Nas mãos do inimigo
4 Capítulo IV- Desejos repreendidos sempre vem à tona
Notas iniciais
Tris
Apesar de eu ter acordado a madrugada toda depois de sonhos nada inocentes com Tobias, aquilo tudo serviu para clarear meus pensamentos, só havia um motivo para ele ter me beijado daquela maneira, havia nele algum sentimento por mim, mesmo que fosse apenas desejo, já era alguma coisa, era a deixa perfeita, eu iria fazer Tobias se apaixonar por mim, assim ele já não entregaria mais minhas fotos. Eu já havia manipulado muitos homens antes, com ele não seria diferente, seria fácil assim como foi com os outros.
Tobias
No relógio na cabeceira da cama marcava as sete horas da manhã, mas eu já estava acordado havia uma meia hora pensando em tudo que havia ocorrido ontem, eu agi por impulso, devia ter esperado mais, ter humilhado mais Beatrice antes de jogá-la em minha cama e aproveitar assim como eu quisesse, mais eu fui fraco, a vontade falou mais alto, mais ao invés de aquilo dar uma aliviada em meu desejo, havia ocorrido justamente o contrário, eu estava louco por ela, pensava nela a cada instante, não conseguia esquecer seu toque, seu beijo quente, seu corpo molhado colado no meu, eu precisava me controlar e seguir meus planos.
Meus pensamentos foram interrompidos por um barulho na porta, alguém estava entrando no quarto, deveria ser minha mãe que havia chegado de viagem e veio ver como eu estava, as cortinas foram abertas e quem estava no meu quarto era nada mais nada menos que Beatrice Prior.
–Bom dia Tobias.
–Bom dia, o que significa isso Beatrice?
–Eu vim te trazer seu café da manhã.
–Me trazer café da manhã? Você tem certeza que está bem, bateu com a cabeça ou algo assim?
–Eu estou ótima, só decidi cumprir minha parte do trato corretamente.
–Isso é realmente surpreendente, e como você conseguiu acordar tão cedo?
–Eu usei uma coisa chamada despertador, conhece? As pessoas costumam usá-los pra isso, acordar no horário correto._Não pude evitar sorrir, o comportamento dela estava pra lá de estranho, mas aquela sua gentileza e aquela ironia ao falar do despertador estava me agradando até demais.
–Acho que quem bateu com a cabeça fui eu mesmo, mas já que você insiste, um café na cama não me faria mal.
Beatrice colocou a bandeja ao meu lado na cama, havia tudo que eu gostava, enquanto comia Beatrice se aproximou da janela e ficou olhando pra fora, com um jeito pensativo.
–O que você tanto pensa hein? Tá tão distraída.
–Só relembrando algumas coisas._ Meu estômago gelou, o tom que ela falou não me deixou dúvidas do que se tratava, era sobre nosso beijo ontem, será que ela também havia ficado mexida com aquilo assim como eu?
–Lembranças boas?
–Ainda não sei. Você já terminou?
–Terminei o que?_Ela se virou com um sorriso no rosto, um sorriso lindo aliás.
–O café Tobias.
–Ah, terminei sim.
–Eu vou levar a bandeja pra cozinha então, quer que eu faça mais alguma coisa?
–Não por agora, só me espere lá embaixo.
–Ok.
Depois de um belo banho, desci para o andar inferior, Beatrice estava parada em frente ao quadros, extremamente concentrada. Me aproximei bem devagar, e apertei sua cintura por trás, ela deu um gritinho, e me deu um soquinho no braço.
–Seu idiota, você me assustou.
–Você estava tão concentrada, não pude resistir._Eu sorri e ela sorriu de volta, e assim ficamos por um tempo, até que eu lembrei de uma coisa.
–Você gosta mesmo de quadros né?
–Eu não gosto, eu amo.
–Então vem aqui, tenho uma coisa pra te mostrar.
Peguei em sua mão e a guiei por um corredor, no final abri uma porta e nada foi melhor do que sua cara de surpresa, seus olhos brilhavam. Eu a levei a biblioteca da minha casa, onde minha mãe tinha reservado um espaço só para quadros e esculturas.
–Você gostou?
–Esse lugar é um dos mais perfeitos que já vi em toda minha vida, poderia passar horas e mais horas só admirando tudo aqui.
Beatrice começou a passear pela sala, tocando em tudo, parando vez ou outra em algum quadro que mais lhe chamava atenção, foi ai que ela parou em algo que eu não esperava, uma das minhas fotografias. Eu a havia tirada há quase um ano atrás, havia dois velhinhos de mãos dadas na baía com toda a cor do pôr do sol os envolvendo, eu precisava registrar aquele momento, aquilo sintetizava vários sentimentos, perspectivas de vidas em um só instante.
–Nossa eu nunca fui muito apegada a fotografias, mas esta é realmente incrível, é tão simples e ao mesmo tempo tão profunda, tão cheia de significados. Quem é o fotógrafo?_Aquilo foi surreal, ela havia entendido tudo que eu queria extrair daquela foto.
–Essa fui eu quem tirou.
–Sério mesmo?
–Claro que é sério.
–Você tem talento viu.
–Eu queria ser fotógrafo.
–Devia investir mesmo, mas por que queria e não quero ser?
