok!?-fiz que sim com a cabeça.

Sabe aquela sensação de que tem alguém olhando para você,de estar te observando,então naquele momento era o que eu estava sentindo,sentindo como se todos estivessem olhando para mim,talvez estavam,quem não olharia para uma garota sendo carregada nos braços de um cara,não conseguia ficar em pé,então ele ajudou minha irmã a me levar para o carro,quando desmaiei...

. . .

Acordei no dia seguinte,em minha cama com minha irmã Tereza me encarando,como se eu fosse uma criança.

-Você está melhor?-ela me pergunta passando a mão em meu cabelo.

-Sim,quem era aquele?-falo me sentando na cama.

-O Tyler?-ela fala como uma cara de tipo "você não sabe quem é ele".

-Se esse for o nome do cara que me colocou no carro,é dele mesmo que eu estou falando.

-Você não sabe quem é ele?

-Devia saber!?

-Sim,ele é seu vizinho.

-Eu saberia se eu tivesse um vizinho gato,igual ele.

-Obrigado.-ele tava na porta do quarto ouvindo tudo,como que eu não vi ele lá,senti meu rosto ficar todo vermelho de vergonha.

-Mais,o que ele está fazendo aqui?-falo olhando para Tereza.

-Ele me ajudou,você acha que veio para aqui como!?

Cubro minha cabeça com o edredom,quando falo-Sai daqui agora os dois.

Escuto os passos deles saindo,e a voz da Tereza bem baixa falando-Desculpe por isso,ela não é muito educada.

Eu fiquei COMO ASSIM NÃO SOU EDUCADA,sério que ela queria que eu fosse educada com um cara estranho na porta do meu quarto,só pode estar doida.

Estranho não,pois me lembrei dele.

Tereza volta para o quarto com uma bandeja com café,e outras coisas de comer,e se senta ao meu lado.

-Você precisa comer?-fala tirando o edredom da minha cabeça.

-Sério podia ter falado-pego o café-Que ele estava na porta.

-Desculpa Victoria,mais pensei que você tinha visto ele lá.-coloca a bandeja sobre a cama-Você podia ter pelo menos agradecido a ajuda dele.

-Vic,não Victoria,despois eu agradeço.-tomo um gole de café.

-Mais sério que você não o conhece?

-Conheço,mais não sabia que ele tinha virado meu vizinho.-olho para ela,e volto a dar outro gole.

-Então conhece de onde?-ela pergunta com um tom de supresa na voz.

-Da escola.-bebo todo o café-Não lembra dele?

-Não.-ela me encara-Estudava?Tem certeza?

-Claro que tenho,ele estudava comigo.

Ela faz uma cara de surpresa com a informação.

-Me lembrei dele depois que vi ele na porta.-acrescento.

-Não acredito,que tenha estudado com ele.

-Pega meu álbum.-aponto para uma mesa que tinha lá,onde o álbum estava.-Esse preto.

Ela se levantou e para pegar.

-Esse aqui?-mostra o álbum para mim.

-Sim.-ela me entrega,e eu abro nas fotos da minha formatura,da escola,terceiro ano para ser bem específica.-Olha bem aqui,o último da direita.-aponto para ele,na foto.

-Gente é ele mesmo,deve ser por causa disso que está tão interessado em você.-ela fala pegando o álbum da minha mão,ainda sem acreditar.

-Como assim interessado em mim?-olho para ela com uma cara um pouco confusa.

-Ahh,você sabe,acho que não preciso explicar.-ela passa a mão na foto.-Ele continua um pedaço de mal caminho,não é mesmo!?

Fiquei só encarando ela,sem falar nada.

-O que?-ela olha para mim,fechando o álbum.-Tenho namorado eu sei,mais isso não quer dizer que eu esteja morta.

Nos olhamos,e ela riu.

-Você devia era ter vergonha nessa sua cara.-falo,me levantando da cama.

-Mais eu tenho.-pega o álbum,e coloca na mesa.-É você que não tem.

-Humrum,mesmo eu.-pego o restante das coisas na cama,e saímos do quarto.

Andamos até chegar na cozinha,e ela não parava de falar,"Dois colegas sendo vizinhos","me conta você e ele",fala o monte de outras coisa,mais tudo haver com o Tyler.

Ficamos sentadas no sofá da sala,ela ficava me olhando como se quisesse falar algo.

-Fala logo.-virei na direção dela.-Sei que está querendo me disser algo.

-Vou para casa de nossos pais.-ela segura na minha mão.-Não queria te deixar sozinha.

-Por que não!?Tenho dezenove anos.-olho nos olhos dela.-E você sabe que sei me cuidar.

-Vic você...

-Eu sei.-falei enterompendo* ela.-Não vou fazer de novo.

-Não é certo,eu sair e deixar você aqui sozinha.-solta minha mão e,se levanta.

-Pode ir tranquila,te ligo todos os dias.

-Promete que vai me ligar mesmo.-ela fala se virando para mim.

-Prometo.-Levanto e vou até ela,e dou um abraço.-Claro que prometo.

Sei que ela se preocupava mais comigo do que com ela mesma,depois de tudo que eu fiz,todos começaram a se preocupar mesmo eu estando bem,mesmo eu nunca mais ter tentado tirar minha vida.

-Quando você vai?-seguro o braço dele,puxando para o sofá.-Eles já sabem?

-Amanhã,falei com eles semana passada.

-Você já arrumou suas coisas?

-Ainda não.

-Então levanta,e vai arrumar.-nos levantamos.-Pois te conheço e sei que não gosta de fazer as coisas as pressas.

-Você está me expulsando, é isso?

-Talvez.

Ela ri.

-Então está bem,pelo menos abra a porta para mim.-ela pega as coisas dela que tinha sobre a masa,e fomos em direção da porta.

-Boa sorte lá.-abro a porta.-Pois vai prescisar.

-Não fala assim.-foi em direção ao elevador,e esperou,quando o elevador chegou o Tyler estava saindo dele,e eles se comprimentaram.

E claro que fiquei olhando toda a sena,ela até disse que depois ligarei para ele.

Confesso que não sabia o tão próximos eles eram.

-Oi.-ele disse eu me vê.-Como você está?-ficou parado perto na porta do seu apartamento me olhando.

E eu travei.

Como eu não conseguia responde uma pergunta tão simples.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.