Notas iniciais
Essa cena pertence ao capítulo II da minha fanfic Dossiê Bellatrix (link: http://fanfiction.com.br/historia/563566/Dossie_Bellatrix/). Se você não a leu, corre lá que vale super a pena e isso aqui vai fazer muito mais sentido. Se insistir em ler aqui sem ler lá antes, bem, o máximo que vai acontecer é um pouco de diversão quente sem muito contexto com o nosso lindo casal Sirius e Bella :P

A boca de Black capturou os lábios finos da sonserina com ânsia. Queria reviver a lembrança do gosto doce do fim da sua infância, das horas dentro do quarto, da culpa velada, o ardor feroz de contrariar as leis. Fora naquelas curvas brancas que sua rebeldia se tornara pecado, e onde ele tinha conhecido uma obsessão da qual nunca pudera se livrar.

Foi naqueles cabelos negros, brilhantes, que ele entranhara seus dedos, sempre vacilante, suado, ofegante, dentro e fora dela, mas sempre a caminho, incontrolavelmente a caminho.

Ele enfiou os dedos pelos fios do cabelo dela, desfazendo seu penteado de festa, e a empurrou para dentro de uma das várias celas abertas, prensando o corpo magro contra a parede de pedra. Ela o empurrou com toda força, soltando um palavrão. Se encararam, Sirius riu algoz e a puxou pelos cabelos com força, arqueando a cabeça dela para trás e enfiando o rosto na curva do seu pescoço branco. Sugou seu cheiro.

Seu cheiro era um vício gravado em sua mente. Por quantas vezes tentara não pensar em Bellatrix, e a mera tentativa a trazia de volta mais necessária do que nunca? Havia um frio dentro dele, que só o corpo dela podia dar fim.

Ele firmou as duas mãos nas laterais do vestido de festa e puxou para baixo, o pano se rasgando, a resistência machucando a pele dela, espalhando marcas vermelhas nos ombros e no torso. Bella ondulou e fechou os olhos. Sirius enfrentava seu ventre com a ereção pronunciada abaixo das vestes de quadribol. Ele a perscrutou constatando que não se enganara – desde a última vez que tinha visto a prima nua, até ali, sua imaginação acompanhara bem o desenvolvimento do seu corpo, e ele estava olhando para uma mulher.

E de que maneira teria sobrevivido todo aquele tempo sentindo o revirar das suas entranhas cada vez que a via em um lugar? Lutar contra a existência de Bellatrix era uma batalha onde vencer e perder eram a mesma coisa.

Ele escorregou a mão pela barriga lisa e macia e fechou os dedos em torno da lateral da calcinha verde clara. Puxou para cima sem dó, a lingerie se enterrando entre as pernas dela. A jovem soltou um lamento através do lábio inferior, que mordia com força, os olhos fechados.

– Não faça isso... – pediu baixo, para que a voz não tremesse.

Ele fez. Puxou a peça para o lado e a rasgou, a fazendo arder e arfar. Ela abriu os olhos para demonstrar sua raiva e ele sorriu com o canto dos lábios, ordinariamente.

– Assim está melhor – disse no ouvido dela, bem baixo, se concentrando nos seios, os apertando por cima da renda – Você precisa abrir os olhos e ver tudo...

Bella era especialmente sensível nos seios. Era um daqueles lugares onde Sirius se concentrava, buscando as ramificações azuis de sangue que eram visíveis com um pouco de atenção. Mas não naquele momento. Ele a torturou enquanto demorava a abrir o fecho da peça, passeando as mãos quentes pelas costas de Bellatrix, que ela arqueava, os olhos se cerrando novamente pelo contato com o peito duro e cheio de músculos do primo.

– Isso é o que você quer? – ele provocou, correndo a ponta dos dedos por ela – É o que quer...?

Bella não ia falar uma palavra, mas seu olhar dizia tudo. Sirius segurou o queixo dela com força, imprimindo propositalmente os seus dedos nas bochechas pálidas enquanto forçava uma troca de olhar. Aqueles poços de indiferença cintilavam como duas estrelas agora... o grifinório encostou os lábios nos dela e sentiu resistência...

– Não está preocupada, não é? Você sabe que eu sempre soube como fazer com você...

Ela arrancou a mão dele do seu rosto com ferocidade.

– Isso foi há muito tempo.

– É o que vamos ver...

Ele abriu a própria calça e se livrou dela, então alcançou uma das pernas de Bellatrix e a ergueu pelas coxas, encaixando-a em sua cintura. A pele das costas dela raspou na pedra áspera e um arrepio sensibilizou seu corpo. Sirius finalmente tirou seu sutiã e esfregou com os dedos os mamilos túrgidos e rosados. Tinham cor e textura de pétalas, mas tinham o cheiro de Bellatrix impregnado, asfixiante. Ela segurara todos os gemidos até ali, mas não conseguiu evitar entreabrir a boca, sugando desesperadamente o ar que lhe faltara.

O membro duro provocava sua entrada já encharcada, as pedras machucavam sua pele e agora o moreno a suspendera mais um pouco, alcançando seus seios com os lábios, sugando-os e mordendo-os num ritmo enlouquecido, faminto, típico e único dele. Eram os estímulos certos para fazer com que ela confundisse o certo e o errado. Tudo era errado. Tudo era pecado e essa era a principal e única linha de relação que compartilhava com Sirius Black. Era tudo que sabiam fazer juntos.

E ele, que convivera com a culpa e o remorso de não conseguir abandonar a sua constante vontade de tê-la de novo, entendia que ela era o veneno, mas também era um antídoto e lá estava este em seus braços, respirando em arquejos, seu coração pulsando, ela toda pulsando, traçando trilhas dolorosas pela sua pele quente.

Lá estava ela roubando sua sanidade com as unhas que finalmente se enterravam em sua pele, fora de controle ela mesma, os seios redondos firmes esfregando-se em sei peito. Sirius sequer a tocara entre suas pernas, mas ela já estava pronta, ela se segurou nos ombros dele e deu o impulso contra seu corpo, fechando as pernas ao redor dele.

O membro dele entrou escorregadio e fácil, mas ainda assim friccionou suas paredes com toda intensidade e ela tremeu, em troca ele a segurou mais firme. O gemido torturado de Sirius foi sua maior satisfação. Ele tomou o controle sem gentileza, de repente enlouquecido, irrefreável, dentro e fora dela e então um pouco mais fundo quando retornava, e Bella já nem lembrava quem era.

Era dele. Era uma parte dele. Cada estocada de Sirius para dentro de seu corpo era a afirmação daquela verdade. Ela não poderia ser de mais ninguém, porque sabia que não havia outro homem no mundo que a fizesse se sentir daquele jeito. Eles se perderam um no outro de novo e de novo aquela noite, esquecendo sangue e diferenças, esquecendo as crenças e as traições.

No meio da madrugada, naquela cela esquecida nas entranhas do castelo, eles foram só Bellatrix e Sirius, e isso era mais do que o suficiente.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!