Nas mãos do inimigo

11 Capítulo XI – Trégua


Notas iniciais
Oi meu povo. Eu tinha feito a meta de 15 comentários, e já tive 14, então como eu sou muito boazinha eu estou postando logo :D Boa leitura

Tris

Depois da nossa maravilhosa conciliação Tobias me levou até em casa, ficamos abraçados por um longo tempo, eu não queria soltá-lo, mas o sono já mostrava sinais em nós dois.

–Acho melhor você entrar Tris, você já está quase dormindo em pé.

–Eu não quero me soltar de você._Eu falei fazendo bico.

–Você está parecendo uma criança de 6 anos falando assim Tris, não seja teimosa e entre logo.

–Eu tenho uma proposta melhor.

–Pela sua cara não deve ser nada que preste.

–Ai como você me julga mal Tobias, eu só ia te propor para você subir e dormir um pouquinho comigo.

–E seus pais vão amar me ver dormindo com a filha deles né.

–É só você ir embora antes deles acordarem.

–É muito arriscado Tris, eu não sei, eles podem me pegar saindo, ou algum empregado de lá.

–Ora Tobias, você não acha que eu nunca saí escondida de casa não é?_Ele me olhou com cara feia_ Vamos Tobias, por favor, você não quer continuar assim abraçadinho comigo, vamos, por favor.

–Tá bom, mas só se amanhã você passar o dia todo comigo.

–Combinado.

Subimos tentando não fazer barulho, mas só tentando mesmo, Tobias era muito desastrado, quando já estávamos quase chegando ao meu quarto ele acabou derrubando um vaso no corredor, em questão de segundos meu pai abria a porta do seu quarto parando quase em minha frente. Eu fiquei paralisada, não conseguia mover um músculo sequer, só ouvia o som das batidas rápidas do meu coração.

–Beatrice você quer me matar de susto, o que houve aqui?

–E.e..eu esbarrei no vaso._Eu não estava entendendo nada, porque meu pai não havia falado nada de Tobias?

–Eu vou voltar a dormir então, boa noite querida.

–Boa noite pai.

Depois que meu pai entrou em seu quarto eu finalmente consegui respirar de novo, quando olhei para o corredor não havia nem sinal de Tobias, eu já estava começando a ficar assustada quando uma coisa cutucou meu pé, quando olhei para baixo Tobias estava todo encolhido se escondendo atrás da mesinha, não pude deixar de sorrir.

–Você quer me matar de susto?_Falei o mais baixo possível, já o puxando para o meu quarto.

–Melhor do que o seu pai matar a gente.

–Isso é verdade. Mas como você conseguiu se esconder tão rápido e tão bem.

–Ora Tris você não acha que essa é a primeira vez que eu me escondo na casa de uma garota né?

–Seu cretino_ Dei pequenos socos no seu braço_ Vamos dormir, vem.

Deitamos os dois juntinhos na minha cama, eu sentia sua respiração em meu pescoço enquanto ele acariciava meu cabelo, rapidamente eu adormeci. Somente quando o sol já estava batendo no meu rosto que eu acordei, fiquei um tempo parada observando Tobias dormir, ele parecia tão calmo, tão feliz, quando não resisti mais e comecei acariciar seu cabelo ele acordou.

–Bom dia.

–Bom dia.

–Acho que nós dormimos demais. E agora como eu faço pra ir embora?

–Meus pais vão almoçar fora, e só a gente esperar eles saírem. Algum problema pra você?

–Não, nenhum, eu só preciso ligar pra avisar minha mãe, antes que ela ligue pra polícia e me dê como desaparecido.

–Vai lá avisar sua mamãezinha então._Tobias pôs língua para mim e pegou seu celular.

–Alô mãe, sou eu._Os gritos da mãe de Tobias foram tão altos que até eu consegui ouvir.

–Não mãe eu dormi na casa de um amigo, não foi nada demais, na próxima eu te aviso. Beijo, tchau.

–Quer dizer que pra sua mãe eu sou um amigo?

–Você não vai implicar com isso não é Tris.

–Calma seu bobinho, eu não vou brigar, só estava brincando, estamos em trégua com as brigas por um tempo.

–Por um tempo? Não acha melhor pra sempre?

–E você vai conseguir ficar sem brigar comigo, porque eu não vou conseguir ficar sem brigar com você.

–Verdade, você é muito chata, não tem como não brigar._Dei alguns tapinhas nele, embora seu sorriso me desmanchasse toda, puxei ele para um beijo que só foi interrompido pelas batidas no meu quarto.

–Querida posso entrar?_ Era o meu pai.

–Só um minuto pai._Empurrei Tobias para o meu closet e abri a porta pro meu pai.

–Oi paizinho, bom dia.

–Bom dia meu amor, posso conversar com você?

–Claro pai, vamos sentar._ Nos sentamos em minha cama.

–Você está melhor agora? Eu fiquei preocupado com você ontem, se você quiser eu posso desmarcar o meu almoço de hoje e ficar com você aqui.

–Eu já estou melhor pai, não precisar se preocupar, pode ir pro seu almoço.

–Tudo bem, eu vou, mas qualquer coisa me ligue ok, e saiba que eu sempre estarei aqui.

–Obrigada paizinho._Lágrimas vieram aos meus olhos e eu abracei meu pai.

–Eu te amo querida.

–Também te amo pai.

Assim que meu pai saiu do quarto eu tirei Tobias do closet, e ele estava com uma cara muito séria.

–O que houve, você está tão sério?

–É só que eu nunca tinha visto uma cena assim, as coisas com meu pai são tão diferentes, eu meio que fiquei com inveja de você.

–Não precisa ficar com inveja, eu vou te dar muitos beijos, muito carinho e tudo que você quiser pra tentar compensar o seu pai.

–Eu te ..._ Tobias vacilou um pouco, assim como as batidas do meu coração_ Eu nem sei como te agradecer, obrigada Tris.

Eu o abracei enquanto sentia um nó no peito, eu pensei que ele iria dizer que me amava, mas talvez foi até melhor porque se ele dissesse isso eu não sei se conseguiria dizer que também o amava.

–Eu vou pedir pra trazerem café aqui no quarto, me espere aqui.

Depois que trouxeram o café, nós tomamos juntos, e eu tomei um banho, Tobias insistiu para me acompanhar mais eu não deixei, por que com certeza nós nos atrasaríamos e meus voltariam pra casa. Assim que eu já estava pronta, nós saímos escondidos e fomos para o seu carro. Tobias parou em sua casa para tomar um banho e trocar de roupa e depois ele me levou para um parque, nós passamos todo o resto do dia lá, tiramos dezenas de fotos do lugar e também de nós dois, ele tinha muito talento, todas as fotos dele saiam lindas, enquanto as minhas ficavam horríveis, foi um dia maravilhoso e eu não queria que ele acabasse nunca, mas como tudo que é bom precisa ser interrompido, meu telefone tocou, era minha mãe.

–Alô, oi mãe.

–Oi querida, Caleb acabou de chegar da faculdade e está aqui em casa, ele disse que quer te ver, para vocês conversarem, venha logo estamos te esperando para jantarmos juntos.

–Tubo bem mãe, eu já estou indo.

Notas finais
Eu vou manter a meta de 15 comentários ok E esse capítulo não ficou lá essas coisas, acho que não tenho talento pro romantismo : Beijos meus amores Comentem Sinopse da minha próxima fic já esta pronta, vocês querem ler?