Nas mãos do inimigo
7 Capítulo VII – Bônus Chris e Caleb
Notas iniciais
Chris
Eu praticamente havia crescido na casa de Tris, éramos amigas desde pequenas, e com isso eu sempre fui intima de sua família assim como ela da minha, minha relação com Caleb seu irmão sempre foi normal, brincávamos e conversávamos quando criança, mas a medida que fomos crescendo eu também comecei a vê-lo como o irmão mais velho da Tris, e fomos nos afastando, já que seu irmão atrapalhava com os homens e nos vigiava nas festas.
Com o passar dos anos nós fomos crescendo e mudando, Caleb ficou alto e forte, seus cabelos escuros destacavam seus olhos verdes, não tinha como negar que ele era bonito, como seu corpo era modelado e quantas vezes eu me perdi olhando em seus olhos, e assim como ele eu também mudei, ganhei curvas que chamavam a atenção de muitos, me tornei uma mulher realmente bonita.
Nossos olhares começaram a se cruzar com frequência, por diversas vezes eu notei ele me observando enquanto tomava sol na piscina com Tris, mas achei que era apenas coisa de homem, só que também percebi que sempre que eu estava com outro homem ele fechava a cara ou saia do lugar, e não posso negar que também odiava vê-lo acompanhado de outra mulher.
Num dia desses em que dormi na casa de Tris, levantei de madrugada para ir a cozinha beber um pouco de água, chegando na cozinha notei que a luz já estava acesa e encontrei lá nada menos do que Caleb, ainda por cima sem camisa. Meus olhos caíram sobre seu lindo corpo, e eu usava apenas uma camisola fininha e não pude deixar de notar seu olhar de desejo.
–Eu vim beber água.
–Eu pego um copo pra você.
Caleb pegou o copo no armário e me serviu, sempre me secando com os olhos.
–Obrigada.
–De nada.
Ficamos naquele silêncio constrangedor, eu tomando água e olhando pro chão e Caleb me olhando.
–A gente se afastou tanto né Chris, porque isso aconteceu?
–Nós crescemos Caleb, nós mudamos.
–Eu sei que nós crescemos, não somos mais crianças, você mesmo cresceu e ficou linda.
–Obrigada, você também ficou ótimo.
–Eu sinto falta de quando éramos próximos.
–Eu também.
Caleb que estava escorado na pia foi, caminhou e parou na minha frente, bem próximo a mim, olhando nos meus olhos.
–Então Chris, não fique mais longe de mim, eu gosto muito de você, quero você próximo a mim sempre.
Meu coração já estava a mil por hora nesse momento, nossos olhares estavam fixos um no outro e num impulso eu o beijei, depois do susto repentino Caleb começou a corresponder, nosso beijo foi se aprofundando, nossos corpos se colaram, suas mãos apertavam com força minha cintura, Caleb me levantou e me sentou na bancada da cozinha, eu entrelacei minhas pernas na sua cintura pressionando minha intimidade em sua ereção, ele gemeu baixinho, passando as mãos pelas minhas pernas, e beijando meu pescoço. Depois de um tempo nesses amassos nos demos conta que estávamos na cozinha e poderíamos ser pegos a qualquer momento, Caleb me pegou no colo e subiu para seu quarto.
Foi só o tempo de Caleb trancar a porta para ele me jogar na cama e arrancar minha camisola, ele apreciou meu corpo por um tempo para depois como começar a beijar meu pescoço e morder o lóbulo de minha orelha, me deixando toda arrepiada, seus beijos desceram deixando uma trilha quente até chegar aos meus seios, eles os massageou com os mãos para só depois abocanhá-los com vontade, ele sugava forte me arrancando gemidos, quando eles já estavam sensíveis ele desceu os beijos pela minha barriga alcançando minha intimidade, ele brincou um pouco com minha calcinha para só depois tirá-la, ele deu um sorriso safado antes de começar a estimular meu clitóris com a mão, trocando depois para uma língua habilidosa, meus gemidos estavam cada vez mais altos, o orgasmo se aproximava, e eu apertei sua cabeça quando ele chegou enquanto meu corpo era invadido por fortes espasmos, e meu gozo se espalhava em sua boca.
Quando os tremores passaram, eu não perdi tempo e já o ataquei, arranquei sua bermuda e sua boxer revelando seu membro rígido, o deitei na cama e comecei a chupar devagarzinho, aumentando gradativamente o ritmo, chupava e o estimulava com as mãos, e sua cara de prazer era minha maior recompensa, quando já podia sentir seu orgasmo se aproximando, ele falou:
–Não dá mais Chris, eu preciso de você agora.
E assim ele inverteu nossas posições me penetrando devagar, seu membro me invadindo me proporcionou um prazer imenso, eu estava louca para ele se movimentar rápido, aquele ritmo era uma tortura, ele entrava e saia devagar, até que de repente ele começou a estocar forte e rápido, eu arranhei suas costas com força, fazendo ele me penetrar com ainda mais força, mudamos de posição e eu rebolava e cavalgava com vontade, Caleb estimulava meus seios com uma mão e com a outra segurava minhas pernas me ajudando a aumentar o ritmo ainda mais, meu segundo orgasmo chegou forte e intenso, pouco depois o de Caleb veio também. Deitei sobre ele coberta de suor até minha respiração se normalizar, depois virei para o lado e ele me abraçou, ficamos assim por um longo tempo.
–Eu preciso ir logo o dia vai nascer.
–É melhor mesmo.
–Caleb, Tris não pode saber disso.
–Eu sei Chris, ele nunca ia aceitar.
–Então isso fica só entre nós.
Dei um beijo nele e voltei para o quarto de Tris que dormia profundamente, no outro dia agimos como se nada houvesse acontecido. Esses encontros se repetiram durante vários meses, Tris nunca desconfiou de nada, estávamos cada vez mais envolvidos e apaixonados, só que a culpa por mentir pra Tris já estava me matando. Porém Caleb entrou para faculdade e se mudou, decidimos terminar nosso caso por um tempo, até pensarmos o que fazer, mas embora eu esteja até ficando com outros, eu nunca esquecia de Caleb.
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