Nas mãos do inimigo
16 Capítulo XV- Onde tudo começou
Notas iniciais
A manhã estava quente e ensolarada, bem diferente do clima que reinava dentro de mim, havia muita tristeza e frio. Eu tinha acabado de ir para a porta de casa, quando o carro de Tobias parou ao meu lado, ele abriu a porta ao seu lado sorridente para mim, aquilo só piorava tudo, como eu poderia agora contar que eu iria partir para Amsterdã, com ele me olhando daquela forma apaixonada.
Entrei no carro ao seu lado e Tobias se aproximou para me beijar, eu estava muito nervosa para conseguir me entregar ao beijo e diminui para um selinho mais demorado, Tobias notou meu nervoso e se afastou me olhando com um olhar desconfiado.
–Há algo de errado Tris, você está estranha.
–Tobias nós precisamos conversar.
–Eu também vim querendo conversar algo sério com você, e acho que o motivo de sua estranheza é o mesmo que vim discutir, mas antes de falar qualquer coisa eu quero te levar a um lugar, quero que nossa conversa seja lá.
Não respondi nada, e Tobias imediatamente arrancou o carro, meu coração estava disparado, será que ele já sabia que eu iria para Amsterdã, talvez Caleb ou Christina tenham lhe contado, isso me aliviou um pouco, contar para ele seria muito difícil, mas não acabava por ia, não sabia como ficaria minha situação com Tobias depois da minha viagem, será que ele me abandonaria, acabaria tudo, só essa conversa poderia responder.
Estava tão distraída em meus pensamentos que nem notei quando Tobias pegou a rodovia para fora de Chicago, apenas quando o carro começou a sacolejar numa estrada de terra que percebi onde estávamos. Tobias guiou mais alguns quilômetros até parar em uma clareira, descemos do carro, e seguimos a pé por uma trilha, eu já podia ouvir o barulho da água, e em poucos minutos estávamos diante de uma cachoeira, e não era qualquer cachoeira, era a cachoeira, onde tudo havia começado.
Lágrimas vieram ao meus olhos, Tobias vendo aquilo me abraçou e afagou meu cabelo, eu podia ouvir seu coração batendo rápido em seu peito.
–Tris, calma, não precisa chorar, venha, vamos nos sentar ali.
Engoli o choro e segui de mãos dadas com Tobias até uma pedra próxima à beira da água, nos sentamos e Tobias se virou para se sentar em frente a mim, eu ia começar a falar, mais Tobias silenciou meus lábios com seu dedo.
–Eu não quero que você fale nada agora, eu que preciso começar essa conversa, e eu não quero nenhuma interrupção enquanto eu falar, isso é muito difícil pra mim, tudo bem.
–Tudo bem. _ Respondi com a voz meio barganhada pela vontade de chorar.
–Nossas famílias sempre se odiaram e tenho que admitir, eu mesmo sempre te detestei, mesmo sem a conhecer. No dia que eu te vi aqui com suas amigas e que tirei aquelas fotos, eu não tinha ideia de onde isso tudo iria dar, e eu sei que eu fui um idiota, um verdadeiro mal caráter por fazer aquilo, mas hoje olhando para o passado eu não me arrependo do que fiz, porque sem aquelas fotos eu não teria me aproximado de você, te conhecido melhor, e visto a pessoa maravilhosa que você é, Deus realmente escreve certo por linhas tortas, isso é a mais pura verdade, não sei se um dia você vai me perdoar pelo que eu fiz, essa coisa horrível e nojenta, mas eu quero agora te pedir desculpas, implorar seu perdão e dizer que eu estou arrependido_ Tobias pegou em uma mochila que ele havia trago e estendeu um envelope para mim _ aqui estão o cd e o pen drive com as fotos que eu tirei de você, já está tudo apagado do meu computador também, não quero e nem preciso mais ficar com isso. Tris por favor me perdoe, eu fui um idiota.
Por alguns instantes eu fiquei meio sem saber o que fazer, depois eu só tomei o envelope de suas mãos, e me joguei em seus braços, chorando.
–Você me perdoa Tris?
–Claro que eu te perdoo seu bobo.
Tobias me puxou para um beijo, eu sentei em seu colo, com as minhas pernas abertas e entrelaçadas em seus costas, seus beijos desceram para meu pescoço e eu já pude sentir o volume em seus calças, me esfreguei sobre ele arrancando um gemido de Tobias, suas mãos rapidamente arrancaram minha blusa e meu sutiã, Tobias apertava meus seios e chupava meus mamilos com força, me fazendo gemer cada vez mais alto, suas mãos desceram para meu bumbum, os apertando com força, enquanto eu rebolava sobre sua ereção, não aguentando mais Tobias me ergueu, e enquanto eu tirava meu short e calcinha, Tobias tirava o resto de sua roupa, depois de nos livrar de tudo que nos cobria, Tobias se sentou novamente, e eu sem perder mais tempo, me sentei sobre ele, penetrando lentamente todo seu pênis em mim, depois de me sentir toda preenchida comecei a cavalgar sobre Tobias, que puxava meu cabelo, mordia meus seios, me fazendo movimentar ainda mais rápido, quando estava chegando ao meu ápice Tobias parou, eu dei um muxoxo de reprovação, enquanto Tobias se levantava e ia em direção ao rio, lá dentro comigo ainda em seu colo Tobias começou a dar estocadas rápidas em mim, nunca havia sentido algo tão bom como aquilo, o prazer me preenchia, eu não gemia, eu gritava de prazer, tive um primeiro orgasmo que me deixou de pernas moles, mesmo assim Tobias não parou, continuou no mesmo ritmo, outro orgasmo se aproximava , ainda mais forte que o primeiro, eu arranhava as costas de Tobias com força, e puxava seu cabelo, quando já estava no meu limite, tive o orgasmo mais forte da minha vida, senti Tobias se contraído e gritando meu nome, tivemos um orgasmo juntos.
Desci do colo de Tobias com a respiração difícil e as pernas bambas, Tobias não estava diferente, até seus braços tremiam, pelo esforço de me segurar por tanto tempo, depois de alguns minutos de descanso nos abraçamos. Depois de vestir nossas roupas, fomos embora, minha cabeça estava a mil, mas uma decisão eu havia tomado, eu não iria contar a Tobias que eu ia para Amsterdã, eu não era forte o suficiente, além do que nossa história não tinha futuro, nossos pais se odiavam, eu não queria por Tobias em problemas, aquela tinha sido a nossa despedida.
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