–Eu sou o único filho de meu pai, alguém precisa continuar com os negócios._Meus olhos se tornaram tristes só de me lembrar daquilo, Beatrice percebeu, seu semblante também havia mudado, não queria que ela me visse assim num momento de fragilidade._Eu queria pegar alguns livros daqui e levar pro meu quarto, você me ajuda?
–Claro.
Separava alguns livros em silêncio com Beatrice, quando ouço um barulho da sala.
–Quatro, onde está você meu filho?_Era meu pai. Fui até a porta.
–Já vou pai, só um minuto.
–Quatro?Isso é apelido?
–É um apelido sim engraçadinha, meu avô não conseguia lembrar os nomes dos netos, ai chamava pelo número da ordem de nascimento, eu era o quarto, por isso quatro.
–Nossa até que quatro combina com você mesmo.
–Nem pense em me chamar assim, odeio esse apelido, eu vou lá conversar com meu pai enquanto isso você leva os livros pro meu quarto.
Tris
Tobias saiu da sala com pressa, peguei os livros e fui em direção ao seu quarto tomando cuidado para não ser vista, não queria dar explicação a nenhum Eaton por agora e isso ainda podia atrapalhar meus planos de fazer Tobias se apaixonar por mim, nada podia interferir agora, tudo estava indo super bem, ele estava no papo. Quando estava perto do quarto de Tobias acabei escutando uma conversa.
–Como assim já me matriculou na faculdade?_Era a voz do Tobias.
–Você vai seguir meus passos na administração das empresas, então eu já escolhi a melhor universidade para você, ou seja a mesma que eu e seu avô estudamos.
–E não passou em nenhum momento pela sua cabeça perguntar minha opinião, o que eu realmente queria?
–As decisões nesta casa são tomadas por mim, eu sei o que é melhor pra você!
–Você não sabe de nada, você é um louco manipulador!
–Cale-se agora ou eu vou precisar fazer coisas com você que eu não quero.
–Você vai fazer o que? Me bater como quando eu era criança, me deixar marcas pro meu aprendizado?
Eu estava chocada demais para continuar a ouvir qualquer coisa, fui pro quarto atordoada, pus os livros em um canto, e sentei na cama, pouco tempo depois Tobias chegou, sua expressão era a pior possível, fiz o que meu instinto pedia, me levantei, e o abracei, Tobias correspondeu ao meu abraço com toda a necessidade possível, podia sentir seu coração acelerado, depois de alguns minutos, sua respiração voltou ao normal, assim como seu coração, me afastei um pouco e acariciei seu rosto, ele fez menção de falar, mas aquele momento não exigiam palavras.
–Shhiii, não fale nada._E então eu o beijei.
Tobias
E então ela me beijou. Foi um beijo lento, cheio de carinho, sem saber se era bem vindo, ela se afastou logo depois, só que eu queria mais, eu queria muito mais, eu precisava de Beatrice como precisava de ar. Eu voltei a beijá-la agora mais rápido, com mais desejo, eu apertava com força, desci os beijos para seu pescoço, dava mordidas, meu tesão só aumentava, Beatrice gemia, arranhava minhas costas e puxava meu cabelo, voltei para sua boca com ainda mais desejo, segurei sua cintura e a levantei, ela entrelaçou as pernas em volta de mim, o contato do seu sexo com minha ereção me fez gemer, caminhei até a cama e a deitei, tirei a camisa e voltei toda minha atenção para ela, retirei sua blusa com cuidado, abri os botões do seu shorts e puxei passando as mãos por suas pernas, a deixando arrepiada, sua lingerie era preta, rendada, seu corpo era uma perdição, distribui beijos por todo ele, depois voltei a sua boca, ela me beijava com vontade, enquanto retirava minha bermuda, apertando minha ereção, me deixando louco, retirei seu sutiã, revelando seus seios, tão desejados por mim, eu chupava com vontade, dava leves mordidas em um, enquanto acariciava o outro com a mão, Beatrice era só gemidos e puxões de cabelo, quando ele já estavam bem vermelhos eu parei, ela choramingou um pouco mais rapidamente voltou a se mexer retirando minha cueca, ela parou um instante admirando meu membro, para depois começar um lento movimento de vai e vem com as mãos, eu acariciava sua intimidade já ensopada, estimulava seu clitóris, aquilo já estava me deixando louco, não aguentava mais, arranquei sua calcinha com toda pressa, e a penetrei de uma só vez, ela arranhou com força minhas costas, soltando um grito de dor, comecei meus movimentos lentamente, sentindo cada centímetro daquele paraíso, ela voltou a gemer, não havia mais dor e seu corpo pedia por mais, eu a estava torturando, seus gemidos eram profundos.
_Mais rápido Tobias, mais rápido!
–Mais rápido Tris?É assim que você quer que eu te foda?
–Sim, rápido e forte, vai logo Tobias, por favor, não me torture mais.
E assim eu comecei a estocar com força, e rápido, os gemidos de Beatrice estavam cada vez mais altos, eu podia sentir ela se apertar em torno de mim, seu orgasmo estava próximo, fui com ainda mais força e ela gozou falando meu nome, pouco tempo depois eu também gozei. Cai para o lado exausto, todo suado, abracei Tris e ela pôs o cabeça em meu peito, adormecendo pouco depois, logo o sono também chegou para mim.
Fale com o autor